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Video 50 anos de Sindicato dos Bancários
Bancários de Barretos se reúnem para discutir propostas de atendimento, segurança, saúde e condições de trabalho.














   
    Em reunião realizada na sede do sindicato dos bancários de Barretos e Região na noite de quinta feira, 26, os bancários,  e Gestores representantes de várias agências do município de Barretos se reuniram com a finalidade de  discutir os problemas vivenciados e possíveis soluções para eles. Foram apresentados em forma de slide as reivindicações constantes na minuta da categoria bancária  sobre segurança e formas de combater as filas de bancos.
   
    Foram tiradas propostas para serem apresentadas em uma próxima reunião convidando representantes de  algumas entidades como: Procon, Ministério Público e Câmara Municipal.

    Além disso foi proposto  pelo sindicato elaborar um "Manual do Usuário de agências bancárias"  com parcerias com as entidades acima citadas  e também com a polícia Civil e Militar para  posterior distribuição a  sociedade.

    Dentro da cartilha o consumidor encontrará orientações sobre como escolher o seu banco e cuidados na abertura e encerramento de contas. Além disso, a publicação esclarecerá o consumidor de serviços bancários, dúvidas sobre movimentação, pagamentos, cheques, cartões e tarifas,  orientações sobre aplicações financeiras, dicas de atendimento, segurança nas operações e muito mais.

    Para o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira que conduziu a reunião discutir atendimento bancário é sempre incômodo para os bancos. Seus argumentos se fragilizam diante do montante que lucram em comparação com a realidade vivida pelos clientes e trabalhadores.

    "Os bancos trabalham com poucos empregados e transferem esse custo para quem espera e deixa de fazer outras atividades" diz Marco.

    Os bancários conhecem a fundo essa realidade. Sabem que os bancos estão elitizando seus serviços e que o cliente/ usuário   é empurrado para o auto-atendimento, para o correspondente bancário ou para as casas lotéricas, com suas filas enormes, sem segurança e sujeito as intempéries.

    As instituições financeiras precisam se empenhar muito mais para vencer o desafio das filas.

    Sobre o investimento em tecnologia, ressalte-se que ele é importante, mas não deve substituir o bancário e, muito menos, ser pretexto para expulsar os clientes das agências.

    "Há mais de quinze anos os bancários reivindicam a ampliação do horário de atendimento que passaria a ser das 9h às 17h e a criação de dois turnos de trabalho. Isso  propiciaria melhor atendimento e ainda geraria novos empregos na categoria" conclui Marco.
   
Contraf-CUT negocia com BB e
reforça extensão da Previ e Cassi para todos
 
Bancários querem previdência complementar e saúde de qualidade para todos

    A Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorados pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, voltaram a discutir a extensão da Previ e Cassi, com qualidade, para todos os funcionários do BB, durante reunião da mesa temática com o banco realizada na segunda-feira (23), em Brasília. A reivindicação havia sido aprovada no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no ano passado.

    Os trabalhadores egressos de bancos incorporados pelo BB, que enfrentam dificuldades e tratamento diferenciado nas áreas de saúde e previdência, esperam uma solução o mais rápido possível, procurando equalizar os benefícios de todos os planos, tanto para os da ativa quanto para os aposentados.

    Em resposta, os representantes do banco afirmaram que já está em estudo uma solução para os que vieram do Besc, Nossa Caixa e BEP. Eles garantiram ainda que este ano ocorrerá uma série de mudanças pontuais, principalmente para os egressos da Nossa Caixa.

    Dentre os problemas discutidos, o BB apresentou evolução em relação ao Fundo Economus de Assistência Social (Feas), constituído exclusivamente com recursos da venda de seguros do então banco Nossa Caixa. O banco disse que o plano será reaberto.

    Em uma breve análise, os representantes do BB afirmaram que estudos apontam para uma redução no percentual, que hoje é de 4,72 per capita, composição de grupo familiar e a criação do plano família. A medida tem efeito apenas para os que têm aposentadoria.

Aposentados

    A instituição financeira justificou que um dos itens que dificultam uma solução global é que os bancários dos bancos incorporados que se aposentaram antes de o banco adquirir Besc, BNC e BEP não têm vínculo com o Banco do Brasil. A Comissão de Empresa afirma que a decisão tem que englobar todos os participantes dos fundos de pensão e dos planos de saúde, independentemente de estarem na ativa ou não.

Participação

    Ainda durante a reunião da mesa temática, a Contraf-CUT reivindicou maior participação dos trabalhadores nas decisões relativas aos fundos de pensão e aos planos de saúde dos bancos incorporados, mesmo que ainda não tenha fechado um acordo definitivo sobre o assunto.

    A Comissão de Empresa também apresentou uma proposta para compartilhamento da rede de assistência e de reciprocidade de fato do atendimento médico e hospitalar de todos os planos de saúde dos bancos incorporados com a Cassi, menos burocrática e mais eficiente que o modelo atual. O banco ficou de avaliar a proposta.

NR 254

    Em relação à Resolução Normativa 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que incorpora tabelas novas de procedimentos médicos mínimos, a Contraf-CUT lembrou que o BB tem buscado solução exclusivamente jurídica. "O banco deveria fazer a adequação imediata para adequar a Cassi ao texto da resolução 254. Se a Cassi não se adequar à NR 254, novas adesões serão vetadas ao plano de saúde. Não podemos permitir que isso ocorra", protestou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

    O fim de novas adesões pode ser prejudicial aos participantes e à manutenção de qualquer plano de saúde. Com um número limitado de sócios, entre outras consequências, os prestadores de serviço (médicos e outros profissionais de saúde) podem deixar de atender pelo plano e esvaziar a rede credenciada, o que prejudicaria sobremaneira os participantes.

    Considerando que os planos de saúde dos bancários egressos dos bancos incorporados já estão fechados para novas adesões, a possibilidade de migração ou gestão desses planos pela Cassi é garantia de longevidade, uma vez que a entrada de novos associados mantém a solidariedade e o futuro mais equilibrado de qualquer plano.

Previdência

    Em relação aos fundos de previdência, o banco apresentou justificativa quanto ao impedimento legal para a portabilidade. Por falta de tempo, o assunto será aprofundado em nova reunião.

    Ao final da reunião, a Contraf-CUT informou que apresentará calendário para negociar PCR, jornada legal de 6 horas e outros assuntos de interesse do funcionalismo.


Incorporados do BB começam a receber promoção
por antiguidade em março 2012

    Passados três anos de iniciado o processo de incorporação da extinta Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, os funcionários incorporados que assinaram o regulamento do BB começam a receber a promoção por antiguidade.

    Conforme as regras, no BB, a promoção por antiguidade se faz automaticamente por tempo de serviço efetivo na categoria, descontando os afastamentos.

    Para os funcionários incorporados, optantes pelo regulamento do BB a partir de 01/12/2009, foi criada uma regra de transição. Pelo Acordo Coletivo 2009/2010, a progressão estava prevista para após 03 anos (1095 dias). A partir do Acordo Aditivo 2010/2011 esse intervalo foi reduzido para 02 anos (730 dias).

    Com isso, no próximo mês de março, os incorporados começam a fazer jus às promoções por antiguidade, passando a ter então o valor do seu Vencimento Padrão (VP) reajustado em 3%. "Os funcionários incorporados que fizeram a adesão ao regulamento devem procurar no aplicativo Pessoal  para se informar sobre o início de suas progressões", avisa Cláudio Luis de Souza, diretor da FETEC-CUT/SP.

    Mesas temáticas - Na próxima segunda-feira 23, a direção do BB retoma as mesas temáticas, com debates sobre saúde e previdência dos bancários egressos de bancos incorporados pelo banco federal.

    Na oportunidade, o movimento sindical voltará a pressionar o banco a autorizar a associação dos funcionários oriundos do BESC, extinta Nossa Caixa e BEP à Cassi e à Previ.

HSBC confirma reunião para o dia 31

    A direção do HSBC confirmou negociação com os representantes dos trabalhadores para o dia 31. O objetivo da reunião é debater questões como: pagamento do PPR/PSV; previdência complementar; emprego, saúde e condições de trabalho.

    A questão da PPR gera muita insatisfação entre os funcionários, pois o banco adota a política errada de descontar da PLR os valores devidos aos bancários por conta dos programas próprios de remuneração vinculados a metas, como o Programa Semestral Variável (PSV) e o Programa de Participação de Resultado (PPR).

    No que se refere à previdência, o banco deu mais um exemplo de que não valoriza seus funcionários. A direção do HSBC lançou um novo plano de previdência corporativa que beneficia somente os bancários com rendimentos acima de R$ 3.500.

Contraf retoma negociação com BB sobre bancos
incorporados no dia 23
 
    A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam o debate da mesa específica com o BB na próxima segunda-feira (23), em Brasília. Na pauta da reunião estará a saúde e a previdência dos bancários egressos de bancos incorporados pelo BB.
   
    Em relação aos funcionários oriundos do BESC, Nossa Caixa e BEP, as entidades continuarão exigindo que o BB possibilite o direito desses trabalhadores se filiarem à Cassi e à Previ. "O movimento sindical cobra a extensão desses direitos. O banco não pode diferenciar seus funcionários. Todos os trabalhadores, incorporados ao quadro do BB, devem ter o mesmo tratamento, com direitos e benefícios iguais", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, órgão que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

Jornada de 6 horas

    Durante a retomada dos debates nas mesas temáticas, no último dia 23 de novembro, as entidades sindicais encaminharam propostas relativas à jornada de 6 horas e planos de carreira, além de buscar definir um calendário de debates com encerramento até março de 2012. Na ocasião, o banco se comprometeu em analisar as críticas e ponderações do movimento sindical e apresentar uma solução ao menos parcial sobre jornada de 6 horas.

    A Comissão de Empresa apresentou à direção do BB um relatório sobre as ações judiciais movidas em todas as bases sindicais do país, requerendo o pagamento das 7ª e 8ª horas, as de protesto de interrupção de prescrição e as de cumprimento da jornada e seus impactos sobre o passivo trabalhista do banco.

    "Fizemos um relato histórico da conquista do direito à jornada especial e as constantes tentativas de descumprimento da lei. Com dados sobre as ações judiciais, expusemos os riscos que o banco sofre ao não resolver a situação e apontamos a necessidade de não se fazer um novo plano de comissões que apresente erros cometidos no passado. A luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas no BB avança para um novo estágio. O movimento sindical já explicitou a reivindicação dos trabalhadores e espera uma solução da empresa", destaca Araújo.

    Em setembro do ano passado, na Campanha Nacional dos Bancários, um diretor do BB se comprometeu em resolver o problema da jornada de 6 horas por meio de um comunicado exibido no sistema interno de comunicação do banco. Contudo, na mesa, o banco se recusava a negociar.

    Depois das mobilizações ocorridas durante todo o ano de 2011 e com a força da greve, o banco aceitou fazer o debate antes de tomar qualquer decisão.

    Em contato com a diretoria do BB, na última semana, a Contraf-CUT e o banco concordaram que, em relação à jornada e PCR, não há mais necessidade de discussões, mas sim de negociações de fato, uma vez que as partes já estão esclarecidas sobre todas as reivindicações e as considerações conceituais.

    A Contraf-CUT continua aguardando o posicionamento da direção do BB em relação à 7ª e 8ª horas. À época, o banco informou que estava concluindo estudo sobre o tema. Até agora, nada foi apresentado ou decidido.

PCR

    Os debates com o banco sobre o PCR ficaram em torno das questões como o percentual de interstícios da carreira de antiguidade, a inclusão da pontuação dos caixas e dos congelados (B-0) e a aceleração da progressão na carreira de mérito com alteração no prazo de promoção de cada um dos quatro grupos de pontuação.

    A coordenação da Comissão de Empresa solicitou do BB dados detalhados sobre as comissões praticadas e a quantidade de funcionários em cargos de carreira no PCR para subsidiar o movimento sindical nos debates futuros.

    A Contraf-CUT solicitou que os representantes do banco façam uma apresentação o mais breve possível sobre o "Novo Sinergia" e as relações com o Banco Postal.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Brasília

PL sobre terceirização compromete futuro do país

    A aprovação do substitutivo ao Projeto de Lei (PL) do deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) sobre terceirização resultaria em uma reforma trabalhista jamais pensada pelo mais radical dos liberais. A afirmação é do vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Paulo Schmidt, em reportagem publicada na quinta-feira 12, pelo jornal Valor Econômico. "O projeto vai acabar produzindo no Brasil uma reforma trabalhista precarizante e vai comprometer o futuro do país", disse.

    O substitutivo, cujo relator é o deputado Roberto Santiago (PSD-SP), foi apresentado como um "consenso" entre empresários e trabalhadores, mas é duramente criticado pela CUT e outras centrais sindicais como CTB e CGTB, para as quais o projeto não difere do PL 4.330 de Sandro Mabel na promoção da precarização do trabalho. O projeto foi aprovado em novembro pela Comissão Especial sobre Regulamentação do Trabalho Terceirizado, presidida por Mabel. O substitutivo ainda passa pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pode ser levado ao plenário da Casa. Se aprovado, ainda enfrenta tramitação no Senado e deve passar pela sanção da presidenta Dilma Rousseff.

    A Anamatra é uma das instituições parceiras do Sindicato e CUT na luta contra o projeto, tendo participado inclusive de visitas à Câmara e atos em Brasília.
   
    Segundo matéria do Valor, o diagnóstico da entidade em relação ao texto do substitutivo é claro: "haverá um incentivo direto à terceirização do trabalho, os trabalhadores terão mais dificuldades para obter seus direitos na Justiça e menor poder de barganha nas negociações com seus patrões".

    Segundo Paulo Schmidt já há 11 milhões de trabalhadores terceirizados entre os 43 milhões de empregados formais no país e o projeto, ao não proibir a terceirização em atividades fins das empresas, vai gerar um cenário de empresas sem empregados. "Ao admitir a subcontratação, a proposta também poderá acabar permitindo a quarteirização e a quinteirização". Nesse cenário, acrescentou, "a responsabilidade pela mão de obra vai se diluindo para, ao fim e ao cabo, não haver mais responsabilidade nenhuma".

    Ao jornal, Schmidt também lembrou que a maioria dos processos judiciais que os trabalhadores vencem mas não conseguem executar a sentença é movida por trabalhadores terceirizados. O direito do trabalho é menos efetivo na terceirização, afirmou.

Santander recebe inscrições para bolsas de
graduação até 3 de fevereiro
 
    O Santander está recebendo inscrições até o dia 3 de fevereiro para o Programa de Bolsas de Graduação de 2012. A iniciativa é destinada aos funcionários que estão cursando ou desejam iniciar a primeira graduação de nível superior. O auxílio-educação é de 50% do valor da mensalidade, limitado a R$ 410 por mês.

    O direito está previsto no acordo aditivo do Santander à convenção coletiva, assinado no dia 16 de dezembro entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com a direção do banco espanhol, em São Paulo.

    "Conquistamos em 2011 o aumento do total de bolsas, passando de 2.000 para 2.300, com a aplicação do reajuste salarial no valor da mensalidade", destaca o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Quem pode participar

    Para participar do programa, o funcionário deve ter no mínimo quatro meses de vínculo empregatício, não ter graduação completa ou formação tradicional em nível superior e escolher um dos cursos nas áreas de exatas e humanas, com duração mínima de dois anos, reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação.

    Caso haja mais inscritos do que bolsas disponíveis, serão aplicados os critérios de desempate, como menor salário, maior tempo de casa e maior número de filhos.

Como se inscrever

    As inscrições podem ser feitas pela intranet do banco, no seguinte caminho:

Intranet > As Pessoas > Autoatendimento > Benefícios > Solicitar Reembolso > Bolsa de Graduação > Solicitar Bolsa.

    Após o final do prazo de inscrições, o funcionário receberá entre os dias 7 e 10 de fevereiro o retorno do seu pedido pelo endereço eletrônico rhpoliticasedu@santander.com.br.

Para saber mais sobre o Programa de Bolsas de Graduação, o funcionário deve acessar:

Você e a Organização > Seu Desenvolvimento > Educação > Graduação Universitária.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários aprovam acordo coletivo de
ponto eletrônico do HSBC

    Em assembleia realizada no dia 05 de janeiro, os funcionários do HSBC aprovaram por unanimidade a autorização para a diretoria do Sindicato dos Bancários de Barretos assinar o Acordo Coletivo de Trabalho sobre o sistema alternativo eletrônico de controle de jornada de trabalho (ponto eletrônico).

    O controle da jornada sempre foi uma preocupação do movimento sindical, que acompanhou de perto desde a apresentação do sistema até as mudanças efetuadas, como no caso da senha de acesso e do registro auxiliar (RA).

    De acordo com o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira, o acordo possibilita a ação efetiva no controle e fiscalização da jornada dos trabalhadores, além dos bancários terem garantias de controle da jornada realizada, podendo a qualquer tempo acessar e imprimir o espelho do ponto.

Banco que usar meio eletrônico fora da
jornada deve pagar horas extras
 
    Os bancários devem ficar atentos ao receber mensagens no celular, por e-mail ou ligações telefônicas de seus gestores fora do horário e local de trabalho. Lei, de autoria do ex-deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO) e sancionada no último dia 15 de dezembro pela presidenta Dilma Rousseff, altera o artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e equipara os efeitos jurídicos da subordinação exercida por meios eletrônicos à exercida por meios pessoais e diretos no trabalho.

    Segundo a nova redação do artigo 6º da CLT, "não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego".

    O novo texto da lei acrescenta que "os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio".

    "A nova lei é um avanço, pois trata de um dos problemas enfrentados pelos trabalhadores com o advento dos meios eletrônicos. Os torpedos, telefonemas e e-mails enviados pelos gestores fora da jornada de trabalho, quase sempre pressionando o trabalhador para o cumprimento de metas abusivas, são efetivamente formas de trabalho à distância, devendo ser remunerados na forma da CLT e da convenção coletiva", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

    Para Plínio, "a partir de agora, os bancos terão que tomar mais cuidado ao utilizar os meios eletrônicos fora da jornada de trabalho, pois a nova lei estabelece relações trabalhistas e obriga o pagamento de horas extras aos bancários".

Teletrabalho

    André Grandizoli, secretário-adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), explica que a medida representa o ajuste da legislação ao avanço da tecnologia. Para ele, a lei pode ser vista como "uma evolução, por reconhecer um tipo de trabalho que já ocorre, o chamado teletrabalho".

    "A modernidade chegou e a legislação acaba de se integrar a essa modernidade", disse André

    Na visão do secretário-adjunto, com as mudanças, não importa mais o local de trabalho, mas se o trabalhador executa a tarefa determinada pela empresa. Ele destaca ainda que pretende-se com esse dispositivo que o tempo do trabalhador em função do empregador seja reconhecido, independentemente do meio utilizado ou da presença física na empresa.

    "Se o trabalhador estiver à disposição do empregador fora do local de trabalho, por meio telemático, ele deve receber horas extras", destacou.

Fonte: Contraf-CUT

Sindicatos realizam assembleias sobre controle
do ponto eletrônico do HSBC
 
    Os sindicatos estão fazendo assembleias em todo país sobre a proposta de assinatura de um acordo coletivo de trabalho com o HSBC acerca do sistema alternativo eletrônico de controle de jornada de trabalho.

Leia mais..

Entra em vigor nova tabela do Imposto de
Renda com reajuste de 4,5%
 
    A nova tabela do Imposto de Renda retido na fonte, com as alíquotas que serão aplicadas nos salários deste ano para a declaração do Imposto de Renda em 2013, já está em vigor, com correção de 4,5%, abaixo da inflação do período.

    O percentual de 4,5% de reajuste, definido no início do ano passado pelo governo pelo período de três anos, segue o centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Conforme a nova tabela, estarão isentos da cobrança os trabalhadores que têm renda até R$ 1.637,11.

    Pela tabela em vigor em 2011 e que será usada no cálculo do imposto a ser declarado neste ano, essa isenção era de R$ 1.566,61.

    Há cinco faixas de tributação (veja nas tabelas abaixo). A maior alíquota, de 27,5%, passará a ser aplicada a quem ganha mais de R$ 4.087,65, contra R$ 3.911,63 no ano passado.

    Compare, abaixo, as tabelas aplicadas em 2011 (usada no cálculo da declaração a ser prestada neste ano) e a atual (aplicada nos salários em 2012 e que servirá na prestação de contas do IR no ano que vem).  Clique aqui e veja a Tabela.

Fonte: Folha de São Paulo

Banco do Brasil assume Banco Postal

Desde o primeiro dia útil de 2012, instituição pública é parceira dos
Correios em mais de 5 mil municípios do brasileiros

    O Banco do Brasil assumiu de vez, no primeiro dia útil de 2012, a parceria com os Correios no Banco Postal para a prestação de serviços financeiros. O posto era ocupado pelo Bradesco desde 2002.

    Desde o fim do mês de novembro, o BB operava como teste em 17 pontos de atendimento em agências dos Correios abertas após a licitação vencida pela instituição pública.

    O leilão pelo Banco Postal aconteceu em maio de 2011 e foi vencido pelo Banco do Brasil num lance de R$ 2,3 bilhões, considerado "alto" pelo mercado. Os Correios têm 6 mil agências próprias que oferecem os serviços do Banco Postal em 5.273 cidades brasileiras - ou 95% do território brasileiro - com faturamento anual na casa de R$ 1 bilhão. O contrato é de cinco anos e seis meses, prorrogáveis por mais cinco.

    Nas agências do Banco Postal são oferecidos serviços bancários básicos, como abertura de contas, saques, depósitos, pagamentos, consulta de saldos e extratos e recebimento de benefícios do INSS.

Direitos - Para o movimento sindical bancário, há problemas nas relações trabalhistas e na segurança do Banco Postal. Em algumas regiões do país, há liminares da Justiça por não cumprimento de exigências da lei 7.102/83 quanto à segurança. Estados como  Alagoas, não podem abrir novas unidades, e em Sergipe as unidades deveriam fazer adaptações. Também há ações judiciais que reivindicam direitos de bancários para os trabalhadores do Banco Postal e também indenização em casos de assalto.
         
    A preocupação do Sindicato é com o processo de terceirização da atividade bancária, que ameaça a categoria.

Redação com informações da Folha de S. Paulo - 02/01/2012


Servidor decide onde quer receber salário

Liberdade de escolha começa a valer nesta segunda 2 e
bancos devem disputar a clientela
   
    O servidor público que recebe pagamento em conta-salário poderá, a partir desta segunda 2, pedir a transferência automática do dinheiro para o banco que escolher. Esses trabalhadores foram os últimos a ter acesso ao benefício, uma vez que os da iniciativa privada têm esse direito desde 2009.

    Com o prazo maior para a entrada em vigor do benefício ao funcionalismo público, os estados e municípios puderam oferecer por mais tempo o atrativo dos pagamentos aos servidores na hora de leiloar as folhas às instituições financeiras. 

    De acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para transferir o salário para outra conta diferente da aberta pelo empregador, é preciso que a indicação seja feita por escrito à instituição financeira. O banco é obrigado a aceitar a ordem no prazo de até cinco dias úteis e os recursos devem ser  transferidos para o banco escolhido pelo empregado no mesmo dia do crédito do salário, até as 12h.

    A conta-salário é diferente da conta-corrente por ser destinada ao pagamento de salários, aposentadorias e pensões e por se tratar de um contrato firmado entre a instituição financeira e a empresa empregadora e não entre o banco e o empregado. Na conta-salário, o cliente não tem direito a talão de cheques e não pode receber outros depósitos além do salário. No site do Banco Central (BC), há uma série de perguntas e respostas sobre a conta-salário.

    A instituição que processa o maior número de folhas de pagamento de servidores públicos no país é o Banco do Brasil (BB). Segundo o diretor de Clientes Pessoa Física do BB, Sérgio Nazaré, são 1,516 milhão de servidores federais, o que representa 71% dos pagamentos a esses trabalhadores. No caso dos servidores estaduais, são 3,104 milhões (59%), e dos municipais, o número chega a 2,058 milhões  (27%).

    O diretor do BB disse que o banco não espera perder clientes com a nova regra que vigora em 2012. Segundo ele, a instituição tem investido em estratégias não somente para manter, mas também para aumentar o número de clientes. Desde 2009 está sendo ampliada a rede de atendimento, são trocados equipamentos de autoatendimento para garantir maior velocidade e são ofertados aos clientes produtos e serviços customizados. "Há um reforço na estrutura de relacionamento", disse. Ele lembrou que servidores federais têm livre opção bancária por decisão do Ministério do Planejamento e, mesmo assim, não houve redução de clientes nesse segmento.

    De acordo com o Ministério do Planejamento, os servidores públicos federais sempre puderam escolher o banco onde querem receber o salário. A maior concentração de pagamentos está no BB, com 76,41% - cerca de R$ 4,9 bilhões - do total de pagamentos a servidores ativos e aposentados feitos em outubro deste ano. Em seguida vêm a Caixa, com 12,65% (R$ 825 milhões), o Banco de Brasília (BRB) - 4,01% ou R$ 261,5 milhões), o Itaú (2,79% - R$ 182,3 milhões) e o Bradesco (1,31% - R$ 85,8 milhões). Além dessas cinco, outras instituições financeiras também fazem os pagamentos mas, segundo o ministério, formam um percentual pequeno na preferência dos servidores.

    Em nota, o Banco Itaú não informou o número de servidores públicos (federais, estaduais e municipais) que têm conta-salário e disse que apoia a portabilidade, que é um legítimo direito do trabalhador. O Bradesco informou apenas que paga salários de 2 milhões de servidores em todo o país. A Caixa, por meio da assessoria de imprensa, disse que prefere não se pronunciar sobre o assunto "por uma questão estratégica".

    Concorrência - Mas segundo reportagem do jornal Valor Econômico a disputa dos bancos pelos cerca de 13 milhões de servidores públicos brasileiros já começou e deve resultar em redução de tarifas e vantagens para esses correntistas. O Santander, diz o jornal, lançará uma campanha com promoções que incluem tarifa zero e cartão de crédito sem mensalidade para os servidores.

    A reportagem cita ainda no páreo Itaú Unibanco, que disputa com o Bradesco os servidores do Rio de Janeiro; o Banrisul, que possui como correntistas 500 mil funcionários públicos e já está oferecendo vantagens como cartões de crédito sem anuidade e com juros mais baixos; e Caixa, que segundo o jornal, vai isentar de tarifas na cesta básica de serviços por um ano os servidores que optarem pelo banco.

Santander abre inscrições ao programa de
bolsas de graduação 2012
 
    O Santander abriu No dia 13/12  as inscrições para o Programa de Bolsas de Graduação 2012. A iniciativa é destinada aos funcionários que estão cursando ou desejam iniciar a primeira graduação de nível superior. O subsídio é de 50% do valor da mensalidade, limitado a R$ 410 por mês.

    O direito está previsto no acordo aditivo à convenção coletiva, já aprovado nas assembleias dos funcionários  "Este ano conquistamos a ampliação do total de bolsas, passando de 2.000 para 2.300", destaca o secretário de imprensa da contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

    Para participar do programa, o funcionário deve ter no mínimo quatro meses de vínculo empregatício, não ter graduação completa ou formação tradicional em nível superior e escolher um dos cursos nas áreas de exatas e humanas, com duração mínima de dois anos, reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação.

    Caso haja mais inscritos do que bolsas disponíveis, serão aplicados os critérios de desempate, como menor salário, maior tempo de casa e maior número de filhos.

    As inscrições podem ser feitas pela Intranet até o dia 3 de fevereiro, no seguinte caminho:

Intranet > As Pessoas > Autoatendimento > Benefícios > Solicitar Reembolso > Bolsa de Graduação > Solicitar Bolsa.

Entre os dias 7 e 10 de fevereiro, o funcionário receberá o retorno da sua inscrição pelo endereço eletrônico rhpoliticasedu@santander.com.br.

Para saber mais sobre o Programa de Bolsas de Graduação, o funcionário deve acessar:

Você e a Organização > Seu Desenvolvimento > Educação > Graduação Universitária.

Fonte: Contraf-CUT


Sorteio encerra Campanha Estadual de Sindicalização 2011


    A FETEC-CUT/SP e os sindicatos filiados encerraram, na quarta-feira 14, a Campanha Unificada de Sindicalização 2011, que aumentou em 20% o número de bancários do interior da base da Federação.

    Logo após a última reunião do ano da Executiva Estadual foi realizado o sorteio de um carro zero Km. Alice da Silva Santos, bancária do Sindicato dos Bancários do ABC foi a ganhadora. O diretor do Seeb, Eric Nilson recebeu as chaves do carro para entregar a sorteada. "Toda a categoria saiu vencedora dessa campanha, que mostrou a força dos bancários. Mais sindicalizações significa mais unidade e gera mais força política para a categoria. Dessa maneira coroamos 2011 como um ano de vitórias", afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.
   
    A campanha durou oito meses e mobilizou toda a base da federação cutista. O balanço foi positivo, com a ampliação do número de sindicalizações. Além disso, serviu para instrumentalizar os sindicatos por meio de materiais de divulgação e, ao mesmo tempo mostrou-se como um instrumento eficaz de diálogo com os trabalhadores, mostrando a importância da sindicalização para o fortalecimento da categoria e de suas lutas.

    "Organizar-se em sindicato é passo fundamental para a defesa de toda a classe trabalhadora. No nosso caso, essa campanha buscou fortalecer ainda mais a trajetória de avanços da categoria bancária", afirma Aline Molina, secretária geral da FETEC-CUT/SP.

    "Com a campanha, conseguimos alcançar nosso objetivo que era de que os sindicatos tivessem mais estrutura e material para mostrar aos bancários a importância de se sindicalizar.", conclui o presidente da FETEC-CUT/SP.


Bancários do BB têm até dia 16
para utilizar verba de aprimoramento


    Escriturários, caixas, assistentes e auxiliares do Banco do Brasil têm até o dia 16 para utilizar os recursos do Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF). São R$ 215 que o banco disponibiliza para cada funcionário, que podem ser utilizados em cursos, livros, material didático, assinatura de jornais de grande circulação, de provedor internet e banda larga, entre outros.

    "A verba é uma conquista dos funcionários do BB nas negociações específicas da Campanha 2011. Os bancários não podem deixar de usar um direito garantido na negociação coletiva", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

    Os recursos são distribuídos aos bancários por meio de reembolso. "Os bancários muitas vezes têm deixado de utilizar essa verba", destaca William. "Por isso, orientamos que divulguem a data limite aos colegas em seus locais de trabalho", recomenda o dirigente sindical.

    Os procedimentos para a utilização dos recursos estão explicados na Instrução Normativa (IN) 390-1, que também traz a lista dos cargos que fazem parte do público do programa e detalhes de como os recursos podem ser utilizados. Os recursos estão disponíveis também para os dirigentes sindicais.

Fonte: Contraf-CUT


Banco do Brasil foge das mesas temáticas
e privilegia aumento do lucro

    Os representantes dos funcionários do Banco do Brasil estão cobrando da direção do banco posicionamento frente ao calendário de mesas temáticas, sugerido pelos trabalhadores em negociação no dia 23/11. Naquela data, as partes deram início aos debates em torno de jornada de seis horas e Plano de Carreira e Remuneração (PCR).

    Na oportunidade, a representação dos funcionários propôs os dias 05 e 06/12 para debates, respectivamente, sobre jornada de trabalho e saúde/previdência de funcionários egressos de bancos incorporados.

    O banco ficou de dar retorno sobre a proposta de calendário e sobre as reivindicações para respeito à jornada de seis horas e PCR. No entanto, até o momento, não o fez, apesar da insistência dos trabalhadores de buscar soluções para questões prementes, no máximo, até março de 2012, quando se inicia o processo de organização do Congresso Nacional dos Funcionários e da Campanha Nacional da categoria.

    "Jornada de trabalho, PCS, saúde e previdência são questões que, há tempos, vêm acumulando problemas. Por isso, o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012 estabeleceu a retomada das mesas temáticas. Só que o banco está protelando em prol de outros interesses", denuncia Cláudio Luis de Souza, diretor da FETEC-CUT/SP.

    Conforme o dirigente, a atual preocupação da direção do BB é com a meta de atingir R$ 1 trilhão em ativos até 31 de dezembro. "Para isso, a instituição não está medindo esforços. Recentemente, o presidente do banco, Aldemir Bendine, convocou toda a cúpula da empresa para ordenar o cancelamento de férias, abonos, licença-prêmio e processos seletivos internos em andamento. A orientação está resultando em pressões ainda maiores dentro dos locais de trabalho para prestação de serviços em finais de semana de forma ilegal e ameaças de retirada de comissões".

    Para dar conta da meta abusiva, o banco está instalando em todo o país as CCC (Centrais de Crédito Clandestinas). "São locais improvisados, para onde o banco transfere funcionários das agências para oferecer crédito por telefone aos clientes. É uma estrutura totalmente irregular, pois não obedece a NR 17 (Norma Regulamentadora) voltada para o pessoal de telemarketing, não há gravação das ligações e os contratos de empréstimos são verbais, sem qualquer segurança. É inadmissível que um banco público precarize de tal forma as condições de trabalho visando apenas o lucro", contesta Cláudio Luis ao complementar: "Bendine está seguindo literalmente o que disse Paulo César Ximenes, ex-presidente do BB, por ocasião do primeiro grande PDV (Pedido de Demissão Voluntária) na instituição durante o governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso): 'A maior função social do Banco do Brasil é dar lucro...'", compara Cláudio Luis ao avisar que a representação sindical não aceitará tamanho desrespeito contra o funcionalismo.

PSO - No próximo dia 14/12, o Coletivo Estadual dos Funcionários do BB se reunirá para debater estratégias frente ao PSO (Plataforma de Suporte Operacional). A reunião será às 10h, na sede da FETEC-CUT/SP.

Bancários do BB têm até dia 16 para utilizar
verba de aprimoramento
 
    Escriturários, caixas, assistentes e auxiliares do Banco do Brasil têm até o dia 16 para utilizar os recursos do Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF). São R$ 215 que o banco disponibiliza para cada funcionário, que podem ser utilizados em cursos, livros, material didático, assinatura de jornais de grande circulação, de provedor internet e banda larga, entre outros.

    "A verba é uma conquista dos funcionários do BB nas negociações específicas da Campanha 2011. Os bancários não podem deixar de usar um direito garantido na negociação coletiva", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

    Os recursos são distribuídos aos bancários por meio de reembolso. "Os bancários muitas vezes têm deixado de utilizar essa verba", destaca William. "Por isso, orientamos que divulguem a data limite aos colegas em seus locais de trabalho", recomenda o dirigente sindical.

    Os procedimentos para a utilização dos recursos estão explicados na Instrução Normativa (IN) 390-1, que também traz a lista dos cargos que fazem parte do público do programa e detalhes de como os recursos podem ser utilizados. Os recursos estão disponíveis também para os dirigentes sindicais.

Fonte: Contraf-CUT

Após mobilização e dois dias de negociações,
bancários arranca proposta de aditivo do Santander com avanços

    A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram a negociação na sexta-feira, dia 2, em São Paulo, com o Santander e arrancaram uma proposta que traz vários avanços para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva de trabalho. Também assegura a melhoria do Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS), passando para R$ 1.500, e a manutenção dos termos de compromissos do Banesprev e Cabesp. Os acordos voltarão a ter validade de um ano. Leia mais...

Negociação com Santander continua nesta sexta
e bancários cobram avanços
 
    A Contraf-CUT, federações e sindicatos continuam nesta sexta-feira, dia 2, a negociação específica para a renovação com avanços do acordo aditivo à convenção coletiva de trabalho e do acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), além dos termos de compromisso do Banesprev e Cabesp. Leia mais...

Após pressão dos bancários, Santander marca
negociação para aditivo

    Depois da mobilização dos bancários, a direção do Santander finalmente marcou a primeira rodada de negociação para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva de trabalho dos bancários, do acordo do Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS) e dos termos de compromisso do Banesprev e Cabesp.    A reunião será realizada na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, em horário e local a ser confirmado, em São Paulo.

    A negociação foi solicitada pela Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp através de três cartas enviadas ao superintendente de Recursos Humanos do Santander, Jerônimo dos Anjos, em 21 de outubro, 7 e 21 de novembro. A pauta específica de reivindicações foi entregue em 30 de agosto.

    O agendamento ocorre no terceiro dia da Jornada Continental de Lutas, que os bancários do Santander estão realizando no Brasil e outros países da América Latina, cobrando respeito do banco espanhol e negociações para uma coordenadora mundial e um acordo marco global, a exemplo de outras instituições financeiras.
   
    As manifestações contam com o apoio da UNI Américas Finanças e do Comitê de Finanças da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS).

    "Esperamos avanços e agilidade nas negociações, a fim de valorizar o empenho e a dedicação dos trabalhadores, principais responsáveis pelo lucro estrondoso de R$ 5,9 bilhões até setembro deste ano, que representa 25% do resultado mundial do Santander, o melhor desempenho em todos os países onde o banco está presente", projeta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Contraf-CUT retoma mesas temáticas do BB e
debate jornada de 6h e PCR

    A Contraf-CUT, sindicatos e federações retomaram com o Banco do Brasil na quarta-feira (23), em Brasília, os debates das mesas temáticas, conforme está previsto no acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2011/212. O cumprimento da jornada de 6 horas, uma das principais reivindicações do funcionalismo, e o Plano de Carreira e Remuneração (PCR) foram os assuntos tratados no encontro.

    Convidada pelo BB para participar da reunião, a Contec não compareceu.

    Em relação ao debate sobre as 6 horas, os representantes indicados pela Contraf-CUT para a reunião apresentaram à direção do BB um relatório sobre as ações judiciais movidas em todas as bases sindicais do país, requerendo o pagamento da 7ª e 8ª horas, as de protesto de interrupção de prescrição e as de cumprimento da jornada e seus impactos sobre o passivo trabalhista do banco.

    "Fizemos um relato histórico da conquista do direito à jornada especial e as constantes tentativas de descumprimento da lei. Com dados sobre as ações judiciais, expusemos os riscos que o banco sofre ao não resolver a situação e apontamos a necessidade de não se fazer um novo plano de comissões que apresente mais uma vez erros cometidos no passado", afirmou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do B, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco
   
    Para ele, "a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas no BB avança para um novo estágio. O movimento sindical já explicitou a reivindicação dos trabalhadores e agora espera uma solução da empresa". Araújo lembrou que existe um compromisso exibido no sistema interno de comunicação do BB pelo próprio diretor de Relação com o Funcionalismo de resolver a questão.

    Em resposta, o BB afirmou que analisará as críticas e ponderações do movimento sindical e que apresentará uma solução, se não global, ao menos parcial sobre o tema.

PCR

    Quanto ao PCR, importante conquista da Campanha Nacional de 2010, os debates iniciais centraram em questões como o percentual de interstícios da carreira de antiguidade, a inclusão da pontuação dos caixas e dos congelados (B-0) e a aceleração da progressão na carreira de mérito com alteração no prazo de promoção de cada um dos quatro grupos de pontuação.

    Araújo solicitou do BB dados detalhados sobre as comissões praticadas e a quantidade de funcionários em cargos da carreira PCR para subsidiar o movimento sindical nos debates futuros.

Calendário

    Conforme deliberação da reunião preparatória, realizada em Brasília na semana passada, a Comissão de Empresa propôs ao banco o estabelecimento de um calendário de discussões, com vistas a dar celeridade ao processo negocial e encerrar os debates no máximo até meados de março de 2012. Foi solicitada a confirmação do banco, o mais breve possível, dos dias 5 e 6 de dezembro como datas para os próximos encontros.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

Bancos que mais demitem são os campeões
de reclamações no Bacen

    Na corrida desenfreada pelo lucro, os bancos Santander e o Itaú optaram pelo mais fácil: cortar empregos. Os dois banco fecharam juntos 4.132 vagas até setembro deste ano. Para quem fica, resta arcar com uma carga exaustiva de trabalho, metas absurdas e muita pressão.

    Mas submeter os empregados a condições tão precárias têm seu preço: tanto o banco "do juntos" quanto o banco "feito pra você" são os campeões da lista de reclamações do Banco Central, com, respectivamente 1.333 e 894 ocorrências.

    Na lista das reclamações tem de tudo um pouco, com destaque para débito não autorizado pelos clientes e cobrança de tarifas irregulares. Enquanto isso, ambos os bancos só acumulam lucros.

    O Itaú bateu o seu próprio recorde e apresentou lucro líquido de R$ 10.940 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano. Já o Santander teve lucro líquido de R$ 5,9 bilhões nos primeiros nove meses, alta de 9% em relação a igual período de 2010.

Bancários retomam debates das mesas temáticas
com BB na próxima quarta
 
    A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reúnem na próxima quarta-feira (23) com o Banco do Brasil para iniciar os debates das mesas temáticas, em cumprimento ao previsto no Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 (parágrafo 2º da cláusula 48ª), que trata da negociação permanente e solução de divergências).

    A direção do BB confirmou a reabertura das discussões com a representação dos trabalhadores em correspondência encaminhada à Contraf-CUT nesta quinta-feira (17). Com o encontro confirmado, a Comissão de Empresa dos Funcionários, reunida nesta quinta na sede da Contraf-CUT, em Brasília, decidiu que vai propor na primeira reunião um calendário de debates, sendo que a representação do banco deverá se manifestar sobre a proposição na ocasião.

    A ideia é que as discussões sejam encerradas até meados de março de 2012, antes do início dos encontros e congressos de preparação da Campanha Nacional dos Bancários 2012.

    A proposta também inclui focar na primeira reunião a jornada de 6 horas, uma das principais reivindicações do funcionalismo.

    Veja o calendário que será apresentado pelos representantes dos bancários para as discussões com o BB:

- 23/11 e 05/12: Jornada de trabalho
- 06/12: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados
- 20/12: Negociação permanente
- 16/01/2012, 09/02 e 05/03: Plano de carreira
- 17/01, 10/02 e 06/03: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados

Fonte: Contraf-CUT com Seeb DF

20 de novembro: Dia da Consciência Negra

    No próximo dia  20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra no Brasil, dia que se honra a memória de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morto neste mesmo dia no ano de 1695, defendendo seu povo contra os abusos cometidos pela elite branca.

    A homenagem ao líder negro foi estabelecida pelo Projeto de Lei 10.639, em 9 de janeiro de 2003, como forma de não deixar cair no esquecimento a luta por igualdade, infelizmente uma realidade ainda muito distante.

    Pretos e pardos já são maioria em 56,8% dos municípios, de acordo com o Mapa da População Preta & Parda no Brasil segundo os Indicadores do Censo de 2010, divulgado no último dia 14/11. Apesar disso, uma pesquisa realizada pelo Dieese aponta que pessoas negras recebem quase 40% menos por hora de trabalho do que demais camadas da população.

    O principal motivo dessa desigualdade, segundo o estudo, é que a inserção dos negros no mercado de trabalho ocorre principalmente nas ocupações menos especializadas e pior remuneradas. Em 2010, 10,8% da população negra economicamente ativa trabalhavam como empregados domésticos. Entre a população que se declara branca e amarela, essa proporção é 5,7%.

    É comum se referir ao Brasil como um país sem preconceitos, mas não é isso que se ver na prática. Segundo o Mapa da Diversidade, publicado pela Febraban em 2009, o número de bancários negros representa menos que 3% da categoria, o que demonstra que ainda há muito o que se fazer para mudar essa realidade.

Bancários cobram negociações com Santander
para acordo aditivo e PPRS












    Os bancários cobraram negociações com o Santander para a renovação com avanços do acordo aditivo à convenção coletiva de trabalho e do acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), além dos termos de compromisso do Banesprev e Cabesp. A cobrança ocorreu na quinta-feira, dia 17, durante reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, realizada no Auditório Amarelo do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Participaram diretores da Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp. Leia mais...

Caixa mudará norma sobre compensação dos dias parados

    Pressionada pela Contraf-CUT, durante a retomada das negociações permanentes na sexta-feira, dia 11 de novembro, em Brasília, a Caixa Econômica Federal esclareceu que a CI 009/2011 não foi editada para retaliar os empregados que aderiram à greve de 21 dias da categoria bancária. A medida, segundo a empresa, foi de caráter apenas informativo e não trará impactos negativos para a situação funcional dos trabalhadores, tendo por objetivo orientar os gestores a acompanharem o processo de compensação dos dias parados. Leia mais...

Bancários cobram negociações para renovação
do aditivo com Santander
 
    Os bancários voltaram a cobrar na segunda-feira, dia 7, negociações com o Santander para discutir a pauta específica de reivindicações, visando a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva de trabalho.

    A exemplo da carta enviada no dia 21 de outubro, um novo documento foi remetido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Contraf-CUT, Fetec-CUT/SP, Feeb SP-MS e Afubesp ao superintendente de Relações Sindicais do Santander, Jerônimo Tadeu dos Anjos, propondo que, além de agendar uma data de reunião, o banco prorrogue a vigência do aditivo até a data da assinatura do novo instrumento.

    A minuta foi entregue no dia 30 de agosto para os representantes do banco espanhol, que se comprometem em abrir negociações logo após o final da campanha nacional dos bancários. "Entretanto, passados mais de 15 dias da assinatura da convenção coletiva com a Fenaban, o Santander ainda permanece em silêncio, frustrando a expectativa dos funcionários", destaca Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT.

    "O lucro do Santander cresceu 9% e atingiu R$ 5,9 bilhões nos primeiros nove meses do ano", aponta o dirigente sindical. "Queremos renovar o aditivo com avanços, agregando novas conquistas como forma de reconhecimento e valorização dos trabalhadores", enfatiza.

    "Cabe ressaltar que os bancários do Brasil foram os principais responsáveis por 25% do lucro mundial do grupo espanhol, o maior resultado do banco em todos os países onde atua, e por isso não podem ser tratados como se fossem de segunda categoria", aponta Marcelo Sá, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

    Além do aditivo, os trabalhadores querem ampliar os valores do Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS) e preservar os termos de compromisso do Banesprev e Cabesp.

Conquistas

    Os trabalhadores do Santander são os únicos, entre os bancos privados, que possuem acordo suplementar à convenção coletiva. Entre as conquistas do aditivo está a garantia de duas mil bolsas auxílio-educação aos trabalhadores com ao menos quatro meses de trabalho e cursando a primeira graduação.

    Outra cláusula social importante é a garantia às funcionárias com filho de até 9 meses de idade a dois descansos especiais durante a jornada, que podem ser trocados por 10 dias corridos de licença a serem usufruídos na sequência da licença-maternidade, pelo pai ou mãe, caso ambos sejam funcionários do banco.

    "Queremos novas conquistas, como garantia de emprego, cinco dias de ausências abonadas por ano, adiantamento de um salário nas férias em dez vezes sem juros, eleição dos representantes dos participantes do SantanderPrevi e Sanprev e manutenção da assistência médica aos aposentados, dentre outras demandas", destaca Ademir.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf cobra da Caixa fim de norma que vincula
compensação de horas a metas
 
    A Contraf-CUT enviou na terça-feira (8) correspondência endereçada ao presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, pedindo que honre os termos firmados na convenção coletiva de trabalho 2011 em relação à compensação de horas referentes ao período da greve nacional dos bancários deste ano.

    O banco divulgou na quinta-feira (3) a CI DE Gestão de Pessoas / DE Controladoria 009/2011 sobre os procedimentos que devem ser adotados pelos empregados. Nela, a Caixa vincula a compensação das horas ao sistema de metas do banco. "O que é um absurdo. Os termos não estão previstos no acordo assinado entre entidades sindicais e os bancos. Pedimos a imediata revogação da CI", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

    "A redação da cláusula prevê apenas a realização de até duas horas extras por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até o dia 15 de dezembro, sem qualquer desconto", explica Plínio. O dirigente sindical avalia que tal norma pode trazer impactos negativos para a saúde do trabalhador. "Ao incluir a compensação das horas no sistema de metas, a Caixa sinaliza para que os gestores pressionem os empregados, possibilitando a prática de assédio moral nas unidades, o que é inaceitável".

    Na carta, a Contraf-CUT afirma ter clareza de que os compromissos assumidos devem ser honrados por ambos os lados, portanto, "nossa orientação tem sido para os empregados, dentro da razoabilidade e observados os termos do acordo, realizarem as horas extraordinárias a fim de regularizar as pendências geradas pela paralisação", diz a carta.

    A Contraf-CUT pautará o assunto na retomada da negociação permanente com a Caixa na próxima sexta-feira, dia 11, em Brasília.

Quatro bancos lucram R$ 34,3 bi
em 9 meses e bancários cobram emprego

    Os quatro maiores bancos do país - Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander - lucraram mais de R$ 34,3 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, conforme indicam os balanços divulgados nos últimos dias. Os números gigantescos, no entanto, contrastam com o saldo de empregos dessas instituições no período, segundo dados do Dieese.

Mais empregos

    Bradesco e BB abriram juntos 10.654 novos postos de trabalho até setembro. O banco privado gerou 6.086 empregos e o banco federal, 4.568. "Isso é positivo, pois contribui para o desenvolvimento do Brasil, embora esses números ainda sejam insuficientes diante da sobrecarga de trabalho dos funcionários e das filas intermináveis nas agências", afirma o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros.

    Já o Itaú Unibanco e o Santander fecharam juntos 4.132 vagas até setembro. O banco brasileiro cortou 2.496 postos de trabalho e o banco espanhol, 1.636. "Isso é inaceitável e revela descaso com o emprego, as condições de trabalho dos bancários e a qualidade de atendimento aos clientes", destaca o dirigente sindical.

    "Está na hora de o sistema financeiro gerar mais empregos, abrir novas agências e transformar correspondentes em postos de atendimento, como forma de garantir inclusão bancária para milhões de brasileiros e oferecer contrapartidas sociais para o desenvolvimento econômico do Paísl", enfatiza Marcel.

Lucros astronômicos

    O recorde de toda a história do sistema financeiro nacional, de acordo com a consultoria Economática, é de novo do Itaú Unibanco. Nos primeiros nove meses, o lucro líquido foi de R$ 10,9 bilhões, 15,97% maior que em 2010, sendo que R$ 3,8 bilhões foram apurados apenas no terceiro trimestre deste ano, um crescimento que chega a 25,5% em relação a igual período do ano passado.

    Com o segundo melhor resultado, o Banco do Brasil apresentou em seu balanço o lucro líquido de R$ 9,1 bilhões em nove meses, 18,9% maior em comparação ao do mesmo período do ano passado, sendo que R$ 2,9 bilhões foram obtidos apenas no terceiro trimestre.

    Entre janeiro e setembro deste ano, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 8,3 bilhões, crescimento de 18,2% em relação ao ano passado. No terceiro trimestre, quando apurou R$ 2,8 bilhões, o aumento foi de 11,4%.

    Já o Santander teve lucro líquido de R$ 5,9 bilhões nos primeiros nove meses, alta de 9% em relação a igual período?de 2010.

Rentabilidade

    De acordo com levantamento do Dieese, a rentabilidade média sobre o patrimônio líquido anualizado (setembro de 2010 a setembro de 2011) das quatro instituições financeiras chega a 21%. A maior foi verificada no Banco do Brasil (22,6%), seguido de Itaú (22,5%), Bradesco (22%) e Santander (16,9%).

Caixa extrapola no controle da compensação
dos dias parados na greve

    A Caixa Econômica Federal voltou a extrapolar no controle da compensação dos dias parados na greve nacional dos bancários, a exemplo de anos anteriores. O banco divulgou na quinta-feira (3) a CI DE Gestão de Pessoas / DE Controladoria 009/2011 sobre os procedimentos que devem ser adotados pelos empregados.

    Um dos pontos da mensagem diz que "para apoiar o acompanhamento de gestores e empregados, informamos que a compensação das horas não trabalhadas no período de greve constará do AvGestão e do AvMatriz de cada unidade". Trata-se de vinculação da compensação das horas ao sistema de metas da Caixa, o que é um abuso, sem previsão na convenção coletiva de trabalho assinada entre as entidades sindicais e os bancos.

    "Mais uma vez, a Caixa extrapola o que consta no acordo, pois a redação da cláusula prevê apenas a realização de até duas horas extras por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até o dia 15 de dezembro, sem qualquer desconto", afirma Plínio Pavão, empregado da Caixa e secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Ele explica que, "ao incluir a compensação das horas no sistema de metas, a Caixa sinaliza para que os gestores pressionem os empregados, possibilitando a prática de assédio moral nas unidades, o que é inaceitável".

    A Contraf-CUT pautará o assunto na retomada da negociação permanente
com a Caixa na próxima sexta-feira, dia 11, em Brasília. Além disso, a entidade vai encaminhar correspondência para a direção do banco, exigindo a imediata revogação da CI.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários se organizam pela retomada
das negociações com o Bradesco

    Finda a Campanha Nacional 2011, os bancários do Bradesco se organizam para retomarem com o banco as negociações em torno da minuta da Campanha de Valorização dos Funcionários.
    Relançada no primeiro semestre deste ano com o tema "Reino da Presença", em alusão à dura realidade enfrentada pelos bancários em contraposição ao o que prega a publicidade do Bradesco, a campanha visa pressionar por melhores condições de trabalho; mais contratações; fim das metas abusivas e do assédio moral; melhor remuneração; auxílio educação; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) justo, transparente e democrático; dentre outras reivindicações.
    Nesta quarta-feira 09, o Coletivo Estadual dos Funcionários do Bradesco reúne-se na sede da FETEC-CUT/SP, para debater ações com o objetivo de pressionar o banco a retomar as negociações iniciadas no primeiro semestre.
    Na reunião, o Coletivo também debaterá as novas regras do sistema de ponto eletrônico. Dentre outras determinações, a Portaria nº 373 do Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu que a marcação de entrada e saída dos funcionários integre convenção ou acordo coletivo de trabalho.


Itaú tem lucro recorde de R$ 10,9 bi até setembro,
mas corta 2.496 empregos










 

    O Itaú Unibanco apresentou lucro recorde de R$ 10,940 bilhões entre os meses de janeiro e setembro deste ano, alta de 15,9% ante o mesmo período do ano passado. Segundo a consultoria Economática, é o maior lucro da história entre os bancos brasileiros para o período. Apesar do resultado estrondoso, a instituição seguiu na contramão do emprego, fechando mais postos de trabalho.

    Os dados do balanço revelam que em dezembro de 2010 o banco contava com 102.316 trabalhadores no Brasil. O número caiu em setembro para 99.820, o que aponta um corte de 2.496 empregos.

    "Mais uma vez, o Itaú Unibanco trata com desrespeito os seus trabalhadores, porque é injustificável bater novo recorde de lucro e cortar empregos, o que comprova a imensa sobrecarga de trabalho nas unidades do banco, fruto da pressão das metas abusivas e do assédio moral", destaca Jair Alves, diretor da Contraf-CUT.

    "O banco está devendo a geração de empregos no Brasil, como aliás está fazendo no exterior. Não adianta fazer propaganda para dizer que pratica responsabilidade social e que é banco sustentável, se reduz postos de trabalho e não contribui para o desenvolvimento econômico e social do país", ressalta o dirigente sindical.

Mais números do balanço

    No terceiro trimestre, o Itaú Unibanco teve lucro de R$ 3,807 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 5,6%. Em 12 meses, o resultado cresceu 25%. A carteira de crédito, que cresceu 22,7% em 12 meses, teve expansão de 6,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano.

    O Itaú também divulgou também lucro recorrente de R$ 3,940 bilhões no terceiro trimestre. A diferença entre este ganho e o resultado contábil se deve a provisões para ações judiciais questionando reajustes de planos econômicos e avaliação do investimento mantido pelo Itaú no Banco Português de Investimento pelo valor de mercado de suas ações em 30 de setembro de 2011.

    No final de setembro, a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, era de R$ 382,236 bilhões, um incremento de 22,8% em 12 meses.

    O nível de inadimplência da carteira, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, foi de 4,7%, contra 4,5% no trimestre anterior e 4,2% em igual período de 2010.

    As despesas da companhia com provisões para perdas esperadas com calotes somaram R$ 4,972 bilhões no trimestre, menos que os R$ 5,1 bilhões do trimestre imediatamente anterior, mas superior aos R$ 4,01 bilhões em igual etapa do ano passado.

Lucro recorde

    O resultado superou o lucro do próprio Itaú Unibanco registrado em 2010: R$ 9,433 bilhões. Em terceiro lugar, aparece o ganho de R$ 8,30 bilhões do Bradesco, em 2011.

    Entre os dez maiores lucros para o período, quatro são do Itaú Unibanco, três do Bradesco, dois do Banco do Brasil e um do Santander, de acordo com o levantamento da Economática.

    Confira abaixo os maiores lucros, de janeiro a setembro, na história dos bancos brasileiros de capital aberto:

Posição    Banco                  Lucro líquido (em bi R$)    Ano
1               Itaú Unibanco       10,940                                 2011
2               Itaú Unibanco        9,433                                  2010
3               Bradesco              8,303                                  2011
4               Banco do Brasil     7,701                                  2010
5               Bradesco              7,035                                  2010
6               Itaú Unibanco        6,854                                  2009
7               Itaú Unibanco        6,444                                  2007
8               Bradesco              6,015                                  2008
9               Banco do Brasil     5,992                                  2009
10             Santander             5,953                                  2011
                                                              Fonte: Economática

Fonte: Contraf-CUT com UOL Economia e Itaú

Caixa credita antecipação da PLR na noite desta terça-feira 1º

    O valor da antecipação corresponde a 54% da PLR total. A segunda parcela será paga em março de 2011 após apurado o resultado anual.

    Os empregados da Caixa Econômica Federal recebem nesta terça-feira, dia 1º de novembro, o crédito da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), incluindo a primeira parte da regra básica e da parcela adicional e ainda da PLR social.

    A antecipação da regra básica da PLR equivale a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37. Já a primeira parte da parcela adicional da PLR representa a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre até o limite de R$ 1.400. O restante será pago até março de 2012.

    A título de PLR social, a Caixa creditará a antecipação correspondente à distribuição de 4% do lucro líquido obtido pelo banco no primeiro semestre deste ano.

PLR maior

    O valor total da regra básica da PLR é de 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Já o montante da parcela adicional da PLR corresponde a 2% do lucro líquido a ser distribuído linearmente, com teto de R$ 2.800.

    No caso da PLR social, o acordo aditivo estabelece a distribuição linear para todos os empregados de 4% do lucro líquido.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Lançada campanha para isenção de imposto de renda na PLR

    Os  bancários, químicos e metalúrgicos estão lançando um abaixo-assinado conjunto que será encaminhado ao Congresso Nacional e ao Governo Federal para cobrar a isenção de Imposto de Renda na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) recebida pelos trabalhadores. A proposta visa corrigir uma das muitas distorções do sistema tributário brasileiro que favorecem as empresas em detrimento dos trabalhadores: enquanto a PLR dos trabalhadores é tributada, a parcela do lucro liquido das empresas distribuída a seus acionistas é isenta do imposto desde 1996.

    O sistema tributário brasileiro é regressivo, ou seja, a carga de tributos recai mais sobre quem ganha menos, enquanto as grandes empresas contribuem com muito pouco,

    Para os trabalhadores uma reforma tributária justa teria que inverter essa lógica regressiva com a adoção, entre outras medidas, de uma tabela progressiva de IR como instrumento de distribuição de renda. A isenção do imposto de renda na PLR é uma medida que aponta nessa direção e por isso a participação de todos no abaixo-assinado é fundamental.

    O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) está apresentado um projeto que visa alterar a Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, pedindo a isenção. A reivindicação também será apresentada ao Ministério da Fazenda. "Precisamos realizar uma grande mobilização para conseguir o maior número possível de assinaturas e pressionar o governo e os deputados a corrigir essa injustiça", diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Injustiça

    Os bancos, que têm lucros astronômicos, pagam menos impostos que a classe trabalhadora brasileira. A constatação faz parte de relatório do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), lançado em agosto deste ano. O estudo mostra que em 2009, enquanto os trabalhadores contribuíram com 10,68% da carga tributária, as instituições financeiras arcaram com apenas 3,02% da arrecadação do país. De acordo com o relatório, o sistema tributário brasileiro "tem sido um instrumento a favor da concentração de renda", que agrava o ônus fiscal dos mais pobres e alivia o das classes mais ricas.
   
    Ainda segundo o Sindifisco, entre agosto de 2010 e setembro deste ano, as pessoas físicas pagaram um total de R$ 89,9 bilhões, entre IR e valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho. Já os bancos contribuíram com apenas R$ 37,2 bilhões, somados os pagamentos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Renda.

> Clique aqui para imprimir o abaixo-assinado e coletar adesões

    Após preenchido, o documento deve ser entregue a um dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT.

Trabalhadores começam a receber PLR
   
    Os resultados dos 21 dias de forte greve nacional, que contou com expressiva participação da categoria, começam a se concretizar após a assinatura do acordo.

    A direção do Bradesco confirmou ao Sindicato que irá creditar na sexta 28 as diferenças salariais, a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37) e do valor adicional da PLR (distribuição linear de 2% do lucro líquido do primeiro semestre, com teto de R$ 1.400). Um dia antes, na quinta 27, serão creditadas as diferenças nos tíquetes e a 13ª cesta-alimentação.

    Também na sexta 28, o Santander deposita a seus funcionários a primeira parcela da PLR e do valor adicional. As diferenças salariais e nos tíquetes ocorrerão em novembro.

    O Itaú Unibanco paga os salários corrigidos em 9% nesta quinta 27. Os créditos da primeira parcela da PLR e do valor adicional ocorrerão até dia 31. Já as diferenças salariais, das verbas e a 13ª cesta-alimentação virão em novembro.

    Conforme determina a convenção coletiva, os bancos têm de depositar a primeira parcela da PLR e do adicional até o dia 31 de outubro. A segunda parcela da PLR e do adicional tem de ocorrer até março de 2012.

Quanto vem - Veja na tabela quanto os bancários do Bradesco, Santander e Itaú Unibanco, que receberão a PLR total, têm de ter creditado até novembro. No caso do HSBC, o valor adicional de cada empregado será de R$ 611, que corresponde à distribuição linear de 2% do lucro líquido do primeiro semestre.

    No caso da Caixa Federal, além da regra básica da PLR e do valor adicional, os empregados também conquistaram a PLR Social que equivale à distribuição linear de 4% do lucro líquido.

Luta vitoriosa - Fruto da mobilização dos funcionários, ao lado do Sindicato, os salários e as verbas foram reajustadas em 9%, o piso de ingresso da categoria teve aplicação de 12%, passando a R$ 1.400 (aumento real de 4,3%). O valor adicional da PLR, que passou a R$ 2.800, aumentou 16,66% (aumento de 8,63% acima da inflação) e a parte fixa da PLR, que vale agora R$ 1.400, foi reajustada em 27,18% (18,42% acima da inflação).
































        (1) Os bancários receberão em novembro os auxílios alimentação e refeição
        já reajustados além das diferenças retroativas a setembro e outubro de 2011.

        (2) Valores referentes as diferenças retroativas a setembro e outubro entre o vale
        refeição mensal de R$ 399,30 em 2010 e R$ 435,24 a partir de setembro de 2011.

        (3) Valores referentes as diferenças retroativas a setembro e outubro entre o vale
        alimentação de R$ 311,08 em 2010 e R$ 339,08 a partir de setembro de 2011.

        * A antecipação da regra básica de PLR é composta por 54% do salário
        reajustado mais R$ 840,00, que corresponde a 60% da parcela fixa


HSBC paga antecipação da PLR e
diferenças salariais nesta quinta
 
    O HSBC fará nesta quinta-feira, dia 27, o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças oriundas do reajuste de 9% nos salários referentes ao mês de setembro. Além disso, o banco informou que creditará nesta sexta-feira, dia 28, as diferenças relativas ao reajuste nos vales-refeição, cesta-alimentação e demais verbas, bem como a 13ª cesta-alimentação, no valor de R$ 339,08. A informação foi repassada nesta terça-feira (25) à Contraf-CUT.

    O prazo de pagamento da antecipação da PLR vai até o dia 31, conforme estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2011/2012, assinada pelas entidades sindicais na sexta-feira, dia 21, em São Paulo.

Quanto vem de PLR

    O valor da antecipação da regra básica da PLR é de 60% (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Já a antecipação da parcela do adicional será a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano, o que, segundo informação, corresponde a R$ 591,08 para 21 mil funcionários. O restante da PLR vem até o dia 1º de março de 2011.

    Com a unidade nacional, a força da mobilização e a capacidade de negociação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a campanha deste ano conquistou uma elevação de 27,18% na parte fixa da regra básica da PLR, que ficou em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. E na parcela adicional da PLR, que distribui linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.

Fonte: Contraf-CUT

Bradesco paga antecipação da PLR
e diferenças salariais no dia 28
 
    O Bradesco fará na próxima sexta-feira, dia 28, o crédito da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças oriundas do reajuste de 9% nos salários e nos vales-refeição, cesta-alimentação e demais verbas referentes ao mês de setembro. A informação foi repassada nesta sexta-feira (21) à Contraf-CUT. Além disso, o banco informou que pagará a 13ª cesta-alimentação, na quinta-feira que vem, dia 27, no valor de R$ 339,08.

    O prazo de pagamento da antecipação da PLR vai até o dia 31, conforme estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2011/2012, assinada pelas entidades sindicais na sexta-feira, dia 21, em São Paulo.

Quanto vem de PLR

    O valor da antecipação da regra básica da PLR é de 60% (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Já a antecipação da parcela do adicional será a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano com teto de R$ 1.400.

    O restante da PLR vem até o dia 1º de março de 2011. Vale lembrar que, se após pagar a regra básica a todos os trabalhadores, o banco não tiver distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, ele deve aumentar, na segunda parcela, o valor pago até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04. Pelas projeções do Dieese, os funcionários do Bradesco receberão 2,2 salários.

    Com a unidade nacional, a força da mobilização e a capacidade de negociação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a campanha deste ano conquistou uma elevação de 27,18% na parte fixa da regra básica da PLR, que ficou em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. E na parcela adicional da PLR, que distribui linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.

Funcionários do Santander recebem
antecipação da PLR no dia 28/10

    A primeira parcela da PLR e do valor adicional da PLR dos funcionários do Santander serão creditados no próximo dia 28/10.

    O valor de antecipação da PLR corresponde a 60% da regra básica, que é 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37. Também será paga a primeira parcela do adicional: 2% do lucro líquido do primeiro semestre, com teto de R$ 1.400. O restante será pago até março de 2012.

    Com relação ao pagamento do Programa de Participação dos Resultados (PPR) e do aditivo, a FETEC-CUT/SP enviou  uma carta solicitando uma conversa com o banco para fechar um acordo.

    Sobre os reajustes previstos no acordo coletivo - de 9% nos salários e nos vales refeição e alimentação, e de 12% nos pisos dos cargos de escriturário, caixa, tesoureiro e primeiro comissionado - virão no pagamento de 18 de novembro, com valores retroativos a 1º de setembro.

    A Campanha 2011 da categoria conquistou uma elevação de 27,18% na parte fixa da regra básica da PLR, que ficou em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Na PLR adicional, que distribui linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.

Itaú paga salário corrigido dia 27

Créditos da primeira parcela da PLR e do valor adicional ocorrerão até dia 31. Diferenças salariais e de verbas e 13ª cesta-alimentação vêm em novembro

    Os trabalhadores do Itaú Unibanco receberão nesta quinta-feira 27 o salário já reajustado pelo índice de 9%. A confirmação foi feita pela direção da instituição financeira.

    Os valores relativos à primeira parcela da PLR, de 54% do salário mais R$ 840 - com teto de R$ 4.696,37 - e a distribuição de 2% do lucro líquido a título de PLR adicional - com teto de R$ 1.400 - serão pagos até 31 de outubro. Já as diferenças salariais e das verbas, como tíquete-refeição e a cesta-alimentação, além da 13ª cesta-alimentação (R$ 339,08) ocorrerão no dia 27 de novembro.

    O pagamento da segunda parcela da PLR e do adicional da PLR tem de ocorrer até março de 2012. De acordo com projeções do Sindicato os funcionários do Itaú Unibanco devem receber a PLR total de 2,2 salários, com teto de R$ 17.220,04.

Banco do Brasil assina dia 24; Caixa Federal, 25

Trabalhadores recebem nos próximos dias antecipações da PLR. Diferenças salariais vêm na folha de novembro

    Representantes dos bancários e da direção do Banco do Brasil assinam na segunda-feira 24, em Brasília, o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). No dia seguinte, 25, será a vez dos representantes dos empregados e da diretoria da Caixa Federal. Os aditivos, um para cada banco federal, são complementares à CCT e reúnem direitos específicos distintos dos respectivos trabalhadores.

    No do Banco do Brasil, arrancado na mesa de negociação após 21 dias de greve nacional, destacam-se avanços no PCR, piso maior, não desconto dos dias parados e manutenção dos três ciclos avaliatórios para descomissionamento e do formato da participação nos lucros - que deve ser paga em até 48 horas após a assinatura do acordo. No da Caixa, que também parou por três semanas, PLR social, 5 mil novas contratações, piso maior, não desconto de dias parados e titularidade por 180 dias, além de outros avanços.

Acordo assinado com a Fenaban

Bancários recebem até o dia 31 de outubro antecipações da participação nos lucros.
BB assina no dia 24 e Caixa Federal, no dia 25

    Campanha difícil, greve longa, negociações extensas, mas com resultados que conseguiram superar todas essas dificuldades. Essa foi a avaliação feita pelos integrantes do Comando Nacional dos Bancários e da federação dos bancos (Fenaban) durante a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012, realizada na tarde desta sexta-feira 21.

Quando vem - As diferenças salariais e dos vales e auxílios referentes aos 9% de aumento (1,5% acima da inflação) serão creditadas na folha de pagamento de novembro. Serão dois meses de diferenças, já que a data-base dos bancários, quando o acordo de 2010 venceu, é 1º de setembro.

    Em até dez dias após a assinatura do acordo, ou seja, no máximo em 31 de outubro, os trabalhadores recebem a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados e da PLR adicional que este ano teve importantes avanços.

Quanto vem - A parte fixa da regra básica da PLR subiu 27,18% ficando em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Na PLR adicional, que distribuiu linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.
O valor da antecipação é de 60% da regra básica (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Na primeira parcela do adicional será distribuído 2% do lucro líquido do primeiro semestre podendo chegar a R$ 1.400. O restante vem até março de 2012.

    Vale lembrar que se após pagar a regra básica a todos os trabalhadores, os bancos não tiverem distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, devem aumentar, na segunda parcela, o valor pago até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04. Pelas projeções do Sindicato, funcionários do Bradesco, Itaú e Santander receberão 2,2 salários.

Dias parados - Não será descontado nenhum dia da greve dos trabalhadores. Haverá compensação no máximo até 15 de dezembro, de segunda a sexta (exceto ferido), em no máximo duas horas por dia. Eventual saldo após esse período será anistiado.

Temáticas - As mesas temáticas serão trimestrais. Os debates de terceirização serão retomados a partir do que foi discutido na última reunião. A mesa de Igualdade de Oportunidades será realizada no mesmo período para acompanhamento dos resultados do programa junto à federação dos bancos.

PLR: Quem recebe e como ficam os valores

Participação nos lucros ficou maior na parte fixa da regra básica e no teto do adicional.

    Na Campanha Nacional Unificada deste ano, os bancários alcançaram avanço importante na Participação nos Lucros e Resultados. A parte fixa da regra básica da PLR subiu 27,18% ficando em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Na PLR adicional, que distribuiu linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.

    Em até dez dias após a assinatura do acordo (31/10), os bancários recebem a primeira parcela da PLR e do adicional. O restante vem até março de 2011. O valor da antecipação é de 60% da regra básica (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Na primeira parcela do adicional será distribuído 2% do lucro líquido do primeiro semestre podendo chegar a R$ 1.400.

    Vale lembrar que se após pagar a regra básica a todos os trabalhadores, os bancos não tiverem distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, devem aumentar o valor pago até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04. Pelas projeções do Sindicato, funcionários do Bradesco, Itaú e Santander receberão 2,2 salários.

    Quem tem direito - Recebem o pagamento integral da PLR os admitidos até 31 de dezembro de 2010 e em efetivo exercício em 31 de dezembro de 2011, ou seja, que tenham trabalhado durante todo o ano; admitidos até 31 de dezembro de 2010 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2011 por doença, acidente de trabalho ou licença maternidade. Ou seja, o bancário tem de ter trabalhado pelos menos um dia durante o ano de 2011.

    Também recebem pagamento proporcional da PLR, na razão de 1/12 por mês trabalhado, os admitidos a partir de 1º de janeiro de 2011 e em efetivo exercício de 31 de dezembro de 2011, mesmo que afastados por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade  (período que não poderá ser descontado); desligados sem justa causa entre 2 de agosto e 31 de dezembro de 2011.

    Adicional - Recebem pagamento integral do adicional os admitidos até 31 de dezembro de 2010 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2011 por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade, se pertencente ao quadro funcional na data de 21 de outubro de 2011 (data da assinatura da CCT); admitidos até 31 de dezembro de 2010 e em efetivo exercício na data da assinatura da CCT.

    Pagamento proporcional na razão de 1/12 por mês trabalhado: admitidos a partir de 1º de janeiro de 2011 e em efetivo exercício na data da assinatura da CCT, mesmo que afastados por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade (período que não poderá ser descontado); aos desligados sem justa causa entre 2 de agosto de 2011 e a data da assinatura da CCT.

    Quem pede demissão não recebe nem PLR, nem adicional.















(1) A antecipação da regra básica de PLR é composta por 54% do salário reajustado
mais R$ 840,00, que corresponde a 60% da parcela fixa de R$ 1.400,00

Bancários aprovam proposta e
encerram greve





















    Os bancários de bancos públicos e privados de Barretos e  região decidiram em assembleia realizada na noite de segunda-feira 17 de outubro, encerrar a greve  que completou 21 dias, e aprovaram proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban), após dois dias de negociação com o Comando Nacional dos Bancários.

    A proposta aprovada prevê reajuste salarial entre 9% e 12%, garantindo pelo oitavo ano consecutivo aumento real, valorização maior no piso por dois anos seguidos  que pode chegar a 30% no período, além da ampliação em até 27,18% dos valores pagos referentes à participação dos trabalhadores nos lucros resultados (PLR). O reajuste de 9% também será aplicado para demais verbas salariais como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche-babá.

    A proposta apresentada na sexta rodada de negociação ao Comando Nacional dos Bancários na última sexta-feira 14, prevê ainda avanços em relação às condições de trabalho.

Segurança - Os bancos se comprometeram a acabar com o transporte de valores
por bancários, que atualmente coloca em risco a vida dos trabalhadores, expondo-os assaltos e sequestros.

Saúde - As instituições financeiras não poderão mais publicar ranking individual de metas, motivo que leva os bancários à humilhação e ao assédio moral, causa de muito adoecimento e afastamento de bancários.

Mais empregos - A proposta prevê ainda a contratação de pelo menos 5 mil novos bancários na Caixa Econômica Federal, um dos principais responsáveis pelo pagamento de programas sociais em todo o país.

Confira a proposta completa

















Aumento real - Os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 9%, que representa aumento real de 1,5%.  A média de aumento real dos 418 acordos fechados no primeiro semestre foi de 1,35%.  Esse aumento vale também para tíquetes e demais verbas salariais.

Piso - O reajuste proposto para o piso foi de 12%, aumento real de 4,30%. No caso do escriturário, passa de R$ 1.250 para R$ 1.400.

PLR maior - A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é composta por regra básica  e da PLR adicional.

Regra básica - A regra básica da PLR será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400. Essa parte fixa, que em 2010 foi de R$ 1.100,80, será reajustada em 27,18%.          
        A regra determina, ainda, que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04.

Aumento na PLR adicional - Pela proposta, o teto do valor da PLR adicional - que distribui 2% do lucro líquido - passará de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa aumento de 16,66% em relação ao que foi pago em 2010.

Aviso prévio - A federação dos bancos também apresentou mudanças na indenização adicional. Uma nova cláusula que trata de aviso prévio proporcional será adicionada à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e está acima do que determina a nova legislação sobre o tema (Lei 12.506, de 11 de outubro de 2011).     A proposta prevê que para até cinco anos de trabalho, serão pagos 60 dias de aviso prévio; de 5 a 10 anos, 75 dias; de 10 a 20 anos; 90 dias; e mais de 20 anos, 120 dias. Esse aviso é indenizado.

"É uma alteração importante no combate à rotatividade na categoria bancária" destaca o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira.

Dias parados - O Comando Nacional dos Bancários também garantiu, junto à federação dos bancos, que não será descontado nenhum dia dos trabalhadores em greve. Pela proposta da Fenaban, não haverá desconto e sim compensação dos dias parados no máximo até 15 de dezembro. A compensação poder ser feita de segunda a sexta e exceto ferido, com no máximo duas horas por dia, além jornada. Eventual saldo após esse período será anistiado.

Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São 484 mil bancários no Brasil. A data-base da categoria é primeiro de setembro.
          



Banco do Brasil cede à pressão da greve e
apresenta proposta com avanços
 
    Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite de  sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde. O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado. Leia mais...

Proposta da Caixa inclui PLR Social, 5 mil contratações
e valorização do piso
 
         Em negociação realizada na noite de sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa.    Além disso, o banco reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado. Leia mais...

18º dia: greve mantém-se firme na expectativa das negociações













Concentração Agência Itaú Barretos

    Nesta sexta-feira 14, os bancários mantiveram-se firmes na greve para pressionar por resultado positivo na retomada das negociações, após a Fenaban ter apresentado na quinta 13, uma terceira proposta insuficiente, de apenas 0,93% de aumento real e nada para as demais reivindicações.
                                                                                                      
    Enquanto o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban estavam se preparando para retomada das negociações, vários bancos pressionavam pela reabertura das agências.
         
    Em Barretos, o sindicato manteve os 90% das agências paralisadas, e os bancários ajudaram a promover logo no início da manhã um agito em frente à agência centro do Itaú para protestar contra as arbitrariedades do banco.

    A negociação desta sexta que estava previsto para ser retomada às 10 horas, foi adiada para as 14 horas.

Negociação com bancos não avança e
greve nacional continua nesta sexta
 













                        Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT

Comando Nacional rejeitou proposta de 8,4% na mesa de negociações

    Com a força da greve, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13) as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. As negociações terão continuidade às 10h desta sexta-feira (14), quando a greve completa 18 dias em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

    "A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve. A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

    "Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.
   
    Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.

Greve cresce

    A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

    "Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações específicas com bancos federais

    Após as negociações com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações específicas buscando avanços para os trabalhadores. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas.

Força da greve nacional arranca negociação
com Fenaban nesta quinta

    Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

    "Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

    A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real.

    Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

    "Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina. No entanto pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, mas pagam bônus milionários para seus altos executivos, os maiores do continente", aponta Cordeiro. Conforme pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

    "Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

    "Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações com BB e Caixa

    Após a rodada com a Fenaban, o Comando Nacional, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, retomará as negociações com as direções dos dois bancos federais para discutir as pautas específicas de reivindicações e cobrar avanços para os trabalhadores.

Reunião do Comando Nacional

    Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

TST considera greve dos Correios não abusiva
e determina volta ao trabalho
 
    A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que a greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não é abusiva. Com o julgamento, a categoria deve retornar ao trabalho a partir desta quinta-feira, 13 de outubro.

    A SDC fixou reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto de 2011; aumento real no valor de R$ 80,00 a partir de 1º de outubro de 2011; vale alimentação extra de R$ 575,00, a ser pago no mês de dezembro de 2011, aos trabalhadores admitidos até 31 de julho de 2011; vale alimentação de R$ 25,00; e vale-cesta de R$ 140,00.

Dias parados

    O ponto mais discutido do julgamento foi o tratamento a ser dispensado aos 24 dias de paralisação (que, com o acréscimo do repouso semanal remunerado, representam 28 dias).

    O relator, ministro Maurício Godinho Ddelgado, propunha a compensação total, por meio de trabalho aos sábados e domingos, e a devolução dos seis dias já descontados pela ECT.

    A segunda corrente, liderada pelo presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, defendia que, de acordo com a Lei de Greve (Lei nº 7783/1989), a paralisação significa a suspensão do contrato do trabalho, cabendo, portanto, o desconto integral dos dias parados.

    No final, prevaleceu a corrente liderada pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, que autoriza o desconto de sete dias e a compensação dos demais 21.

    A compensação será feita até maio de 2012, aos sábados e domingos, conforme necessidade da ECT, observada a mobilidade de área territorial (na mesma região metropolitana e sem despesas de transporte para o trabalhador), e convocadas com pelo menos 72 horas de antecedência.

    De acordo com o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do dissídio na SDC, o direito de greve foi exercido pelos empregados da ECT dentro dos limites legais e não houve atentado à boa-fé coletiva. O ministro afirmou que "não se teve notícias de grandes incidentes durante todo o movimento da categoria profissional, nas mais de cinco mil unidades da empresa".

    Durante o julgamento do dissídio, o advogado da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Gustavo Ramos, disse que os trabalhadores jamais tiveram a intenção de lesar a sociedade. Ele sustentou que a greve foi pacífica e argumentou que a melhor forma de solucionar a questão dos dias parados é a compensação com trabalho, o que evitaria o pagamento de horas extras para que o serviço fosse colocado em dia.

    O secretário-geral da Fentect, José Rivaldo, disse que os trabalhadores não desrespeitaram o TST ao rejeitarem o acordo fechado pelas lideranças com a direção da ECT. Mas admitiu a frustração com o resultado do movimento. "A gente teve uma expectativa maior. O que ficou para os trabalhadores é que é melhor negociar do que apostar no tribunal", disse.

Fonte: TST com Agência Brasil e UOL

Comando Nacional se reúne nesta terça
para avaliar greve dos bancários
 
    O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira, dia 11, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento, diante do silêncio da Fenaban em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria. A reunião será realizada na sede da Contraf-CUT (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista.

Sem nova proposta da Fenaban, greve cresce e
para 9.090 agências no 14º dia
 
    Os bancários paralisaram 9.090 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, na segunda-feira (10), 14º dia da greve nacional da categoria. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).  A greve, que já é a maior da categoria nos últimos vinte anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias.

    "Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

    Cordeiro lembra que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf-CUT no dia 5  solicitando a retomada das negociações. "Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar", declara.

    "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

    A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.
         
    Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários protestam durante megaevento festivo
da Febraban em Brasília

Em plena greve, banqueiros preferem fazer
festa a negociar com bancários

    Em vez de retomarem as negociações com os bancários, os banqueiros preferiram realizar um megaevento no Parque da Cidade, em Brasília, no domingo (9), 13º dia da paralisação nacional da categoria, numa clara provocação aos trabalhadores em greve.

    Intitulado 'Caravana Meu Bolso em Dia', o evento, supostamente destinado à educação financeira de usuários e clientes do sistema financeiro, contou com show do cantor Latino, que, em média, cobra cachê de R$ 90 mil. Em greve desde 27 de setembro, bancários, juntamente com o Sindicato dos Bancários de Brasília, marcaram presença no local e protestaram contra o descaso das instituições financeiras.

    À imprensa, a Febraban disse que o atendimento dos estandes estava sendo realizado por bancários voluntários. A informação, porém, foi desmentida pelos próprios profissionais que trabalhavam ali. Segundo o Sindicato apurou, a federação contratou uma empresa de publicidade de São Paulo para realizar o evento.

    Para o Sindicato, a realização de um evento dessa natureza, fazendo propaganda dos bancos, é uma afronta ao movimento. "É muito cinismo da Fenaban convocar, em plena greve dos bancários e ainda num domingo, terceirizados para trabalhar num evento como esse. Estamos aqui para mostrar à população que os bancos são os grandes responsáveis pela paralisação dos bancários. Nossa pauta inclui mais contratações, fim das filas, redução das taxas de juros e aumento do crédito, mais segurança nas agências, reivindicações que também dizem respeito aos clientes e usuários", afirma o diretor do Sindicato Jeferson Meira, acrescentando que a manifestação do Sindicato recebeu o apoio dos presentes.

    Vestidos com camisas da greve e segurando faixas, bancários distribuíram panfletos e explicaram à população os motivos da paralisação, que completa 15 dias nesta terça-feira (11). "Os bancos deveriam ter vergonha de festejar em plena greve dos bancários, que já é a maior dos últimos 20 anos. Continuamos firmes e fortes na paralisação e esperamos que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) volte a dialogar com os trabalhadores", observa o diretor do Sindicato Wadson Boaventura.

    Também participaram do protesto a delegada sindical Simone Maciel e a secretária de Assuntos Jurídicos e de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Sintraf-Ride), Christianne Rodrigues.

    "Quanto mais tempo a Fenaban permanecer em silêncio, mais forte será a nossa greve", observa Christianne. "Assim como fez a 'Caravana Meu Bolso em Dia', a Fenaban também devia arrumar o bolso dos bancários", acrescenta, numa alusão à reivindicação de aumento real pela categoria.

Festa em vez de negociação

    Além de não negociarem com os bancários desde 23 de setembro, os bancos fazem festa para tentar esconder da população sua postura intransigente com seus funcionários. A Febraban não poupou dinheiro: sorteou computadores e máquinas fotográficas, distribui milhares de brindes para adultos e crianças, contratou artistas fantasiados e montou uma grande estrutura no Parque da Cidade para tentar 'comprar' a população.

    "Na verdade, os clientes acabam pagando por este tipo de evento, através das tarifas exorbitantes cobradas pelos bancos", denuncia Jeferson Meira, diretor do Sindicato.

    É a Fenaban, braço sindical da Febraban, que negocia com o Comando Nacional dos Bancários.
Fonte: Seeb Brasília

Nota oficial dos bancários

    A Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) reafirma as reivindicações dos trabalhadores que completam nesta segunda-feira 10  de outubro, 14 dias de greve.
   
    O caminho para resolver a campanha já é conhecido dos banqueiros desde 12 de agosto. Passa por aumento real de salários, PLR maior, valorização do piso, melhores condições de trabalho, com mais contratações e o fim das metas abusivas.

    Nas mesas específicas também é preciso avançar. No Banco do Brasil, além da contratação de mais 5 mil trabalhadores e respeito à jornada de seis horas, os funcionários querem melhorias no Plano de Cargos e Salários e no Plano de Cargos e Remuneração, fim dos descomissionamentos injustificados, Cassi e Previ para todos, suspensão do BB 2.0 e dos modelos das agências complementares, fim do voto de Minerva na Previ.

    Na Caixa Federal, os empregados reivindicam, além do aumento do quadro de funcionários, critérios claros no Processo de Seleção Interna (PSI), adoção de seis horas para todos os empregados, sem redução salarial, melhorias no Saúde Caixa, fim do voto de Minerva na Funcef.

    Ou seja, a Campanha Nacional Unifica pode ser tranquilamente resolvida se os banqueiros deixaram de lado a intransigência e voltarem a negociar. E se o governo orientar os bancos públicos a também voltar à mesa de negociação. É perfeitamente possível atender a todas essas reivindicações.

    De nossa parte, estamos abertos ao diálogo, deixando claro que não aceitaremos nenhum tipo de retaliação aos bancários que lutam para construir um dia a dia melhor nas agências e nos departamentos: os trabalhadores não abrem mão da anistia total aos dias parados.

14º dia de greve: bancários insistem na
retomada das negociações

Greve nacional dos bancários fecha 8.951 agências na sexta feira (07) e pressiona Fenaban.
   
    Os trabalhadores fecharam 8.951 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

    "A greve segue se fortalecendo a cada dia. Os bancários estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos bancos. Se de um lado eles não marcam nova negociação e sequer respondem à carta enviada pela Contraf-CUT na terça-feira (4), de outubro divulgam informações falsas para confundir os bancários e a sociedade ao dizer que as tratativas continuam e que estão abertos ao diálogo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

    "A greve dos bancários irá para a terceira semana com o firme propósito de pressionar os banqueiros e o governo pela retomada das negociações e pela apresentação de proposta que atenda os anseios da categoria por aumento real, PLR melhor e valorização dos pisos, dentre outras reivindicações", ressalta Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.

Greve completa nesta sexta feira (07) 11 dias.

Silêncio dos banqueiros não intimida, só indigna. E resposta dos trabalhadores
é fortalecer a mobilização em todos os locais de trabalho

    A greve nacional dos bancários completa hoje, (07) 11 dias. Na quinta-feira 6, décimo dia da greve, 8.758 unidades foram fechadas no Brasil.
   
    "Trata-se da maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A culpa pela greve é dos bancos, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca.

    A Fenaban ainda não respondeu à carta enviada na terça-feira (4) pela Contraf-CUT cobrando a retomada das negociações. "Vamos despertar os banqueiros ampliando ainda mais a greve, a fim de que tragam uma proposta à altura dos lucros estrondosos de R$ 27,4 bilhões que acumularam somente no primeiro semestre deste ano", destaca Cordeiro.

    Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

    Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

    Segundo dados do Dieese, o setor financeiro apresentou o terceiro maior crescimento na economia, comparando-se o segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2010. A intermediação financeira cresceu 4,5% no período, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu 3,1%. "Esse ganho é fruto do trabalho dos bancários, que merecem uma remuneração digna. Além disso, os bancos estão devendo contrapartidas sociais como forma de melhorar a prestação de serviços e contribuir para o desenvolvimento do país", afirma Cordeiro.

    O presidente da Contraf-CUT destaca a importância da valorização do piso salarial dos bancários. Dados do Dieese demonstram que o salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

    O valor por hora trabalhada também é bastante inferior no Brasil. O piso dos bancários brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo a pesquisa, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

    "O Brasil está crescendo e já é a sétima economia do mundo, mas ocupa a vergonhosa posição entre os dez países mais desiguais do planeta. O setor financeiro está entre os que mais lucraram nos últimos anos, mas se nega a distribuir renda aos seus funcionários, enquanto paga bônus milionários para os seus altos executivos, que chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso de um bancário. O caminho para mudar essa situação passa por aumentos reais de salários para os trabalhadores", defende Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT

Dez dias de greve nacional












Greve em Barretos - 05 10 2011

Bancários continuam forte na mobilização nacional até que bancos retomem
negociações e apresentem proposta decente. Setor que mais lucra
no país só não paga aumento real maior porque não quer.

    Bancário não foge à luta. No Brasil inteiro, milhares de trabalhadores de agências e departamentos de bancos públicos e privados estão parados, enfrentando pressão e ameaças, para cobrar proposta decente dos banqueiros.

    A greve, que chega nesta quinta-feira ao 10º dia, continua forte e deve crescer ainda mais diante do silêncio dos bancos.  No Brasil, 8.556 unidades permaneceram fechadas.

    As paralisações continuam ganhando mais adesões a cada dia nas agências da base territorial do sindicato. No dia de ontem os bancários do BB de Viradouro engrossaram o movimento juntamente com os bancários do Santander. No dia de hoje 06/10, mais bancários do BB irão aderir ao movimento nas cidades de Monte Azul Paulista e Colina. Em Barretos a greve se mantém forte com 90% dos bancos paralisados com exceção da agência do Bradesco  que está sendo fiscalizada todos os dias pelo Procon do Município e visitas do Ministério do Trabalho.  "A crescente mobilização  demonstra a  força  e a insatisfação dos bancários  pelas péssimas condições de trabalho  e pela  falta de diálogo por parte da Fenaban", comenta o presidente do Sindicato, Marco Antônio Pereira.

    O Comando Nacional dos Bancários divulgou nota informando que enviou carta à Fenaban classificando de "irresponsável" a postura dos bancos. No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado em 29 de setembro, no qual promete "disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários". A nota reforça que, "entretanto, nenhuma negociação foi marcada até agora, contradizendo o discurso dos bancos para os bancários, os clientes e a sociedade brasileira".

Bancários param 8.556 agências no nono dia
e greve já é a maior em 20 anos
 
    A greve nacional dos bancários de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos. A categoria fechou 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal na quarta-feira (5), nono dia de paralisação, superando o pico da greve de 2010, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.

    O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 19h.

    "A força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos bancários com o silêncio da Fenaban, que se mantém intransigente e não retoma o processo de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Que os bancos não se enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda as justas reivindicações dos bancários", completa.

    Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

    Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

    A Contraf-CUT não recebeu até agora resposta para a carta enviada na terça-feira (4) à Fenaban. "Cobramos responsabilidade e coerência dos bancos, que prometem disposição para dar continuidade às negociações, mas não retomam o diálogo com as entidades sindicais. Enquanto eles não saírem da sua inércia, os bancários irão ampliar e fortalecer ainda mais a greve em todo país", conclui Cordeiro.

9º dia: bancários driblam pressão dos bancos

Concentração dos bancários - Centro - Barretos

    Nesta quarta-feira 05, a greve nacional dos bancários chega ao seu nono dia com clima de adesão na base da FETEC-CUT/SP. Apesar das pressões dos bancos, os trabalhadores estão se mantendo firmes no movimento, inclusive com paralisações nos locais de trabalho dos municípios menores do interior do Estado.

    Em Barretos, o movimento ganhou adesão dos bancários do Santander e do Banco do Brasil, na cidade de Viradouro. O Itaú apela para as atas notariais com registro em cartório para justificar pedidos de interditos proibitórios. A greve, no entanto, segue forte.

    Nesta manhã, os bancários de Presidente Prudente resistiram às pressões do HSBC e mantiveram a agência fechada. Paralelamente, o sindicato também atuou para impedir as arbitrariedades do Itaú.

    O Sindicato dos Bancários de Araraquara, logo cedo, realizou ato em frente à agência centro do Banco do Brasil, para denunciar as pressões do banco federal.

    Em Assis, o Itaú está num movimento de abre e fecha. A Justiça negou interdito proibitório, mas o banco força a abertura das agências, as quais, logo em seguida, são fechadas pelos funcionários.
   
    "O movimento segue crescente com o firme propósito de pressionar os banqueiros e o governo a retomarem as negociações e a apresentarem proposta que atenda à categoria", afirma Luiz César de Freitas, presidente da FETEC-CUT/SP, o Alemão.

    Na terça-feira 04, o Comando Nacional dos Bancários divulgou nota criticando o silêncio dos banqueiros, cuja intransigência aumenta ainda mais a insatisfação da categoria. O Comando mantém-se de prontidão para qualquer sinalização da Fenaban.

Lucimar Cruz Beraldo

Mais contratações é a solução para melhorar
serviço e desafogar bancário

    Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a agosto de 2011 o Brasil gerou mais de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. Os bancos, setor campeão de lucratividade, responderam por apenas 1% deste total.

    E não é porque não precisam de mais gente em seu quadro de funcionários. Basta ir em qualquer agência bancária para verificar que a situação é a mesma: longas filas, demora no atendimento... isso quando, ao ser atendido, o próprio caixa não tenta vender algum produto que não interessa ao cliente, tentando desesperadamente bater a altíssima meta daquele mês. Tudo isso poderia ser resolvido com apenas uma medida, mais contratação de pessoal.

    Com mais pessoas trabalhando, as filas seriam bem menores e o atendimento, mais ágil. Também não haveria desvio de função, isto é, os caixas fariam seu papel de caixa e não de vendedor de produtos. O gerente poderia dar mais atenção aos clientes que o procuram. Tudo com mais calma e menos stress. Mas a ganância fala mais alto.

    "Os banqueiros querem um funcionário fazendo o trabalho de vários ao mesmo tempo, pouco se importando com a qualidade do atendimento dispensado aos clientes e usuários. Por outro lado, os bancos cobram tarifas altíssimas pelo serviço que prestam. Esta é a fórmula que rende aos bancos bilhões em lucro líquido todos os anos", explica Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.

    Alemão lembra que o lucro do setor cresce em média 20% ao ano há mais de duas décadas. Somente nos primeiros seis meses deste ano, foram mais de R$ 26 bilhões de lucro líquido. Considerando os últimos 12 meses, o número sobe para R$ 60 bilhões. "Enquanto os banqueiros lucram somas astronômicas, os principais responsáveis por esse êxito são explorados todos os dias. Por isso, queremos, além de um salário digno e uma PLR maior, mais contratações para aliviar o dia-a-dia do bancário. Além disso, queremos dois turnos de trabalho com horário ampliado de funcionamento ao público, como já acontece nos demais estabelecimentos comerciais, para que a população tenha um atendimento digno".

Os bancários reivindicam:
* Ampliação das contratações
* Inclusão bancária
* Combate às terceirizações e à rotatividade por meio da qual os bancos aumentam seus ganhos com a redução dos salários
* Aprovação da convenção 158 da OIT

Comando Nacional: silêncio dos bancos amplia
greve nacional dos bancários
 
Nota do Comando Nacional dos Bancários

    Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações. Essa postura das instituições financeiras irá ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, que completou  na terça-feira (4) oito dias de paralisações em bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

    Desde segunda-feira (3), o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido em São Paulo avaliando a paralisação, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também enviou uma carta à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), comunicando que os integrantes do Comando Nacional estavam de plantão, na capital paulista, aguardando a retomada das negociações.
   
    No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado na última quinta-feira, dia 29 de setembro, onde promete "disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários". Entretanto, nenhuma negociação foi marcada até agora, contradizendo o discurso dos bancos para os bancários, os clientes e a sociedade brasileira.

    A intransigência dos bancos aumenta ainda mais a insatisfação da categoria e incentiva o crescimento da greve em todo Brasil. Os bancários rejeitaram o reajuste de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real, e reivindicam 12,8% (5% de aumento real mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.
   
    As reivindicações são justas, principalmente em face dos lucros estrondosos dos bancos nos últimos anos. Somente nos primeiros seis meses de 2011, as maiores instituições acumularam R$ 27,4 bilhões. É um dos setores mais rentáveis de economia e tem a obrigação de valorizar seus funcionários, gerar empregos, distribuir renda e contribuir para o desenvolvimento do país.

    Os bancários reiteram que permanecem abertos ao diálogo e manifestam a disposição para a retomada imediata das negociações com a apresentação pelos bancos de uma proposta decente que venha a atender as reivindicações da categoria.

    A culpa da greve é dos bancos. Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros.

São Paulo, 4 de outubro de 2011.

Comando Nacional dos Bancários
Contraf-CUT, Sindicatos e Federações de Bancários
Fonte: Contraf-CUT


Bancários paralisam 8.328 agências em todo país
no oitavo dia da greve nacional
 
    O silêncio dos bancos está aumentando a insatisfação dos bancários e fortalecendo a greve nacional da categoria, que cresceu e fechou 8.328 agências de bancos públicos e privados em todos os estados e no Distrito Federal na terça-feira (4), oitavo dia de paralisação. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

    O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou na terça uma Nota Oficial repudiando o silêncio dos bancos, que não retomaram as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores após oito dias de greve nacional. "Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações", denuncia o texto.

    "Desde o início reafirmamos nossa disposição para o diálogo, que consideramos o melhor caminho para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Todos os integrantes do Comando estiveram de plantão nesta terça em São Paulo para retomar as conversas e a Contraf-CUT enviou uma carta à Fenaban com o mesmo objetivo. Mas não tivemos qualquer resposta dos bancos", afirma o dirigente.

    A greve começou no dia 27/09, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.
   
    Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização. "Queremos uma proposta decente que atenda as reivindicações da categoria", conclui Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários participam nesta terça da audiência
no TST sobre terceirizações

    Os bancários participam da primeira audiência pública da história do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, que inicia nesta terça-feira (4) e debate a terceirização de mão de obra. Os representantes dos bancários são Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Ana Tércia Sanches, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e Thiago D'Avila Fernandes, advogado do Sindicato dos Bancários de Sergipe. Eles falarão no final da tarde e defenderão junto ao TST o fim das terceirizações no setor financeiro.

    A audiência durará dois dias, das 9 às 18h30, e visa fornecer informações técnicas, econômicas e sociais relacionadas com o fenômeno da terceirização, que possam auxiliar os magistrados nos julgamentos dos processos com esse tema. Os ministros do Supremo Tribunal Federal já se utilizaram desse tipo de expediente para obter subsídios sobre aborto, células tronco e até importação de pneus usados.

    Segundo o TST, as terceirizações são consideradas atualmente o tema mais polêmico nas relações de trabalho no mundo moderno. Só no Tribunal, existem cerca de cinco mil processos sobre esse assunto aguardando julgamento.

    "Nosso papel na audiência é mostrar aos ministros do TST como está organizado e o que é o trabalho bancário, para demonstrar a ilicitude da terceirização que ocorre no sistema financeiro", afirma Miguel Pereira. "Vamos mostrar como se processa um depósito, uma transferência, o que gera uma alteração feita por um cliente via telemarketing. Tudo que é terceirizado é essencial à atividade bancária. Se não for realizado, o banco não atende seus clientes", diz.

    Conforme o diretor da Contraf-CUT, a intenção é apresentar na audiência o dia a dia da categoria para reforçar o entendimento dos ministros do TST sobre questões relacionadas ao tema, como o debate sobre o que é atividade fim de um banco. Segundo Miguel, o Enunciado 331 do TST proíbe a terceirização de atividade-fim e admite no meio, desde que sejam atividades especializadas. "Na ausência de uma legislação específica, os enunciados são a maior referencia jurídica sobre o tema. É fácil demonstrar que as atividades que os bancos vêm terceirizando são essenciais ou não possuem especialização", afirma.

    Miguel destaca ainda que os representantes dos bancários levarão também informações relacionadas ao tema dos correspondentes bancários. "Já estão chegando ao TST ações movidas por trabalhadores de outros setores, questionando os correspondentes, que são na prática uma modalidade de terceirização", sustenta.

Programação

    A proposta de realização da audiência pública sobre a terceirização partiu do presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, e foi preciso alterar o Regimento Interno da casa. Em maio deste ano, foram acrescentados dois incisos, para autorizar o presidente a convocar audiência pública e a deliberar sobre os participantes.

    O TST recebeu mais de duzentos pedidos de inscrição de profissionais interessados em expor suas ideias sobre a terceirização na audiência. Ao final, foram selecionados 49 expositores, levando-se em conta a experiência e a reconhecida autoridade deles na matéria, além da representatividade.

    Entre os tópicos que serão abordados está a terceirização no setor bancário, de energia elétrica, de telecomunicações e de tecnologia da informação e o critério da atividade-fim do tomador dos serviços, adotado pelo TST, para declarar a licitude ou não da terceirização.

Transmissão ao vivo

    A audiência pública será transmitida integralmente pela Internet, por meio do site do TST, pelo link http://video1.tst.jus.br/aovivo/.

    A abertura e as primeiras exposições, na manhã de terça-feira, serão transmitidas ao vivo pela TV Justiça, e podem ser vistas tanto pela TV quanto pela web, no site da TV Justiça (www.tvjustica.jus.br). Veja aqui como sintonizar a TV Justiça em seu estado.

Fonte: Contraf-CUT, com TST

Incoerência

Dilma fala de crescimento,
porém, não investe em seus empregados

Até agora, governo não se manifestou em relação aos itens específicos e à PLR Social

    Em viagem a Bruxelas, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff afirmou, em entrevista, que "é difícil sair de uma crise sem enfocar o crescimento e o consumo". Contudo, o que tem sido feito nesse sentido no Brasil? No que se refere à gestão dos bancos públicos, em especial da Caixa, muito pouco.

    Enquanto a campanha salarial segue, a todo vapor, com um movimento grevista fortíssimo e em ascensão a cada dia - sendo os empregados da Caixa e dos demais bancos públicos e federais os mais engajados no movimento -, o governo parece viver em um outro mundo. Não se manifesta em relação à retomada das negociações, que estão "estacionadas" desde antes do início da paralisação.

    "A postura do governo em não negociar evidencia a total falta de respeito com aqueles que ajudam a construir um País competitivo economicamente, sem contar o empenho que todos os trabalhadores despendem para a implementação das políticas públicas do governo", comentou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.           "Pensar em crescimento na Caixa passa, obrigatoriamente, pela implantação de uma política de gestão de pessoas decente, que trate o empregado com respeito, com direito a salários justos e condições dignas de trabalho. É preciso uma melhor distribuição do lucro, negociar a PLR Social...", concluiu.

Greve na Caixa - a resposta dos empregados a esse discurso contraditório do governo é o fortalecimento do movimento paredista, que entra hoje, 4 de outubro, em seu oitavo dia de greve.

Plantão - os integrantes do Comando Nacional dos Bancários estão de plantão, nesta terça-feira, para a retomada das negociações tanto com a Caixa quanto com a Fenaban. "Estamos dispostos a negociar. Depende apenas dos patrões se manifestarem. Enquanto isso não acontece, a greve continua", afirmou Sérgio Takemoto.

Bancários fecham 7.950 agências no país,
mas bancos permanecem calados
 
    A greve nacional dos bancários cresceu na segunda-feira (3), sétimo dia de paralisação, e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

    A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.

    O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido na segunda-feira, em São Paulo, decidiu orientar os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo país, uma vez que a Fenaban permanece em silêncio.

    "Mantemos nossa disposição de diálogo e, para tanto, o Comando Nacional está de plantão até esta terça-feira (4), em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Queremos uma proposta decente para valorizar o trabalho dos bancários", destaca.

    Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização", diz Cordeiro.

    O presidente da Contraf-CUT destaca que a valorização do piso da categoria é um ponto fundamental para o acordo. "Dados do Dieese mostram que o salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios. Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente", alerta o dirigente sindical.

    Segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432). A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora.
    "É uma situação que mostra em parte porque o Brasil se mantém entre as nações com a pior distribuição de renda do mundo", salienta Cordeiro. Conforme o Dieese, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

Fonte: Contraf-CUT

Cresce o movimento de greve na base do sindicato em Barretos












Desde o primeiro dia de greve, 27/09, o  índice de paralisação das agências bancárias no município de Barretos que teve inicio com 80% das agências paralisadas e no segundo dia atingindo 90%, quadro que se mantêm até hoje 03/10, vem ampliando a adesão dos bancários da região, principalmente em algumas agências de Bebedouro e Guaira, aonde bancários que iniciaram paralisando por tempo parcial,  agora é total. Para o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira, o grau de descontentamento dos bancários vão aumentando na medida em que a Fenaban adota uma postura em não apresentar nenhuma outra proposta que atenda os anseios da categoria.

7º dia de greve: bancários pressionam
contra silêncio dos banqueiros

          Os bancários chegam, nesta segunda-feira 03, ao sétimo dia de greve nacional, pressionando pela retomada das negociações em torno de propostas que atendam às reivindicações da categoria, no que diz respeito a aumento real, PLR justa, mais contratações, melhores condições de saúde e de segurança, além de valorização dos pisos e dos vales refeição e alimentação.

          Com participação de bancários de bancos privados e públicos, o movimento segue crescendo. Na última sexta-feira, foram 7865 agências paralisadas em todo o país, contra 4.191 unidades fechadas no primeiro dia, na terça-feira 27. Nesta segunda-feira, a greve na base da FETEC-CUT/SP continua atingindo as cidades menores, a exemplo de Colina,  Bebedouro e Guaíra, na base do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região.

          Os bancos, por sua vez, apelam para arbitrariedades para barrar o movimento pacífico. Em Guarulhos, o Bradesco chegou a assediar clientes para forjar provas contra o sindicato em interdito proibitório. Na região do ABC, o Itaú e o HSBC solicitaram, na última sexta-feira 30, ao 1º Cartório de Notas de Mauá, a realização de Ata Notarial de Constatação o registro da paralisação do atendimento bancário ao público. Para o Seeb/ABC, trata-se de uma violência contra os trabalhadores.

          Diante do silêncio da Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários reúne-se na tarde desta segunda-feira, para traçar estratégias para avaliar e ampliar ainda mais o movimento no decorrer desta semana.

          "Com um lucro de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, os bancos tiveram a ousadia de propor apenas 0,56% de aumento real sem contemplar nenhuma das demais reivindicações da categoria. Por isso, os bancários estão firmes na greve. Vamos prosseguir ampliando o movimento até que os banqueiros e o governo se predisponham a negociar seriamente as reivindicações da categoria", afirma Luiz César de Freitas, o Alemão.

Lucimar Cruz Beraldo

Justiça proíbe Correios de descontar salários

Decisão do TRT de Brasília e Tocantins impede que ECT corte os vencimentos dos trabalhadores em greve
         
    O desembargador Macedo Caron, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), que engloba Brasília e o Tocantins, proibiu os Correios de descontar o salário dos trabalhadores que estão em greve. A decisão foi tomado na sexta-feira 30 pelo magistrado e cassa entendimento da juíza substituta da 3ª Vara de Trabalho de Brasília, que não impediu que a ECT cortasse os vencimentos.
   
    De acordo com o desembargador, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) determinou a suspensão do pagamento dos grevistas sem negociação prévia e sem levar em conta que o salário tem natureza alimentar. Para Caron, isso foi uma "verdadeira pressão para que os grevistas voltem ao trabalho, resultando em efetiva afronta ao próprio direito de greve".
   
    O desembargador acredita que há possibilidade de uma solução menos prejudicial para ambas as partes, como o desconto mais ameno dos dias parados ou a compensação com horas trabalhadas. Além de proibir a suspensão do salário até o fim do movimento grevista, ele determina que haja devolução dos valores já debitados em folha suplementar, sob pena de multa. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Agência Brasil - 03/10/2011

Comando Nacional se reúne nesta segunda
para ampliar greve dos bancários

    O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta segunda-feira, dia 3, às 15 horas, em São Paulo, para avaliar e ampliar a greve nesta semana, diante do silêncio da Fenaban em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria. A reunião será realizada na sede da Contraf-CUT (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista.

    A greve começou na última terça-feira, dia 27 de setembro, e paralisa bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O movimento é forte, crescente e atingirá nesta segunda-feira todos os estados do país com a adesão dos bancários de Roraima. Na sexta-feira (30), quarto dia de greve, foram paralisadas 7.865 agências e centros administrativos, segundo balanço feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos de todo país.

    "Vamos avaliar a força do movimento em cada estado e intensificar ainda mais as paralisações, a fim de quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados. Nós apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Os bancos, que lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender as justas reivindicações dos seus funcionários", ressalta.

    Os bancários entraram em greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real.

    Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

    "O Brasil é um dos países com maior desigualdade do mundo. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar até 400 vezes a renda de um bancário que recebe o piso da categoria. É preciso mudar essa realidade e tirar o país dessa vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do planeta", salienta o presidente da Contraf-CUT. "Queremos emprego decente", conclui.

Fonte: Contraf-CUT

BRADESCO é o Campeão dos 100 maiores devedores
da Prefeitura Municipal de Barretos

    Em Barretos e em todo o país, o Bradesco joga duro para impedir a participação de seus funcionários no legítimo movimento nacional dos bancários por melhores condições de trabalho e de vida. Mas a ganância pelo lucro fácil não fica restrita à coação e exploração de seus empregados. Em Barretos-SP, o Bradesco é o Número Um da lista dos Cem Maiores Devedores da Prefeitura Municipal (Mobiliário - ISS, Taxa de Licença e Outros), com o valor de R$ 5.669.088,79, posição de 15/04/2011, conforme documento oficial da prefeitura em resposta ao requerimento do Vereador Guilherme Henrique de Ávila.
         
    A população barretense que já sofre com as tarifas abusivas, juros escorchantes e mau atendimento pela falta de funcionários, também se vê prejudicada com a inadimplência de valores expressivos junto ao erário público municipal, patrocinada por instituições financeiras que são campeãs em lucratividade no Brasil.

Outros bancos devedores no ranking:

Posição        Banco                                                                           Valor R$
001               Bradesco                                                                  5.669.088,79
002               Mercantil de São Paulo    3.108.667,90 (adquirido pelo Bradesco)
005               Santander                                                                 2.113.103,67
007               Unibanco                                1.562.728,84 (comprado pelo Itaú)
008               Banco do Brasil                                                         1.096.894,19
010               Itaú-Unibanco                                                               720.354,37
012               CAIXA                                                                         625.475,79
013               HSBC                                                                         582.732,76
016               ABN ANRO REAL                                                        514.114,95

Bancários param 7.672 agências no
terceiro dia da greve nacional

    A greve nacional dos bancários seguiu crescendo em seu terceiro dia na quinta-feira (29), ao paralisar 7.672 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O número representa um aumento de 1.424 unidades fechadas a mais do que ontem. Em relação à terça-feira, primeiro dia do movimento, são 3.481 unidades a mais.

    O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira (3).

    "O silêncio dos bancos e do governo tem indignado os trabalhadores e fortalecido a greve, que caminha para ser uma das maiores dos últimos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país. Mantemos a disposição para o diálogo para construirmos uma convenção coletiva com avanços econômicos e sociais para a categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo", sustenta.

    Carlos Cordeiro destaca a reivindicação dos trabalhadores pela geração de mais empregos pelos bancos. "Queremos mais contratações para melhorar o atendimento aos clientes, reduzir as filas intermináveis nas agências e garantir condições dignas de trabalho aos bancários, que estão estressados com a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, impostas pelos banqueiros", diz o presidente da Contraf-CUT. "Nossas reivindicações são justas e as empresas têm todas as condições de atendê-las, diante dos lucros gigantescos que vêm acumulando", sustenta.

    Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Solidariedade

    Os bancários estão realizando em várias capitais passeatas e atos conjuntos com os trabalhadores dos Correios, em greve há 16 dias. "Estamos realizando atividades de esclarecimento da população e mobilização dos trabalhadores. A intransigência dos patrões e do governo tem aumentado a união e solidariedade entre as duas categorias na luta por melhores condições de vida", sustenta Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT


Greve cresce no segundo dia e bancários
param 6.248 agências em todo o país
 
    A greve nacional dos bancários se fortaleceu na quarta-feira (28), seu segundo dia, e aumentou para 6.248 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados em 25 estados e no Distrito Federal. São 2.057 unidades fechadas a mais do que no primeiro dia de greve, quando foram paralisadas 4.191 unidades, de acordo com o balanço feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve em assembleia realizada na noite de terça e deverão se juntar ao movimento a partir do dia 3.

    "O movimento está aumentando rápido de acordo com os relatos de sindicatos de todo o país. A força da greve é proporcional à insatisfação dos bancários, que cresce a cada dia sem manifestação por parte dos bancos", diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A julgar pelos anos anteriores, o movimento deve continuar se fortalecendo e vamos trabalhar para isso.    Estamos abertos para a retomada das negociações e cabe aos bancos apresentarem uma nova proposta", conclui.

    Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada pelos trabalhadores a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

    "Nossas reivindicações são justas e as empresas têm todas as condições de atendê-las, como mostram os altíssimo valores da remuneração dos diretores e conselheiros de administração dos bancos", destaca Cordeiro. Segundo pesquisa do Dieese baseada nos balanços dos bancos, o conjunto dos altos executivos do Itaú recebeu R$ 683 milhões em 2010, enquanto os do Bradesco receberam R$ 298 milhões e os do Santander ficaram com R$ 207 milhões no ano.

    "O Brasil é um dos países com maior diferença entre os salários. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda do piso de um bancário. É preciso modificar essa situação, que contribui para que mantenhamos uma vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do mundo", sustenta o presidente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT


Greve atinge centros administrativos dos bancos
no terceiro dia em São Paulo

    O Centro Administrativo Brigadeiro (CAB) e o Centro Administrativo CAU, do Itaú Unibanco, o Casa 2, do Santander; Nova Central, do Bradesco; Complexo Verbo Divino, do Banco do Brasil; e Rerop, da Caixa Federal, são algumas das concentrações das instituições financeiras que amanheceram paralisadas na manhã desta quinta 29, em São Paulo, no terceiro dia de greve nacional da categoria.

Passeata

    Nesta sexta 30, a partir das 15h, os bancários vão tomar as ruas do centro velho em uma passeata que contará também com trabalhadores dos Correios que também estão em greve.

Fonte: Seeb São Paulo

Polícia Federal multa nove bancos em R$ 2,4 milhões
por falhas na segurança

Santander foi o campeão das multas com R$ 729 mil

    A Polícia Federal multou nove bancos em R$ 2,4 milhões por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança, durante a 91ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça, realizada na quarta-feira, dia 28, em Brasília. Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco foram os bancos mais punidos.

Veja a relação das multas de cada banco:

- Santander: R$ 729.302,22
- Banco do Brasil R$ 640.267,91
- Bradesco R$ 385.583,02
- Itaú Unibanco: R$ 385.040,33
- Caixa: R$ 190.490,93
- BRB: R$ 31.924,06
- Banrisul: R$ 28.377,42
- HSBC: R$ 19.510,27
- BIC: R$ 10.642,06
- Citibank: R$ 10.642,06
- Total: R$ 2.431.780,28

    A reunião foi presidida pelo novo coordenador-geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP) da Polícia Federal, delegado Clyton Eustáquio Xavier.

Bancos não respeitam leis de segurança

    A exemplo de reuniões anteriores, as principais infrações dos bancos foram a falta ou o descumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal, número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes e transporte de valores feito por bancários, dentre outros itens.

    "Essas multas revelam que os bancos não estão zelando pelo respeito das leis de segurança, como forma de eliminar riscos e prevenir assaltos e mortes", disse Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, entidade que representa os bancários na CCASP. "Não são regras burocráticas, como alguns bancos andam espalhando, mas medidas concretas e eficazes que protegem a vida de trabalhadores e clientes", afirmou,

    Ele alertou que 34 pessoas foram assassinadas este ano em assaltos envolvendo bancos em todo o país, das quais 21 em crimes de "saidinha de banco", conforme pesquisa nacional da Contraf-CUT e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), que também é integrante da CCASP.

Bancários priorizam segurança

    Ademir destacou também que a segurança é uma das prioridades da Campanha Nacional dos Bancários. "Estamos em greve nacional pelo oitavo ano consecutivo e, além de conquistas econômicas, queremos avanços sociais, como a proibição do transporte de valores feito por bancários, mais equipamentos de prevenção e medidas de combate à 'saidinha de banco' para garantir mais segurança para trabalhadores e clientes", frisou. Já o representante da Febraban, que também integra a CCASP, nada comentou.

Lucros crescem 20,11% no 1º semestre
e bancos têm de pagar PLR maior

    Os seis maiores bancos que operam no Brasil lucraram R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre de 2011, segundo levantamento da Subseção Dieese da Contraf-CUT. Esse ganho estrondoso significa um aumento de R$ 4,3 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, um crescimento médio de 20,11%.

Confira na tabela abaixo:











Bancos não querem pagar PLR maior

    "Apesar do aumento dos lucros, os bancos não querem elevar a distribuição da PLR aos bancários, desrespeitando quem produziu esses ganhos bilionários", protesta o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro. A última proposta da Fenaban, rejeitada pelas assembleias dos bancários em todo país, prevê apenas reajuste de 8% sobre o modelo de PLR do ano passado, que estabelece uma regra básica e uma parcela adicional. "Isso significa um aumento real de somente 0,56%, distante do crescimento médio de 20,11% dos lucros dos bancos", compara.

    A reivindicação de PLR dos bancários é o pagamento de três salários mais R$ 4.500 para cada funcionário. "O Brasil ocupa as últimas posições em distribuição de renda no planeta. Com esses lucros gigantescos, os bancos precisam fazer a sua parte, fazendo uma proposta decente para a categoria, com remuneração digna, o que passa sobretudo por elevação do aumento real, pagamento de uma PLR maior e valorização do piso", destaca Carlos Cordeiro.

Mas bônus dos executivos não param de crescer

    Já os altos executivos dos bancos ganharam aumentos expressivos de remuneração anual. A maior alta foi no Bradesco. O conselho de administração, que havia faturado R$ 18,5 milhões em 2009, recebeu R$ 32 milhões no ano passado - um acréscimo de 72,9%.

    O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, recebeu do banco em 2010 em salários e bônus a impressionante quantia de R$ 10,4 milhões, conforme a Folha de S.Paulo. Já o bancário do Bradesco que recebe o piso da categoria acumulou cerca R$ 26,4 mil no período, incluídos a PLR, vale refeição e cesta- alimentação. O maior executivo do banco recebeu, assim, 394 vezes mais que os funcionários com os menores salários do banco.

    O Itaú Unibanco não divulgou à CVM o valor dos rendimentos do presidente, Roberto Setúbal, em 2010. No entanto, segundo o DCI, o banco destinou para o pagamento da diretoria estatutária o montante de R$ 87,6 milhões em 2010. Dessa forma, cada um dos 15 diretores recebeu média de R$ 5,84 milhões no ano, ou seja, 221 vezes a mais do que o piso do bancário, incluindo PLR e tickets.

    No Santander, a assembleia de acionistas de 2010 aprovou uma remuneração anual de R$ 246,56 milhões para 48 diretores e 9 membros do conselho de administração, média de R$ 5,136 milhões por executivo - 194 vezes mais que o estimado para um bancário que recebe o piso da categoria, incluídos PLR e tickets.

    O Banco do Brasil divulgou o salário do presidente Aldemir Bendine: R$ 800 mil em 2010, um valor 26,6 vezes maior que o ganho aproximado de um funcionário do BB que recebe o piso, incluídos PLR e tickets.

    "É uma distância absurda, que escancara a falta de justiça social dentro dos bancos e da própria sociedade. O Brasil vem crescendo economicamente, já é a sétima maior economia do mundo, mas ainda se encontra entre os dez países mais desiguais. Isso precisa mudar", ressalta Carlos Cordeiro. "O Brasil precisa distribuir renda, e isso só acontece por força da mobilização dos trabalhadores por remuneração digna", enfatiza.

PLR aos aposentados e para todos os afastados

    "Também reivindicamos o pagamento da PLR aos aposentados e para todos os afastados por acidente ou doença do trabalho", acrescenta Carlos Cordeiro.

    "Os bancos precisam valorizar os seus aposentados, que muito trabalharam para a grandeza das instituições financeiras", justifica. "Já os bancários, que adoeceram e se encontram afastados há de um ano por motivos relacionados ao no trabalho, não podem continuar sendo discriminados na hora do pagamento da PLR", salienta. "Eles devem receber como se ativa estivessem, como sinal de respeito e dignidade", conclui.

PLR proporcional para quem foi dispensado ou pediu demissão

    "Além de cobrar dos bancos PLR maior para todos os funcionários na ativa, queremos também o pagamento de PLR proporcional aos meses trabalhadores para todos os que foram dispensados ou pediram demissão ao longo do ano", salienta o presidente da Contraf-CUT.

    Trata-se de uma reivindicação justa, que já está sendo reconhecida pela Justiça do Trabalho. Em ação movida pelo Sindicato dos Bancários do ABC, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo condenou o Bradesco a pagar a um ex-funcionário que pediu demissão a PLR proporcional ao período de trabalho no último ano, cujo contrato foi rescindido no dia 30 de setembro de 2010.

Fonte: Contraf-CUT
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