Assembleia para aprovar a minuta unificada de
reivindicações será no dia 3 de agosto
Fechada a pauta de reivindicações, agora é a vez dos bancários aprovarem os termos discutidos na 12ª Conferência Nacional.
Em Barretos, a assembleia para aprovar a minuta unificada de reivindicações, que foi definida pelos 628 delegados da 12ª Conferência Nacional, realizada nos dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, será no dia 03 de agosto, às 19h30, na sede do sindicato.
Além de deliberar sobre pauta que será entregue aos bancos, os bancários (funcionários de bancos públicos e privados), sócios e não sócios, também devem aprovar na assembleia uma autorização para que a diretoria do Sindicato negocie com a Fenaban em nome dos trabalhadores.
Após muitos debates na 12ª Confereência, os bancários aprovaram reajuste salarial de 11% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR de três salários mais R$ 4 mil, piso salarial do Dieese (R$ 2.157,88), garantia de emprego, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, igualdade na contratação e na remuneração, adicional de risco de vida de 30% para quem trabalha em agências, postos e tesouraria, e previdência complementar para todos, dentre outros pontos.
A entrega da pauta para a Fenaban ocorrerá na primeira quinzena de agosto, em data a ser confirmada.
Bancários definem pauta de reivindicações da Campanha 2010
Conferência Nacional estabeleceu índice de reajuste de 11%, PLR de três salários mais R$ 4 mil, contratações, além do fim das metas abusivas e do assédio moral.
Foram três dias de debates com a participação de cerca de 700 delegados bancários eleitos em todo o país. Assim, a 12ª Conferência Nacional dos Bancários definiu a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Nacional Unificada 2010. Pauta será entregue à federação dos bancos em agosto.
Durante todo o fim de semana foi discutido, entre bancários em todo o país, as propostas apresentadas nas conferências regionais e estaduais. Ou seja, a pauta que será entregue aos banqueiros é resultado de um amplo debate e da defesa das diferentes necessidades dos trabalhadores da categoria.
A pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2010 prevê reajuste salarial de 11% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 5,71%), Participação nos Lucros de Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil; vale-refeição, alimentação e 13ª cesta-alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 510). Os bancários querem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, mais segurança e mpregos. E, também, a contratação da remuneração total, ou seja, a parte fixa (salário) e a variável (como os programas próprios de resultados dos bancos).
Eleições 2010 - Os delegados eleitos para participar da 12ª Conferência Nacional dos Bancários discutiram, ainda, a eleição para a Presidência da República em 2010 diante dos dois projetos com viabilidade eleitoral. Um deles já foi implementado antes, durante toda a era FHC, e os bancários sabem o malefício que significa para o Brasil e a classe trabalhadora: desemprego altíssimo, flexibilização de direitos, privatizações etc, Outro, que os delegados bancários decidiram apoiar, é a continuidade da atual política do governo federal, que está sendo implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com geração de 12 milhões de novos empregos, distribuição de renda, inclusão social com projetos como Luz para Todos e o Bolsa Família que retirou milhões de brasileiros da miséria, entre outros. Além disso tudo, a candidata Dilma Roussef se comprometeu em negociar a Plataforma dos Trabalhadores, votada em junho por 30 mil trabalhadores das cinco maiores centrais sindicais do país, em evento histórico que lotou o estádio do Pacaembú, em São Paulo", completa.
Confira os principais itens da pauta de reivindicação
* Reajuste Salarial - 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%
* PLR - três salários mais R$ 4 mil
* Piso - Salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88)
* Vales Alimentação e Refeição - Salário Mínimo Nacional (R$ 510)
* PCCS - Para todos os bancários
* Auxílio-educação - pagamento para graduação e pós.
* Emprego - Ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (contra demissões imotivadas)
* Cumprimento da jornada de 6 horas
* Fim das metas abusivas
* Fim do assédio moral
* Mais segurança nas agências bancárias
* Previdência complementar para todos os trabalhadores
* Contratação da remuneração total
* Igualdade de oportunidades
Conferência Nacional define pauta da campanha unificada
Emprego, remuneração, segurança, saúde do trabalhador e sistema financeiro
serão debatidos por bancários de todo o Brasil
Cerca de 700 delegados bancários eleitos em todo o Brasil definem neste fim de semana a pauta de reivindicações e a estratégia de luta da categoria para a Campanha Nacional Unificada 2010. A 12ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada entre sexta 23 e domingo 25, no Rio de Janeiro.
A Contraf-CUT definiu a programação que inclui painéis sobre emprego, remuneração, saúde do trabalhador e segurança bancária, além do debate sobre o Sistema Financeiro Nacional.
Serão debatidas na Conferência Nacional as propostas votadas nas conferências regionais realizadas em todo o Brasil. Os representantes de São Paulo levarão o que foi votado pela Conferência Estadual realizada no último sábado 17 de julho. Dentre os principais pontos estão: reajuste salarial com 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%; PLR de três salários mais R$ 4 mil; salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88) como piso; vales alimentação e refeição com referência no salário mínimo nacional (R$ 510); PCCS para todos os bancários; auxílio-educação com pagamento de graduação e pós. Os bancários paulistas defendem, ainda, a geração de empregos com a ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que coíbe dispensas imotivadas); cumprimento da jornada de 6 horas; fim das metas abusivas, do assédio moral e da violência organizacional, além de mais segurança nas agências e departamentos.
Os bancários de São Paulo estão organizados e em sintonia com os de todo o país na busca por aumento real de salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e ampliação de postos de trabalho em um dos setores mais lucrativos do país. Os bancos têm todas as condições de acompanhar o bom resultado do Brasil não apenas em lucro, mas também na geração de emprego e renda.
O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destaca a importância de reformular o sistema financeiro. Para ele, é necessário responder a quatro questões: de onde vêm os lucros dos bancos, para onde vão, a quem atendem e a quem cabe o controle social das instituições financeiras? "No Brasil há mil municípios sem atendimento bancário.
Defendemos a ampliação do crédito tanto em bancos públicos, quanto nos privados; a universalização do serviço; criação da Comissão Parlamentar Mista (Câmara e Senado) do Sistema Financeiro Nacional e participação dos trabalhadores no Conselho Monetário Nacional."
BB em São Paulo vai abrir mais cedo para
atender clientes da Nossa Caixa
Entre os dias 2 e 13 de agosto, as agências do Banco do Brasil (BB) em São Paulo vão abrir uma hora mais cedo. O objetivo é melhorar o atendimento e evitar filas no período de pagamento de trabalhadores, neste momento em que o BB finaliza o processo de incorporação da Nossa Caixa.
Nos locais onde as agências abrem às 10h, estas passarão a funcionar a partir das 9h. Onde as agências funcionam a partir das 11h, o horário de abertura nesse período será às 10h. O gerente executivo da Diretoria de Distribuição do BB em São Paulo, Carlos Neto, informou que será reforçado o número de funcionários nas agências para esclarecer dúvidas dos clientes.
"Percebemos que no período pós-migração [dos clientes da Nossa Caixa para o BB], há um fluxo maior de pessoas indo às agências", afirmou Neto. Segundo ele, os clientes têm dúvidas sobre as mudanças geradas pela migração.
O banco tem sido alvo de reclamações de clientes da antiga Nossa Caixa quanto ao atendimento. Uma das reclamações é a redução do limite do cheque especial. De acordo com Neto, foram necessários ajustes nesses limites, mas garantiu que, na maioria dos casos, houve aumento e não redução desse tipo de crédito. "O banco tem uma política de crédito e preza pelo controle da inadimplência", destacou.
De acordo com Neto, o BB tem em São Paulo 11 milhões de clientes pessoas físicas, sendo 5 milhões egressos da Nossa Caixa.
Fonte: Agência Brasil
Bancários de SP definem reivindicações
para 12ª Conferência Nacional
Manutenção da política de aumento real de salário, valorização do piso da categoria e da PLR e melhores condições de trabalho, com fim das metas abusivas e do assédio moral. Esta é a síntese das propostas aprovadas pelo 12ª Conferência Estadual dos Bancários, realizada no sábado (17), em São Paulo.
Com 311 delegados, a 12ª Conferência da FETEC-CUT/SP aprovou reajuste salarial de reposição da inflação medida no período de 5,71% mais aumento real de 5%. Para a PLR, os dirigentes cutistas propõem pagamento de três salários mais parcela fixa de R$ 4.000,00.
A defesa do emprego e respeito à jornada de seis horas também constam das prioridades listadas pelos representantes da FETEC-CUT/SP e sindicatos filiados, juntamente com a luta por fim das discriminações nos bancos e por maior igualdade de oportunidades.
Na avaliação dos delegados presentes, as lutas dos bancários se aliam às lutas do conjunto da sociedade, o que requer a continuidade do projeto democrático-popular no nível federal, bem como a busca pela implementação do mesmo projeto no estado de SP, representados pelos candidatos de esquerda, Dilma Rousselff para a presidência da República, e Aloísio Mercadante, para o governo do estado de SP, apresentando a eles a plataforma dos trabalhadores aprovada pela CUT.
Na avaliação do presidente da FETEC-CUT/SP, Luiz César de Freitas, o Alemão, a conferência foi, mais uma vez, um sucesso. "Esta é uma etapa muito importante da Campanha Nacional. É o momento em que todas as reivindicações dos bancários são referendadas. E nós vimos que a vontade do trabalhador não é apenas a de um salário melhor, mas também de melhores condições de trabalho", finaliza Alemão.
Veja as principais reivindicações aprovadas
* Reajuste Salarial - 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%
* PLR - 3 salários mais R$ 4mil
* Piso - Salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88)
* Vales Alimentação e Refeição - Salário Mínimo Nacional (R$ 510)
* PCCS - Para todos os bancários
* Auxílio educação - pagamento para graduação e pós.
* Emprego - Ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da convenção 158 da OIT
* Cumprimento da jornada de 6 horas
* Fim das metas abusivas
* Fim do assédio moral e da violência organizacional
* Mais segurança nas agências e departamentos
Contraf-CUT discute prevenção aos assaltos
com a Fenaban nesta terça
Contraf-CUT participa nesta terça-feira, dia 20, às 15h30, da quarta reunião da Mesa Temática de Segurança Bancária com a Fenaban, em São Paulo. Os bancários defenderão medidas de prevenção contra assaltos e seqüestros, visando proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes e garantir segurança para todos. Também serão discutidas medidas indenizatórias para bancários que são vítimas de ataques a bancos, bem como o pagamento do adicional de risco de vida para quem trabalha em agências, postos e áreas perigosas.
O novo encontro será o último antes das negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2010. A prevenção é fundamental para evitar ações de quadrilhas cada vez mais ousadas e aparelhadas. No primeiro semestre deste ano, segundo levantamento da Contraf-CUT, 11 pessoas morrreram em função de ataques a bancos, incluindo o golpe da "saidinha de banco".
"Nas três reuniões anteriores, cobramos dos bancos a ampliação das medidas reparatórias de assistência às vítimas de assaltos e seqüestros", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.
"A Fenaban recusou várias propostas dos trabalhadores, mas admitiu a possibilidade de implantar algumas medidas que avançam no atendimento das vítimas e que poderão ser concretizadas nas negociações para a próxima convenção coletiva", aponta o dirigente sindical.
Contraf entrega pauta da negociação permanente
à Caixa e questiona PFG
Contraf-CUT entregou na sexta-feira, 16, a pauta para o processo de negociação permanente com a Caixa Econômica Federal, em Brasília. As reivindicações foram aprovadas no 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo. Os representantes dos trabalhadores também levaram à empresa diversos questionamentos e dúvidas dos bancários sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG).
A pauta reflete as prioridades estabelecidas pelos empregados e tem pontos importantes em diversas áreas, como isonomia de direitos, aposentados e saúde.
Contraf-CUT retoma negociação permanente
com a Caixa nesta sexta
Nesta sexta-feira, dia 16 de julho, às 10 horas, em Brasília, será realizada mais uma reunião da mesa permanente de negociações entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Caixa Econômica Federal.
Durante o encontro, os empregados entregarão a pauta da mesa permanente de negociações, definida com base nas resoluções do 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado no fim de maio, em São Paulo (SP). Outros itens da pauta são a retomada dessas negociações e pendências passadas.
No dia anterior, em 15 de julho, os membros da Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa) se reúnem para preparar o encontro com a empresa.
SINDICATO DOS BANCÁRIOS FEZ MANIFESTO
POR MELHORIAS NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
E ATENDIMENTO AO PÚBLICO
No dia 13/07, terça feira o sindicato dos bancários promoveu um manifesto em frente a agência do Banco Nossa Caixa/BB distribuindo carta aberta a população pedindo o apoio na luta por melhorias nas condições de trabalho e conseqüente qualidade no atendimento. De acordo com o presidente da entidade, Marco Antônio Pereira, a mudança dos sistemas da Nossa Caixa para o padrão do Banco do Brasil veio agravar o descaso e foi feita sem o devido respeito aos clientes e funcionários. O movimento sindical bancário já havia alertado a direção do BB sobre as dificuldades do processo de incorporação, porém, pouco foi feito para evitar a confusão que atormenta quem presta e quem usa os serviços destas instituições. "Os funcionários do banco extinto estão tendo dificuldades de adaptação ao novo sistema, o movimento nas agências aumentou consideravelmente e a todo momento os bancários estão sendo cobrados. Todos esses fatos têm contribuído para o aumento de stress e adoecimento" comenta Marco.
Bancários querem reunião com
Banco do Brasil para discutir incorporação
Que a incorporação da Nossa Caixa ao Banco do Brasil ainda tem pendências importantes para serem resolvidas, ninguém duvida. As condições de trabalho, que já não eram das melhores, pioraram. Os funcionários do banco extinto estão tendo dificuldades de adaptação ao novo sistema, o movimento das agências aumentou consideravelmente e a todo momento eles são cobrados pelos clientes. Todos esses fatos têm contribuído para o aumento de stress e adoecimento.
Nas últimas negociações ocorridas em Brasília, temas ligados à incorporação não foram abordados com orientação do próprio Banco do Brasil, para que os mesmos fossem tratados juntos a GEPES São Paulo. Porém, o que se constatou é que essa foi uma manobra do banco para ganhar tempo, já que essa área não tem autonomia para decidir esses assuntos.
Por causa disso, a representação sindical cutista elegeu quatro temas centrais, que deverão entrar em pauta no próximo período:
* Assistência médica - as negociações precisam contemplar os funcionários da ativa, aposentados, bem como seus dependentes preferenciais e não-preferenciais atualmente atendidos pelo Economus;
* Previdência complementar - transparência nas negociações, que devem passar efetivamente pelas representações dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas;
* VCPI - a representação cutista tem buscado insistentemente o reconhecimento por parte do banco com relação a necessidade de aplicação do interstício de 3% sobre essa verba e não apenas sobre o VP, como é o entendimento atual do Banco do Brasil, uma vez que isso acarretaria uma perda salarial com o passar do tempo.
* Gratificação variável - que é um direito adquirido por todos os funcionários da extinta Nossa Caixa, quando em negociação intensa na década de 1990, em busca de isonomia, o valor pago aos funcionários com direito a licença premio foi substituído por gratificação extensiva a todos os funcionários do banco. O compromisso de indenização foi firmado em mesa de negociação em setembro de 2009, mas até o momento não houve consenso com relação aos valores. Os bancários querem uma indenização de 10 anos, mas, em dezembro de 2009, o banco ofereceu apenas 3 anos, o que está muito abaixo da média de tempo a ser trabalhado desses funcionários.
"Estamos buscando uma reunião específica para tratar desses assuntos e terminar com essas pendências", afirma Adriana Pizarro, diretora da FETEC-CUT/SP. "Paralelamente, também estamos lidando com as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia. Para isso, é fundamental que recebamos denúncias e demandas dos trabalhadores para orientar nossa estratégia".
Contraf-CUT avança na construção da mídia da
Campanha Nacional 2010
Na segunda reunião promovida pela Contraf-CUT, no dia 1º de julho, em Brasília, dirigentes de sindicatos e federações e profissionais de imprensa avançaram nos debates para a definição do conceito para construir democraticamente a mídia da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Novos elementos foram adicionados, buscando dialogar com os bancários, os clientes e a sociedade.
Os participantes destacaram a necessidade de questionar o papel dos bancos neste cenário de crescimento da economia brasileira e enfatizar a importância de respeitar e valorizar as pessoas. "Os bancos acumulam lucros cada vez maiores, enquanto geram poucos empregos, cobram juros e tarifas abusivas e precarizam o atendimento da população. Ao mesmo tempo, os bancários enfrentam condições adversas trabalho, não são valorizados, sofrem com a insegurança e muitos terminam adoecendo diante da pressão das metas", destaca o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. "Nós precisamos cobrar o sistema financeiro e exigir outro tratamento para os trabalhadores, a clientela e a sociedade", salienta.
Agora, as discussões serão aprofundadas pelas entidades. Nova reunião será realizada na próxima sexta-feira, dia 9, às 14h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. "A partir dos debates e das propostas concretas que serão trazidas pelas entidades, vamos decidir juntos a melhor linha de comunicação para impulsionar a mobilização em todo país", ressalta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr,
A proposta de mídia consensada será apresentada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada nos dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro. A comunicação é estratégia para a realização de outra campanha vitoriosa.
Seminário discute direito de greve x interdito proibitório
"A greve é um direito do trabalhador. O interdito proibitório é um desvirtuamento completo da lei". A opinião é do juiz do Trabalho Jorge Luís Souto Maior, Titular da 3ª Vara de Jundiaí, São Paulo, durante o seminário organizado pela FETEC-CUT/SP, realizado no dia 1º de julho.
Para Souto Maior, com a evolução da sociedade e das relações trabalhistas, a greve passou a ser um direito, quando se esgotam todas as possibilidades de negociação. "Se os trabalhadores possuem esse direito, é porque o ordenamento jurídico assim estabelece. E isso não pode ser considerado como um ato de guerra ou ilícito. O trabalhador em greve está simplesmente exercendo o que a lei assim permite. E se é um direito, por que perder o salário ou ser punido durante a greve?". O juiz citou alguns casos no Brasil onde o interdito proibitório foi negado pelo Judiciário, que chegou, inclusive, a multar algumas empresas por entender que esse era um ato de cerceamento do direito do trabalhador.
A advogada da Contra-CUT, Débora Blanco abriu o seminário com um breve histórico dos interditos proibitórios na categoria bancária, lembrando que foi o Banco Bandeirantes, em 1995, o primeiro a entrar com uma ação na justiça comum para coibir o movimento grevista. "Os bancos diziam que as entidades sindicais estavam impedindo e turbando a posse dos estabelecimentos. Por anos a fio, nós discutimos o tema na justiça comum e desde aquela época nós solicitávamos que esses processos fossem julgados na Justiça do Trabalho".
Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Diante do enfraquecimento das ações judiciais contra as entidades, os bancos agora tentam minar a confiança dos dirigentes sindicais e, além de tentarem coibir as greves, passaram a processar os sindicalistas individualmente. Para a presidenta do Sindicato de São Paulo Juvandia Moreira, "vivemos num país onde a democracia é relativamente jovem. A polícia, enquanto instituição, ainda trabalha no sentido de proteger o patrimônio. A Justiça é conservadora e serve aos interesses patronais". Juvandia lembrou que no passado grevistas foram assassinados por exigirem seus direitos; depois, ficavam sem salário pelos dias que estavam parados e que hoje, a greve é um direito defendido por lei. "Acredito que estamos evoluindo. Há pouco tempo essas questões eram tratadas na Justiça Comum. Hoje, já temos um diálogo com a Justiça do trabalho. Precisamos ampliar esse debate para outras instâncias da sociedade e fortalecer o movimento".
"A dificuldade dos trabalhadores para exercer o direito de greve previsto na legislação foi o motivo da realização do seminário. Esperamos ter contribuído esclarecendo os participantes sobre a razão da nossa luta, que é fazer valer nossos direitos, apesar das interpretações equivocadas para impedi-los", afirma Luís César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.
SINDICATO PROMOVE CURSO
PARA PROVA DA ANBID - CPA 10 E CPA 20
Ainda dá tempo de se inscrever
Prazo para inscrição do CPA 20 vai até 01/07/2010
Prazo para inscrição CPA 10 vai até 20/07/2010
CPA 20
No dia 03 de julho começa mais uma turma do CPA 20, preparatório para a prova da Anbid. As aulas serão ministradas na sede do sindicato em Barretos pelo professor de Administração Celso Almeida de Carvalho.
Inscrições: até 01/07/2010
Data: dias 03-10 e 17 (sábados) das 9:00 as 17 horas
Dias: 19 a 23 de julho das 19:30 as 23:00 horas
Valor: Para sindicalizados R$-400,00 / Não sócios R$-600,00 / Poderá ser parcelado em até 3X.
CPA - 10
DATA: O curso CPA 10 será realizado nos dias 26 a 31 de julho das 19:30 às 23:00 hs. O valor do investimento é menor se comparado a outros cursos preparatórios: sindicalizados têm desconto e pagam R$ 300,00 podendo parcelar em até 3 vezes. Para os não sócios, fica por R$ 500,00. Mais informações sobre cursos e inscrições na Secretaria do sindicato pelo (017) 3322-3911.
Objetivos: Habilitar os candidatos à Certificação Profissional ANBID CPA-10 e CPA-20 a participarem do exame reunindo os conhecimentos necessários. Fortalecer a capacitação técnica dos profissionais do mercado financeiro sobre produtos de investimento, fatores de risco, padrões éticos de conduta e de práticas e procedimentos que induzam e garantam a concorrência leal.
CPA-10 - Conteúdo
" 1. Módulo 1 Sistema Financeiro Nacional
" 2. Módulo 2 Ética e Regulamentação
" 3. Módulo 3 Noções de Economia e Finanças
" 4. Módulo 4 Princípios de Investimento
" 5. Módulo 5 Fundos de Investimento
" 6. Módulo 6 Demais Produtos de Investimento
INSCRIÇÕES: ATÉ 20/07/2010 - Vagas limitadas
Material: Inclui material didático.
Local: R. 18 nº 1010 centro - Barretos - sede do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região.
Sindicato dos Bancários inaugura
salão de festas durante a 5ª Integração
Mesmo com uma agenda política sindical bastante apertada, com negociações periódicas, principalmente dos bancos em processos de incorporação, a diretoria do sindicato, vem realizando diversos trabalhos em vários segmentos, seja sindical, social, cultural, entre outros.
"Não medimos esforços para ampliar as conquistas e benefícios para categoria. Uma antiga reivindicação dos bancários foi concretizada. Entregamos no dia 19/06 um amplo salão para realização de festas, conferencias, plenárias, ações educacionais e outros eventos que serão promovidos pela entidade. Mas não vamos parar por ai, temos outros projetos a serem realizados ainda, por isso a importância de um maior número de sócios é fundamental para continuarmos a nossa luta em busca de melhores salários, condições de trabalho, mais conquistas para os trabalhadores e também termos um espaço para o lazer", comenta o presidente do Sindicato, Marco Pereira.
Parabéns a todos os bancários que contribuíram para que este sonho tornasse realidade.
Santander reafirma que caixas não têm metas
nem avaliação por vendas
O Santander reafirmou na sexta-feira, dia 18, em São Paulo, que não existem metas nem avaliação por venda de produtos para os caixas. O banco ressaltou que haverá comunicação interna para todos os gestores da rede de agências sobre esse procedimento.
O anúncio foi feito durante a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Condições de Trabalho, formado por representantes do banco e dirigentes da Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp. Dessa forma, o Santander reiterou compromisso firmado anteriormente em várias atas do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), quando ainda não havia sido adquirido o Real.
Na reunião, os trabalhadores denunciaram que vários caixas estão sendo cobrados para que façam venda de produtos aos clientes.
Cada funcionário deve fiscalizar o cumprimento dessa orientação do banco. Os gestores e as agências que teimarem em metas para os caixas devem ser denunciados para os sindicatos, a fim de que as entidades tomem as medidas cabíveis.
Falta de funcionários
Os dirigentes sindicais também apontaram a falta de funcionários na rede de agências, trazendo pressão, sobrecarga de trabalho, adoecimento de empregados e prejuízos no atendimento. Eles defenderam a contratação ou a realocação de trabalhadores afetados pelo processo de fusão.
Os representantes do banco, no entanto, disseram que o quadro da rede está dimensionado pela média, ocorrendo somente alguns problemas nos dias de pico e uma demora na reposição de empregados. O assunto voltará a ser discutido nas próximas reuniões.
Reuniões diárias na rede de agências
Outro tema discutido foram as reuniões que acontecem diariamente na rede de agências para a cobrança de metas de venda de produtos. Uma medida que tem causado grande insatisfação entre os bancários, pois muitas são realizadas antes ou após a jornada de trabalho, com o agravante de alguns gestores cometendo abusos e praticando assédio moral.
Embora o banco tenha se negado a suspender tais reuniões, ele assumiu o compromisso de que elas só poderão ocorrer dentro da jornada, assegurando que serão pagas horas extras caso haja extrapolação do horário de trabalho.
Além disso, o banco disse que vai educar os gestores, através da inclusão do tema na grade de treinamento.
As irregularidades também devem ser denunciadas aos sindicatos, a fim de que sejam adotadas as medidas pertinentes.
Qualidade x Quantidade
Os dirigentes sindicais aproveitaram para alertar o banco sobre a necessidade de buscar a melhoria do relacionamento e a qualidade na prestação de serviços, uma característica que mais se "encaixou" nas agências do Real.
Grupo de Trabalho
Definido no CRT, os representantes dos bancários no GT de Condições de Trabalho foram escolhidos na reunião da COE do Santander, promovida pela Contraf-CUT, na manhã de sexta-feira. O encontro ouviu sindicatos, federações e Afubesp, e também apontou as prioridades para o debate com o banco.
Nova reunião será agendada pelo banco. Os resultados serão depois levados para negociação no CRT.
Bancários entregam doações da campanha do agasalho
O Sindicato dos Bancários de Barretos e Região encerrou no último dia 31 de maio a sua tradicional "Campanha do Agasalho". As agências bancárias de Barretos funcionaram como postos de arrecadação e receberam os cestos identificados da campanha durante o mês de maio.
A exemplo dos anos anteriores, a entidade através de sua diretora social, Sady Alli Mussa, ressaltou a colaboração dos bancários na doação de material , bem como na divulgação da campanha junto aos clientes e usuários dos bancos que colaboraram com doações de roupas, cobertores , calçados e agasalhos, somando aproximadamente 3 mil peças.
Além dos bancos, a sede do sindicato também funcionou como ponto de arrecadação, onde funcionou o disque doação. Diretores da entidade buscaram os produtos em domicílio.
De acordo com o presidente da entidade, Marco Antônio Pereira, todo material será dividido ente as seguintes entidades:
" Casa Transitória André Luiz
" Albergue Noturno Maria Carmo Abreu Sodré
" Casa de Convivência Dr. Mariano Dias
" Casa ÁGAPE
Funcionários organizam luta no Banco do Brasil
21º Congresso Nacional aprova reivindicações específicas
a serem entregues à direção da empresa
Após três dias de intensos debates, os mais de 300 delegados e observadores que participaram do 21º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, entre os dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, definiram as propostas dos trabalhadores a serem entregues à direção da instituição financeira para questões em torno do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), remuneração e jornada; saúde e condições de trabalho; o papel do BB e o sistema financeiro nacional; e organização do movimento.
Para o PCCS, foram reforçadas reivindicações como a adoção do salário mínimo do Dieese para o piso, jornada de seis horas sem redução de salário, incorporação das comissões, fim da trava de dois anos, efetivação dos caixas substitutos entre outras propostas. Também definiu propostas para o fortalecimento do banco público, o fim das terceirizações, além de debater Previ e Cassi (veja abaixo).
"O Congresso mostrou a disposição de luta dos trabalhadores. Agora vamos aumentar ainda mais a pressão para que a direção do BB atenda nossas reivindicações que são justas e que valorizam todo o funcionalismo", diz o diretor de Imprensa do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil, Ernesto Izumi. Clique aqui e veja as propostas aprovadas.
26º Conecef: isonomia e valorização dos salários
Bancários da Caixa demonstram firme disposição de se mobilizarem para uma forte pressão sobre a empresa na campanha salarial deste ano
As deliberações da plenária final do 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizada no domingo 30/05, em São Paulo, demonstraram a firme disposição dos bancários de se mobilizarem por todo o país, para uma forte pressão sobre a empresa na campanha salarial deste ano. Entre as reivindicações que se apresentam como norteadoras da temporada de luta estão isonomia de direitos entre empregados novos e antigos e valorização dos salários pela adoção do piso indicado pelo Dieese, com reflexo linear em todas as referências.
Para marcar 2010 como o ano da isonomia, o Conecef indicou uma série de iniciativas a serem tomadas, entre as quais criar comitês e realizar atividades permanentes nos locais de trabalho com envolvimento dos técnicos bancários. Como meio de massificação da luta, foi indicado às entidades sindicais a produção em larga escala de materiais de divulgação, incluindo adesivos e botons.
O congresso propôs ainda a realização de encontro nacional para ampliar a discussão sobre o tema e aprimorar a estratégica de mobilização, inclusive na perspectiva da unificação de iniciativas com trabalhadores de outras empresas públicas. Esse encontro deverá ocorrer antes da Conferência Nacional dos Bancários, que está marcada para os dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro.
Outra frente de batalha pela isonomia indicada pelo Conecef é no âmbito do Congresso Nacional, com pressão sobre os parlamentares para aprovação do Projeto de Lei 6259/2005.
Carreira e jornada - O 26º Conecef posicionou-se pela imediata implantação do PCC/PFG, com atendimento às reivindicações encaminhadas pelas representações dos empregados. As propostas dos bancários contemplam, entre outros pleitos, progressão horizontal em cada cargo/função, por tempo de exercício, e eliminação da possibilidade de nomeação pelo gestor de todo e qualquer cargo, para que se utilize sempre o Processo Seletivo Interno (PSI). São também exigências dos trabalhadores a valorização das funções e a extinção do CTVA.
Com relação à jornada de trabalho, o congresso reforçou posição em defesa de seis horas para todos os bancários da Caixa, sem redução de salários. Foi aprovada, inclusive a proposta de criação de dois turnos nas agências e outras unidades.
Segurança bancária - Os empregados da Caixa reivindicam a adoção pela empresa de todos os componentes de segurança previstos no projeto Agência Segura. Isso implica em ambientes com imagens via satélite, auto-atendimento dentro das agências, vidro nos guichês, dentre outros. Cobram também aplicação da vigilância orgânica, ou seja, propõem que todos os vigilantes sejam empregados da Caixa.
Para os bancários, os cofres não devem ser visíveis ao público, e câmeras precisam focalizar o interior completo das agências, inclusive o lado externo, voltadas para calçada e estacionamento.
Saúde do trabalhador - O Conecef decidiu cobrar da Caixa a criação de unidades específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa, em todos os estados. Também são cobradas estruturas técnicas e administrativas compatíveis com suas atribuições, eliminando a terceirização de atividades.
Outra reivindicação é a realização obrigatória de avaliação psicológica do empregado, com profissional de sua escolha, para quem tenha sido transferido sem sua concordância, como prevenção ao assédio moral e outras forma de violência organizacional. Será cobrada também da empresa a criação de auxílio medicamento custeado integralmente pela Caixa para patologias graves e/ou medicamentos de uso contínuo, com reembolso de 70% dos gastos.
CUT defende sanção de Lula ao reajuste de 7,7%
e ao fim do fator previdenciário
A Executiva Nacional da CUT reitera ao presidente Lula que sancione o reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima do salário mínimo e também o fim do fator previdenciário. O reajuste vai beneficiar mais de oito milhões de brasileiros e brasileiras e funcionar como mais um fator de incremento da renda. O fim do fator corrige uma série de injustiças iniciadas em 1999, durante o governo FHC.
Deixamos claro, igualmente, que somos contrários à proposta de idade mínima, mencionada por alguns parlamentares como alternativa ao fator previdenciário. A idade mínima penalizaria quem começa a trabalhar bastante jovem.
O atual debate em torno das aposentadorias acima do mínimo poderia ter tido um resultado mais amplo e profundo, indo além do reajuste do período e criando uma política de valorização permanente das aposentadorias e pensões, a exemplo da que conquistamos para o salário mínimo - que atende 18,3 milhões de aposentados, ou 69% do total, além de outros 25 milhões de brasileiros que dele dependem direta ou indiretamente. Infelizmente, essa discussão estacionou no Congresso, desde o ano passado.
Queremos uma mesa de negociação permanente, com a participação de governo e entidades representativas dos aposentados, para construção de uma política de valorização não só das aposentadorias, mas das condições de vida dos idosos.
Não deixaremos de apresentar propostas e pressionar pela criação dessas políticas.
Febraban divulga horário de funcionamento
de bancos em jogos do Brasil na Copa
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado na quarta 26 sobre o horário de funcionamento das instituições financeiras em dias úteis durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, na África do Sul.
A alteração dos horários foi definida por motivos de segurança das agências e de transporte de valores, ficando da seguinte forma:
a) quando o horário do jogo ocorrer às 15h30 (horário de Brasília/DF):
- Interior: das 8h às 14h (horário de Brasília/DF);
- Capitais e Regiões Metropolitanas: das 8h às 14h (horário de Brasília/DF).
b) quando o horário do jogo ocorrer às 11h (horário de Brasília/DF):
- Interior: das 8h às 10h30 e das 13h30 às 15h30 (horário de Brasília/DF);
- Capitais e Regiões Metropolitanas: das 8h às 10h30 e das 14h às 16h (horário de Brasília - DF).
Na primeira fase, a seleção brasileira joga no dia 15 de junho, às 15h30, no domingo 20 às 15h30 e na sexta 25 às 11h.
A nova determinação do BC para o horário bancário também vale para os demais dias de jogo, caso a seleção se classifique. Acompanhe abaixo na tabela as condições.
Empregados do BB e Caixa fazem
Congressos Nacionais em São Paulo
Os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal realizam encontros nacionais entre sexta-feira próxima e domingo 30 de maio, em São Paulo, para definir as pautas de reivindicações para as negociações específicas com cada banco durante a Campanha Nacional dos Bancários 2010.
O 21º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil será realizado no Novotel Jaraguá, na Rua Martins Fontes, 71, Centro. Começará às 18h de sexta-feira com debate sobre conjuntura política, econômica e social, que contará com a participação de Sérgio Rosa, que nos últimos oito anos presidiu a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do BB. Será encerrado no domingo, com a plenária final.
Já o 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal, que acontece desde 1984, será realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, na Rua Milton Rodrigues, 100. Terá início às 14h desta sexta-feira, com debate sobre conjuntura e o papel da Caixa no desenvolvimento social do Brasil. No sábado, os temas da campanha serão debatidos em grupos, que serão submetidos à plenária geral, no domingo.
A cobertura completa dos Congressos pode ser acompanhada pelo site - www.contrafcut.org.br, ou seguida pelo twitter, @contrafcut.
Negociação avança e bancários
do Itaú Unibanco conquistam PCR maior
Após pressão dos trabalhadores e diversas rodadas de negociação, o Itaú Unibanco melhorou sua proposta para o Programa Complementar de Resultados (PCR) em reunião com a Contraf-CUT realizada na segunda-feira, 24, em São Paulo. O banco propôs um acordo de dois anos que pode dar aos bancários ganhos de até R$ 4,2 mil, com pagamentos em 2010 e 2011.
A proposta prevê o crédito de R$ 1,8 mil a título de PCR de 2010 no próximo dia 10 de junho. Na mesma data, os bancários receberiam também um valor de R$ 300 pelo sucesso da migração das agências do Unibanco para Itaú.
Em maio do ano que vem, os trabalhadores receberiam R$ 1,6 mil de antecipação do PCR de 2011. Eventuais diferenças seriam pagas até fevereiro de 2012.
A Contraf-CUT avalia que houve avanço nas negociações em relação à proposta inicial do banco, que previa o pagamento de R$ 1,6 mil, com desconto nos demais próprios de remuneração variável. O banco ainda chegou a propor que o crédito do PCR não era para todos.
Após resistência e pressão dos bancários, o banco recuou e garantiu primeiro o não desconto nos programas próprios e o pagamento para todos. Agora, aceitou também aumentar o valor do PCR.
"O avanço significativo conquistado nessa proposta representa o esforço e a participação de todos os sindicatos filiados à Contraf-CUT no processo de negociação", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação e funcionário do Itaú Unibanco.
Diante dos avanços conquistados pela pressão dos trabalhadores, o sindicato realizará Assembléia no próximo dia 27 de maio as 17:00 hs em primeira convocação e em segunda convocação às 19.00 hs, na sede da entidade, para aprovação da proposta, a fim de viabilizar o pagamento do PCR no dia 10 de junho.
PARTICIPE! SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE.
Confirmada agenda de reuniões com Santander
Confira as datas das próximas rodadas de negociações com a direção
Sindicatos e o Santander confirmaram na quinta-feira 20 as datas das novas rodadas de negociações específicas. Por motivos de agenda, algumas reuniões tiveram sua data alterada. Confira abaixo as próximas negociações.
Contraf-CUT cobra PCR e Itaú Unibanco insiste
em desvalorizar os funcionários
A negociação entre a Contraf-CUT e a direção do Itaú Unibanco, retomada na terça 18, em São Paulo, reforçou a insistência do banco em não valorizar seus funcionários. Mais uma vez ficou somente na promessa a apresentação de uma nova proposta do Programa de Complementação dos Resultados (PCR) digna aos seus trabalhadores. Nova rodada acontece nesta quinta 20.
O entrave ficou por conta da apresentação do índice de Retorno do Investimento sobre o Patrimônio Líquido (ROE) como base para justificar a continuidade da oferta no valor de R$ 1.600, rejeitado pela categoria.
O Itaú Unibanco já reconheceu que o PCR deve ser pago para todos, voltando atrás em sua decisão anterior. Além disso, será efetuado sem desconto de outros programas próprios de remuneração variável.
"Enquanto os executivos do banco recebem bônus de mais de R$ 1,5 milhão, a empresa oferece aos demais trabalhadores um valor que é 1.000% menor. É uma situação que incomoda os bancários, uma vez que não se sentem prestigiados e muitos menos valorizados", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.
"Os trabalhadores do Itaú Unibanco passam por um momento delicado, uma vez que a fusão não tem se mostrada positiva para a categoria. Ainda há uma série de problemas pendentes a serem resolvidos como a falta de funcionários, cobrança de metas abusivas, reformas inadequadas nas agências, problemas no sistema, o que gera um clima de insegurança e medo", destaca Cordeiro.
Contraf-CUT retoma negociação com Bradesco
e cobra auxílio-educação e PCCS
A Contraf-CUT retomou na terça-feira, 18, em São Paulo, o processo de negociações com o Bradesco. Os representantes dos trabalhadores voltaram a cobrar do banco a implantação de um programa de auxílio-educação e de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), que integram a pauta de reivindicações encaminhada ainda no ano passado.
"Esperávamos que o Bradesco viesse com uma postura mais aberta para as negociações, trazendo propostas para os trabalhadores, o que não aconteceu", avalia Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE). "Uma empresa que teve um lucro de R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre precisa valorizar seus funcionários e atender suas demandas", defende.
Apesar de cobrar nível superior de seus funcionários, o banco negou-se novamente a discutir a criação de um programa de auxílio-educação. A empresa afirmou não concordar com programas de concessão de bolsas. "É uma política conservadora do banco, que se opõe a criar um programa com critérios transparentes para a concessão de bolsas. Enquanto isso, dá incentivos apenas para o alto escalão, pagando cursos de MBA e pós-graduação", diz Elaine. "Já o Itaú Unibanco e o Santander negociam auxílio-educação com seus trabalhadores", completa.
O banco também se recusou a discutir o PCCS e afirmou que já possui uma política de carreira fechada, em que os funcionários sobem gradualmente de acordo com o tempo de casa. "Não é isso que vemos na prática do banco. Os critérios para as promoções não são claros para os trabalhadores. Além disso, a pesquisa da Contraf-CUT e do Dieese sobre o emprego bancário mostra que as empresas vêm demitindo funcionários com mais tempo de casa. Isso está na contramão da política que o banco afirma ter", afirma Elaine.
Os dirigentes sindicais deixaram claro para o banco que pretendem retomar esses itens futuramente. "Vamos lançar uma nova campanha de valorização dos trabalhadores para discutir essas e outras questões e mobilizar os bancários", afirma Elaine.
Uma nova reunião será marcada em breve, para dar continuidade ao processo de negociação. Os bancários apresentarão outras reivindicações que não foram discutidas nesse encontro. "Esperamos avanços nas próximas rodadas, como forma de reconhecer o esforço dos funcionários para o crescimento dos resultados do banco", conclui Elaine.
Itaú Unibanco recua e garante PCR para todos;
negociação continua nesta terça
Os protestos contra a proposta do Itaú Unibanco para a mudança do Programa de Complementação dos Resultados (PCR) começaram a dar resultados na manhã de segunda-feira, dia 17. Em negociação realizada com a Contraf-CUT, em São Paulo, a direção do banco decidiu voltar atrás e desistiu da proposta apresentada na reunião anterior, garantindo o pagamento do PCR para todos os bancários e sem desconto de outros programas próprios de remuneração variável.
A reunião com as entidades sindicais continua nesta terça, às 18h, quando o banco se comprometeu a apresentar nova proposta de valores. Até o momento, a empresa ofereceu R$ 1.600 de PCR para cada funcionário, o que representa um acréscimo de apenas R$ 100 em relação ao ano passado. A proposta foi rejeitada na hora pelos dirigentes sindicais.
"O banco ofereceu apenas R$ 100 a mais para os trabalhadores, quando apresentou um lucro de R$ 3,23 bilhões no primeiro trimestre deste ano, batendo novo recorde no sistema financeiro nacional e com um crescimento de 41% em relação ao ano passado", diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Os bancários fizeram sua parte, como mostram esses resultados da empresa, e agora merecem valorização", conclui.
Plano odontológico para os funcionários do BB:
será que agora vai?
O jornal Valor Econômico publicou na terça-feira, 18 de maio, a notícia de que o Banco do Brasil deve anunciar em breve a reestruturação acionária da Brasilsaúde, com a compra de uma empresa de seguro odontológico e a saída da SulAmérica da parceria.
A notícia afirma ainda que o foco das negociações está no ramo de saúde e que o Banco do Brasil vê como estratégica a entrada no ramo odontológico pela possibilidade de crescimento desse nicho. Também pudera: essa nova empresa já nascerá gigante, com 900 mil clientes potenciais, entre funcionários do banco, seus dependentes, aposentados e pensionistas. Só isso já garantiria ao BB a quinta posição no ranking do setor.
Já faz mais de uma década que os funcionários do Banco do Brasil reivindicam um plano de saúde odontológico. Nesse período, foram muitas as negociações e durante a campanha salarial de 2008, ficou finalmente estabelecido que o plano de saúde odontológico passaria a funcionar em junho do ano seguinte. Alegando falta de recursos técnicos, a direção da Cassi não conseguiu implementar o plano. O banco, então, assinou um termo de compromisso com o movimento sindical para efetivar a assistência odontológica até 31 de janeiro de 2010, o que não ocorrreu.
Agora o Banco do Brasil parece que vai atender o acordo. "Foi um tremendo descaso da empresa com seus funcionários e pensionistas atrasar tanto tempo a concretização de uma conquista legítima da categoria, desvalorizando quem justamente é responsável pelos altos lucros alcançados pelo banco", afirma Cláudio Luiz de Sousa, diretor da FETEC-SP e funcionário do BB. "Esperamos que de fato o Banco do Brasil pare de enrolação e cumpra o que foi acertado".
18 de Maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso
e à Exploração Sexual Infanto-juvenil
Impunidade e silêncio. Quando o assunto é exploração sexual de crianças e adolescentes, infelizmente, é isso que acontece. A sociedade se cala enquanto os agressores não são punidos. As vítimas ficam esquecidas.
Visando contribuir com o processo de luta contra a impunidade em relação a esse tipo de crime, pela reafirmação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil e pelo fortalecimento da participação da sociedade nessa luta, foi que as entidades sindicais bancárias se uniram na Campanha de Combate à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.
A campanha permanente foi lançada em maio de 2008 é realizada pela Federação dos Bancários da CUT de SP - FETEC/CUT-SP, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - Contraf CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região , a Associação dos Funcionários do Grupo Santander - AFUBESP e todos os sindicatos dos bancários filiados à FETEC CUT/SP.
"Queremos mobilizar e convocar toda sociedade a participar dessa luta de prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. É preciso formar uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência e proteger crianças e adolescentes brasileiros", afirma Maria Izabel da Silva, a Bel, diretora do sindicato, secretária de Políticas Sociais da FETEC-SP, e coordenadora da campanha.
A Campanha tem o apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA, do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - FÓRUM NACIONAL DCA, da JORNADA CIDADÃ e da Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo - CUT SP.
Sindicato Promove Seminário sobre Sistema Financeiro
e desenvolvimento no Brasil - Do Plano Real à crise financeira
O Sindicato realiza nesta segunda feira, 17 no ETEC Cel. Raphael Brandão as 19hs e 30 minutos, na Av. 37 nr. 646 em Barretos, a apresentação do livro "Sistema Financeiro e Desenvolvimento no Brasil - do Plano real à Crise Financeira", em forma de seminário a ser ministrado por Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a secretária Geral Juvandia Moreira, e Ana Carolina Tossetti, economista do Dieese.
O livro é uma parceria entre o SEEB-SP e o Cecon- Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp, cujo objetivo é resgatar debates e propostas para o sistema financeiro, discutidas em diversos fóruns de dirigentes sindicais bancários, e estimular que a sociedade tenha a partir destes argumentos apresentados, uma visão ampla e crítica da importância do sistema financeiro no desenvolvimento econômico.
Segundo Luiz Cláudio Marcolino, debater o Sistema Financeiro Nacional é fundamental para o crescimento. "O sistema financeiro tem de funcionar de forma a pensar o desenvolvimento como um todo e não focar somente na questão mercadológica. Esse é o nosso objetivo com o debate e o lançamento do livro."
O livro aborda crédito, taxa de juros, regulamentação, impactos da gestação do Banco Central no trabalho bancário, micro crédito, financiamento através do mercado de capitais, entre outros.
Emprego e condições de trabalho em debate
nesta terça no CRT do Santander
A Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp retomam nesta terça-feira, dia 18, em São Paulo, o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) do Santander, um fórum de negociação permanente conquistado no acordo aditivo à convenção coletiva. Estarão em discussão os temas que ficaram pendentes da última reunião, ocorrida no dia 29 de abril, como emprego, condições de trabalho e previdência complementar, dentre outros.
EMPREGO: "Uma das nossas prioridades é a retomada do centro de realocação, visando a manutenção dos empregos, diante dos próximos passos do processo de fusão com o Real", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Os bancários reivindicam que o Santander Brasil se comprometa a realocar os trabalhadores dos centros administrativos ou de unidades em sobreposição para outras áreas administrativas ou para a rede de agências, onde existe muita carência de funcionários.
"Queremos também que o banco promova para os trabalhadores atingidos pelo processo de fusão cursos de capacitação para exercer as novas funções", defende o dirigente sindical.
Outra reivindicação dos bancários é que seja dada ampla divulgação interna das vagas existentes, inclusive às entidades sindicais, bem como que sejam fornecidos aos sindicatos relatórios atualizados mensalmente do processo de remanejamento.
CONDIÇÕES DE TRABALHO: Há muito tempo, os sindicatos vêm denunciando a falta de funcionários na rede de agências e a cobrança excessiva de metas. Isto tem acarretado muitos problemas aos trabalhadores como, por exemplo, alto índice de adoecimento; impedimento de gozo de 30 dias de férias previstos na nossa legislação; e descontentamento dos funcionários para com o banco.
Visando a melhoria das condições de trabalho e do atendimento aos clientes, as entidades sindicais reivindicam:
- Imediata contratação ou realocação de funcionários para as agências;
- Fim das metas individuais;
- Fim das metas para os caixas e os funcionários da área operacional das agências;
- Fim das reuniões diárias para a cobrança de metas nas agências;
- Venda responsável de produtos financeiros;
- Direito ao gozo de 30 dias de férias sem fracionamento.
Previdência complementar: Outra demanda dos trabalhadores é a melhoria da previdência complementar, através de uma série de propostas:
a) manutenção de patrocínio: A representação reivindica o compromisso do banco pela manutenção do patrocínio dos fundos de previdência: Sanprev e Bandeprev
b) contribuições paritárias: A representação reivindica que as contribuições para os planos de previdência do Plano IV do Banesprev e Sanprev sejam paritárias entre patrocinadora e participantes.
c) Eleição dos Representantes dos Participantes: A representação reivindica a imediata instalação do processo eleitoral nos fundos de previdência Holandaprev e Sanprev para a eleição dos representantes dos participantes em todas as instâncias (diretoria executiva, conselhos e comitês) a exemplo do que ocorre no Bandeprev e Banesprev.
d) Estatutos e Regulamentos: A representação reivindica que seja disponibilizada para as entidades sindicais cópia dos estatutos e regulamentos dos planos de previdência existentes no Santander Brasil, bem como a composição da diretoria.
Contraf-CUT retoma negociações sobre PCR
com Itaú Unibanco Nesta segunda, 17
Após protestos das entidades sindicais em todo país, o Itaú Unibanco agendou a retomada das negociações com a Contraf-CUT sobre o Programa Complementar de Resultados (PCR) para esta segunda-feira, dia 17, em São Paulo.
Na última reunião, o banco apresentou uma proposta de R$ 1.600 de PCR por funcionário, o que representa um acréscimo de apenas R$ 100 em relação ao ano passado. A proposta foi rejeitada na hora pelos dirigentes sindicais.
O funcionário do banco e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, espera que o banco apresente uma proposta à altura da participação dos trabalhadores nos lucros crescentes da instituição. No primeiro trimestre deste ano, o Itaú Unibanco lucrou R$ 3,23 bilhões, batendo novo recorde no sistema financeiro nacional.
"O enorme lucro do banco não pode beneficiar apenas a empresa, mas precisa valorizar também os funcionários, principais responsáveis pelos resultados gigantescos atingidos", destaca Carlos Cordeiro.
Sem negociações, bancários turbinam
abaixo-assinados por acordo global
Apesar dos esforços da UNI Finanças e das entidades sindicais em todo planeta, as direções mundiais do HSBC e do Santander ainda não abriram negociações para discutir um acordo marco global. Por isso, os bancários irão aumentar a campanha e turbinar os abaixo-assinados em todo mundo, buscando mais adesões de trabalhadores.
O prazo de coleta de assinaturas foi prorrogado pela UNI Finanças, como forma de reforçar a campanha mundial. Clientes podem assinar a petição ao HSBC.
Também foi ampliado o prazo de adesões na petição on-line ao HSBC e, até o final desta semana, será lançado igual requerimento eletrônico ao Santander.
Na próxima semana, a UNI Finanças promove nova teleconferência entre os integrantes dos Grupos de Coordenação da Aliança Sindical Global do HSBC e do Santander, sob a coordenação do chefe mundial da UNI Finanças, Oliver Roethig. Os funcionários do HSBC, Miguel Pereira, e do Santander, Ademir Wiederkehr, são os representantes da Contraf-CUT.
Jornais aos bancários do HSBC e Santander
Além de coletar assinaturas, o sindicato está distribuindo aos bancários do HSBC e Santander jornais Rede Global Bancária, da UNI Américas Finanças.
O objetivo é estimular a participação dos trabalhadores e pressionar os bancos a abrirem negociações para discutir o acordo global, que visa assegurar direitos fundamentais para os bancários em todos os países onde essas multinacionais atuam.
Assembleias de acionistas
A UNI Finanças informou que, no dia 28 de maio, ocorre a assembléia mundial dos acionistas do HSBC, em Londres.
Mobilização
Para a Contraf-CUT, a mobilização precisa aumentar, A organização de caranavas e outras atividades ajuda para intensificar a coleta de assinaturas no HSBC e Santander, a fim de fortalecer a campanha por acordos globais com esses dois bancos. Só com mobilização será possível abrir negociações.
Apesar do lucro de R$ 3,23 bi, Itaú Unibanco
não quer aumentar PCR
A postura do Itaú Unibanco na negociação realizada quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.
A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.
"Estamos lutando por um aumento no valor do PCR para todos, o que o banco tem todas as condições de oferecer. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões é prova clara de que os bancários merecem essa valorização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta.
Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.
Câmara aprova fim do fator previdenciário e reajuste
de 7,72% aos aposentados
Os deputados federais votaram no dia 4/05 a Medida Provisória (MP 475) e aprovaram a emenda do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que extingue o fator previdenciário a partir de janeiro de 2011, por 323 votos a 80 e 2 abstenções.
O fator, criado no governo Fernando Henrique Cardoso para reduzir o valor das aposentadorias, é uma fórmula utilizada para o cálculo do benefício, que se aplica aos trabalhadores do setor privado e público, regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Também foi aprovada emenda do deputado Paulinho (PDT-SP) que aplica reajuste de 7,72% para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo, retroativo a partir de 1º de janeiro deste ano.
O texto aprovado substitui o do relator da MP, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que estabelecia um reajuste de 7%, o que equivale a 80% da variação do PIB mais inflação.
A proposta de Vaccarezza aumentava a oferta do Executivo, que previa um reajuste de 6,14% (aumento de 50% do PIB mais a inflação, com base no INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE). O índice proposto pelo governo representava um gasto de R$ 6,7 bilhões por ano para a Previdência.
A proposta segue agora para votação do Senado e, se aprovada, deve ser sancionada ou vetada pelo presidente da República. Mas se for alterada retornará para nova apreciação dos deputados.
O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que "a Câmara dos Deputados honrou o acordo feito com o Senado, Cobap, centrais e confederações de trabalhadores e aprovou o aumento de 7,72% para os aposentados e pensionistas retroativo a 1º de janeiro, descontado o que já foi dado". Para ele, "valeu a pena as vigílias que fizemos. Foram dois anos de luta. E tudo começou com projeto que apresentei lá atrás. Mais uma vez a justiça venceu".
Bancos admitem problemas no plano
de ação para combater desigualdades
Aconteceu no dia 4/05, a segunda reunião da mesa temática de Igualdade de Oportunidades entre Contraf-CUT e Fenaban, em São Paulo. Os bancos apresentaram os resultados do plano de ação proposto durante o lançamento do Mapa da Diversidade, há um ano. Para a representação dos bancários, o combate às discriminações pouco evoluiu neste período.
As empresas admitem problemas no andamento do plano de ação dentro dos bancos e alegam como fatores determinantes para o atraso as inúmeras fusões entre bancos que ocorreram recentemente e a crise financeira mundial. Diante desse fato, a Fenaban afirmou estar refazendo o plano de ação para melhorar sua efetividade.
A representação dos banqueiros disse também ter dificuldades para avaliar o quadro geral do sistema financeiro em relação à promoção da igualdade. A alegação é que cada banco adota metodologias diferentes ao apurar os dados.
Para resolver a questão, a entidade patronal elaborou um cronograma para a unificação dos indicadores das empresas. A proposta é que até julho sejam implantados indicadores que permitam mensurar os pontos relevantes para um diagnóstico preciso do quadro atual. Um exemplo seria a adoção por todos os bancos da metodologia do IBGE para a classificação de raça, o que não ocorre hoje.
Depois disso, o cronograma prevê a realização em agosto de levantamento e consolidação de dados baseados nesses indicadores. Por fim, em setembro, seria realizada uma avaliação das informações.
Com isso, os bancos avaliam que terão condições de entender melhor os entraves que limitam o acesso e encarreiramento dos grupos discriminados, como no caso da ascensão profissional das mulheres nos bancos e das diferenças salariais entre elas e os homens, por exemplo.
"O movimento sindical, mais que qualquer outro ator, tem interesse na diminuição das discriminações. Apostamos na mesa temática para construir um espaço para o acompanhamento das ações e a formulação de alternativas para superar os obstáculos que surjam pelo caminho", avalia Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
Campanhas: A Fenaban trouxe ainda resposta para a proposta apresentada pelos bancários na última reunião sobre o lançamento de uma campanha pela valorização junto a gestores e funcionários do aleitamento materno e da ampliação da licença-maternidade para 180 dias, conquistada na última campanha salarial. A entidade patronal disse existir um descompasso entre os bancos a respeito do tema, o que impossibilita a parceria neste momento.
As entidades sindicais salientaram que mantêm a proposta de campanha conjunta, porém, se os bancos decidirem não participar, estão dispostos a realizar a campanha isoladamente.
Os bancários propuseram também aos bancos que contribuam com a Campanha de Combate ao Abuso e Exploração Comercial de Crianças e Adolescentes, iniciativa da Fetec-CUT/SP, em parceria com a Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e outras entidades. Os trabalhadores solicitaram aos bancos que, durante a semana do dia 18 de maio (dia de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes), incluam nos extratos de todos os clientes uma mensagem informando sobre a campanha e divulgando o telefone do disque-denúncia (100). A Fenaban se mostrou favorável, mas irá levar o tema até as empresas para avaliação.
Uma nova reunião ficou agendada para o dia 15 de junho.
Bancários reivindicam PCR maior do Itaú Unibanco;
nova reunião nesta quarta
A negociação entre a Contraf-CUT e o Itaú Unibanco realizada na última sexta-feira, 30 de abril, não trouxe boas notícias para os funcionários. O banco ofereceu R$ 1.600 para o Programa Complementar de Remuneração (PCR), somente R$ 100 a mais que os R$ 1.500 do ano passado.
Os representantes dos bancários rejeitaram a proposta, que mal repõe a inflação do período. "Não vamos aceitar que o banco economize na remuneração dos bancários, enquanto gasta cada vez mais com os bônus de executivos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú Unibanco. "Os trabalhadores sofrem diariamente com a pressão pelo cumprimento de metas abusivas e com a insegurança gerada pela fusão e merecem serem valorizados neste momento", sustenta.
Os bancários cobraram uma nova proposta da empresa, que deverá ser apresentada na próxima rodada de negociação, a ser realizada nesta quarta-feira, 5.
Contraf-CUT retoma nesta terça mesa temática
de Igualdade de Oportunidades
A Contraf-CUT se reúne nesta terça-feira, 4, com a Fenaban para mais uma rodada da mesa temática de Igualdade de Oportunidades. O segundo encontro desde a retomada das negociações acontece em São Paulo.
A expectativa dos trabalhadores é que os bancos tragam para a mesa um balanço do plano de ações anunciado pela Febraban no lançamento do Mapa da Diversidade, há cerca de um ano. De acordo com as informações das empresas, o plano tem entre suas diretrizes promover a democratização do acesso ao emprego bancário e o encarreiramento de negros, mulheres e pessoas com deficiência.
"Esse passo é importante para que possamos equalizar as informações, hoje na maioria detidas pelos bancos, que vão nos permitir uma leitura mais precisa da realidade atual e a formulação de propostas", Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
"Precisamos ver os resultados e pensar políticas para beneficiar cada grupo. As mulheres, por exemplo, já são metade da categoria, mas têm dificuldade de ascender profissionalmente. Além disso, dados da última pesquisa de emprego bancário da Contraf-CUT e do Dieese constataram que as mulheres estão sendo admitidas ganhando 30% menos que os homens, o que é um prejuízo muito grande", avalia.
Os bancários também esperam obter uma resposta da Fenaban a respeito da proposta de parceria para o lançamento de uma campanha pela valorização junto a gestores e funcionários do aleitamento materno e da ampliação da licença-maternidade para 180 dias, conquistada na última campanha salarial.
Itaú Unibanco não apresenta proposta para PLR e PCR;
reunião segue nesta sexta
A Contraf-CUT esteve reunida com Itaú Unibanco na quinta-feira, 29, em São Paulo. A empresa mais uma vez frustrou seus funcionários e não trouxe nenhuma proposta para a PLR e o PCR. Uma nova reunião foi agendada pra sexta-feira 30, às 16h.
"O banco precisa apresentar uma proposta para a remuneração, números para que possamos negociar. A empresa está enrolando e não vamos aceitar essa situação", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
No encontro desta quinta, os bancários cobraram novamente da empresa explicações sobre o número de demissões registrado nos três primeiros meses de 2010, considerado elevado. A empresa alega que o aumento se deu por conta do programa de incentivo à aposentadoria e apresentou dados relativos à adesão ao programa.
Os trabalhadores solicitaram à empresa os dados relativos a demissões de 2008, 2009 e 2010, e o número de contratações no primeiro trimestre deste ano, organizados por estado, para uma análise mais aprofundada da questão.
Condições de trabalho
Foi retomado o debate sobre a falta de condições de trabalho e segurança nas agências do Unibanco que estão passando por reformas. O banco apresentou levantamento das agências que estão passando por esse processo e afirmou que até outubro todas elas deverão estar com a bandeira do Itaú.
Os trabalhadores cobraram novamente medidas da empresa para garantir as condições de trabalho e a segurança de bancários e clientes.
Os trabalhadores reivindicam que as agências a serem reformadas fiquem fechadas por um período de dez a quinze dias, remanejando os funcionários para outras unidades da mesma região. A empresa foi contra proposta, afirmando que o fechamento poderia causar perda de clientes.
28 de abril: Dia Mundial em Memória das
Vítimas de Acidentes de Trabalho
Em 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, a CUT e demais centrais sindicais farão ato em Brasília, na Câmara dos Deputados, Plenário 2, a partir da 17h, para a entrega de diversos projetos de lei ao presidente da casa, deputado Michel Temer.
Os projetos serão subscritos pelos deputados federais Ricardo Berzoini (PT-SP), Jô Moraes (PC do B-MG), Pepe Vargas (PT-RS), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP). Além dos parlamentares, a atividade também contará com a presença dos presidentes das centrais e lideranças sindicais dos diversos ramos de atividade.
"O 28 de Abril vem se consolidando na agenda das centrais sindicais e de suas entidades filiadas em todo país. A cada ano atividades conjuntas são realizadas para marcar a data a partir de um tema central", afirma Plínio Pavão, secretário de saúde da Contraf-CUT e representante do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da CUT. "Neste ano de 2010 já estamos discutindo propostas de alteração na Lei 8.213/91 que é regulamentadora dos benefícios da Previdência Social, em especial nas questões relativas à Saúde do Trabalhador", completa.
A cada ano milhões de trabalhadores se acidentam em todo o mundo e outras centenas de milhares morrem no exercício do trabalho. No Brasil, as estatísticas oficiais do Ministério da Previdência mostram que em 2008 foram registrados 747 mil casos de acidentes de trabalho, com 2.757 mortes e 12.071 casos de trabalhadores que sofreram incapacidade permanente.
Segundo estimativas da OIT, ocorrem anualmente no mundo, cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Cada acidente ou doença representa, em média, a perda de quatro dias de trabalho. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.
No Brasil, bilhões são gastos todos os anos com recursos públicos direcionado aos acidentes do trabalho. Em 2008 foram R$ 46 bilhões com assistência médica, benefícios por incapacidade temporária ou permanente, e pensões por morte de trabalhadores vítimas das más condições de trabalho.
Memória
O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, lembrado em 28 de abril, surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, organizado por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.
A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador. Desde maio de 2005, o dia 28 foi instituído no Brasil por meio da Lei nº 11.121.
Contraf-CUT negocia PCR e PLR com Itaú Unibanco nesta quinta
A Contraf-CUT retorma nesta quinta-feira 29, às 9h30, a negociação com a direção do Itaú Unibanco, em São Paulo. Em pauta, a Participação Complementar nos Resultados (PCR) e a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), conforme definido na última reunião, realizada dia 23.
Bolsas de estudo
Na terça-feira, 27/04, o banco começou a receber as inscrições para a concessão do auxílio-educação. Os bancários conquistaram a ampliação do número de bolsas de estudo de 3,4 mil para 4 mil.
As inscrições estão abertas a todos os funcionários, independente da carga horária, as bolsas contemplam 11 parcelas, retroativas a fevereiro. Podem ser feitas via portal na Internet ou com departamento de Recursos Humanos.
A remuneração, tempo de banco, idade, número de dependentes, além do ano do curso, estão entre os critérios de desempate.
PCS e segurança
As questões relativas ao PCS e a segurança são outros pontos pendentes que serão debatidos em reuniões futuras. Sobre o primeiro tema, o banco ficou de fazer uma apresentação comparativa entre os salários no Itaú e Unibanco nas áreas administrativas. Sobre a falta de segurança, em função das reformas nas agências, o banco se comprometeu a buscar uma solução.
Contraf-CUT debate assédio moral em mesa
temática de saúde com Fenaban
A Contraf-CUT retomou as discussões da Mesa Temática de Saúde do Trabalhador com a Fenaban, na terça-feira, 20, em São Paulo. O encontro teve como principais focos as questões relativas ao assédio moral e às metas abusivas. Os bancários pautaram os principais pontos da pauta de reivindicações sobre os dois temas, que já foi objeto de negociação durante a campanha salarial de 2009.
As negociações entre as partes durante a campanha apresentaram avanços em direção à formulação de um programa de combate ao assédio moral nos bancos. No entanto, algumas divergências impediram a aprovação da proposta ainda em 2009. Os bancos apresentaram também um documento sobre o tema, com os pontos que avançaram nas discussões recentes.
No caso das metas, a questão é mais complicada e os bancos não mostraram disposição de negociar durante a campanha salarial. Na reunião de hoje, os representantes das empresas se comprometeram a avaliar as questões trazidas pelos trabalhadores sobre os dois temas e trazer uma posição na próxima reunião, agendada para o dia 5 de maio.
"Avaliamos como positiva a retomada do processo de negociação nas mesas temáticas. Consideramos que esse é o espaço adequado para o estabelecimento de um diálogo transparente que supere divergências e leve a novas conquistas para os trabalhadores", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT.
Outras mesas
Já estão agendadas reuniões das demais mesas temáticas entre trabalhadores e bancos.
- Terceirização - dia 26/4, às 15h30
- Igualdade de Oportunidades - dia 4/5, às 15h30
- Saúde do Trabalhador - dia 5/5, às 15h30
Contraf-CUT retoma mesa temática de
Saúde com a Fenaban nesta terça
A Contraf-CUT retoma nessa terça-feira, 20, a mesa temática de Saúde e Condições de Trabalho com a Fenaban. A reunião será a primeira sobre o tema após a retomada das mesas temáticas, conquistada pelos trabalhadores na campanha salarial de 2009.
Estarão em debate questões como assédio moral, metas abusivas, precarização do trabalho, entre outros.
"As questões de saúde do trabalhador estão cada vez mais na ordem do dia entre o bancários, que estão se conscientizando da importância de ter um ambiente de trabalho livre de fatores de risco de adoecimento", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT. "Nossa expectativa é que possamos avançar na discussão na mesa temática, em especial nas questões que dizem respeito à organização do trabalho e que estão na origem de muitos adoecimentos de trabalhadores", sustenta.
Calendário
A Contraf-CUT já realizou neste ano reuniões das mesas de Segurança Bancária, Terceirização e Igualdade de Oportunidades. As três mesas já têm data marcada para a continuidade dos debates:
- Segurança Bancária - 22/4, 15h30
- Terceirização - 26/4, 15h30
- Igualdade de Oportunidades - 4/5, 15h30
"É fundamental termos reconquistado esses espaços de debate e negociação, caminho que acreditamos ser o melhor para a construção de soluções para os problemas enfrentados pela categoria", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Caixa não suspende reestruturação e empregados
aumentarão protestos
A Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reuniram na quinta feira (15), em Brasília, com representantes da direção da Caixa Econômica Federal, como parte da mesa permanente de negociação.
Na avaliação de Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa, a postura da direção da empresa não poderia ser mais insatisfatória. "Não houve avanço nenhum nas proposições da Caixa. Os temas mais importantes, como o PFG e a reestruturação, foram simplesmente adiados. Portanto, a Comissão entende que é hora de mobilizar a categoria para pressionar firme e decididamente a direção da empresa", declara ele.
A CEE/Caixa se posicionou, logo após a reunião, pela necessidade de mobilizar os bancários da Caixa, tendo decidido inclusive pela convocação de assembleias gerais para uma data mais oportuna a ser anunciada, por todo o país, para consultar a categoria sobre protestos e outras ações.
Reestruturação
A informação mais relevante apresentada pelos dirigentes da empresa diz respeito aos prazos de implementação da reestruturação. Perguntada pela CEE/Caixa sobre a quantidade de cargos que seriam criados ou extintos com a mudança, a Caixa informou apenas que o cálculo está sendo conduzido pela vice-presidência de Pessoas (Vipes), e será concluído até o dia 1º de junho.
Somente a partir daí seria possível dar a informação. José Durval dos Reis, da Caixa, informou também que o início efetivo do processo de reestruturação está marcado para o dia 1º de julho.
Durval é superintendente nacional de desenvolvimento empresarial da Caixa. Ele apresentou durante a reunião um panorama da reestruturação em curso na empresa. O balanço continha as informações comparativas das áreas e unidades que existiam antes na empresa e de como elas se organizarão após a reestruturação.
O tema da reestruturação vem causando preocupação entre os trabalhadores. Dos cerca de 85 mil funcionários da Caixa, algo em torno de 24 mil trabalham em filiais, principais atingidas pela reestruturação.
PFG e Jornada
Também não houve avanços nas negociações sobre o Plano de Funções Gratificadas, o PFG. Segundo os representantes da Caixa, o plano voltou a ser avaliado pelo Ministério da Fazenda (MF) e pelo Ministério do Planejamento, a fim de adequar as exigências dos funcionários ao orçamento da União.
A Caixa disse que só volta a negociar o PFG em maio deste ano, e que não há mais a possibilidade de incluir no plano a chamada progressão horizontal.
Quanto à redução de jornada de oito para seis horas, a Caixa não retrocedeu. Uma das condições impostas pela empresa para implantação do novo PFG é justamente a redução de jornada com redução proporcional de salários para cargos técnicos e de assessoramento.
Plano de Cargos e Salários
Mais uma vez, a Caixa não apresentou qualquer proposta concreta para a implementação do novo PCS. "Não estamos dizendo que não haverá. Só pedimos mais tempo para estudar o tema junto à direção da empresa", declarou Ana Telma, coordenadora da comissão de negociação da Caixa.
A empresa acenou, entretanto, com a possibilidade de reparar as perdas daqueles que não aderiram ao último Plano de Cargos e Salários, em 2008, tratando todos os funcionários de forma isonômica, conforme a demanda apresentada pela CEE/Caixa.
Desta forma, o dia 31 de junho de 2008 seria tomado como base para o cálculo dos benefícios de todos os trabalhadores no novo PCS.
Dias Parados
Não houve avanço sobre a recuperação dos dias parados durante as campanhas salariais de 2008.
Normativos dos Planos de Saúde
O marco regulatório dos planos de saúde dos funcionários da Caixa data de 2004, quando foi discutido pelos representantes da empresa e do movimento sindical. Entretanto, em 2007, a Caixa efetuou uma mudança unilateral em dois dos normativos, sobre a licença saúde e sobre os acidentes de trabalho.
Como tais alterações não foram discutidas e sequer comunicadas, a CEE/Caixa não as reconhece. A Caixa, por sua vez, não acenou com a possibilidade de mudanças.
Eleições para a Cipa
A CEE/Caixa também cobrou a divulgação do cronograma para a eleição das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa's). A Caixa afirmou que divulgará em breve o cronograma.
Vacina contra o vírus H1N1 (Influenza A)
A direção da empresa acenou com a possibilidade de realizar licitações para a compra de vacinas para os funcionários, semelhantes àquelas fornecidas na rede privada, que, além de imunizarem contra a chamada gripe suína, também combatem outros dois tipos de gripe, mais comuns.
Outra possibilidade é a de que os funcionários se vacinem na rede privada e tenham seu reembolso no local de trabalho. A Caixa publicará sua decisão em breve.
Bancários conquistam 600 novas bolsas
de estudo no Itaú Unibanco
O número de bolsas do programa de auxílio-educação do Itaú Unibanco aumentará de 3,4 mil para 4 mil este ano. O avanço foi conquistado pelos trabalhadores em negociação entre a Contraf-CUT e o banco, no dia 12/04, em São Paulo.
Trata-se de um avanço importante, pois qualifica a formação profissional dos trabalhadores. As 600 novas bolsas garantidas serão pagas retroativamente a fevereiro de 2010. Os critérios de desempate e o prazo para inscrição serão divulgados nos próximos dias.
Fusão
Foi cobrado do banco respostas quanto às implicações do processo de fusão entre Itaú e Unibanco, especialmente quanto às demissões. Os representantes dos bancários questionaram o aumento no número de demissões nos últimos meses.
O banco afirmou que os desligamentos são decorrentes de adesões ao incentivo de aposentadoria. Os dirigentes sindicais reivindicaram que a empresa apresente um levantamento das demissões e contratações ocorridas entre janeiro e abril deste ano, incluindo os bancários que aderiram ao incentivo de aposentadoria, bem como os números atualizados da central de realocação.
Insegurança
Outro ponto debatido foi a falta de segurança das agências do Unibanco que estão passando por reformas. A unidades ficam sem porta de segurança durante as obras, o que deixa os bancários inseguros. Os trabalhadores cobram o fechamento das agências durante as obras.
PLR, saúde e terceirização
Os trabalhadores mais uma vez reivindicaram do banco o pagamento integral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2,2 salários para todos, mas a empresa manteve sua posição contrária. Os representantes dos bancários cobraram uma série de esclarecimentos sobre o tema. Os diretores de Controle Econômico e de Recursos Humanos do banco, presentes na mesa de negociação, concordaram em responder os questionamentos. As perguntas serão enviadas por meio de carta à direção da empresa e suas respostas serão divulgadas para os bancários.
Os bancários cobraram ainda que seja iniciado debate sobre pontos pendentes na questão do convênio médico. A pedido dos trabalhadores, o banco concordou em trazer para a próxima negociação o diretor de Benefícios, responsável pela gestão do plano de saúde.
Outro ponto a ser retomado diz respeito ao processo de terceirização, que tem se intensificado dentro da empresa, especialmente no crédito consignado, serviço específico de bancários que vem sendo terceirizado. O banco se comprometeu a trazer informações sobre o tema.
Nova negociação dia 23
A próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 23 de abril (sexta-feira).
Contraf-CUT retoma negociações com Itaú Unibanco
Nesta segunda, dia 12, a Contraf-CUT se reúne com o Itaú Unibanco para mais uma rodada de negociação. Os trabalhadores cobrarão da empresa mais empregos, valorização e melhores condições de trabalho. O encontro acontece em São Paulo, às 14h30.
"Até agora, a fusão entre Itaú e Unibanco só trouxe vantagens para as empresas e seus acionistas. Também é necessário que haja uma valorização dos funcionários, com melhores condições de trabalho, PCR melhor e PLR cheia para todos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Os bancários reivindicam o pagamento da PLR de 2,2 salários para todos. Além disso, uma série de problemas dos trabalhadores segue não-resolvidos neste período pós-fusão, como a não-entrega das carteirinhas do convênio médico e a limitação das bolsas de estudos.
Os trabalhadores cobrarão ainda respostas para as reivindicações da minuta entregue aos representantes da empresa em fevereiro.
Definida pauta da mesa de igualdade de oportunidades
Conquista da campanha nacional unificada de 2009, série de negociações
envolve também segurança, terceirização e saúde
Começaram as negociações entre a Contraf/CUT e a Federação dos bancos (Fenaban) para tratar de temas específicos. A retomada das mesas temáticas foi uma conquista da campanha nacional unificada de 2009 e a primeira reunião, realizada no dia 06/04, tratou da igualdade de oportunidades nas instituições financeiras.
Nessa primeira rodada foi tirado uma pauta com reuniões para tratar dos temas envolvidos na mesa. O primeiro será o mapa da diversidade. Na próxima reunião, com data ainda não definida, a Fenaban vai apresentar novamente o resultado do censo, o plano de ação definido no ano passado e o andamento dessas ações.
A categoria bancária foi a primeira a conquistar a cláusula de igualdade de oportunidades em Convenção Coletiva, no ano 2000.
Campanha conjunta - Os bancários propuseram à federação dos bancos, nesse primeiro encontro, a realização de uma campanha conjunta sobre a importância da licença-maternidade de seis meses, com destaque para o aleitamento materno. A licença ampliada foi conquistada na mesa de negociação com os bancos e os bancários acreditam ser possível criar junto com a Fenaban essa campanha de conscientização que possa abranger os trabalhadores de forma mais ampla.
Próximas mesas - No dia 20 de abril serão debatidos
os temas relacionados à saúde e às condições de trabalho.
Contraf-CUT retoma mesa temática
de Segurança Bancária com a Fenaban
A Contraf-CUT retomou na tarde do dia 06/04, a mesa temática de Segurança Bancária com a Fenaban. Foi a volta das reuniões da Comissão de Segurança Bancária, prevista na cláusula 42ª da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010, uma das conquistas da campanha nacional dos bancários do ano passado.
"A retomada do processo de negociação permanente é importante para dialogar com os bancos e buscar soluções para questões fundamentais, como a necessidade de proteção da vida dos bancários, vigilantes e clientes", comenta o presidente do sindicato Marco Antonio Pereira.
O representante da Fenaban disse que existem "objetivos comuns e conflitos" entre as partes e que a melhoria da segurança é também uma das preocupações dos bancos. Ele manifestou disposição em discutir as propostas dos bancários e buscar soluções.
Medidas reparatórias
Os dirigentes sindicais propuseram aos representantes da Fenaban uma agenda de reuniões para debater as reivindicações envolvendo segurança da minuta nacional de 2009, começando pelas medidas reparatórias em decorrência de assaltos e seqüestros.
Foi apresentado um série de demandas como atendimento médico, psicológico e segurança ao bancário e a sua família em caso de ameaças, seqüestros e ataques a bancos, entre outros.
Além disso, os bancários defenderam a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) a todos os funcionários que presenciaram o assalto, consumado ou não, bem como aos vitimados por seqüestro ou extorsão.
Nova reunião dia 22 de abril
Os representantes da Fenaban e dos bancos ficaram de analisar as propostas e trarão respostas no próximo dia 22/04.
Além das medidas reparatórias, foi proposto outros temas para discutir com os bancos nas próximas reuniões, como medidas indenizatórias, eliminação de riscos, adicional de periculosidade e segurança nos estabelecimentos, com a perspectiva de formular um plano de prevenção contra assaltos e seqüestros.
Mesa temática de Terceirização também é retomada
No dia 07/04, foi retomada as discussões com a Fenaban na Mesa Temática sobre Terceirização, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários 2009/2010. A primeira reunião focou a organização dos debates a serem realizados na mesa.
Ficou agendada uma nova reunião para o dia 26 de abril. Ficou acertado que nesta ocasião a Fenaban irá trazer uma apresentação com informações sobre o processo de terceirização nos bancos, bem como de sua visão sobre o tema. Da mesma forma, os bancários levarão para a mesa uma apresentação feita a partir do olhar dos trabalhadores sobre o tema.
Ficou agendada uma nova reunião para o dia 26 de abril.
Contraf-CUT retoma negociação permanente
com a Fenaban em abril
A Contraf-CUT definiu calendário de reuniões das mesas temáticas de negociação permanente de Igualdade de Oportunidades, Segurança Bancária e Terceirização com a Fenaban. Os encontros serão realizados nos dias 6, 7 e 8 de abril, respectivamente, em São Paulo. Por problemas de agenda, a mesa de Saúde e Condições de Trabalho não foi marcada, mas deverá ser definida nos próximos dias.
"A retomada das mesas temáticas foi uma das várias conquistas da greve nacional dos bancários do ano passado e garantido na Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010", recorda o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
"A volta das mesas temáticas de negociação permanente é importante para os bancários, na medida em que abre espaço para discutir questões fundamentais para a categoria, como o combate às desigualdades, à falta de segurança e à precarização do trabalho", destaca o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros.
Antes das negociações, a Contraf-CUT promove reuniões preparatórias com os coletivos nacionais de cada segmento, integrados por representantes das federações filiadas, na sede da Confederação.
Confira o calendário das negociações:
* Terça - 6 de abril - 10h: Igualdade de Oportunidades
* Terça - 6 de abril - 15h: Segurança Bancária
* Quarta - 7 de abril - 15h30: Terceirização
Veja as datas das reuniões preparatórias:
* Segunda - 5 de abril - 14h: Igualdade de Oportunidades
* Terça - 6 de abril - 9h30: Segurança Bancária
* Quarta - 7 de abril - 9h30: Terceirização
Caixa mantém insegurança ao
negar informações sobre reestruturação
Em reunião realizada com a Caixa Econômica Federal na sexta-feira, dia 26 de março, em Brasília, a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) mais uma vez se indignaram com a falta de informações a respeito da reestruturação que está ocorrendo na empresa e suas respectivas consequências para os trabalhadores. Os representantes da Caixa apenas reafirmaram o que já é de conhecimento de todos: que todas as áreas meio serão extintas, que vai haver fusão de processos, ampliação ou redução de áreas, o que vai gerar insegurança na vida dos trabalhadores.
A CEE/Caixa questionou a empresa em relação à possível perda de gratificação de boa parte desses trabalhadores, bem como a atitude de alguns gestores, que pressionam os empregados para procurar outros locais para trabalharem, gerando mais inseguranças. A Caixa admitiu não ter como responder detalhadamente quais serão as consequências para os trabalhadores envolvidos porque, segundo a empresa, o processo está em andamento e há adequações a fazer.
De acordo com o coordenador da CEE/Caixa, Jair Ferreira, "os trabalhadores precisam se mobilizar e denunciar as atitudes truculentas da Caixa, que não está dando perspectiva para seus empregados. Essas incertezas geram um clima de instabilidade entre os colegas e isso é inadmissível". As entidades sindicais vão enviar para a Caixa um manifesto repudiando a falta de transparência da empresa e o desrespeito na forma como está conduzindo o processo em relação à gestão de pessoas.
Abaixo-assinado
Na reunião, a CEE/Caixa entregou as mais de 5 mil assinaturas recolhidas em defesa da melhoria da saúde na Caixa e contra a redução das Gipes. O documento reivindica a criação de estruturas para cuidar especificamente do Saúde Caixa e da saúde do trabalhador, desvinculadas das Gerências de Filial de Pessoas (Gipes) e subordinadas diretamente à Gerência Nacional de Saúde (Gesad).
A reivindicação é para que essas unidades específicas possuam estruturas técnicas e administrativas compatíveis com suas atribuições, eliminando-se a terceirização de atividades.
A área de gestão de pessoas da Caixa reafirmou que está fazendo um debate interno para não haver redução de Gipes. A avaliação já foi externada pelo vice-presidente de Gestão de Pessoas da Caixa, Édilo Valadares. Ele afirmou que, se depender dele, não haverá a redução das áreas, e sim a retirada das atribuições burocráticas, permanecendo as estruturas próximas dos empregados para cuidar da Gestão do Saúde Caixa e dos programas de saúde do trabalhador, de treinamento, entre outras.
Reabertura do PCS
Atendendo a uma solicitação da Contraf-CUT, a Caixa confirmou a reabertura das adesões ao Plano de Cargos e Salários (PCS), que começa a partir do dia 1° e irá até o dia 30 de abril, tanto para a carreira administrativa, como para a profissional.
O salário referência da carreira profissional é 1° de janeiro de 2010. Na carreira administrativa, para enquadramento da nova tabela, será considerado o salário em 31 de março de 2010. Ficam valendo as mesmas regras de 30 de junho de 2008 para as indenizações, que variam de R$ 500,00 a R$ 10 mil. Apesar da solicitação da CEE/Caixa, a empresa não vai efetuar a correção monetária dos valores.
Programa de incentivo à graduação
A Caixa divulgou a abertura de mais 3 mil novas bolsas para que seus empregados possam custear cursos de graduação. A empresa informa que desde 2003, quando o programa foi implantado, cerca de 5.692 pessoas já foram beneficiadas pelo auxílio. Atualmente existem 3.078 utilizando a bolsa.
Cipas, exaustores e climatização
A Caixa informou que vai promover as eleições das Cipas em etapas por Gipes, devido a um problema de sobrecarga no sistema. A CEE/Caixa cobrou da empresa que o processo seja padronizado. Ficou acordado que as eleições das unidades que possuem representação serão realizadas no mês de junho, em calendário a ser negociado com as representações sindicais.
Em relação aos exaustores, a Caixa encaminhou o laudo produzido por especialistas contratados pelo Sindicato dos Bancários do Ceará para seus engenheiros e estes avaliaram que os testes apresentados não condiziam com as mesmas premissas do ambiente de trabalho.
Os representantes dos trabalhadores manifestaram preocupação com a metodologia, pois pelo laudo apresentado pelo Sindicato do Ceará, os equipamentos para exaustão são inadequados e até perigosos para a saúde de quem os manipula - empregados e clientes. A Caixa está concluindo novos laudos com dados coletados no ambiente de trabalho e vai apresentá-los na próxima reunião.
O responsável pela área de manutenção e climatização das unidades da Caixa fez um relato e um diagnóstico sobre as mudanças que aconteceram na área. Como prioridade, foi definido um plano emergencial de implantação de ar condicionado e ventiladores nas agências mais afetadas. A empresa está elaborando um projeto de longo prazo de manutenção da climatização das unidades e que mais detalhes serão apresentados na próxima reunião.
A próxima reunião de negociação está prevista para o dia 15 de abril.
Contraf-CUT discute reestruturação com
a Caixa nesta sexta, em Brasília
A Contraf-CUT e a Caixa Econômica Federal estarão reunidas para rodada de negociação sobre o processo de reestruturação em curso no banco. O encontro acontece na próxima sexta-feira, 26, em Brasília.
Iniciada no início do mês de março, nas Gerências de Administração de Fundos e Seguros Sociais (Gifus), a reestruturação é tema de boatos dentro do banco já há alguns meses. Cobrada pela Contraf-CUT em mesa de negociação, a Caixa admitiu planos de realizar as mudanças, mas se negou a discutir o processo com os trabalhadores e mesmo a repassar as informações.
O segredo mantido pela Caixa tem gerado grande insegurança entre os bancários, que não sabem qual será o impacto de uma possível reestruturação em seus setores. "A Caixa tem o direito de fazer a reestruturação que achar necessária, é uma decisão administrativa. Mas não pode esquecer que há empregados envolvidos, que tem suas vidas e de seus familiares estruturadas em torno de seu local de trabalho, e não podem de uma hora para outra ser transferidos de município, ou ter sua remuneração reduzida", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados do banco (CEE/Caixa).
Para diminuir essa sensação, a empresa publicou a CI 012/10, da Surse/Suape/Sudhu com regras para realocar os empregados afetados pela reestruturação. No entanto, a Contraf-CUT considerou as regras insuficientes para garantir o respeito aos trabalhadores.
Redução das Gipes
Outro ponto que tem preocupado os trabalhadores diz respeito a comentários não confirmados oficialmente pela Caixa de que a reestruturação incluiria a redução do número de Gipes das atuais quinze para apenas seis em todo o país. "Além de colocar os empregados que nelas trabalham na mesma situação de insegurança, essa mudança traria reflexos negativos à gestão do Saúde Caixa e dos programas de Saúde do Trabalhador", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
No último dia 18, o vice-presidente de Gestão de Pessoas da Caixa, Édilo Valadares, esteve presente em reunião do GT Saúde Caixa e afirmou que, no que depender dele, não haverá a redução das áreas, e sim a retirada das atribuições burocráticas, permanecendo as estruturas próximas dos empregados para cuidar da Gestão do Saúde Caixa e dos programas de saúde do trabalhador, de treinamento, entre outras. "A fala do vice-presidente da área de gestão de pessoas é positiva, pois manifestou preocupação. Porém, os boatos de que haveria a redução das Gipes continuam circulando na empresa. Esperamos que prevaleça a visão que beneficia a saúde dos empregados", diz Plínio.
Caixa antecipa data da prova do concurso
público para dia 9 de maio
Em retificação do edital, a Caixa Econômica Federal anunciou que irá antecipar a data da prova para o cargo de técnico bancário em âmbito nacional para o dia 9 de maio. Segundo o cronograma inicial, o exame estava previsto para o dia 16 do mesmo mês. Dessa forma, as provas das três seleções abertas pelo banco serão aplicadas no mesmo dia.
As inscrições para os concursos já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.cespe.unb.br. A taxa é de R$ 27 para nível médio e de R$ 60 para nível superior.
As oportunidades de nível médio estão divididas em dois concursos: um com vagas para Rio de Janeiro e São Paulo e outro para os demais Estados. A remuneração é de R$ 1.452. No outro processo, de nível superior, serão selecionados advogados, arquitetos e engenheiros nas áreas civil, elétrica e mecânica. O salário para estes postos é de de R$ 6.571.
A maioria das provas objetivas para nível superior será realizada em todas as capitais e em Brasília (DF). Somente para os cargos de engenheiro nas áreas elétrica e mecânica, as provas serão aplicadas nas cidades de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e também Brasília.
As provas para os candidatos ao posto de técnico bancário em outros estados serão realizadas nas cidades relacionadas no edital e a escolha deverá ser feita no momento da inscrição.
Fonte: Zero Hora Online
Começa processo eleitoral no Economus
De 26 de abril a 7 de maio, ocorrerão as eleições para escolha dos novos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal do Economus- Instituto de Previdência Complementar voltado aos funcionários do Banco Nossa Caixa, que atualmente encontra-se em processo de incorporação pelo Banco do Brasil.
Neste ano, a eleição será somente por meio eletrônico. Para votar todos os participantes ativos e assistidos receberão, pelo Correio, uma senha para utilização no aplicativo de votação, que estará disponível no site www.economus.com.br a partir de 26 de abril.
A FETEC/CUT-SP e sindicatos filiados apóiam as candidaturas de Adriana Pizarro a Conselheira Deliberativa, e de Antonio Sabóia, como Conselheiro Fiscal, em virtude do histórico de lutas que ambos os candidatos acumularam ao longo dos anos na defesa dos direitos dos participantes.
Constituído em setembro de 1977 pelo Banco Nossa Caixa S/A, o Economus acumula hoje um patrimônio de R$ 3,5 bilhões, tendo registrado no último mês de janeiro um total de 26.902 atendimentos voltados para empréstimos e planos de saúde.
Conforme o calendário eleitoral, o resultado da apuração sairá no dia 10 de maio e a posse dos eleitos, em 31 de maio.
Prazo para adesão ao novo PAC é prorrogado para 31 de março
Em virtude do grande volume de acesso ao sistema da Fundação Itaubanco, os conselheiros eleitos, André Luís, Mauri de Souza e Messias Caetano, tiveram atendida a solicitação pela prorrogação da adesão ao novo PAC que se estenderá até 31 de março. A decisão foi tomada em reunião do conselho, realizada na terça, 9 de março.
"A reivindicação pela prorrogação ocorreu porque inúmeros bancários informaram que estavam com dificuldades para acessar o sistema", diz Mauri de Souza, conselheiro eleito da Fundação Itaubanco. "Além disso, também servirá para que os funcionários possam refletir um pouco mais sobre a proposta antes de tomarem uma decisão", completa Mauri.
Novo PAC
No Novo PAC, além da individualização das reservas, o participante terá direito a verter contribuições para o fundo para aumentar seu complemento e o Itaú, além das contribuições advindas do PAC atual, aportará mais 1% da folha de pagamento dos que aderirem, distribuídos por faixa salarial. Fica instituído também o direito de pensão em caso de morte do participante, esteja este na ativa ou já aposentado.
Uma outra modificação é a possibilidade de antecipar a aposentadoria aos 50 anos. "Mesmo que possa parecer interessante para o participante, entendemos que não é vantajoso, na medida em que se perdem as contribuições que seriam feitas pelo Itaú entre os 50 e 55 anos e a rentabilidade correspondente, além de consumir as reservas constituídas mais cedo", alerta André Luis Rodrigues, conselheiro deliberativo eleito da Fundação Itaubanco e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Outras vantagens do Novo PAC estão em escolher o perfil mais adequado de investimentos e acompanhar suas reservas, além das diferentes formas de recebimento do benefício e do direito de portabilidade.
Mais um dado importante é que a adesão ao novo plano é opcional, podendo o participante escolher se ficará no seu plano atual ou se fará adesão ao novo plano. Para isso será possível simular seus valores no site da Fundação Itaubanco e optar por aquilo que considerar mais vantajoso.
Contraf-CUT negocia não-pagamento
do PPR de 2009 com HSBC nesta sexta
Atendendo a solicitação encaminhada pela Contraf-CUT, a direção do HSBC confirmou a realização de negociação nesta sexta-feira, 12, às 15h. O encontro acontecerá na sede da Contraf, em São Paulo.
Os bancários e os representantes da empresa debaterão o não-pagamento do PPR 2009 e as regras para o programa em 2010.
Os membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC farão reunião de preparação para a negociação na manhã de sexta, também na sede da Contraf-CUT. Na ocasião será apresentada análise do balanço do banco feita pela subseção do Dieese na Confederação.
Em negociação com Contraf,
BB aceita saldar dívidas com bolsas de estudo
A Comissão de Empresa de funcionários do BB da Contraf-CUT realizou na quarta-feira, 10, mais uma reunião da mesa de negociação permanente com representantes da direção do banco para buscar solucionar pendências e apresentar outras reivindicações da categoria.
Devido à extensão da pauta, foram debatidos alguns temas prioritários, como as bolsas de estudo disponibilizadas pelo banco aos empregados, o plano odontológico, a SESMT, o reajuste de 3% sobre o VCP de VP, as pendências relacionadas às incorporações do Besc e da Nossa Caixa e a baixa das horas de greve que constam do banco de horas. Outras questões ficaram para novas reuniões a serem realizadas ainda em março e no início de abril.
Bolsas de estudo
Os representantes da direção do BB apresentaram proposta para saldar as dívidas dos empregados que se inscreveram em bolsas de estudo oferecidas pelo banco, mas que não concluíram a graduação. Em contraproposta ao que foi discutido com o movimento sindical, o banco aprovou que o funcionário em débito com o programa de bolsas de graduação e pós-graduação poderá pagar a dívida à vista com descontos de até 50% ou em até 18 parcelas, salvo casos excepcionais. O banco divulgará em seus canais de comunicação os critérios de forma detalhada.
Os dirigentes sindicais pediram também que sejam suspensos os débitos de quem se inscreveu nos cursos de idiomas à distância, mas cumpriu o programa, até que sejam discutidos os critérios e normas relativas ao programa piloto. O movimento sindical apontou algumas falhas no processo, mas apóia a iniciativa e entende que devem ser expandidas as opções de cursos de idiomas, dado o processo de expansão internacional que o banco vem planejando.
Plano Odontológico
O tema foi levado mais uma vez para a mesa de negociação e parece que a solução está próxima. Foi informado que o presidente do banco ordenou que esta pendência seja resolvida em, no máximo, 60 dias.
O atraso, segundo os representantes do banco, se dá pela demora em negociações com parceiros comerciais para a construção do plano, já que a Cassi informou não ser capaz de implantá-lo e geri-lo.
Centros de Suporte Operacional
Os membros da Comissão questionaram sobre os destino dos centros CSO's e CLS's em função de estudos que têm sido promovidos sobre as atividades executadas nessas dependências. Os representantes da empresa prometeram verificar junto aos setores responsáveis e trazer informações assertivas na próxima mesa de negociação.
Incorporações
Com o encerramento da mesa temática de incorporações, os assuntos que contêm divergência conceitual ou possibilidades de acordos específicos passam a ser tratados na mesa permanente.
Os representantes sindicais cobraram a migração da cobertura do plano de saúde aos funcionários de bancos incorporados. Os funcionários que saíram de seus estados de origem e aqueles que não tinham cobertura do plano de saúde, que é o caso dos egressos do Besc, precisam de uma solução urgente. Quanto aos funcionários oriundos da Nossa Caixa, o banco afirmou que orientou os dirigentes do Economus, recém indicados pelo BB, a buscarem uma solução definitiva para o problema e emergencialmente será buscada uma solução transitória junto à Unimed.
Quanto às indenizações devidas aos funcionários vindos da Nossa Caixa referentes à Gratificação Variável, o banco propõe pagar apenas o equivalente a três anos dos benefícios, frente à reivindicação de pelo menos dez anos apresentada pelo movimento sindical. O debate sobre o tema continuará nas próximas reuniões.
O movimento sindical continuou defendendo também que sejam desmembrados os valores que compõem o VCPI para que os trabalhadores não percam a referência do seu salário base e os reflexos no PCS ou contribuições relativas ao plano de benéficos de aposentadoria.
Para os funcionários do CPD egresso da Nossa Caixa, o banco está alinhavando um projeto para a área de TI, que poderá ser apresentado ainda nesta na quinta-feira (11).
SESMT
A estrutura já está bem determinada com o quadro de 145 profissionais alocados em todos os estados. O preenchimento das vagas se dará pelo aproveitamento de profissionais do quadro do BB mais outros contratados por meio de concurso público. Diante dos prazos legais causados pelas eleições gerais deste ano, a lista de aprovados no concurso, para contratação de profissionais técnicos, terá de ser publicada até o início de julho. Para conclusão do projeto falta apenas a precificação dos cargos e mais alguns ajustes.
Comitês de Ética
O BB lançou a cartilha, mas não encerrou as discussões quanto ao modelo de funcionamento dos Comitês de Ética. Os bancários reiteraram a inclusão de representação da Contraf-CUT para acompanhamento do Comitê Nacional e reivindicaram que, na eleição dos representantes regionais, sejam considerados titulares e suplentes, para que não haja solução de continuidade quando da ausência dos titulares, seja por férias ou outros tipos de afastamentos.
Mesas Temáticas
Em função do previsto no acordo coletivo, de que temas pautados sejam de comum acordo entre as partes, os representantes do funcionalismo pediram uma listagem dos itens que o banco não deseja discutir nas mesas temáticas. Essas questões serão automaticamente incluídas nas mesas de negociação permanente.
Contraf-CUT retoma negociações permanentes com
BB e cobra plano odontológico
A Contraf-CUT e o Banco do Brasil se encontram nesta quarta-feira, 10, às 14h, em Brasília, para mais uma rodada das negociações permanentes. Será a segunda reunião da mesa permanente em 2010.
A reunião tem como pautas principais a incorporação da Nossa Caixa e pendências do útlimo encontro, como o banco de horas da greve. Além disso, também será tratada a revisão das bolsas de estudo concedidas pelo banco.
Os representantes dos trabalhadores também irão cobrar novamente do banco providências para a efetiva implantação do plano odontológico, dos comitês de ética para combate ao asséido moral e do SESMT, conquistas alcançadas pelos funcionários na Campanha Salarial de 2009 e previstas no Acordo Aditivo dos funcionários do BB à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria (CCT).
Mesas temáticas
No próximo dia 11, quinta-feira, os representantes dos funcionários e o banco darão continuidade aos encontros das mesas temáticas. Acontecerão reuniões das mesas de Previdência e Terceirização, ambas em Brasília
Atendendo reivindicação da Contraf-CUT,
BB paga PLR nesta quarta-feira
Atendendo reivindicação da Contraf-CUT, o Banco do Brasil paga nesta quarta-feira, dia 10, o pagamento do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente ao segundo semestre de 2009. O BB confirmou a data de pagamento na reunião realizada com a Contraf-CUT no dia 4 de março, em Brasília.
O número total de bancários que terão direito a receber a PLR soma 95.720. O montante a ser distribuído pelo banco no segundo semestre é superior a R$ 770 milhões. Conforme o acordo firmado em 2009, o valor fixo da PLR é resultante da distribuição de 4% do lucro líquido do semestre (que foi de R$ 6,140 bilhões) mais a metade do valor da Fenaban, cabendo, assim, a cada funcionário R$ 3.049.
A essa quantia some-se mais 45% do valor do salário paradigma ou do VR, conforme o caso.
Os ocupantes de cargos de comissão receberão ainda o módulo bônus, de modo a complementar, no mínimo, dois salários. Os postos efetivos irão embolsar cerca de R$ 3.740 e o caixa cerca de R$ 4.100 (valores brutos).
Nossa Caixa
Conforme reivindicado e negociado com o banco pela Contraf-CUT e sindicatos da Fetec-SP, os bancários oriundos da Nossa Caixa incorporados em dezembro de 2009 receberão o equivalente a um sexto desses valores.
Adicionalmente foi garantido que no caso dos comissionados será pago o módulo bonus, considerando a média aritmética simples dos salários de cada função como o salário paradigma.
Gratificação variável segue indefinida
Como o tema ainda está em discussão, os trabalhadores recebem nesta quarta apenas os valores referentes à PLR
De acordo com o diretor do sindicato e funcionário do banco, Carlos Orphan, o movimento sindical insiste na reivindicação para que o Banco do Brasil pague uma indenização pelo benefício equivalente a dez anos, mas até agora a direção da empresa não deu respostas. Como o tema ainda está em discussão, os trabalhadores recebem nesta quarta 10 apenas os valores referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Orphan lembra que a gratificação variável foi garantida pelos funcionários da antiga Nossa Caixa em 1996 em troca da licença-prêmio que foi extinta na época pelo Governo do Estado, que tentava privatizar o banco junto com o Banespa. "Foi uma luta muito grande na época e, com intensa pressão, conseguimos manter os direitos e ainda evitar a venda da Nossa Caixa. Mas o PSDB não desistiu da ideia e conseguiu vender o banco agora, quinze anos depois da primeira tentativa de se desfazer desse importante instrumento que deveria investir no desenvolvimento econômico e social do Estado de São Paulo", diz.
O dirigente ressalta que a PLR que os bancários da Nossa Caixa estão recebendo equivale a um sexto do valor que os colegas do BB têm direito, já que o antigo banco paulista foi incorporado, de fato, apenas em dezembro passado. "Como a PLR do BB é semestral, o valor corresponde a um mês. Vale lembrar que os bancários da Nossa Caixa receberam em outubro mais de R$ 4,1 mil para compensar a PLR que não teríamos, já que o balanço do banco era negativo. Tivemos de fazer quinze dias de uma forte greve, mas no final os trabalhadores receberam o que é nosso por direito".
100 anos do Dia Internacional das Mulheres
Ao se comemorarem os 100 anos do Dia Internacional das Mulheres, o universo feminino também faz o balanço positivo de suas lutas e conquistas ao longo do século, desde a superação de sociedades machistas e patriarcais até o ingresso nas escolas, a ida às urnas, o acesso ao mercado de trabalho, além das seguidas ações contra as discriminações, contra a violência doméstica, por igualdade de oportunidades e por maior participação política.
Desse balanço fica a certeza de que todos os avanços foram decorrentes de lutas organizadas pelos movimentos sociais e sindicais, cuja meta é persistir com as ações por maior igualdade, autonomia e liberdade.
Na ordem do dia, seguem as bandeiras históricas por melhor divisão do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, creches para todas as crianças, além das reivindicações mais recentes pela ratificação da Convenção 156 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que garante a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores de ambos os sexos com responsabilidades familiares; pela legalização do aborto; defesa da integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos; da Lei Maria da Penha, que vem sofrendo inúmeros obstáculos para sua implementação e legitimação; do Pacto Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, que embora assinado pelo governo de São Paulo até hoje não teve recursos liberados; e do Estatuto da Igualdade Racial.
Para celebrar as conquistas e reforçar a continuidade das lutas, inúmeras atividades estão programadas para o decorrer do mês de março.
Dentre as atividades, está prevista a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, entre os dias 08 e 18 de março, cujo tema deste ano é "Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres", tendo como plataforma quatro campos de atuação: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e fim da violência contra as mulheres. Para esta terceira edição, são esperadas pelo menos 3 mil mulheres marchando entre as cidades de Campinas e São Paulo, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação.
As entidades sindicais bancárias integrarão a Marcha e os atos programados pelas CUTs Estaduais. Em todas as base dos sindicatos filiados à FETEC SP, estão previstas, para o dia 08, distribuições de materiais e brindes às bancárias.
Sindicatos cobram antecipação da PLR do BB
Participação nos Lucros e Resultados deve ser até 30% superior à do primeiro semestre
Com o lucro de R$ 10,148 bilhões do Banco do Brasil em 2009, o valor da Participação nos Lucros e Resultados referente ao segundo semestre de 2009 deverá crescer por volta de 30% para os postos efetivos e caixas em relação ao primeiro semestre do ano passado, segundo cálculo preliminar da Contraf-CUT. A entidade está reivindicando do BB a antecipação do pagamento da PLR para 10 de março, mesma data da distribuição de dividendos do lucro aos acionistas.
O montante que o banco pagará de PLR relativa ao segundo semestre será superior a R$ 703 milhões, um aumento de 38% em relação aos R$ 509 milhões distribuídos no primeiro semestre de 2009. Mas como o número de funcionários aumentou em mais de 10 mil trabalhadores, a proporção no acréscimo do valor da PLR não será a mesma, devendo ficar na casa dos 30%.
Com isso, os postos efetivos, que no primeiro semestre de 2009 receberam R$ 2.890.48 de PLR, deverão embolsar agora algo em torno de R$ 3.700. E os caixas, que tiveram R$ 3.189,34 no semestre anterior, deverão receber mais de R$ 4.100. Os funcionários oriundos da Nossa Caixa incorporados em dezembro do ano passado receberão o equivalente a um sexto desses valores. Além desse valor, há ainda o módulo bônus para os comissionados.
Pelo acordo aditivo do ano passado, a PLR semestral do funcionalismo do BB é composta de 45% do salário mais R$ 512, acrescidos de 4% do lucro líquido distribuídos linearmente a todos os trabalhadores. "Esse modelo, conquistado em 2004 e que vem sendo aperfeiçoado ao longo dos anos, acabou se transformando em parâmetro para as reivindicações de PLR dos bancários dos demais bancos", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
Caixa atende Contraf-CUT e antecipa segunda
parcela da PLR para sexta-feira
Atendendo a reivindicação da Contraf-CUT, a Caixa Econômica Federal anunciou na segunda-feira, 1º de março, que realizará o pagamento do valor restante da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na sexta-feira, dia 5.
Segundo cálculos da subseção do Dieese na Contraf-CUT, os empregados da Caixa receberão a regra básica da Convenção Coletiva de Trabalho nacional dos bancários (CCT) (90% do salário base mais R$ 1.024), mais uma PLR Adicional cujo valor ficará em torno de R$ 740 (dos quais R$ 532,90 já foram pagos na antecipação).
Além disso, o acordo entre o banco e os trabalhadores prevê que a empresa garanta aos bancários um valor mínimo de PLR de acordo com o cargo ocupado pelo trabalhador, variando de R$ 4 mil até R$ 10 mil. Da PLR calculada com base no lucro auferido pelo banco em 2009, será descontada a primeira parcela já recebida pelos trabalhadores em 3 de novembro de 2009.
É importante lembrar que a Caixa optou por pagar antecipadamente a PLR integral em novembro de 2009. No entanto, as previsões de lucro disponíveis naquela ocasião e que foram utilizadas pelo banco para o cálculo trabalhavam com um resultado menor do que alcançado, levando a um redutor de 23% no valor pago aos bancários. Os empregados receberão agora a diferença entre os dois valores.
Itaú Unibanco antecipará o pagamento da PLR
e da PCR para esta sexta-feira 26
Em resposta à reivindicação da Contraf-CUT, o Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira que fará o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da Participação Complementar nos Resultados (PCR) na sexta-feira 26 de fevereiro.
Com o lucro líquido de R$ 10,5 bilhões no ano passado, o Itaú Unibanco anunciou que não pagará os 2,2 salários de regra básica da PLR para todos os funcionários, porque a distribuição de 5% do lucro líquido não atinge o patamar de 2,2 salários.
Dos 88 mil bancários da instituição, os 46% que se encontram nas faixas salariais iniciais receberão os 2,2 salários de PLR. Os outros 54% embolsarão a regra básica (90% do salário mais R$ 1.024) majorada, porém, sem atingir o teto de 2,2 salários.
O valor adicional da PLR será de R$ 2.100 (descontados os R$ 1.050 já pagos em outubro), que representa o teto da regra dos 2% do lucro líquido. Além disso, também serão pagas as diferenças da PCR, no valor de R$ 1.500 (descontada a antecipação de R$ 700).
A fórmula mais simplificada e justa de pagamento da PLR e do valor adicional foi uma conquista da campanha nacional dos bancários do ano passado. "Todos se lembram que os bancos queriam reduzir o pagamento da PLR e foi preciso a categoria fazer uma greve nacional de 15 dias para mudar o modelo de cálculo e a distribuição da participação nos lucros, o que foi um avanço para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que é inadmissível é o maior banco privado do país não contemplar todos os seus funcionários com a PLR cheia de 2,2 salários. E isso vamos cobrar do banco", adverte Carlos Cordeiro.
Contraf-CUT inicia debate na mesa de
negociação permanente com o BB
A Contraf-CUT realizou no dia 10 de fevereiro a primeira reunião da mesa de negociação permanente com o Banco do Brasil, em cumprimento do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010. A reunião teve longa pauta e tomou parte da manhã e toda a tarde.
"O objetivo da mesa permanente é discutir questões do cotidiano e problemas das condições de trabalho que não precisam esperar para serem resolvidos na Campanha Salarial", afirmou Eduardo Araújo, o novo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB indicado pela Contraf-CUT.
Itaú Unibanco lucra R$ 10,5 bilhões e deve pagar PLR cheia
Conquista da campanha salarial 2009 garante pagamento de 2,2 salários mais adicional de R$ 2.100, mesmo com crescimento pequeno do lucro
O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, anunciado na terça-feira 9, foi da ordem de R$ 10,5 bilhões em 2009, mesmo patamar de 2008.
A estratégia na campanha salarial do ano passado de alteração na regra da PLR, mais uma vez se mostrou acertada, assim como no caso do Bradesco, o lucro do Itaú Unibanco permanece alto, mas manteve-se no mesmo patamar. Ou seja, a alteração da regra do valor adicional à PLR vai garantir que todos os trabalhadores recebam o teto de R$ 2.100 já que a categoria conseguiu garantir na luta que o pagamento independa do crescimento do lucro. "Comenta o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira.
Assim, até o final de fevereiro, todos os bancários devem receber do teto da PLR de 2,2 salários limitado a R$ 14.696 (descontada a primeira parcela paga em outubro passado, de 54% do salário mais R$ 614 limitado a R$ 4.008), além do adicional de R$ 2.100 (descontados os R$ 1.050 já pagos em outubro), que é o teto da nova regra dos 2% do lucro líquido.
Santander paga regra básica aumentada
e adicional de PLR de R$ 1.852 no dia 19
O Santander Brasil comunicou no dia 9/02, à Contraf-CUT que efetuará o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na folha de fevereiro, que será credita na sexta-feira, dia 19. O banco espanhol calculou os valores com base no balanço apurado pelas normas contábeis brasileiras, cujo lucro líquido foi de R$ 4,361 bilhões em 2009.
Desta forma, cada funcionário receberá:
- regra básica da PLR: 90% do salário mais R$ 1.024 com teto de R$ 6.680 com majoração de 18,52% do salário, elevando o teto para R$ 7.917 (descontada a antecipação de 54% do salário mais R$ 614 com teto de R$ 4.008 paga em outubro de 2009);
- adicional da PLR: R$ 1.852 (descontada a antecipação de R$ 677 paga em outubro de 2009), que corresponde à distribuição de 2% do lucro líquido entre todos os funcionários do banco.
"Essa fórmula da PLR mostra o acerto da greve nacional dos bancários de 2009, quando os banqueiros queriam reduzir a PLR dos trabalhadores e o enfrentamento não só garantiu o percentual de distribuição dos lucros como ainda melhorou o adicional", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr
"Entretanto, mais uma vez, o Santander não utilizou o balanço apurado pelas regras internacionais e amplamente divulgado na mídia para acionistas, investidores e sociedade, cujo lucro líquido foi de R$ 5,508 bilhões no ano passado, o que garantiria maior PLR aos bancários", critica.
"Reiteramos a reivindicação das entidades sindicais de que o Santander passe a usar também o balanço com base nas regras internacionais para o pagamento da PLR, como forma de valorizar o empenho e a dedicação dos trabalhadores, os principais responsáveis pelo enorme lucro do Santander no Brasil, que representou 20% do lucro mundial de 8,943 bilhões de euros no ano passado, o segundo maior lucro da história, acima das expectativas da direção do grupo espanhol", ressalta o diretor da Contraf-CUT.
Bancários do Santander conquistam
avanços no aditivo e melhoria do PPR
Após cinco meses de negociações e uma jornada nacional de mobilizações, o Santander apresentou na quarta-feira, dia 3, para a Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp, em São Paulo, uma nova proposta de aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e de acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Houve avanços significativos, principalmente com o aumento do PPR, cujo valor cresceu quase 80%, passando de R$ 700 pagos no ano passado para R$ 1.250, além de garantir no mínimo R$ 1.350 para o ano que vem.
O banco propõe aditivo e PPR com validade por dois anos para todos os trabalhadores do Grupo Santander no Brasil. No ano passado haviam sido firmados dois aditivos: um para o Santander e outro para o Real, este com menos direitos. Já o acordo de PPR só abrangia o Santander.
ADITIVO: Para o novo e unificado aditivo, serão mantidas todas as cláusulas do Santander, com a correção dos valores fixados, como o auxílio-educação, pelo reajuste de 6% obtido pelos bancários na campanha salarial de 2009 e pelo índice que vier a ser conquistado pela categoria em 2010.
Veja os principais avanços:
Manutenção dos incentivos à aposentadoria: extensão até 31.08.2010 da licença remunerada pré-aposentadoria ("pijama") para quem está a menos de um ano da aposentadoria e do abono indenizatório para quem já possui tempo de se aposentar.
Prêmio de dois salários: inclusão dos funcionários do Santander que estavam na ativa em 01.09.2009 e completaram 25 anos de banco antes de 01.01.2009. O pagamento será feito em duas etapas: março de 2010 e janeiro de 2011. Em caso de desligamento antes da segunda parcela, o crédito será feito na homologação.
Os dirigentes sindicais reivindicaram a extensão da conquista para quem estava na ativa entre 01.01.2009 e 31.08.2009, bem como para os empregados oriundos do Bandepe. O banco ficou de analisar.
Auxílio-educação: ampliação de 1.250 para 2.000 bolsas de estudo, no valor de 50% da mensalidade com teto de R$ 330 mais reajuste de 6%, e manutenção das atuais bolsas concedidas aos funcionários do Real, respeitando os critérios vigentes, como a não-reprovação.
Cabesp e Banesprev: renovação dos termos de compromisso de manutenção do patrocínio do Santander, com grupo de trabalho consultivo.
Licença sem vencimentos: concessão de uma licença não remunerada de 30 dias para cuidar de familiar com problemas de saúde. Trata-se de um direito já conquistado pelos bancários na Espanha e estendido aos colegas no Brasil.
Licença-adoção aos pais: cinco dias consecutivos, sendo no mínimo três dias úteis, conforme reivindicação dos bancários.
Abono de ausência para funcionários com deficiência: ampliação do direito de se ausentar do trabalho para a aquisição de aparelhos.
PPR: No ano passado, o Santander pagou R$ 700 de PPR. Não houve assinatura de acordo de PPR com o Real, que nos últimos anos não negociava essa remuneração com o movimento sindical.
Na rodada do dia 22 de dezembro, o banco propôs PPR de R$ 1.000 agora e R$ 1.000 no ano que vem, corrigido pelo reajuste de 2010 para todos os funcionários. A proposta foi rejeitada pelos dirigentes sindicais na própria mesa de negociações.
Após as mobilizações, o banco apresentou na quarta-feira PPR de R$ 1.250, a ser pago no próximo dia 19, na folha de fevereiro, junto com a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O banco também propôs PPR de no mínimo R$ 1.350 em 2011, sendo que os dirigentes sindicais reivindicaram a sua antecipação para o segundo semestre de 2010, junto com o pagamento da primeira parcela da PLR. Os representantes do banco ficaram de analisar.
O valor de 2011 poderá aumentar ainda mais em caso de crescimento da ROE (retorno sobre patrimônio líquido e apurado através da divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido) do Santander em comparação aos principais concorrentes.
O PPR é descontado do pagamento dos programas próprios de renda variável do banco. Entretanto, os dirigentes sindicais conquistaram mais uma vez que o Santander não compensará a PLR com a renda variável, como faculta a convenção coletiva e assim procedem vários bancos privados. Desta forma, o bancário sai ganhando, pois o valor da PLR é bem maior que o PPR.
COMPROMISSOS ASSUMIDOS
Centro de realocação: o banco se comprometeu em fazer nova divulgação do programa "Venha Trabalhar na Rede". Também anunciou a abertura de 100 novas agências em 2010, que deverão receber empregados atingidos pelo processo de fusão.
Comunicação sindical: o banco aceitou a reivindicação dos bancários de disponibilizar na sua intranet um link "Informações Sindicais", que dará acesso aos sites das confederações, como a Contraf-CUT. Um avanço inédito que ajudará a aproximar o trabalhador do movimento sindical. O banco ficou de estudar a inclusão no futuro das federações e dos sindicatos de cada base territorial.
HolandaPrevi e Bandeprev: o Santander não concordou em assinar termos de compromisso, mas se comprometeu na mesa de negociação em manter o patrocinio do banco para esses dois fundos de pensão.
Eleições no HolandaPrevi e Sanprev: o banco não aceitou a formação de um grupo de trabalho para discutir o processo eleitoral dos conselhos deliberativo e fiscal, mas apresentará nos próximos dias o calendário das próximas eleições nos dois fundos de pensão.
ASSEMBLEIA:
EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
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Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Barretos e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 44.790.079/0001-77, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados do Banco Santander (Brasil) S.A, da base territorial deste sindicato nos municípios de: Barretos, Colina, Colombia, Bebedouro, Guaira, Jaborandi, Miguelopolis, Morro Agudo Terra Roxa, Monte Azul Paulista e Viradouro, para a assembleia geral extraordinária que se realizará dia 09 de fevereiro de 2010, às 17:30hs, em primeira convocação, e às 19:30 hs, em segunda convocação, no endereço à Rua 18 nº1010, para a discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1.Discussão e deliberação sobre aprovação de proposta apresentada para celebração do acordo coletivo de trabalho aditivo do Banco Santander (Brasil) S/A à Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010 da Fenaban, com vigência até 31.08.2011;
Barretos,SP, 06 de fevereiro de 2010
Marco Antônio Pereira
Presidente
BB promete proposta global para saúde
e previdência nos bancos em incorporação
Ao instalar as negociações de mesas temáticas, na quinta-feira (28), em Brasília, a direção do Banco do Brasil prometeu apresentar, em curto prazo, uma proposta global sobre plano de saúde e previdência complementar envolvendo todos os bancos que estão sendo incorporados pela instituição.
Mas o que predominou na reunião foram os problemas que estão sendo enfrentados pelos bancários da ex-Nossa Caixa nesse período de transição. Dentre eles, a questão da habitualidade e da gratificação variável na folha de pagamentos e a discriminação no holerite das chamadas Vantagens de Caráter Pessoal (VCP), registrado pelo BB como Vantagens de Caráter Pessoal Incorporados (VCPI) - o que, para o movimento sindical, pode trazer prejuízos em longo prazo.
Em razão de divergências conceituais entre o BB e os bancários, os temas habitualidade e VCPI serão objeto da negociação permanente. Sobre a gratificação variável e os problemas registrados na folha de pagamento, os bancários também aguardam resposta, com o BB se comprometendo a apresentar posição posteriormente.
Na oportunidade, as lideranças sindicais questionaram o tempo de experiência que o BB está exigindo dos funcionários da ex-Nossa Caixa para que possam concorrer ao TAO (Programa de Talentos e Oportunidades): 5 anos. Para o movimento sindical, deve ser levado em conta todo o tempo de serviço prestado pelos bancários ao então banco paulista. A direção do BB se comprometeu em verificar buscar solução.
No que diz respeito à implantação do Programa BB 2.0, a instituição federal informou que serão criadas 196 novas vagas de comissionados e que os funcionários da ex-Nossa Caixa estarão aptos a concorrer.
O BB também informou que todos os PAB´s da Nossa Caixa serão transformados em agências. No entanto, ainda não divulgou o dimensionamento dessas novas agências, o que engloba a quantidade de bancários e de comissionados.
Calendário:
Mesas temáticas
- 3 de fevereiro: PCCS e saúde e condições de trabalho.
- 24 de fevereiro: previdência e terceirização.
Mesa permanente de negociação
- 10 de fevereiro: BB 2.0, Comissão de Conciliação Prévia (CCP) e outras questões.
Contraf-CUT e BB definem mesas temáticas
Em reunião ocorrida na quarta-feira, dia 20, entre a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa dos Funcionários com o Banco do Brasil, em Brasília, foi definido o calendário das mesas temáticas e da mesa permanente de negociação para o início de 2010. A rodada para discutir o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), uma das principais reivindicações dos bancários do BB, ficou marcada para o dia 3 de fevereiro.
Veja o calendário definido:
Mesas temáticas
- 28 de janeiro: incorporações (salários, planos de saúde e previdência e outros direitos dos funcionários dos bancos adquiridos pelo BB);
- 3 de fevereiro: PCCS e saúde e condições de trabalho;
- 24 de fevereiro: previdência e terceirização.
Mesa permanente de negociação
- 10 de fevereiro: BB 2.0, Comissão de Conciliação Prévia (CCP) e outras questões.
Plano odontológico
Na reunião, os dirigentes sindicais questionaram o BB sobre a implantação do plano odontológico. A data-limite é o próximo dia 31 de janeiro. Os representantes do banco disseram que até meados da próxima semana será informado o modelo e a forma de implantação.
Reajuste adicional de 3%
Também na reunião, foi questionado o banco sobre a correta aplicação do reajuste adicional de 3% no piso e na tabela de cargos e salários. Os representantes do BB reconheceram que houve problemas e ficaram de comunicar as entidades quando será efetuado o devido ajuste para os funcionários.
Contraf-CUT cobra retomada das negociações
do aditivo e PPR do Santander
Ainda sem resposta para a correspondência encaminhada no dia 4 de janeiro, a Contraf-CUT enviou na quinta-feira (21) novo documento, em conjunto com sindicatos, federações e Afubesp, ao Santander Brasil.
As entidades reiteram a reivindicação de prorrogação do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, vencido no dia 31 de dezembro, e a solicitação de nova rodada para retomar o processo negocial, visando a renovação do aditivo e o Acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR) do exercício de 2009.
A última rodada ocorreu no dia 22 de dezembro, há exatamente um mês, quando o banco espanhol apresentou uma proposta de aditivo por dois anos com avanços, mas ainda com pendências. O Santander fez uma proposta de PPR por dois anos, mas insuficiente e que foi rejeitada na própria mesa de negociações pelos dirigentes sindicais.
"O discurso de responsabilidade social da direção da empresa contraria a prática, se consideramos que até a presente data não obtivemos resposta à nossa correspondência do dia 4 de janeiro", diz a carta.
"Acreditando que o diálogo responsável e permanente com o movimento sindical deva fazer parte da política da empresa, aguardamos retorno urgente às nossas reivindicações", conclui o documento.
Itaú / Unibanco
Detalhes do Novo PAC já estão disponíveis
Sindicato recomenda que bancários não façam adesão precipitadamente
Após 14 meses de intensa negociação com o Itaú, o Sindicato, por meio de representantes eleitos pelos participantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, conseguiu desenhar um novo plano previdenciário que corrige várias distorções presentes nos diferentes planos do Plano de Aposentadoria Complementar (PAC) atual.
Os três perfis do PAC atual apresentam problemas, a começar pela ausência do benefício de pensão. Esses planos também têm diferentes formas de correção anual do benefício a ser recebido, sendo que o PAC 3 (para os que entraram no Itaú de 1980 até 2002) é o mais prejudicado pois é corrigido pela TR. Além disso, desde a reforma da Previdência Social que instituiu o Fator Previdenciário, o Itaú adotou um redutor do benefício, aplicando o fator W e a UP (Unidade Previdenciária) que ano a ano diminui o valor a ser recebido como complemento, levando a um aumento grande de benefícios "zerados".
No Novo PAC, além da individualização das reservas, o participante terá direito a verter contribuições para o fundo para aumentar seu complemento e o Itaú, além das contribuições advindas do PAC atual, aportará mais 1% da folha de pagamento total dos que aderirem, distribuídos por faixa salarial. Fica instituído também o direito de pensão em caso de morte do participante.
Uma outra modificação é a possibilidade de antecipar a aposentadoria aos 50 anos. Mesmo que possa parecer interessante para o participante, o Sindicato entende que não é vantajoso, na medida em que se perdem as contribuições que seriam feitas pelo Itaú entre os 50 e 55 anos e a rentabilidade correspondente, além de consumir as reservas constituídas mais cedo.
Outras vantagens do Novo PAC estão em escolher o perfil mais adequado de investimentos e acompanhar suas reservas, além das diferentes formas de recebimento do benefício e do direito de portabilidade.
Mais um dado importante é que a adesão ao novo plano é opcional, podendo o participante escolher se ficará no seu plano atual ou se fará adesão ao novo plano. Para isso será possível simular os valores no site da Fundação Itaubanco e optar por aquilo que considerar mais vantajoso.
Até março - O prazo para adesão ao Novo PAC vai até março deste ano. O Sindicato recomenda que não se faça a adesão precipitadamente. Estudar se é melhor o plano atual ou o novo deve ser feito com muito cuidado e considerando as necessidades e preocupações de cada participante. Alerta o presidente do sindicato e funcionário do Itaú, Marco Antônio Pereira.
Os participantes que tiverem dúvidas podem entrar em contato com direto com o companheiro André Luis Rodrigues, conselheiro deliberativo da Fundação Itaubanco: andreluis@spbancarios.com.br. Ou com o sindicato.
Itaú / Unibanco
Banco enquadra funcionários da gerência em plano Especial
De acordo com negociações, eles devem entrar no Executivo
Desde 18 de dezembro os funcionários do Itaú Unibanco podem fazer a migração para o novo convênio médico, acordado após quatro meses de negociação entre o Sindicato e a direção da instituição financeira. Mas os gerentes devem ter cautela na adesão.
O movimento sindical está acompanhando toda implementação do novo plano de saúde e constatou por meio de denúncias dos trabalhadores que há divergências na simulação que está sendo feita pela instituição financeira. Existem quatro categorias no plano: Padrão Básico, opcional para todos os cargos; Padrão Especial I, para cargos de coordenação; Padrão Executivo I e II, para cargos gerenciais e o Premium, para cargos de diretoria.
Na simulação feita pelo banco muitos gerentes foram enquadrados no Padrão Especial. Mas, de acordo com as negociações entre a direção do Itaú Unibanco e os Sindicatos, todos os gerentes entrariam direto no Padrão Executivo. O que o banco está informando no simulador não é o que foi acordado. Os representantes dos trabalhadores já entraram em contato com a direção do banco para discutir sobre a questão.
Os bancários com qualquer cargo que se sentirem lesados no enquadramento do plano de saúde devem entrar em contato com o Sindicato. A assinatura do novo acordo foi aprovada em assembleia e o convênio começa a valer em 1º de março.
CPA - 10 Preparatório para ANBID também em Bebedouro
Em virtude das demandas dos bancários próximos da cidade de Bebedouro e do próprio Município, com o objetivo de habilitar candidatos à Certificação Profissional ANBID CPA-10 a participarem do exame reunindo os conhecimentos necessários, e fortalecer a capacitação técnica dos profissionais de mercado financeiro, o sindicato dos bancários de Barretos e Região irá promover também em Bebedouro primeiramente o curso CPA-10 e em outra oportunidade dependendo das demandas o CPA-20.
DATA: Em Bebedouro o curso CPA 10 será realizado dias 1 a 5 de fevereiro, das 19:30 h as 23:00 e no dia 6 das 9:00 as 13:00 h.
O curso será ministrado pelo professor de Administração, Celso Almeida de Carvalho. As vagas são limitadas.
O valor do investimento é menor se comparado a outros cursos preparatórios: sindicalizados têm desconto e pagam R$ 300,00 podendo parcelar em até 3 vezes. Para os não sócios, fica por R$ 500,00.
CPA-10 - Conteúdo
" 1. Módulo 1 Sistema Financeiro Nacional
" 2. Módulo 2 Ética e Regulamentação
" 3. Módulo 3 Noções de Economia e Finanças
" 4. Módulo 4 Princípios de Investimento
" 5. Módulo 5 Fundos de Investimento
" 6. Módulo 6 Demais Produtos de Investimento
Material: Inclui material didático.
Local: Escola Espaço Livre, localizado na Variante Hameleto Satmato nº 743
ao lado da Concessionária FIAT.
As inscrições deveram ser feitas até o dia 29/01/2010 na sede da entidade pelo fone:
(17) 3322-3911 ou (17) 3322-3130 com Regina ou Aline.
Maiores informações podem ser obtidas na sub-sede do sindicato pelo telefone
(17) 3342-3925 - ou na sede (17) 3322-3911.
CPA - 10 e CPA 20 - Preparatório para ANBID
Ainda dá tempo de se encrever
No dia 11 de janeiro começa mais uma turma do CPA10, preparatório para a prova da Anbid. As aulas serão ministradas na sede do sindicato em Barretos pelo professor de Administração Celso Almeida de Carvalho.
DATA: O curso CPA 10 será realizado nos dias 11-12-13/ 18-19-20 das 19:30 h às 23 h. O valor do investimento é menor se comparado a outros cursos preparatórios: sindicalizados têm desconto e pagam R$ 300,00 podendo parcelar em até 3 vezes. Para os não sócios, fica por R$ 500,00. Mais informações sobre cursos e inscrições na Secretaria do sindicato pelo (017) 3322-3911.
Objetivos
Habilitar os candidatos à Certificação Profissional ANBID CPA-10 e CPA-20 a participarem do exame reunindo os conhecimentos necessários. Fortalecer a capacitação técnica dos profissionais do mercado financeiro sobre produtos de investimento, fatores de risco, padrões éticos de conduta e de práticas e procedimentos que induzam e garantam a concorrência leal.
CPA-10 - Conteúdo
" 1. Módulo 1 Sistema Financeiro Nacional
" 2. Módulo 2 Ética e Regulamentação
" 3. Módulo 3 Noções de Economia e Finanças
" 4. Módulo 4 Princípios de Investimento
" 5. Módulo 5 Fundos de Investimento
" 6. Módulo 6 Demais Produtos de Investimento
" INSCRIÇÕES: ATÉ 11/01/2010
Vagas limitadas
Material
" Inclui material didático.
Local
" Rua 18 nr. 1010 centro - Barretos - sede do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região.
CPA-20
Inscrições: até 22/01/2010
Data: de 25 a 29/01/2010
Horário: das 19:30hs as 23:00hs
E dia 30/01/2010 das 9:00hs as 12:00hs
Valor: Para sindicalizados R$-400,00
Para não sócios R$-600,00
Poderá ser parcelado em até 3 vezes.
Decreto regulamenta ampliação da licença-maternidade
A última formalidade legal que impedia os bancos de atender à solicitação das gestantes e ampliar a licença-maternidade de quatro meses para seis meses foi assegurada no dia 23 de dezembro, com a publicação do Decreto nº 7.052 que regulamentou a Lei nº 11.770, que cria o Programa Empresa Cidadã.
Pelo decreto, todos os bancos que aderirem ao programa poderão deduzir do imposto devido o total da remuneração da empregada durante o período de prorrogação da licença-maternidade em 60 dias.
Os bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, entre outras instituições financeiras, já haviam se comprometido de que fariam a adesão ao Empresa Cidadã assim que o programa fosse aprovado.
O decreto também garante a prorrogação do benefício para casos de adoção, estabelecendo o prazo de 60 dias para crianças de até um ano, 30 dias para crianças de um ano até quatro anos de idade completos e por 15 dias quando se tratar de criança de quatro a oito anos de idade.
Para ter direito à prorrogação a gestante tem de enviar carta ao banco até o final do primeiro mês após o parto e em até trinta dias após o início da adoção ou de sentença judicial.
Luta árdua - A regulamentação do Programa Empresa Cidadã foi uma importante conquista social. A categoria bancária foi a primeira categoria profissional a assegurar a ampliação da licença-maternidade em acordo coletivo. Esse período maior em que a mãe ficará com a criança é fundamental para o desenvolvimento saudável do bebê. A luta pela ampliação da licença durou quase um ano e já havia sido conquistada nas negociações específicas com o Banco do Brasil e Caixa Federal, entre outras empresas, estendendo-se agora a todos os bancos.
Jornada para melhorar proposta de aditivo
e PPR rebaixado do Santander
Insatisfeitos com a proposta do Santander de aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e de acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR), a Contraf-CUT, as entidades sindicais e a Afubesp iniciam uma jornada nacional de luta para esclarecer os trabalhadores e pressionar o banco espanhol. No dia 12 de janeiro, às 10h, a Contraf-CUT realiza plenária nacional de dirigentes sindicais, em São Paulo, para definir os próximos passos do movimento. Leia mais...
ITAÚ UNIBANCO
Aumento injustificável
Banco causa revolta com custo maior do seguro de vida para 2010
Os funcionários do Itaú não gostaram nada das mudanças na nova modalidade do seguro de vida para 2010, reflexo da unificação com o Unibanco. O sentimento dos trabalhadores é de revolta com a postura do banco.
Na regra atual, a cobertura é de 36 salários em caso de morte natural e de 72 salários em caso de fatalidade acidental. Com as mudanças anunciadas, os bancários terão as indenizações reduzidas para 24 salários (morte natural) e 48 salários (acidental). Caso o trabalhador opte por um valor maior, terá de pagar um plano complementar, o que vai gerar um custo maior.
O Sindicato não concorda com o reajuste e manifesta seu repúdio ao aumento no seguro de vida. Mudanças como essa do seguro de vida, decorrentes do processo de fusão, só causam ainda mais revolta nos bancários.
Contraf-CUT reúne COE do Santander e Real
e aguarda negociação
A Contraf-CUT realiza reunião ampliada das Comissões de Organização dos Empregados (COE) do Santander e Real, nesta terça-feira, dia 22, às 10h, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, para preparar a quarta rodada de negociação para a renovação do Acordo Aditivo do Santander à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e do Acordo do Programa de Participação nos Resultados(PPR) do exercício de 2009.
Na terceira rodada, ocorrida no dia 8, o Santander aceitou a inclusão de duas novas cláusulas no aditivo e melhorias em outras, bem como recuou e propôs a manutenção dos incentivos à aposentadoria, como "pijama" e abono indenizatório, até 31.08.2010. Na rodada anterior, realizada no dia 18 de novembro, o banco já havia concordado com a renovação da maioria das cláusulas do aditivo vigente, prorrogado até 31 de dezembro.
O banco também atendeu a reivindicação das entidades de pagar o prêmio de dois salários para cerca de 1.600 funcionários do Santander que completaram 25 anos de banco até o final de 2008. Anteriormente, esses trabalhadores não haviam sido incluídos na extensão desse benefício vigente no Real. A forma de pagamento dessa importante conquista, no entanto, ainda não está definida. O banco alega que falta previsão no orçamento para efetuar o crédito para todos em 2010.
Na ocasião, diversas propostas de inclusão de novas cláusulas ficaram pendentes e o banco ficou de trazer respostas para a próxima rodada, quando também será discutido o Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) do exercício de 2009.
"Tivemos avanços importantes, na busca da construção do primeiro aditivo conjunto para os bancários do Santander e Real, mas é preciso evoluir ainda mais, buscando preservar empregos, melhorar as condições de trabalho e assegurar qualidade de vida", avalia o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Weiderkehr.
"A renovação do aditivo com avanços e novas conquistas, somado a um acordo com um modelo justo e transparente de PPR, é o presente de Natal que os trabalhadores esperam e merecem do Santander, como forma de valorização pelo empenho e dedicação ao longo de 2009", completa.
Dirigentes sindicais da Caixa definem propostas
para negociações permanentes
O encontro nacional de dirigentes sindicais da Caixa convocado pela Contraf-CUT, realizado em São Paulo na sexta-feira 18, definiu o posicionamento e a estratégia dos trabalhadores na mesa de negociações permanentes em 2010, além de um calendário de lutas para mobilizar a categoria e pressionar a empresa em relação ao PCC, à isonomia e ao Saúde Caixa. O encontro, realizado no auditório Azul do Sindicato de São Paulo, também aprovou a segunda quinzena de maio como data indicativa para a realização do Conecef.
Em relação ao PCC, o encontro reafirmou a proposta apresentada pelos trabalhadores à empresa em julho, repudiou os itens do Plano de Funções Gratificadas (PFG) da Caixa que são prejudiciais aos empregados e advertiu que os bancários não aceitarão a imposição unilateral do programa.
A Caixa não tem ainda uma proposta global do que chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), o que o movimento sindical denomina de PCC. Na reunião do dia 2 de dezembro, a empresa apresentou apenas as linhas gerais do plano, sem a descrição dos valores da tabela, frustrando as entidades que representam os trabalhadores. Por outro lado a empresa deixou claro que pretende resolver o problema da jornada das funções técnicas reduzindo-a para 6 horas, mas reduzindo também, proporcionalmente, os salários antes da migração para a nova tabela. Outro ponto inaceitável é que a discriminação dos empregados vinculados ao Reg/Replan não saldado ou ao antigo PCS.
Aprovadas premissas das mesas temáticas no BB
Plenária nacional dos dirigentes sindicais define rumo para negociações de 2010 sobre PCCS, previdência, terceirização e saúde e condições de trabalho
A plenária nacional dos dirigentes sindicais do Banco do Brasil realizada pela Contraf-CUT no dia 15 de dezembro, em São Paulo, aprovou as premissas para as negociações das mesas temáticas que serão instaladas em 2010 (PCCS, previdência e terceirização) e para a retomada das discussões sobre saúde e condições de trabalho. Cento e vinte dirigentes sindicais de todo o país participaram.
"O debate foi muito rico porque todas as federações e sindicatos trouxeram contribuições importantes que ajudaram a definir os princípios que nortearão nossas propostas nas mesas temáticas", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. "Vamos agora ampliar essa discussão democrática com a categoria e iniciar a mobilização para pressionar o banco durante o processo de negociações."
Aprovado plano de saúde e odontológico do Itaú Unibanco
A partir de 18 de dezembro funcionários podem fazer migração para novo convênio,
acordado após quatro meses de negociação.
Os funcionários do grupo Itaú Unibanco aprovaram em assembléia na terça-feira 15 a assinatura do acordo do novo plano de assistência médica e odontológica negociado com o banco.
As negociações duraram quatro meses e representam um grande avanço na preservação dos benefícios e conquistas dos trabalhadores depois da fusão das instituições.
A pressão feita durante toda negociação conquistou ainda a ampliação da rede de atendimento e, o mais importante, a participação dos bancários no Comitê de Acompanhamento que, é composto por três representantes dos trabalhadores, três membros do recursos humanos do banco e um gestor de saúde, fará com que o canal de comunicação e negociação continue aberto. É dessa forma que os bancários irão levar com frequência demandas e problemas à direção do banco, intervir e continuamente melhorar o plano.
Os membros do Comitê se reunirão trimestralmente e o primeiro encontro está previsto para março. Entre os temas discutidos está o plano de saúde autopatrocinado e ainda a questão das doenças ocupacionais.
A assistência odontológica fica por conta de três empresas, e o trabalhador poderá optar por uma delas: Odontoprev, Interodonto ou Uniodonto.
Especialidades - Mais um avanço conquistado pelo Sindicato foi a respeito das consultas em algumas especialidades médicas. As sessões de fonoaudiologia foram ampliadas para 36 sessões por ano. Operações de miopia, contempladas pelo convênio somente quando o funcionário tinha desvio a partir de 5 graus, agora são liberada para quem tem a partir de 4 graus. Faziam parte do plano apenas 12 sessões de psicoterapia; o número foi ampliado para 24 por ano.
Outro avanço arrancado nas negociações é reembolso maior. O titular não terá coparticipação na consulta. O banco produzirá material de divulgação com todos os detalhes sobre as assistências médica e odontológica nos próximos dias e os funcionários podem fazer a adesão a partir do dia 18. Todos devem ficar atentos às informações.
Bancários negociam aditivo com Santander
e obtém primeiros avanços
Na terceira rodada de negociação com o Grupo Santander Brasil, realizada no dia 8/12, em São Paulo, a Contraf-CUT, e as entidades sindicais obtiveram avanços para a renovação do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010.
O banco espanhol aceitou a inclusão de duas novas cláusulas e melhorias em outras, bem como recuou e propôs a manutenção dos incentivos à aposentadoria, como "pijama" e abono indenizatório, até 31.08.2010. Na rodada anterior, ocorrida no dia 18 de novembro, o banco já havia concordado com a renovação da maioria das cláusulas do aditivo vigente, prorrogado até 31 de dezembro.
Prêmio de dois salários para quem já tem 25 anos de banco
O banco também atendeu a reivindicação das entidades de pagar o prêmio de dois salários para cerca de 1.600 funcionários do Santander que completaram 25 anos de banco até o final de 2008. Anteriormente, esses trabalhadores não haviam sido incluídos na extensão desse benefício vigente no Real.
A forma de pagamento dessa importante conquista, no entanto, ainda não está definida, diante da falta de orçamento previsto para efetuar o crédito para todos em 2010.
Nova rodada - Diversas propostas de inclusão de novas cláusulas ficaram pendentes e outras não foram atendidas. O banco ficou de trazer respostas para a próxima rodada, a ser realizada em breve, quando será discutido o Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) do exercício de 2009.
Licença remunerada pré-aposentadoria ("pijama") - o banco aceitou a continuidade desse incentivo, onde o trabalhador fica em casa um ano antes de se aposentar e recebe como se na ativa estivesse, como forma de evitar demissões. A validade será até 31.08.2010.
Abono indenizatório - o banco concordou em manter esse incentivo até 31.08.2010 para quem reúne condições de se aposentar no INSS e ainda permanece trabalhando. No entanto, os dirigentes sindicais reivindicaram a elevação dos valores oferecidos pelo banco, visando torná-los atrativos para ampliar as adesões, a fim de abrir vagas.
Auxílio-educação - o banco propôs a ampliação de 1.250 para 2.000 bolsas de estudo para os trabalhadores e a manutenção das atuais bolsas concedidas para os funcionários do Real, respeitando os critérios hoje vigentes, como a não-reprovação. Além disso, o banco ficou de fazer um levantamento sobre as necessidades dos trabalhadores (cursos de primeira graduação, segunda graduação, pós-graduação, etc).
Licença-adoção aos pais - os trabalhadores que vierem a adotar crianças terão cinco dias consecutiva de licença, sendo o mínimo de três dias úteis, conforme reivindicação das entidades.
Licença sem vencimentos - os trabalhadores terão direito a um mês de afastamento do trabalho em casos como hospitalização prolongada ou doença grave do cônjuge ou de parente.
Comunicação sindical - o banco aceitou a reivindicação de disponibilizar na sua intranet um link "Informações sindicais" que dará acesso aos sites das confederações, como a Contraf-CUT, e ficou de estudar a inclusão da federação e do sindicato de cada base territorial.
Abono de ausência para funcionários com deficiência - o banco concordou em ampliar o direito de ausentar-se do trabalho, incluindo a saída para aquisição de aparelhos.
Outros avanços importantes:
Prêmio de dois salários para quem já completou 25 anos - após pressão das entidades, o banco concordou em pagar aos trabalhadores do Santander que não haviam sido incluídos na extensão desse benefício vigente no Real. A forma de pagamento ainda não está definida, diante da falta de orçamento previsto para efetuar o crédito para todos em 2010. Quem sair antes do banco deverá receber na aposentadoria ou na rescisão.
Centro de realocação - o banco se comprometeu em fazer nova divulgação do programa "Venha Trabalhar na Rede", visando a realocação de trabalhadores dos centros administrativos atingidos pelo processo de fusão.
Principais pendências:
Patrocínio do Banesprev, HolandaPrevi, Bandeprev, Sanprev e Cabesp - o banco ficou de avaliar a reivindicação de garantir o patrocínio no aditivo e/ou renovar/firmar termos de compromisso.
Eleições no HolandaPrevi e Sanprev - o banco também ficou de analisar a reivindicação de formar um grupo de trabalho para discutir o processo de eleições diretas para representantes dos participantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal e na Diretoria.
Auxílio-academia - o banco ficou de avaliar a reivindicação dos bancários de unificar o valor do reembolso de academia de ginástica para todos os funcionários do país. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o teto é de R$ 60. Para os demais estados, o limite é de até R$ 50.
Procedimento do RH para retorno de afastados - o banco ficou de estudar a inclusão de cláusula no aditivo para garantir que, no retorno ao trabalho após afastamento previdenciário, o funcionário poderá quitar eventual dívida decorrente desse motivo através de débitos mensais, limitados a 30% do salário.
Isenção de tarifas e redução de juros - o banco ficou de analisar o levantamento, a ser feito pelos dirigentes sindicais, sobre as práticas dos demais bancos em relação aos seus funcionários. A reivindicação é conquistar as menores taxas em linhas como crédito imobiliário, cheque especial, cartão de crédito e empréstimos consignados.
Igualdade de tratamento para dirigentes sindicais - o banco ficou de estudar a possibilidade de oferecer cursos de capacitação e requalificação para os funcionários com mandato sindical.
PPR - Em relação ao acordo do PPR, que será tema central da próxima rodada, os trabalhadores esperam um novo modelo para essa importante remuneração. "Reivindicamos o pagamento do PPR, assim como a PLR, com base no balanço que apresenta o maior lucro líquido e que o acordo seja construído em critérios justos e transparentes, com pagamento de forma linear para os funcionários", destaca a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenada da mesa de negociações, Rita Berlofa.
Bancários cobram do BB solução para problemas
na incorporação da Nossa Caixa
Os dirigentes sindicais apresentaram ao banco, uma série de questionamentos e dúvidas levantados pelos bancários e apontaram problemas já identificados na migração.
Na manhã de quinta-feira (3), as entidades sindicais e o Banco do Brasil fizeram mais uma reunião para discutir o processo de migração dos ex-funcionários da Nossa Caixa, na sede da Contraf-CUT. Os dirigentes sindicais apresentaram ao banco, uma série de questionamentos e dúvidas levantados pelos bancários e apontaram problemas já identificados na migração.
Os problemas principais discutidos nesta reunião foram:
Termo de opção - O texto apresentado pelo BB para a adesão ao regulamento do banco não deixa claro quais são exatamente os direitos e benefícios que o funcionário estará renunciando, nem tampouco quais os direitos e benefícios que passará a ter após a adesão.
Simulador para migração - O simulador não mostra claramente qual o cargo similar no BB, omite gratificações ao apresentar a situação atual na Nossa Caixa. Os dirigentes sindicais constataram também a necessidade de o simulador apresentar de forma objetiva a real situação do funcionário e nomenclatura de cada uma das verbas recebidas hoje na Nossa Caixa, comparando com a situação análoga e suas respectivas nomenclaturas enquanto funcionário do BB.
Cursos oferecidos pelo BB - Dada a grande quantidade de cursos disponíveis, há a necessidade de ampliação do prazo para a conclusão.
TAO - A informação dos cursos disponibilizados pela Nossa Caixa para compor o perfil de cada funcionário apresenta falhas, havendo a necessidade de o bancário ter acesso a seu histórico para fazer as devidas correções/atualizações.
Redimensionamento das agências - O BB precisa apresentar para as entidades sindicais, com a máxima urgência, o redimensionamento/dotação das agências da Nossa Caixa já com a estrutura do Banco do Brasil.
Transferências - Diante do número expressivo de solicitações dos bancários de transferência de local de trabalho, há a necessidade de serem atendidas com a maior brevidade possível, antes que sejam feitas novas contratações.
Ponto eletrônico - Falhas no sistema de anotação de pontos estão impedindo o registro de horas extras, sejam para compensar os dias de greve ou as horas extraordinárias necessárias.
Redução salarial - O funcionário, ao aderir ao termo de opção, deve ter garantido, desde que assuma função similar no BB, no mínimo a mesma remuneração atual.
Caixa eventual - As garantias dadas pelo banco ao caixa executivo devem ser estendidas ao caixa eventual, permitindo que se torne efetivo.
Licenciados/férias - Funcionários licenciados ou em gozo de férias não podem ser prejudicados na concorrência, nem na adesão, por estarem ausentes de seu local de trabalho.
Esclarecimentos:
* Os representantes do BB reafirmaram que o interstício e os reajustes salariais incidirão sobre todas as verbas fixas (VP e VCPs).
* A utilização das ausências permitidas estão garantidas, não tendo mais dezembro como prazo limite.
* A PLR será paga proporcionalmente aos funcionários oriundos da Nossa Caixa, independentemente da adesão ao termo de opção.
* O BB reafirmou que as vagas surgidas a partir do PDV serão ocupadas por funcionários da Nossa Caixa.
* O bancário que entrou na Nossa Caixa como auxiliar-administrativo, e hoje está capacitado para ocupar funções técnicas, poderá concorrer a elas.
As negociações sobre a incorporação da Nossa Caixa foram retomadas no dia 25 de novembro, após uma série de manifestações do funcionalismo do ex-banco paulista, encerradas com um "abraço" no prédio da matriz da instituição financeira na segunda-feira 30, no centro de São Paulo, mesmo dia em que as assembléias de acionistas do BB e da Nossa Caixa aprovaram a incorporação.
"As discussões estão contribuindo para dar mais transparência ao processo de incorporação, mas a Contraf-CUT espera que o BB atenda as reivindicações e propostas dos bancários oriundos da Nossa Caixa", afirma Eduardo Araújo, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.
Caixa volta a decepcionar no debate sobre PCS
Direção do banco apresenta aos empregados apenas as linhas gerais do plano.
Na rodada da negociação específica realizada na quarta-feira 2, em Brasília (DF), a direção da Caixa Federal mais uma vez frustra os empregados ao apresentar apenas as linhas gerais do que a empresa chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), nome que a instituição está dando ao PCS, sem a descrição dos valores.
A proposta apresenta 15 níveis, com 15% de diferença entre eles, e acaba com as classes de filiais e mercados. Além disso, altera a nomenclatura dos cargos e os agrupa reduzindo de 119 para 56 funções mantendo os quantitativos. Também realinha cargos hierarquicamente de acordo com a complexidade, responsabilidade e atribuições.
Os empregados migrarão do PCC para o PFG de maneira automática, no cargo correspondente. Nesse processo de migração poderá ocorrer redução de remuneração básica, tendo em vista a reclassificação. Para garantir a irredutibilidade negociada na campanha salarial de 2009, a empresa propôs a criação do mecanismo APA - Adicional Provisório de Ajuste do PFG. A Caixa, porém, vincula a implantação do PFG à solução das jornadas da carreira técnica, reduzindo de 8 para 6 horas com redução proporcional do salário. A empresa afirma ainda que esta redução só pode acontecer por acordo coletivo.
Segundo o acordo aditivo já firmado neste ano, a implementação do PFG deveria acontecer, no máximo, no fim deste ano, mas a empresa já projeta que isto pode só ocorrer no 1º trimestre do ano que vem com efeito retroativo até a data da redução da jornada. Tentando colocar um problema que deve ser resolvido pela direção do banco no colo dos trabalhadores, os representantes da empresa afirmaram que "quanto mais rápido decidir a jornada, melhor para decidir o PFG".
A medida é totalmente contrária à proposta defendida pelos trabalhadores, que reivindicam jornada de 6 horas para todos os empregados sem diminuição de salário. Ainda este mês deve ser apresentada uma proposta de regime de transição no que se refere à redução da jornada de trabalho.
Condições de trabalho - Os representantes dos trabalhadores entregaram um laudo referente aos exaustores instalados recentemente pela Caixa nas bancas de penhor. O estudo foi contratado pelo sindicato dos bancários do Ceará e constata que os equipamentos são inadequados para os objetivos propostos. A Caixa recebeu o documento e disse que vai solicitar outro laudo técnico. A Contraf-CUT frisou que a questão deve ser apurada rigorosamente e os equipamentos devem ser substituídos.
Os empregados também apresentaram a denúncia de utilização de funcionários que não fazem parte do quadro de concursados da empresa para atividades exclusivas, a exemplo de abertura de contas e avaliação de risco. Essa prática acontece nas agências mineiras de Guaxupé e Muzambinho e é disseminada pelo país. A empresa informou que coíbe esse tipo de conduta e que irá averiguar esses casos.
Eleição Cipas - A empresa informou que a eleição nas unidades que não têm Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) constituída se dará por meio eletrônico em março de 2010.
Processo Seletivo Interno - Os representantes dos empregados cobraram da Caixa mudanças na RH 040, que acaba prejudicando, por exemplo, trabalhadores que estiveram afastados do exercício de suas funções por motivos de saúde. De acordo com a regra, eles adquirem menos pontos e têm suas chances de crescimento profissional reduzidas. A empresa informou que está ajustando a normativo.
Dias parados - A Caixa informou que está avaliando a proposta dos trabalhadores junto ao conselho diretor e que até a próxima semana informará as entidades.
Encontro dos Dirigentes Sindicais - Está marcado para o dia 18 de dezembro, na sede da Contraf/CUT em São Paulo (SP), o Encontro dos Dirigentes Sindicais da Caixa para debater assuntos da comissão de negociação permanente como PFG, jornada e entre outros assuntos.
Banco do Brasil abrirá 83 agências em São Paulo em 2010
Valor Econômico
Vanessa Dezem, de São Paulo
Para melhorar a qualidade do atendimento ao público, o Banco do Brasil e a Nossa Caixa, que se fundiram em definitivo ontem, com a conclusão da incorporação societária do banco estadual pelo federal, planejam investimentos de R$ 800 milhões em cinco anos, além da criação de 83 agências em 2010 no Estado de São Paulo.
"Fizemos estudos e percebemos que precisamos fazer um sério investimento na melhoria da qualidade do atendimento. Essa nova estratégia vale para todo o Brasil, mas começa por São Paulo", afirmou o novo diretor para São Paulo do Banco do Brasil, Dan Conrado, sem no entanto fornecer o valor dos investimentos previstos para o país.
Segundo ele, depois de São Paulo, os recursos serão direcionados para os demais Estados do Sudeste, para a região Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste, nesta ordem.
Para conseguir a melhoria do atendimento, esses investimentos, segundo o executivo, serão destinados a melhorias em tecnologia, agências e pessoal. Deste modo, o Banco do Brasil planeja ainda a contratação de 1.500 novos funcionários para o Estado paulista, que já prestaram concurso, mas ainda não foram chamados.
Com a incorporação definitiva da Nossa Caixa, Dan Conrado passa a liderar a nova estrutura de gestão criada exclusivamente para o Banco do Brasil voltar suas atenções para o Estado de São Paulo.
"Nós vamos considerar o Estado nosso grande foco de operações", afirmou o executivo do Banco do Brasil, que prevê um aumento de 25% para 35% da participação de São Paulo dentro dos negócios da instituição federal, sem no entanto projetar um prazo para essa meta.
A partir da incorporação, a Nossa Caixa se torna uma unidade "transitória" do Banco do Brasil, sob o comando de Gueitiro Genso. Essa unidade deverá ser incorporada "ao longo do tempo", afirmaram os executivos do BB, que ainda não definiram o futuro da marca Nossa Caixa. "Essa questão envolve muitos estudos ainda", explicou Conrado.
Demian Fiocca, que até segunda-feira presidia a Nossa Caixa, não vai assumir o comando da BBDTVM, administradora de recursos do Banco do Brasil. O executivo anunciou ontem sua intenção de voltar ao setor privado. "Em razão de uma decisão pessoal, de retornar para o setor privado, eu não aceitei o convite para o cargo."
Segundo o executivo, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, fez um convite para Fiocca liderar a administradora depois que João Ayres Rabello Filho, que liderava o banco de investimentos, anunciou sua saída da instituição.
"Eu pensei: a instituição é muito boa, mas não aceitei o convite", disse Fiocca.
Fiocca vai cumprir um período de quarentena de quatro meses e se negou a indicar qual instituição será o seu destino.
Santander prorroga aditivo até 31 de dezembro,
mas ainda não marca negociação
Após reivindicação da Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp, o Santander Brasil comunicou no final da tarde de sexta-feira, dia 27, que prorrogou até o dia 31 de dezembro a validade do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2008/2009.
Os representantes dos bancários também solicitaram o agendamento de nova rodada de negociação, mas o banco informou que ainda não concluiu os debates internos acerca das reivindicações apresentadas. Além do aditivo à CCT 2009/2010, os bancários querem discutir o Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente ao exercício de 2009.
A última reunião foi realizada no dia 18 de novembro, quando o superintendente de relações sindicais do Santander, Jerônimo dos Anjos, concordou com a renovação da maioria das cláusulas do aditivo atual. Ficam pendentes os incentivos à aposentadoria ("pijama" e abono indenizatório), dois mecanismos que evitam demissões e que os bancários querem manter diante da continuidade do processo de fusão.
Os representantes dos bancários querem trazer para o aditivo os benefícios que constam na cartilha distribuída aos funcionários, bem como direitos dos bancários da Espanha e a manutenção de todas as conquistas dos bancários do Santander e a inclusão de novas cláusulas, como garantia de emprego neste momento de fusão, alem de debater o pagamento do PPR e da PLR com base no balanço que apresenta o maior lucro líquido e que seja mais justo com os trabalhadores.
As entidades ainda reivindicam o pagamento do prêmio de dois salários para todos os funcionários do Santander que já completaram 25 anos de banco. Trata-se de uma bonificação vigente no Real e estendida aos trabalhadores do Santander somente a partir de janeiro deste ano, discriminando quem já tinha feito esse tempo de casa.
"Nós defendemos o diálogo e a negociação coletiva. O banco é lucrativo e fez recentemente a maior oferta de ações do mundo em 2009, captando mais de R$ 13 bilhões. Agora é hora de reconhecer o empenho e a dedicação dos funcionários. Para tanto, cobramos melhorias e avanços sociais no aditivo, como forma de valorização dos trabalhadores e de responsabilidade social", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Após um ano de negociações,
bancários conquistam Novo PAC no Itaú
Um ano depois do início das negociações, os bancários e Itaú chegaram a um entendimento que garante uma alternativa ao Plano de Aposentadoria Complementar (PAC) atual. "A proposta contém avanços importantes e será levada para apreciação em seminários regionais com os funcionários do banco", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
Segundo o conselheiro deliberativo eleito da Fundação Itaubanco, André Luís Rodrigues, o Novo PAC atende praticamente todas as reivindicações do movimento sindical bancário e dos participantes e é destinado aos que já participam do PAC atual.
"Conquistamos avanços significativos nesse novo modelo, que terá um desenho mais atraente para os bancários participantes. A adesão ao Novo PAC será opcional e traz uma série de melhorias que permitirá ao funcionário uma aposentadoria mais digna a partir de agora", explica André.
O novo plano foi aprovado por unanimidade nos conselhos da Fundação Itaubanco e foi discutido em reunião na Contraf-CUT com representantes das federações e sindicatos.
O Novo PAC também foi aprovado nas instâncias da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), em Brasília. As orientações sobre o Novo PAC e as datas de migração e simulação serão divulgadas em breve.
A luta continua
Apesar dos avanços conquistados com o Novo PAC, André ressalta que a luta dos bancários está longe de terminar. Ele destaca que muitos bancários do Itaú Unibanco ainda não têm nenhum plano de aposentadoria fechado, que é o mais seguro e que permite maior participação dos funcionários.
Segundo o presidente do sindicato e funcionário do Itaú, Marco Antônio Pereira, "O grande desafio agora do sindicato e dos representantes eleitos para os Conselhos da Fundação é garantir a todos os bancários do Itaú Unibanco um fundo fechado de previdência", e também por fim ao benefício "zero" existente no PAC atual.
Veja os principais pontos do Novo PAC:
- Individualização das reservas para que o participante acompanhe melhor seus recursos
- Criação do mecanismo de pensão, hoje inexistente no PAC
- Além da entrada dos recursos individualizados do PAC atual, o banco fará novas contribuições na base de 1% da folha de pagamento dos migrantes
- Possibilidade de o participante fazer contribuições ao fundo para incrementar seu saldo individual
- Múltiplas formas de pagamento do benefício na época da concessão
- Portabilidade dos recursos do Novo PAC para outro fundo em caso de desligamento da empresa
- Abertura do Novo PAC a todos os participantes da ativa que estão
inscritos no PAC atual (fechado desde 2002), autopatrocinados e os
que estão em situação de BPD (Benefício Proporcional Diferido)
- Os participantes poderão simular sua situação atual e no Novo PAC para escolher a situação mais confortável em termos de renda e benefícios
- Os que optarem por permanecer no PAC atual terão seus
complementos garantidos pela reserva ou pela parte expressiva do superávit que permanecerá no fundo atual para proteger os inativos.
Caixa frustra empregados e não apresenta
proposta completa para o PCC
A caixa frustrou as expectativas dos empregados e não trouxe a proposta completa para o novo Plano de Cargos Comissionados (PCC) para a negociação com a Contraf-CUT e demais entidades sindicais realizada na quarta-feira, 25, em Brasília. Além disso, apresentou alguns novos itens da proposta que vão contra as reivindicações dos trabalhadores e representariam retrocessos.
Os negociadores do banco informaram que não conseguiram encaminhar a proposta pra avaliação do Conselho Diretor da empresa na última reunião deste órgão, realizada na terça-feira. Assim, o banco repassou os pontos já apresentados aos bancários durante a campanha salarial da categoria, com algumas novidades.
O primeiro retrocesso trazido pelo banco diz respeito à questão da jornada. A empresa afirmou que pretende resolver essa questão antes da implantação do novo plano, chamado por ela de Plano de Funções Gratificadas (PFG). A proposta do banco é a definição de jornada de oito horas para algumas funções e de jornada de seis horas para outras, sendo que estas últimas teriam salário proporcional, acarretando em redução dos rendimentos dos trabalhadores.
Além disso, o banco afirmou que considera que algumas funções sem controle de ponto, como a de Gerente Geral, seriam "Sem jornada definida", ou seja, sem direito a hora-extra. Por fim, o banco afirmou que pretende manter a discriminação contra os empregados que não saldaram o Reg/Replan, impedindo sua migração para o novo plano. Para isso, o banco pretende viabilizar junto à Funcef a reabertura do saldamento do plano.
"Deixamos claro para o banco que não podemos aceitar redução salarial, eliminação de horas-extras nem a discriminação contra os empregados com Reg/Replan não saldado. Se o banco mantiver estes pontos, orientaremos para a rejeição da proposta nas assembleias", afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e empregado da Caixa. Os trabalhadores reivindicam jornada de seis horas para todos os bancários sem redução salarial.
Uma nova reunião ficou marcada para dia 2 de dezembro, quarta-feira, em Brasília. Até lá, o banco afirma que já terá possibilidade de apresentar a totalidade da proposta.
Veja as outras questões abordadas na negociação. Clique aqui.
NOSSA CAIXA
NÃO assine o TO no dia 2
O BB tem colocado na intranet informações sobre a incorporação da Nossa Caixa que não coincidem com aquilo que vinha sendo dito pelos representantes do banco na mesa de negociação. Além disso, muito do que está colocado não há acordo entre nós, como por exemplo o fim do comissionamento para quem não assinar o termo de opção.
O fato de o BB garantir apenas o salário base e o comissionamento prevalecer o do Banco do Brasil é outro problema que geraria diminuição de salários, principalmente para os gerentes de seguimento, sem falar nos cargos da Administração.
Por isso o Sindicato está fazendo uma campanha para que ninguém assine o TO no dia 02/12, até que o BB retome as negociações com o Comando e dê todas as garantias dos nossos direitos e explicite no "de/para" exatamente como fica cada funcionário em relação a sua lotação, cargo e salário total.
Santander negocia e garante renovação
da maioria das cláusulas do aditivo
Em negociação realizada com a Contraf-CUT e as entidades sindicais nesta quarta-feira, dia 18, em São Paulo, o Santander garantiu a renovação da maioria das cláusulas do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2009. Nova rodada para discutir as pendências e as propostas de novas cláusulas será agendada pelo banco na segunda-feira, dia 23. Ainda será realizada outra reunião para debater o Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR).
Assim, ficam mantidas cláusulas como a licença de dois dias por motivo de doença de filhos, a ampliação do horário de amamentação, a licença-adoção, o intervalo de 15 minutos dentro da jornada de seis horas, o comitê de relações trabalhistas, o fórum de saúde e condições de trabalho, a PLR para aposentados entre 02.08.2009 e 31.12.2009, dentre outras.
O Santander é o único banco privado no Brasil que assina aditivo à convenção coletiva com a Contraf-CUT e as entidades sindicais, ampliando conquistas para os trabalhadores.
Pendências
Ficaram pendentes as cláusulas que prevêem incentivos para aposentadoria, como a licença remunerada pré-aposentadoria ("pijama"), cuja validade termina no dia 30 de março de 2010.
O "pijama" foi incluído no aditivo do ano passado para evitar demissões durante a fusão com o Real, cujo processo está em andamento nos centros administrativos e ainda não começou na rede de agências. Anteriormente, esse mecanismo fora inserido num acordo coletivo do Banespa e na Espanha.
Outra pendência é o abono indenizatório. O movimento sindical quer manter esse incentivo e melhorar o valor, de forma que se torne mais atrativo para os trabalhadores aposentados que ainda estão na ativa e que, ao se afastarem, ajudarão a evitar uma demissão. Muitos funcionários não aderiram e as entidades sindicais reivindicam ampliação das vantagens.
Também ficaram pendentes algumas cláusulas para ajustes de redação, mas sem problemas de conteúdo. O superintendente de Relações Sindicais do Santander, Jerônimo dos Anjos, ficou de reavaliar todas as pendências. A rodada foi considerada positiva pelos representantes dos bancários.
Expectativa de novas conquistas
Na próxima rodada serão discutidas as propostas de inclusão no aditivo. Muitas delas são hoje benefícios que se encontram na cartilha distribuída, em maio, pelo banco aos funcionários, como as bolsas de auxílio-educação, a ajuda social extraordinária e o auxílio-academia, dentre outros.
Prêmio para quem já completou 25 anos
Os dirigentes sindicais voltaram a cobrar o pagamento do prêmio de dois salários para os funcionários do Santander que completaram 25 anos de casa até o final de 2008, conforme bonificação vigente no Real.
Os representantes do banco prometeram levantar os números para a próxima rodada.
SINDICATO REALIZARÁ PLENÁRIA
SOBRE A INCORPORAÇÃO DO BANCO NOSSA CAIXA
O Sindicato dos Bancários de Barretos e Região realizará no dia 19/11 às 19:30, na sede do Sindicato à rua 18 nº1010, PLENÁRIA a respeito da incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.
A plenária contará com a presença de Adriana Carmelóz Vice Presidenta do conselho fiscal do Economus e membro da comissão executiva do comando, e de Carlos Orpham diretor do Sindicato e membro da comissão executiva do comando.
SINDICATO REALIZARÁ WORKSHOP:
- "Investindo na Bolsa de Valores, com Análise Técnica"
Com o objetivo de expor de forma prática e didática à todas as pessoas (trabalhadores, profissionais liberais, estudantes, comerciantes, etc.), formas de investir na Bolsa de Valores, com segurança e tranqüilidade, utilizando a Análise Técnica (grafista), o sindicato realizará no próximo dia 18 e novembro as 20:00 horas um Workshop na sede da entidade em Barretos.
As vagas são limitadas e as inscrições deverão ser feitas até o dia 17/11 na sede da entidade.
De acordo com o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira, para participar do Workshop, a entidade pede a colaboração de um quilo de alimento não perecível aos inscritos para serem doados as entidades e famílias carentes do município.
Por que e onde Investir?
Todo investidor busca a otimização de três aspectos básicos em um investimento: retorno, prazo e proteção. Ao avaliá-lo, portanto, deve estimar sua rentabilidade, liquidez e grau de risco. A rentabilidade é sempre diretamente relacionada ao risco. Ao investidor cabe definir o nível de risco que está disposto a correr, em função de obter uma maior ou menor lucratividade.
A otimização de forma prática e didática, dos três aspectos básicos é a proposta do workshop: "Investindo na Bolsa de Valores, com Análise Técnica".
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Conceitos básicos: Sistema Financeiro Nacional; Tipos de Ações; Ibovespa; e Custos.
2. Formas de Operar.
3. Home Broker.
4. Abrir Conta na Corretora.
5. Fatores Psicológicos.
6. Perfil do Investidor.
7. Estratégia de Investimento.
Data: 18/11/2009
Horário: 20:00h.
Local: Sindicato dos Bancários de Barretos.
EXPOSITOR: Prof. Adm. Celso Almeida de Carvalho.
Bancos começam a receber pedidos de ampliação da licença-maternidade
Após pressão da Contraf-CUT e dos sindicatos, os bancos começaram a receber pedidos de bancárias para a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank já aceitam manifestações de funcionárias que estão em gozo dessa licença, cuja extensão em dois meses foi conquistada durante a Campanha Nacional 2009. A opção deve ser feita até 17 de novembro, um mês após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010.
De acordo com a lei, para ter direito aos seis meses de licença, as trabalhadoras devem fazer a solicitação no primeiro mês após o nascimento do bebê.
Além disso, o banco deve fazer adesão ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008. A concessão da ampliação da licença-maternidade pelos bancos está condicionada à isenção fiscal. O tema irá para votação no Orçamento da União, no Congresso Nacional, agora em dezembro, em Brasília. Se for aprovado, os bancos terão incentivo fiscal a partir de janeiro de 2010.
A ampliação é uma bandeira antiga das trabalhadoras e já havia sido conquistada no Banco do Brasil, Nossa Caixa, Caixa Federal, VR, BNB, ING e Rendimento.
Confira a íntegra da cláusula 24ª da CCT 2009/2010:
AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE
A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.
Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.
Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.
Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.
Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.
Lucro do Bradesco cresce e atinge R$ 5,831 bilhões até setembro
O Bradesco divulgou na quarta 4 o lucro líquido acumulado no ano de R$ 5,831 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com o lucro líquido ajustado dos nove primeiros meses de 2008. Já no terceiro trimestre do ano foi registrado um lucro líquido de R$ 1,811 bilhão, valor aproximado ao igual período de 2008. Os ativos totais em setembro de 2009 chegaram a R$ 485,686 bilhões, crescimento de 14,9% em relação a igual mês do ano passado.
Para o secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e funcionário do banco, Carlindo Dias de Oliveira (Abelha), "o lucro astronômico atingido pelo Bradesco e construído com a participação dos bancários demonstra que o banco possui totais condições de atender as reivindicações dos trabalhadores".
Para Abelha, "houve evolução do lucro anual e dos ativos totais, só resta agora incluir os bancários nos planos da empresa, valorizando cada um dos cerca de 70 mil funcionários, como a implantação do auxílio educação. O Bradesco é único dos grandes bancos no país que ainda não atendeu essa demanda dos bancários".
Audiência pública com Santander nesta quinta na Câmara
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados realizam nesta quinta-feira, dia 5 de novembro, às 9 horas, no Plenário 3, em Brasília, a audiência pública para ouvir o presidente do Santander Brasil, Fábio Barbosa, sobre as demissões de trabalhadores e o descaso com os aposentados do banco.
A reunião atende requerimento feito, em junho, pela deputada federal e ex-senadora Emilia Fernandes (PT-RS), após ter recebido uma carta da Contraf-CUT denunciando a ocorrência de demissões, o pagamento de bônus para executivos e de PLR rebaixada para os trabalhadores, e o desrespeito com os aposentados.
Além de Barbosa, foram convidados a participar do debate os presidentes da Contraf-CUT, Sindicatos dos Bancários de São Paulo e Porto Alegre, Afubesp, Afabesp e o coordenador da Comissão Nacional de Aposentados do Banespa.
A Contraf-CUT solicita a presença de dirigentes sindicais e aposentados do Santander na audiência pública, como forma de pressionar o banco espanhol a mudar a sua política desrespeitosa com trabalhadores e aposentados e retomar as negociações para o Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010 e o Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente ao exercício de 2009.
Contraf-CUT
Pouco avanço na negociação sobre incorporação da Nossa Caixa com o BB
Na terça-feira (3), a Executiva do Comando dos Funcionários da Nossa Caixa se reuniu com representantes do Banco do Brasil para debater a incorporação.
Ficou estabelecido que será criada uma comissão para debater as questões relativas a saúde que terão representantes do BB e das duas federações, já que os problemas em relação aos planos de saúde são muitos e ainda sem nenhuma definição que contemple os funcionários da ativa, aposentados e dependentes não preferenciais. "No início da próxima semana começaremos a tratar sobre a saúde, para que esse impasse seja resolvido logo", afirma Adriana Pizarro, diretora da FETEC-CUT/SP.
Por conta da incorporação, foram criadas 1.484 vagas que deverão ser ocupadas prioritariamente por funcionários da Nossa Caixa que atuam na área de administração, uma vez que o banco federal afirma em todas as oportunidades que os funcionários da rede estarão contemplados em quase sua totalidade. "A representação sindical busca novos acordos com o BB para ocupação de mais vagas para os funcionários da Nossa Caixa em áreas que deverão ser criadas, também em função da incorporação no próximo período", conclui Carlos Orpham, membro da FETEC-CUT/SP na Executiva do Comando.
O BB informou que apresentará para a área gerencial sua proposta de PDV.
BB apresentará PCS a bancários da Nossa Caixa
Informação foi confirmada durante negociação com representantes dos trabalhadores.
O processo de negociação sobre a incorporação da Nossa Caixa foi retomado pelos dirigentes sindicais e a direção do BB nesta terça-feira 3. Na reunião ficou assegurada a criação de 1.485 vagas para os funcionários da administração da Nossa Caixa. Esses postos de trabalho serão apresentados pelo BB na quinta 5 e serão disponibilizadas aos trabalhadores a partir do dia 2 de dezembro.
"Sabemos que o Banco do Brasil pretende ampliar sua atuação em São Paulo. Por isso estamos nos empenhando para que os funcionários da Nossa Caixa sejam aproveitados nesse projeto por toda a capacidade e conhecimento que têm em nosso Estado", afirma a diretora do Sindicato Raquel Kacelnikas.
Também na quinta, será apresentado aos gerentes da Nossa Caixa como será a passagem dos trabalhadores do banco paulista para o Plano de Cargos e Salários (PCS) do Banco do Brasil.
Na negociação foi discutida a criação de uma comissão específica para tratar das questões relacionadas à saúde tanto dos funcionários da ativa quanto os aposentados.
Também foi confirmado que o setor de Tecnologia da Informação (TI) não sofrerá alterações até junho de 2010..
Na reunião, a direção do Banco do Brasil afirmou que anunciará também na quinta 5, um Plano de Demissão Voluntária aos trabalhadores da Nossa Caixa.
Negociação garante reajuste no piso de escriturários e caixas do Unibanco
O piso de escriturários e caixas do Unibanco receberá em novembro um aumento de mais de 6% por conta da equiparação salarial com os bancários do Itaú. A conquista foi garantida durante negociação entre Contraf-CUT e a empresa ocorrida na terça-feira, 3, em São Paulo, em que os dirigentes sindicais cobraram mais uma vez igualdade de direitos entre os trabalhadores dos dois bancos no processo de fusão.
O salário inicial dos escriturários do Unibanco passará de R$ 1.089,49 para R$ 1.156,50, valor pago no Itaú, o que equivale a um reajuste de 6,15%. No caso do piso dos caixas do Unibanco, o valor subirá de R$ 1.538,98 para R$ 1.634,63, representando ganho de 6,21%.
O banco também anunciou a isenção das tarifas, que será estendida aos bancários originários do Unibanco. No caso dos juros do cheque especial, também será adotada a taxa praticada hoje no Itaú, a mais baixa entre as duas. Já as taxas de crédito imobiliário seguirão os valores vigentes no Unibanco, também os mais baixos.
O banco reafirmou que não manterá o Instituto de Assistência Pedro Di Perna (IAPP) do Unibanco para fins de empréstimo, mas se comprometeu em assegurar as condições para que os bancários tenham direito a mais um pedido. Os trabalhadores que já têm um empréstimo poderão concluir o atual e solicitar outro. Os que ainda não têm, poderão solicitar mais um pedido.
Plano de saúde
Outra discussão importante girou em torno da unificação do plano de saúde. Os trabalhadores discutiram com o banco a elaboração de uma proposta que será depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema.
Emprego
Na negociação, os trabalhadores pediram explicações sobre as declarações do presidente da empresa, Roberto Setúbal, ao blog do jornalista Guilherme Barros, de que contratará entre 13 mil e 14 mil novos trabalhadores.
A cobrança dos dirigentes sindicais ocorreu no mesmo dia em que houve o anúncio do balanço do banco no terceiro trimestre, que mostrou um lucro de R$ 6,853 bilhões, um aumento de 15,5% em relação ao ano passado, e a redução de 6.062 postos de trabalho desde o início da fusão entre Itaú e Unibanco, há exatamente um ano.
O banco se limitou a descartar a existência de qualquer processo de demissão em massa e de fechamento de agências. "Uma fusão lucrativa, como já demonstrou ser essa entre Itaú e Unibanco, não pode gerar perdas de qualquer tipo para os trabalhadores. A redução de postos de trabalho está aumentando a sobrecarga de trabalho dos funcionários, levando a stress e adoecimento.
Uma nova rodada de negociação foi marcada para o próximo dia 16 de novembro. Serão discutidos outros pontos da equiparação de direitos para os funcionários dos dois bancos.
HSBC anuncia demissões no Reino Unido, mas aqui o banco lucrou R$ 2,1 bi
O banco britânico HSBC anunciou, na terça-feira (3), a dispensa de mais de 1.700 empregados no Reino Unido, como parte da reestruturação da gerência da rede de agências e de suas operações com cartões bancários.
O porta-voz da instituição afirma que o pessoal das agências, em sua maior parte, não será afetado e que as mudanças acabarão criando novos empregos no próximo ano.
Paralelamente ao anúncio das dispensas no Reino Unido, correm boatos de que também estariam previstas demissões na rede brasileira. "Diferentemente, de outros países, onde o HSBC sofreu perdas, no Brasil, a instituição alcançou lucro de R$ 2,1 bi. Por isso, nada justifica a confirmação desses boatos por aqui", afirma o diretor da FETEC/CUT-SP, Luciano Ramos.
Conforme o dirigente sindical, o HSBC tem condições suficientes para melhorar as condições de trabalho de seus funcionários, além de compensá-los financeiramente por todo o esforço dispendido em prol da instituição.
Apesar do término da campanha nacional, os bancários do HSBC continuam mobilizados como forma de pressionar o banco a pagar a PLR cheia, uma vez que manobras contábeis realizadas pela instituição acabaram por impor um redutor à distribuição dos lucros entre os trabalhadores.
CUT e centrais sindicais levam à OIT denúncia contra o interdito proibitório
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a CGTB, a UGT, a Nova Central e a CTB protocolaram na terça-feira, dia 3, na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, uma denúncia contra três práticas antisindicais correntes no Brasil: o uso do interdito proibitório para inviabilizar greves e mobilizações; perseguição e assassinato de dirigentes sindicais; o fato de o Ministério Público do Trabalho, na correta tentativa de coibir cobranças de taxas abusivas, tratar como iguais entidades diferentes e, por isso, estar penalizando também sindicatos sérios, de luta e com ampla base de representação.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT, representou a Central na audiência com o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. A audiência foi marcada a pedido das centrais. "Para a CUT, um dos pontos fundamentais dessa denúncia é o interdito proibitório", explica Artur. "A liberdade sindical e de organização está sendo ameaçada e inviabilizada por um mecanismo que nada tem a ver com as relações trabalhistas", critica.
O interdito proibitório é um instrumento da Justiça Cível, que trata do direito e de proteção à propriedade privada. Através dele, os empresários e os banqueiros têm obtido liminares que proíbem os sindicatos e seus associados de permanecerem próximos a agências e todo o tipo de edifício de empresas em geral, e também de realizarem passeatas em determinadas avenidas ou rodovias. O descumprimento da distância mínima determinada pelas liminares acarreta multas de milhares de reais - R$ de 30 mil a R$ 500 mil, segundo casos recentes enfrentados por entidades cutistas.
Para obterem as liminares, as assessorias jurídicas dos patrões alegam que as greves e mobilizações implicam riscos de invasão, destruição e de que os trabalhadores "vão tomar posse das propriedades", conforme trecho de uma das liminares recentes. "Como um sindicato de bancários, por exemplo, vai dialogar com os trabalhadores e a população em geral durante uma greve, se é proibido de ficar a menos de 500 metros de uma agência, por exemplo?", indaga o presidente da CUT.
Perseguição e assassinato
Artur também destaca a denúncia da perseguição e de assassinatos de dirigentes sindicais do campo e da cidade como ponto central na peça protocolada hoje na OIT. "Só de casos identificados e que chegaram a nosso conhecimento, há 12 assassinatos de dirigentes sindicais que, desde 2005, estão sem solução e quaisquer punições de acusados. Hoje, segundo a Comissão Pastoral da Terra, há 161 militantes ameaçados de morte só no Pará", explica.
Joio e trigo
A terceira denúncia contida no documento de 88 páginas entregue hoje a Juan Samovia diz respeito ao fato de o Ministério Público do Trabalho não estar conseguindo, segundo Artur, "separar o joio do trigo" ao punir entidades que cobram taxas assistenciais e contribuições dos trabalhadores.
"A CUT é e sempre será contra entidades que não têm representação, não fazem luta nem organizam campanhas salariais, mas que ficam cobrando taxas dos trabalhadores. Então, o Ministério Público tem razão ao suspender essas cobranças, e a CUT apóia. O problema é que o Ministério está fazendo isso de uma forma linear e generalizada, e está prejudicando entidades sérias que, depois de realizarem campanhas salariais bem sucedidas, conseguem aprovar em assembléias soberanas o desconto de taxas relativas ao custeio das campanhas", diferencia Artur Henrique.
Por isso, segundo o presidente da CUT, é cada vez mais importante a aprovação do projeto que acaba com o imposto sindical e que cria a taxa negocial, que será aprovada em assembléia e que na prática vai contemplar entidades sindicais combativas.
Bancários negociam com Itaú Unibanco na terça e cobram emprego e isonomia
Contraf-CUT e as entidades sindicais retomam na terça-feira, dia 3, às 14h, as negociações permanentes com o Itaú Unibanco, em São Paulo. Uma série de demandas dos trabalhadores será debatida com o banco, como a geração de empregos e a igualdade de tratamento para os funcionários diante do processo de fusão.
Emprego
Na recente campanha salarial, os bancários reivindicaram mais contratações para acabar a sobrecarga de trabalho, prevenir o adoecimento de funcionários e melhorar o atendimento aos clientes. "A Fenaban não aceitou incluir uma cláusula na convenção coletiva e apontou que o caminho é discutir o assunto com cada banco", lembra o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
"Nas negociações específicas com o BB conquistamos 10 mil empregos até 2011 e com a Caixa, 5 mil novos postos de trabalho até 2010. Agora chegou a vez do Itaú Unibanco fazer a sua parte", destaca o dirigente sindical.
O presidente da Contraf-CUT destaca ainda que no início desta semana o blog do jornalista Guilherme Barros, no site Último Segundo, informou que "segundo Roberto Setúbal, presidente do banco, o Itaú Unibanco se prepara para fazer entre 13 mil e 14 mil contratações no ano que vem. Isto significa um volume de 6 a 7 contratações por hora, ou uma a cada 10 minutos. Do total, o saldo entre novas contratações e reposição de vagas deverá ser positivo em cerca de 8 mil postos de trabalho".
Além do emprego, temas como isonomia de direitos e planos de saúde estão na pauta de discussão.
A reunião deve tratar, ainda, da conclusão da situação do IAPP, o instituto de assistência do Unibanco.
Reunião da COE
Antes da negociação, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco se reúne às 9h30, na sede da Contraf-CUT, no centro da capital paulista, para preparar os debates com o banco.
Entidades cobram reajuste de 6% nos benefícios do Plano II do Banesprev
A Afubesp e as entidades sindicais remeteram, na última sexta-feira, dia 23, carta à diretoria executiva do Banesprev solicitando que os benefícios dos assistidos do Plano II sejam reajustados pelo índice de 6%, conforme previsto na convenção coletiva dos bancários.
De acordo com o regulamento do plano, o reajuste das complementações de aposentadorias e pensões deveria se dar pelo índice mais vantajoso ao participante, INPC ou o obtido pela categoria.
"Entretanto, pela primeira vez, desde sua fundação em 1994, a regra não foi cumprida, sendo aplicado apenas o índice de 4,44%, correspondente ao INPC, o qual logicamente é inferior aos 6% obtidos pela categoria, quebrando a paridade entre ativos e aposentados e descumprindo dispositivo constitucional que veta a redução de benefícios previdenciários", relata o documento.
"Tal procedimento foi adotado sem consulta aos demais órgãos de governança da entidade, ou seja, nem o Conselho de Administração foi consultado nem o Conselho Fiscal comunicado", alerta.
A correspondência aponta a necessidade de resolver o serviço passado. "Lembramos ainda que dirigentes eleitos do Fundo vem desde sempre apontando a existência de débito da Patrocinadora alusivo ao serviço passado, que é a contribuição devida entre o ingresso do participante no banco após 23 de maio de 1975 até a criação do Fundo", destaca.
As entidades reivindicam a aplicação do reajuste de 6% nas complementações de aposentadoria e pensões, "efetuando com a maior brevidade os créditos das diferenças dos meses de setembro e outubro do corrente ano".
BB marca assembleia para decidir sobre incorporação da Nossa Caixa
O Banco do Brasil anunciou na quinta-feira (29) que convocou uma assembleia geral para 30 de novembro para discutir a proposta de incorporação do banco paulista Nossa Caixa.
Na assembleia, será discutido o critério de preço a ser usado na incorporação, informou o Banco do Brasil em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O banco Nossa Caixa foi comprado pelo BB no fim de 2008 por 5,386 bilhões de reais.
Pelo critério de avaliação do preço das ações no mercado nos 30 dias anteriores a 15 de outubro, a relação seria de uma ação da Nossa Caixa por 2,28873181 papéis do BB.
O outro critério é o de fluxo de caixa descontado. Por essa metodologia, a relação de troca seria de uma ação da Nossa Caixa por 1,78378628 do BB.
Contraf-CUT assina Acordo Aditivo com a Caixa nesta quinta-feira 29, em Brasília
A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais assinam nesta quinta-feira 29, em Brasília, o Acordo Aditivo 2009/2010 com a Caixa Econômica Federal. Conquistado com a força da greve que durou 28 dias e paralisou agências em todo o país, o acordo traz inúmeros avanços para os trabalhadores, que encerraram de forma vitoriosa a campanha salarial.
Entre as conquistas do aditivo, estão a contratação de 5 mil trabalhadores em 2010, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho, junto com a criação dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, para o combate ao assédio moral. Nas questões financeiras, os bancários conseguiram uma PLR maior do que a do ano passado e um abono linear de R$ 700 para todos os empregados, a ser pago em janeiro.
"Foi campanha salarial difícil, em que encontramos muitas resistências por parte do banco, mas graças a nossa mobilização conseguimos um acordo com conquistas importantes. Os bancários da Caixa estão de parabéns por sua capacidade de luta e maturidade na avaliação das condições da campanha salarial", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
Veja os principais pontos do acordo:
Questões econômicas
Índice : O reajuste do salário será de 6%, o que representa um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC, entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
- O abono de R$ 700 será pago na folha de janeiro de 2010.
PLR: proposta da Fenaban : Parte básica: 90% da remuneração-base acrescidos de uma parcela fixa de R$ 1.024, limitada a R$ 6.680 e a 13% do lucro líquido.
Parte adicional: 2% do lucro líquido, distribuídos linearmente, limitada a R$ 2.099. Com lucro projetado de R$ 2,13 bilhões, o maior valor pago atingiria R$ 5.649 e o menor, R$ 2,315.
PLR: proposta da Caixa : Maior valor entre a proposta da Fenaban com redutor e a por grupo de cargos a seguir:
- Valores fixos distribuídos por grupos de cargos relacionados de acordo coma complexidade das atribuições.
- A proposta prevê antecipação de 100% do valor da Fenaban, que será pago no dia 3 de novembro - com base no lucro líquido projetado para o ano de 2009, no valor de R$ 2,13 bilhões. O restante devido será pago em março de 2010.
Regra específica por grupo de cargos :
- Grupo 1 (superintendente nacional, chefe de gabinete, consultor de diretoria, consultor de relações institucionais, ouvidor e superintendente regional): R$ 10 mil.
- Grupo 2 (consultor jurídico, superintendente de projetos especiais, gerente nacional e consultor técnico): R$ 9.500.
- Grupo 3 (gerente geral, gerente regional de negócios e canais, de produto, de segmento, de tecnologia e coordenador de projetos especiais): R$ 9 mil.
- Grupo 4 (gerente de auditoria regional, de padrões e planejamento, de relacionamento institucional, de filial e de centralizadora, de jurídico regional e operacional): R$ 8 mil.
- Grupo 5 (coordenador jurídico, gerente de representação, administrativo, de relacionamento, de atendimento e supervisor de tecnologia): R$ 7.500.
- Grupo 6 (coordenador, gerente de projetos, de serviço, líder de projetos e tecnologia, supervisor e profissionais): R$ 6.500.
- Grupo 7 (analista de operações financeiras, auditor, assessor institucional, assistente jurídico, consultor de processo, interno e regional de canais, especialista, gerente de RetPV e secretário da presidência): R$ 5.750.
- Grupo 8 (agente de conformidade, analista, assessor, assessor regional de marketing, assistente regional, consultor regional, secretário de colegiado e técnico social): R$ 5.250. - Grupo 9 (avaliador executivo e caixa PV): R$ 4.500.
- Grupo 10 (assistente de negócios, agente de atendimento, assistente administrativo, auxiliar de enfermagem do trabalho, bibliotecário, compensador, enfermeiro do trabalho, monitor de telemarleting, perito documentoscópico, programador, operador de computador, operador de telemarketing, secretário, secretário executivo, técnicos de operações de retaguarda e de nível médio): R$ 4.250.
- Grupo 11 (empregado sem função): R$ 4 mil.
Outros itens
- A Caixa se compromete a construir com as representações dos empregados, na mesa de negociação permanente, uma fórmula perene para a PLR.
Dias parados
- A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não-trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 21 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados.
- A empresa se compromete a buscar entendimento na mesa de negociações permanentes para descontos de dias de greve contestados pelos trabalhadores em 2007 e em 2008.
Questões específicas
- Contratação de cinco mil novos empregados até o final de 2010.
- Implantação do novo Plano de Funções em dezembro de 2009, desde que aprovado pelos órgãos controladores, conforme estabelecido na cláusula 34 do acordo coletivo 2008/2009.
- Realização de pesquisa sobre a qualidade de atendimento e satisfação dos usuários do Saúde Caixa.
- Criação de comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa. Regimento e funcionamento a serem definidos pela CEE/Caixa e GT Saúde e apresentado na mesa permanente.
- Implantação do Programa de Gerenciamento de Doenças Crônicas, após avaliação do piloto no Rio de Janeiro.
- Autorização da eleição de todos os cipeiros, indicando o presidente dentre os eleitos.
- Instalação dos exaustores em todas as bancadas de penhor até dezembro de 2009.
- Reajuste de 6% sobre o valor da indenização por assalto/sinistro, passando de R$ 95.165 para R$ 100.874,90.
- Elaboração do projeto Saúde Mental, em parceria com o GT Saúde do Trabalhador, para ser apresentado ao Conselho Diretor.
- Divulgação de informações relativas à inclusão de pessoas com deficiências e dos empregados com idade acima de 40 anos, no relatório social da Caixa.
- Manutenção da possibilidade de gozo de férias, em dois períodos, para empregados acima de 50 anos.
- Contratação de 450 jovens aprendizes, nas regras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até dezembro de 2009.
DDA pode trazer riscos a emprego dos bancários
Enquanto os bancos economizam custos com o Débito Direto Autorizado (DDA), para os bancários o novo serviço de apresentação eletrônica de boletos pode significar menos empregos. Em vigor desde 19 de outubro, o DDA chegou para facilitar a vida dos clientes, que ganham mais uma alternativa às atuais formas de pagamentos.
O movimento sindical bancário está preocupado com o DDA, que pode eliminar postos de trabalho na área de operações administrativas. Este é mais um debate que será pautado com os bancos. Aliás, a proteção ao emprego tem sido uma das prioridades dos bancários há muito tempo. A automação e as fusões trazem muitos ganhos para as instituições financeiras, mas podem ser prejudiciais para o mercado de trabalho bancário. Com a lucratividade do setor, os bancos têm totais condições de manter os empregos e tornar real a responsabilidade social que só existe nas propagandas. Apesar de ser um ganho ecológico com a economia de papel, o DDA pode prejudicar não só os bancários, mas as empresas de entregas de documentos e motoboys, que também terão menos trabalho.
O sistema representará uma relevante economia para as instituições financeiras, que terão menos custos com impressão e envio de cobranças. Segundo a Febraban, as instituições financeiras investirão mais R$ 77 milhões nos próximos nove anos. Além disso, há investimentos para a adaptação à nova tecnologia.
No ano passado, os bancos movimentaram cerca de 2 bilhões de boletos de planos de saúde, consórcios, financiamentos de carro e casa própria, taxas de condomínio, cartões de crédito e cobranças, entre outros. Anualmente, esse volume cresce 12%, segundo dados da Fenaban. A meta das instituições financeiras é migrar para o DDA 50% do volume de boletos nos próximos três anos.
O que é? - O DDA é uma forma eletrônica de visualizar os boletos de cobranças. Cada banco define quais canais disponibilizarão os boletos eletrônicos, entre eles a internet, o caixa eletrônico e o telefone. A princípio, ele trabalhará com contas de planos de saúde, taxas de condomínio, mensalidades escolares, assinaturas de publicações. Por enquanto, os tributos e serviços de concessionárias (água, luz, gás e telefone) não serão apresentados pelo novo sistema.
Contraf-CUT e CNTV voltam ao MPT por segurança no transporte de valores
Contraf-CUT e Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) protocolam nesta quarta-feira, dia 28, novos documentos na Procuradoria-Geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília, sobre a falta de segurança no transporte de valores. O procedimento é resultado da reunião promovida no último dia 13 pelo procurador-geral do MPT, Otávio Brito Lopes, que, além dos representantes dos trabalhadores, também contou com a participação da Febraban.
Três grandes problemas preocupam as entidades sindicais: o abastecimento dos caixas eletrônicos feito por vigilantes com o manuseio e a contagem do dinheiro no local, a falta de espaço seguro para o estacionamento dos carros-fortes nas agências e o transporte ilegal de numerário ainda feito por muitos bancários pelo Brasil afora.
"As operações de transporte de valores tem causado mortes, feridos e pessoas traumatizadas. Além da recente portaria da Polícia Federal, outras medidas precisam ser tomadas para proteger a vida dos trabalhadores e melhorar as condições de segurança", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.
"Queremos que todo o transporte de numerário seja feito por empresa especializada em segurança e em condições seguras. Mesmo que a legislação determine a utilização de carros-fortes, diversos bancos obrigam seus funcionários a transportar valores, muitas vezes de táxi ou com o carro particular, sem qualquer segurança, aumentando o risco de assaltos", alerta o dirigente sindical.
No próximo dia 9 de novembro, o procurador-geral do MPT realiza nova reunião entre as partes para continuar as negociações.
Caixa paga regra básica da PLR no dia 3
Direção do banco irá creditar o total do valor definido com a Fenaban
A direção da Caixa Econômica Federal confirmou que vai pagar na terça-feira 3 de novembro a totalidade da regra da federação dos bancos (Fenaban) para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os seus empregados. O restante vem em março. A regra básica da Fenaban consiste em 90% do salário mais R$ 1.024, limitada a teto de R$ 6.680.
Os trabalhadores da Caixa fizeram 28 dias de greve, encerrada em 21 de outubro. Além da melhoria na PLR que deve variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil ou a regra da Fenaban, o que for melhor, os empregados conquistaram a contratação de mais 5 mil bancários e abono de R$ 700 distribuído linearmente entre todos os trabalhadores, a ser pago na folha de janeiro. Os bancários da Caixa também terão direito a reajuste salarial de 6% (1,5% de aumento real). Não haverá desconto de nenhum dos dias parados, mas compensação até 18 de dezembro.
Direção da Nossa Caixa quer passar por cima da CCT
A direção da Nossa Caixa está orientando os gestores para terem rigor na compensação dos dias parados na greve, num comunicado que pode ser interpretado como uma autorização para que a chefia defina unilateralmente os horários. No documento enviado dia 21, a diretoria diz que "a compensação deve ser cumprida com rigor, sendo de responsabilidade da chefia seu acompanhamento e completa execução".
A orientação da Nossa Caixa não está prevista na Convenção Coletiva e o bom senso manda que os horários de compensação sejam definidos em comum acordo entre os gestores e os funcionários, que têm compromissos pessoais, como pegar um filho na escola ou ir pra a faculdade.
A Nossa Caixa está querendo desautorizar o que foi assinado na mesa de negociação da Fenaban. O tom ameaçador da correspondência revela uma atitude típica de vingança de alguns membros da direção do banco, que eram contra o nosso bônus de R$ 4 mil.
Os representantes dos trabalhadores estão mantendo contato com a direção da Nossa Caixa e exigem que um novo comunicado sem emitido sem o parágrafo que pode aumentar os conflitos nas agências e departamentos do banco. Pela Convenção Coletiva, a compensação é limitada a duas horas diárias de segunda a sexta-feira até 15 de dezembro.
Transição - O Comando da nossa caixa também cobra a retomada das negociações sobre o processo de fusão.
Itaú Unibanco paga antecipação da PLR
e correção dos salários no dia 27
A direção do Itaú Unibanco confirmou para a terça-feira (27) os depósitos das conquistas arrancadas pela categoria na greve deste ano.
Os trabalhadores terão creditada a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR): 54% do salário mais R$ 614 (metade da regra básica composta por 90% do salário mais R$ 1.024) limitada a R$ 4.008, acrescida do valor adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre limitado a R$ 1.050.
Os funcionários também receberão as diferenças retroativas a 1º de setembro (data-base da categoria) do reajuste de 6% nos salários e demais verbas como auxílio-creche/babá, vales refeição e alimentação. A 13ª cesta-alimentação de R$ 289,31 será creditada pela instituição financeira no dia 27 de novembro.
Licença-maternidade de seis meses é direito
Representantes dos trabalhadores estão cobrando dos bancos adesão
à lei e orienta bancárias a enviar carta solicitando a extensão
A Campanha Nacional 2009 conquistou cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por meio da qual os bancos devem estender a licença-maternidade de suas funcionárias de quatro meses para seis meses. Para tanto, os bancos devem aderir à lei chamada de Empresa Cidadã e o movimento sindical bancário está cobrando que isso seja feito o mais breve possível.
De acordo com a lei, para ter direito à extensão da licença para seis meses, as trabalhadoras devem fazer a solicitação no primeiro mês após o nascimento do bebê. No caso dos bancos, a adesão de quem já está afastada deve ser feita até 19 de novembro, um mês após a assinatura do acordo.
HSBC atropela processo de negociação
e anuncia PLR manipulada
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC repudia a postura do banco inglês de divulgar na quarta-feira, dia 21, os valores relativos à antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), contrariando afirmação feita por seus representantes durante negociação ocorrida no dia anterior de que discutiriam o tema e entrariam em contato com o movimento sindical nesta quinta-feira. Os dirigentes sindicais estiveram reunidos na manhã de quarta-feira, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, e definiram um calendário de mobilizações para reverter a decisão do banco.
Em negociação realizada na terça-feira, a Contraf-CUT e as entidades sindicais cobraram do banco a valorização dos funcionários com o pagamento sem redutor da regra de antecipação da PLR e a discussão posterior de eventuais ajustes. O banco ficou de avaliar a proposta e trazer uma resposta ao movimento sindical nesta quinta-feira.
No entanto, a empresa anunciou para todos os funcionários na quarta que seguirá a regra acordada com a Fenaban e aplicará redutor de 26,22% na primeira parcela da PLR. "É um total desrespeito ao processo de negociação. O banco enviou representantes sem poder de decisão para negociar e agora atropela o que foi discutido. Não podemos aceitar essa situação", afirma Carlos Alberto Kanak, coordenador da COE do HSBC.
Pela regra anunciada pelo banco, os bancários receberão como antecipação da PLR o valor de 39,84% do salário mais R$ 453,01 fixos, além de R$ 251,75 referentes à PLR Adicional (2% do lucro líquido distribuídos linearmente para todos os funcionários).
Durante a reunião, os dirigentes sindicais analisaram o balanço do primeiro semestre do banco com a assessoria do Dieese. Segundo dados apurados pelo movimento sindical, o lucro do banco inglês foi R$ 2,1 bilhões, valor que consta do balanço contábil e será usado como parâmetro para o pagamento dos executivos e acionistas do banco. Porém, para efeitos da distribuição da PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, esse resultado aparece como R$ 250 milhões. O motivo são diversas manobras no balanço da empresa, entre elas um aumento muito acima do esperado nas Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).
"O banco afirma estar seguindo a regulamentação do Banco Central e ter justificativas para fazer esse provisionamento, mas tal montante é um exagero. Está claro para nós que o banco manipulou o lucro para reduzir a PLR dos bancários. Não aceitaremos essa situação e realizaremos uma série de atividades nos próximos dias para cobrar do banco a valorização dos trabalhadores", afirma Kanak.
TST suspende audiência após proposta
Tribunal atendeu a solicitação da Caixa diante da possibilidade de acordo
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) suspendeu a audiência de conciliação entre os representantes dos empregados da Caixa Federal e a direção do banco, marcada para esta quarta-feira 21, e determinou seu prosseguimento para a próxima sexta-feira 23, às 9h.
A suspensão foi solicitada pelo próprio banco, que informou, no início da audiência, haver perspectivas reais de uma solução conciliada para o dissídio coletivo. As representações de trabalhadores concordaram com a suspensão e confirmaram a apresentação da proposta do banco para os empregados em assembleias que serão realizadas.
Comando Nacional orienta pela aceitação
da nova proposta da Caixa
Em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 21 de outubro, em Brasília (DF), o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) decidiram, por maioria dos representantes, orientar as assembleias a aceitarem a nova proposta apresentada pela Caixa na negociação de terça-feira. Entre as principais novidades estão o aumento de cinco mil empregados no quadro funcional da empresa até o final de 2010 e o abono de R$ 700,00, a ser pago no dia 3 de janeiro de 2010.
Os avanços na mesa específica se somam aos obtidos nas negociações com a Fenaban. O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Este foi o sexto ano seguido em que a categoria conseguiu aumento acima da inflação. A regra para a PLR apresentou importante avanço em relação ao ano passado.
Os representantes dos empregados avaliam que, do ponto de vista das condições de trabalho, também houve conquistas. A ampliação do quadro funcional da Caixa, que aumentará de 82 mil para 87 mil empregados até o final de 2010, é um passo importante para a melhoria das condições de trabalho, sobretudo nas agências, locais onde os trabalhadores sofrem com a jornada excessiva.
Outros pontos importantes dentro dos ganhos sociais são a criação e implantação dos comitês de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa e dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, medidas que melhoram as condições de saúde e combatem o assédio moral. Também vale destacar a autorização para eleição de todos os cipeiros, com o presidente sendo indicado dentre os eleitos.
Participação nos Lucros e Resultados
A greve nacional dos bancários garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das instituições financeiras de reduzir esse percentual para 5,5%.
A regra de PLR representa um avanço em relação à fórmula do ano passado, sendo mais simples, mais transparente e mais justa. A parcela adicional foi desvinculada do crescimento do lucro. Com isso, eliminou-se o risco de os bancários não receberem esta parcela, exceto se o banco não registrar lucro.
A regra básica prevê 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários, com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido independentemente de o lucro ter crescido ou não.
A proposta de PLR é a que foi apresentada pela Caixa na semana passada. Prevê distribuição de valores fixos por grupos de cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Cada bancário recebe essa regra própria da Caixa ou a da Fenaban, a que for maior.
Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro deste ano de 100% do valor, aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte da PLR será paga em março de 2010.
Na negociação de ontem, a Caixa se comprometeu a construir com as representações dos empregados, na mesa de negociação permanente, uma fórmula perene para a PLR.
Dias parados
Em relação aos dias de greve, a Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não-trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 21 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro.
A empresa se compromete também a buscar entendimento na mesa de negociações permanentes para descontos de dias de greve contestados pelos trabalhadores em 2007 e em 2008.
Começa o prazo de 30 dias para solicitar
a licença-maternidade de 180 dias
A greve nacional dos bancários conquistou a ampliação da licença-maternidade para 180 dias a todas as trabalhadoras do sistema financeiro, uma antiga reivindicação da categoria. O benefício é vinculada ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei 11.770, de agosto do ano passado. As bancárias com direito à prorrogação de 60 dias da licença-maternidade, no entanto, precisam ficar alertas quanto aos prazos, conforme abaixo:
1. quem já está gozando a licença-maternidade tem até o dia 17 de novembro para requerer junto ao banco o direito à ampliação; e
2. as gestantes que darão à luz a partir de agora para obter a licença-maternidade de 180 dias precisam fazer a solicitação por escrito até o final do primeiro mês após o parto.
A extensão da licença-maternidade para seis meses é a cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 assinada na segunda-feira 19 pela Contraf-CUT com a Fenaban. Veja a íntegra abaixo:
AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE
A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.
Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.
Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.
Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.
Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.
Fonte: Contraf-CUT
Caixa retoma negociação com Comando Nacional
e apresenta nova proposta
No 27º dia da greve nacional dos empregados e às vésperas da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a direção da Caixa Econômica Federal se reuniu na noite desta terça-feira, dia 20, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em Brasília, retomando o processo de negociação.
A Caixa apresentou uma nova proposta aos trabalhadores da instituição, que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700, a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010.
Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, já assinada entre a Contraf-CUT e a Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados, além de não ser utilizado eventual saldo de horas extras feitas anteriormente.
Todas as demais propostas já apresentadas no processo negocial da campanha salarial 2009, inclusive a forma de pagamento da PLR, permanecem valendo. Além disso, a Caixa concorda em discutir na mesa de negociação permanente os dias descontados das greves de 2007 e 2008.
O Comando Nacional e a CEE/Caixa se reúnem nesta quarta, dia 21, em Brasília, para avaliar a nova proposta e definir orientações para as assembléias dos sindicatos, que ocorrerão em todo país.
Diante da retomada do processo negocial, o Comando Nacional e a Caixa irão encaminhar, no início da manhã desta quarta, um pedido conjunto de adiamento da audiência de conciliação no TST, agendada para as 9h.
A greve completa 28 dias nesta quarta e ocorre nos 26 estados e no Distrito Federal.
Bancários assinam Convenção Coletiva de
Trabalho 2009/2010 com a Fenaban
A Contraf-CUT e a Fenaban assinaram nesta segunda-feira 19, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010, os dois instrumentos que formalizam as conquistas da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou centenas de milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.
Os bancos têm no máximo 10 dias para pagar a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR): 54% do salário mais R$ 614 (metade da regra básica de 90% do salário mais R$ 1.024) limitada a R$ 4.008, acrescida do valor adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre limitado a R$ 1.050.
Os trabalhadores também têm direito a receber os valores retroativos a 1º d e setembro (data-base da categoria) do reajuste de 6% nos salários e demais verbas como auxílio-creche/babá, vales refeição e alimentação.
"Graças à disposição de luta dos bancários, que fizeram uma das maiores greves da categoria nos últimos 20 anos na campanha salarial deste ano, conquistamos essa nova convenção coletiva para todos os trabalhadores de bancos públicos e privados do Brasil, que contempla aumento real, melhoria na PLR e avanços sociais importantes", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Greve na Caixa segue forte
Nesta quarta tem audiência de conciliação
A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal manteve sua força nesta segunda-feira, 19. A grande maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos em todo país decidiu manter a paralisação nesta terça-feira, o 27º dia de greve para conquistar uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários.
"Os trabalhadores estão indignados com a atitude da Caixa de suprimir o diálogo e buscar a Justiça para resolver a campanha salarial. O Comando Nacional dos Bancários considera o processo de negociação como a melhor maneira para a solução de conflitos entre empresa e empregados e vai continuar insistindo nesse caminho", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Orientações do Comando
Reunidos nesta segunda-feira 19 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) definiram as seguintes orientações aos sindicatos de todo o país:
1. Manter e fortalecer a greve em todo o país até que a Caixa apresente uma nova proposta que contemple as reivindicações dos empregados, retomando inclusive o movimento se as assembléias assim decidirem.
2. O Comando e a CEE/Caixa participarão da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho nesta quarta-feira, às 9h, em Brasília, quando buscarão mais uma vez uma solução pela via negocial das questões específicas, mas condenam a iniciativa da Caixa de ajuizar dissídio de greve junto ao TST, demonstrando sua falta de capacidade de encontrar soluções por intermédio da negociação.
3. O apoio dos movimentos sociais e das organizações dos trabalhadores é fundamental nesse momento de impasse. Desta forma, o Comando orienta que os sindicatos busquem reforçar o apoio dessas entidades no sentido de pressionar a direção da Caixa a retomar o processo negocial.
4. O Comando Nacional e a CEE/Caixa manterão o plantão em Brasília à espera de que a direção da Caixa Econômica Federal reveja sua postura intransigente e retome o diálogo.
Para esclarecer as implicações do processo em curso no TST, o Departamento Jurídico da Contraf-CUT divulgará documento no qual discorrerá sobre os possíveis desdobramentos do pedido de dissídio.
Santander confirma a prorrogação do aditivo até 31 de outubro
A Contraf-CUT recebeu do Santander, documento informando a prorrogação do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2008/2009 , vencido no último dia 30 de setembro, até o próximo dia 31 de outubro. A medida atende reivindicação das entidades sindicais, que solicitaram a manutenção do instrumento até a assinatura do novo aditivo.
O banco espanhol também já confirmou para a próxima quinta-feira, dia 22, a segunda rodada de negociação para discutir o aditivo à CCT 2009/2010 e o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente a 2009. A reunião acontece das 14h às 17h no 5º andar (Salão Nobre) do edifício Altino Arantes (Banespa), no centro de São Paulo.
No mesmo dia, às 10h, a Contraf-CUT reúne as Comissões de Organização dos Empregados (COE)s do Santander e Real para preparar a negociação, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Os trabalhadores do Real e do Santander são os únicos bancários de instituições privadas brasileiras a usufruir de um acordo aditivo à convenção coletiva. São frutos da luta dos dirigentes sindicais, após a privatização do Banespa, e garantem direitos e conquistas além do que está definido na CCT para toda a categoria.
Veja as principais reivindicações específicas:
- garantia de emprego
- centro de realocação profissional
- permanência da licença remunerada pré-aposentadoria (pijama)
- ampliação dos incentivos para aposentadoria
- melhoria das condições de trabalho
- manutenção do patrocínio ao Banesprev, HolandaPrevi e Bandeprev
- eleições para representantes dos participantes no HolandaPrevi e Sanprev
- manutenção do patrocínio da Cabesp
- aumento das bolsas de auxílio educação
- elevação do auxílio academia
- auxílio ao estudo de idiomas
- bolsa de férias, a exemplo da Espanha
- auxílio para certificação da Anbid
Negociação no dia 20 tratará de PLR no HSBC
Os provisionamentos realizados pelo HSBC no balanço do primeiro semestre de 2009 podem amargar a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de seus funcionários.
Diante do risco, os representantes sindicais conseguiram agendar com o banco negociação para a próxima terça-feira (20), em local e horário ainda a confirmar, com objetivo de debater os balanços financeiros, bem como alternativas que possam recompensar todo o esforço dispendido pelos trabalhadores ao longo do período.
Apesar de lançar no balanço contábil do primeiro semestre, um lucro de R$ 2,1 bilhão, desse montante, o HSBC subtraiu uma cifra de quase R$ 1,9 bilhão a título de provisionamentos. Com isso, restou apenas R$ 250 milhões como a base de cálculo para a PLR do trabalhador. "Em outras palavras, 90% do lucro o banco está guardando para supostos gastos que ele nem sabe se virá a ter. A tática pode resultar em redutor no pagamento da primeira parcela da PLR", explica Luciano Ramos, diretor da FETEC/CUT-SP ao vislumbrar as possíveis segundas intenções da instituição quanto ao pagamento da PLR para a maioria dos funcionários.
"Quando o assunto é a distribuição do lucro para altos executivos e acionistas, a conta é outra. Não há teto de pagamento nestes casos, apenas piso. Na prática, o banco paga o quanto quiser, desde que não fique abaixo de 25% dos mesmos R$ 250 milhões, mas usa o lucro de R$ 2,1 bilhões para pagar acionistas e altos executivos", denuncia.
O dirigente avisa que o movimento sindical irá brigar para que todos os funcionários recebam a sua parte na Participação nos Lucros e Resultados da empresa. "Vamos buscar a via negocial mas, se não surtir efeito, iremos à mobilização", conclui.
TST nega pedido da Caixa e marca audiência
de conciliação para dia 21 de outubro
Em processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa de negociação no tribunal
O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, indeferiu a liminar da Caixa Econômica Federal, que solicitava a declaração de abusividade da greve dos trabalhadores da empresa, e marcou audiência de conciliação e instrução para o dia 21 de outubro, às 9h, em Brasília.
Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa de negociação junto com o ministro-instrutor e tentam chegar a um acordo.
Não havendo entendimento, ou caso as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo TST, o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho.
O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados, repudiam a atitude autoritária da direção da empresa, que utiliza a Justiça do Trabalho na tentativa de desmobilizar os trabalhadores.
A ida da Caixa ao TST representa um grande retrocesso na dinâmica de negociação e na relação da empresa com o movimento sindical bancário. O Comando Nacional dos Bancários avalia que a atitude da Caixa é típica de uma ditadura, pois a greve dos empregados é legítima e o impasse poderia ter sido resolvido na mesa de negociação, se o banco fosse menos intransigente. Mas a Caixa preferiu apelar para a Justiça do Trabalho, ao invés de manter o diálogo.
Com base nesse entendimento, o Comando Nacional deixa claro ter sido a Caixa a apostar no conflito, empurrando os trabalhadores para a greve. O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas, por acreditar que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.
Comando orienta assembleias a repudiarem
ajuizamento do dissídio da Caixa
Em reunião realizada nesta sexta-feira 16, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários posicionou-se contra a realização de julgamento do dissídio e orientou as assembleias das bases sindicais de todo o país a desautorizarem as entidades sindicais a manifestarem concordância com tal procedimento no âmbito do tribunal.
A pedido da Caixa Econômica Federal, foi instaurado na quinta-feira, dia 15 de outubro, o dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mas, para que o dissídio venha a ser julgado, é necessária a concordância das entidades sindicais que se apresentam em mesa de negociação como representativas dos trabalhadores.
A Contraf/CUT e o Comando Nacional dos Bancários repudiam a atitude da Caixa de recorrer à Justiça do Trabalho e reafirmam disposição de continuarem buscando entendimento em mesa de negociação.
Enquanto persistir o impasse, a orientação do Comando é para que as assembleias mantenham a greve para que as entidades sindicais fortaleçam a mobilização por todo o país.
O Comando Nacional e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltam a se reunir na segunda-feira, em São Paulo, após a assinatura da Convenção Coletiva 2009/2010 com a Fenaban. A reunião definirá as orientações para os próximos passos do movimento dos empregados da Caixa.
Contraf-CUT reivindica pagamento
imediato da antecipação da PLR
Tendo em vista que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 será assinada com a Fenaban na próxima segunda-feira, 19, a Contraf-CUT enviou ofício a todos os bancos privados nesta sexta-feira 16, reivindicando "o pagamento, dentro da maior brevidade possível, da antecipação da PLR, bem como das diferenças salariais e das verbas como tíquete refeição e cesta alimentação, retroativas a 1º de setembro, para todos os funcionários".
O Banco do Brasil já pagou na quinta-feira 15 a parcela da PLR relativa ao primeiro semestre deste ano e o Banrisul efetuou no mesmo dia o pagamento da totalidade da regra básica da PLR do acordo deste ano. Também a Nossa Caixa distribuiu nesta sexta-feira os R$ 60 milhões conquistados pelos funcionários na greve.
"Apesar dos prazos estabelecidos na Convenção Coletiva, acreditamos que os bancos têm condições de antecipar esses pagamentos, como forma de valorizar o empenho e a dedicação dos trabalhadores e atender a enorme expectativa de toda a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Contraf-CUT e Fenaban assinam convenção
coletiva e PLR nesta segunda
Contraf-CUT assina nesta segunda-feira, dia 19, às 15h, com a Fenaban, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010. O evento será realizado no Hotel Maksud Plaza, em São Paulo.
Os dois instrumentos são resultados da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.
"Mais uma vez, a disposição de luta dos bancários fez a diferença na campanha salarial e garantiu uma nova convenção coletiva para todos os trabalhadores de bancos públicos e privados do Brasil, conquistando aumento real, melhoria na PLR e avanços sociais", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Antecipação da PLR: A partir da assinatura, cada banco terá prazo até 10 dias para o pagamento de antecipação da PLR, da seguinte forma:
1. Regra básica:
- 54% sobre o salário-base mais verbas fixas, reajustadas em setembro/2009, mais o valor de R$ 614, limitado a R$ 4.008 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1º semestre de 2009, o que ocorrer primeiro;
- no pagamento da antecipação da regra básica, o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2009, em razão de planos próprios.
2. Parcela adicional:
- divisão linear da importância de 2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2009 pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.050;
- o pagamento da antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.
Reajuste salarial: 6% (aumento real de 1,5%)
Confira os novos valores:
-Tíquete-Refeição: R$ 16,88 / dia
-Cesta-Alimentação: R$ 289,31 / mês
-13ª Cesta-Alimentação: R$ 289,31
-Auxílio-Creche/Babá: R$ 207,95 / mês
-Pisos após 90 dias de empresa
- Portaria: R$ 748,59
- Escritório: R$ 1.074,46
- Caixa: R$ 1.501,49
Pagamento de diferenças salariais
A convenção coletiva estabelece que as diferenças de salário pela aplicação do reajuste de 6%, de tíquetes-refeição ë de cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro, deverão ser efetuadas até a folha de pagamento do mês de novembro.
Dias parados
Os dias parados durante a greve serão compensados até dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados em hipótese alguma. A compensação será limitada a 2 horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriados, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.
Greve continua na Caixa e Comando repudia
ajuizamento de dissídio no TST
Grande maioria das assembleias de bancários em todo o país decidiu manter a greve na Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira, 16. Com isso, a paralisação entra em seu 23º dia e com pique em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
Enquanto isso, a direção da Caixa manteve sua aposta no conflito ao ajuizar, na noite desta quinta-feira, o dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) repudiam a atitude da empresa de buscar a intermediação da Justiça e reafirmam seu compromisso com o processo de negociação coletiva para a resolução do impasse entre empregados e patrões.
"A medida demonstra o desespero da direção da Caixa que, além de não apresentar uma proposta que atenda às reivindicações de uma PLR mais justa, isonomia de direitos, melhores condições de trabalho e mais contratações, busca a Justiça como forma de tentar resolver a campanha salarial 2009", avalia Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.
O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas por entender que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.
Nesta sexta-feira, os advogados da Contraf-CUT irão ao TST para buscar informações sobre o conteúdo do pedido de ajuizamento feito pela Caixa.
O Comando também se reunirá nesta sexta, em Brasília, para avaliar os próximos passos da greve.
Nossa Caixa paga cerca de R$ 4,1 mil para
cada funcionário nesta sexta
Bancários da Nossa Caixa conquistou R$ 60 milhões para serem distribuídos linearmente entre todos os funcionários. O resultado é que cada empregado terá creditado, nesta sexta-feira 16, entre R$ 4 mil e R$ 4,1 mil. Os valores substituirão a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que o banco se negava a pagar.
Foi uma grande vitória. Os bancários da Nossa Caixa estão de parabéns. Mostraram a força da mobilização com uma greve forte de 15 dias e começou a transição com uma grande conquista.
Os R$ 60 milhões a serem distribuídos foi resultado da mobilização dos funcionários que paralisaram quase que a totalidade dos locais de trabalho.
Ampliação do crédito da Caixa precisa
ser acompanhada de mais contratações
O Tesouro Nacional irá injetar R$ 6 bilhões na Caixa Econômica Federal. Com isso, o banco poderá ampliar em até R$ 70 bilhões sua oferta de financiamento e manter a trajetória de ampliação do volume de empréstimos. A notícia é positiva, mas devia ter vindo acompanhada da contratação de novos trabalhadores para não aumentar a sobrecarga de trabalho atual nem prejudicar as condições de atendimento ao público.
"Os empregados da Caixa já estão sobrecarregados com o aumento das atribuições do banco nos últimos anos, que se tornou o principal operador de muitas das políticas sociais do governo, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida", avalia Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e membro da Comissão Executiva dos Empregados do banco. "A Caixa precisa melhorar as condições de trabalho dos bancários com novas contratações, além manter condições mínimas de atendimento, em respeito ao público", sustenta.
"A preocupação do banco e do governo federal com a segurança dos empréstimos é louvável, bem como a disposição em continuar aumentando o volume de crédito disponível para a sociedade, especialmente no crédito imobiliário. Esse mesmo tipo de preocupação precisa pautar a contratação de novos trabalhadores, melhorando as condições de trabalho e saúde dos bancários e garantindo que essa importante política pública possa ser efetivada da melhor maneira possível", afirma Plínio.
Proposta insuficiente: A contratação de novos empregados é uma das reivindicações dos bancários nas negociações específicas com a Caixa. Até o momento, o banco anunciou que contratará 3 mil novos empregados em 2010, número considerado pequeno pelos representantes dos trabalhadores. Como comparação, o Banco do Brasil anunciou a contratação de 10 mil funcionários, sendo metade em 2010 e a outra em 2011.
Na última rodada de negociação, ocorrida na terça-feira, dia 13, a empresa apresentou um novo modelo para a PLR e manteve as propostas apresentadas em negociações anteriores, como eleição de todos os cipeiros, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e recomendou a manutenção da greve nacional dos empregados do banco.
Assembléias: Os Empregados da Caixa Econômica Federal de Barretos e Região, aprovaram em assembléia realizada na sede do sindicato por ampla maioria na noite de ontem, 14/10, a nova proposta para PLR, com retorno ao trabalho a partir desta data, 15/10, acompanhando o desfecho de todo o processo, tendo em vista a rejeição da proposta em outras assembléias já realizadas.
A esmagadora maioria dos bancários da Caixa Econômica Federal decidiu em assembleias realizadas pelos sindicatos na quarta-feira, 14, manter a greve nacional que entra em seu 22º dia nesta quinta.
Na base do sindicato dos bancários de Barretos, os empregados da Caixa Economica Federal da agência de Bebedouro, decidiram pela continuidade do movimento e mantiveram a paralização.
Deliberaram ainda pela manutenção da paralisação os empregados das bases de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Amapá, segundo informações recebidas pela Contraf-CUT até as 20h45 do dia 14/10.
A proposta do banco foi aceita e a greve encerrada em algumas bases no interior de São Paulo e do Paraná, como Bragança Paulista, Guarulhos, Jundiaí, Guarapuava, Toledo e Umuarama.
"Precisamos manter a força da greve em todo o país para conseguirmos arrancar do banco uma proposta melhor, que contemple a contratação de mais trabalhadores e a valorização salarial, que poderia ser feita por meio de concessão de Delta", defende Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco.
O representante ressalta que representantes do Comando Nacional, da direção da Contraf-CUT e da CEE Caixa estão de plantão em Brasília, aguardando comunicação do banco para uma nova rodada de negociação. Além disso, os dirigentes sindicais estão buscando apoio de parlamentares e realizando discussões com os órgãos controladores das empresas públicas, a fim de buscar uma saída para o impasse nas negociações com a Caixa.
Comando Nacional assina acordo da PLR com o BB nesta quinta
O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil assinam nesta quinta-feira 15 em Brasília, às 15h, o acordo específico referente à PLR, que tem o mesmo modelo da distribuição do ano passado. O pagamento da primeira parcela da PLR deverá ser depositado até a sexta-feira 17: 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do semestre distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.
"O modelo de PLR que negociamos com o Banco do Brasil é o que o movimento sindical tem defendido por considerá-lo mais justo, uma vez que inclui a distribuição linear de uma parte dos lucros. Esse mesmo modelo foi adotado nessa campanha salarial na proposta da Fenaban para a Convenção Coletiva da categoria", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
Veja abaixo alguns exemplos do valor bruto de PLR que será recebido no primeiro semestre deste ano de acordo com o salário de cada função:
Escriturário - R$ 2.890,48
Caixa - R$ 3.189,34
Assistente B - R$ 3.492,61
Analista B - R$ 6.057,98
Gerente de Módulo (4689) - R$ 5.840,90
Após 20 dias de greve, Caixa apresenta proposta
Aconteceu nesta terça-feira, 13, nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa apresentou uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que seria paga alternativamente à regra da Fenaban, além de manter as mesmas cláusulas propostas na última reunião, realizada no último dia 8.
A proposta de PLR da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.
Outras propostas - O banco reafirmou também as demais propostas apresentadas anteriormente, tais como: eleição de todos os cipeiros, contratação de 3 mil empregados, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras.
Dias parados - A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17/09 e 14/10 com prestação de jornada suplementar até o dia 18/12.
Avaliação do Comando Nacional
O Comando Nacional avalia que houve avanços na proposta da PLR, uma vez que a expectativa dos empregados é de que os valores pagos em 2009 sejam no mínimo iguais aos da PLR do ano passado, apesar da redução do lucro líquido da Caixa. Os bancários realizaram um grande esforço para que o banco atingisse suas metas sociais e, além disso, não podemos esquecer que a redução do lucro da Caixa foi em parte em função da política de redução de juros do Governo Federal, como forma de enfrentamento da crise mundial. Porém, o Comando entende que a distribuição dos valores deveria contemplar melhor os empregados de menores salários.
A proposta, que também apresenta avanços nas cláusulas sociais e sindicais, contudo, é insuficiente. Itens importantes, como isonomia e uma valorização salarial que poderia ser feita por meio de concessão de Delta não foram atendidos. Além disso, a contratação de 3 mil novos empregados é positiva, mas não resolverá o problema crônico de excesso de trabalho a que está submetido o conjunto dos empregados.
Portanto, o Comando Nacional orienta os empregados da Caixa a manterem o movimento de greve na expectativa de avançarmos na proposta.
Greve arranca negociação com a Caixa
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal que nesta segunda-feira 13 chega ao 20º dia fez com o que o banco retomasse as negociações. Na tarde de hoje acontece uma nova rodada entre os representantes dos trabalhadores e a direção do banco, em Brasília.
Os trabalhadores reivindicam igualdade de direitos entre funcionários, já que aqueles que ingressaram depois de 1998 têm menos direitos; ampliação das contratações bancários; política de valorização salarial e profissional no Plano de Cargos Comissionados (PCC); reconhecimento pelo cumprimento das metas sociais; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, aditiva à regra geral da categoria.
Impasse na Caixa se resolve com valorização dos empregados
O fechamento de acordo específico na campanha salarial de 2009 exige da direção da Caixa Econômica Federal uma mudança de postura em relação aos trabalhadores. Os bancários merecem e exigem ser valorizados, porque estão abarrotados de trabalho, atuando em ambiente adverso ao desenvolvimento de suas atividades. A rotina tem sido de extrapolação da jornada, acúmulo de funções e responsabilidades, com pressão de todos os lados e, não raro, assédio moral explícito.
Os empregados da Caixa se entregam de corpo e alma à superação dos desafios colocados para a empresa, especialmente na execução das políticas públicas. Programas como o Bolsa-Família e o "Minha Casa, Minha Vida", entre vários outros que passam por suas mãos, são executados com empolgação e orgulho, dado o alcance que têm do ponto de vista social e econômico.
Os bancários da Caixa se entusiasmam com o que fazem, mas se entristecem pela falta de reconhecimento. Não pedem muito. Querem, acima de tudo, condições dignas de trabalho, para melhor servirem à empresa, à sociedade e ao país.
A greve já produziu conquistas importantes, com destaque para o reajuste de 6%, que contempla aumento real de 1,5% ante a inflação de 4,44%, no período de 1º de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009. O modelo de PLR trouxe também novidades interessantes, como a parte adicional correspondente a 2% do lucro líquido, com distribuição linear entre todos os bancários.
A PLR não se mostrou satisfatória na Caixa por conta da acentuada queda nos lucros da empresa. Para compensar o impacto negativo, é necessário que se busque alternativa de ganho econômico para os empregados, de forma a não deixá-los em desvantagem em relação ao conjunto da categoria bancária.
Quanto às questões específicas, o que se constata é que as negociações deixaram muito a desejar. A direção da Caixa tolheu possibilidades de avanços. O número de novas contratações, por exemplo, está muito aquém das necessidades - três mil novos empregados praticamente repõem os desligamentos.
Reivindicações como jornada de seis horas para todos, isonomia entre antigos e novos empregados, equacionamento dos problemas do plano de benefício REG/Replan não-saldado da Funcef e tíquete na aposentadoria a todos não foram devidamente consideradas pelos administradores da empresa.
A direção da Caixa precisa se reposicionar frente às necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas. A postura dos representantes da empresa na mesa de negociação precisa também mudar radicalmente em relação à que tem sido adotada até aqui. Deve passar da recusa contumaz à busca de atendimento aos pleitos colocados. Devem ser abandonadas, por exemplo, as videoconferências em que informações costumam ser distorcidas conforme a conveniência da empresa. É hora de negociações de fato e com a necessária boa fé.
Nova proposta conquistada com a greve da
categoria é aprovada em assembléia
A proposta prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche/babá. O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.
Também ficou garantido a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. O modelo de PLR conquistado contém avanços. A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.
A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos. O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses.
"Esse acordo com a Fenaban representa uma vitória da participação e da luta da categoria, que se indignou contra a tentativa dos bancos de reduzir a distribuição de lucros aos bancários e acabar com a trajetória de sucessivos aumentos reais que os bancários vêm conquistando com mobilização e greve desde 2004. Além disso, a parcela adicional da PLR passa a ser paga diretamente sobre um percentual do lucro líquido, aumentando os ganhos dos bancários" Avalia o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira. " Temos em curso três grandes fusões e incorporações de bancos, Itaú e Unibanco, Banco do Brasil e Nossa Caixa, Santander e Real. "Continuaremos ainda lutando em cada empresa por garantia de emprego, mais contratações, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outras bandeiras", acrescenta o dirigente.
Caixa Econômica Federal
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em todo o país. Não houve avanços na negociação específica realizada no dia 08/10 entre o banco e Comando Nacional, em São Paulo. A greve continuará até a apresentação de uma nova proposta pelo banco.
Banco do Brasil
A proposta traz avanços importantes, como o compromisso do banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização de 3% no piso e em todos os níveis do atual Plano de Cargos e Salários, garantindo reajuste de 9% a todos os níveis do PCS e anúncio da contratação de 10 mil novos funcionários. Além disso, o banco apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o "combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais". Serão implantados também Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local.
Alternativa à PLR na Nossa Caixa
Os bancários da Nossa Caixa garantiram, em negociação, n o dia 8/10, com representantes do banco paulista e do Banco do Brasil, a distribuição de R$ 60 milhões, de forma linear, ao conjunto do funcionalismo.
Com a distribuição do montante, cada bancário da Nossa Caixa receberá aproximadamente R$ 4 mil brutos, a serem pagos pelo banco em forma de abono e separadamente dos vencimentos, de maneira a não incidir INSS, mas apenas tributação exclusiva.
O acerto foi negociado como alternativa à possibilidade de os funcionários do banco paulista não virem a receber PLR (Participação nos Lucros e Resultados) frente ao prejuízo auferido pela instituição no último período, em decorrência dos ajustes contábeis da incorporação pelo BB.
"Uma alternativa vinha sendo negociada, há mais de dois meses, sem avanços pelos representantes dos funcionários, mas foi com a força da greve dos funcionários da Nossa Caixa que as direções dos bancos aceitaram fazer a distribuição dos R$ 60 milhões de forma linear", explica o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo.
Na avaliação do dirigente, o resultado da negociação representa uma importante conquista. "O montante a ser distribuído está dentro dos parâmetros da Nossa Caixa e em conformidade com o atual momento conjuntural da instituição. E o fato de a distribuição ser linear é resultado direto da participação efetiva dos funcionários na greve geral da categoria", afirma Cardozo ao dar o seguinte recado: "É com essa mesma disposição de luta que o funcionalismo deve defender os seus direitos enquanto durar o processo de incorporação pelo BB".
Proposta de PLR da Caixa não agrada trabalhadores
A Caixa Federal retomou as negociações nesta quinta-feira (8), depois de 15 dias de greve. Os representantes do banco propuseram a PLR igual a proposta feita pela Fenaban na negociação desta quarta-feira (7). Os representante dos trabalhadores não concordam com essa proposta. “Teremos desvantagens com esse modelo, já que a CEF não teve lucro no período. A continuidade da greve é culpa o banco, que está sendo irresponsável com seus funcionários em não reconhecer o esforço de cada trabalhador”, reforça Jorge Furlan, representante da FETEC-CUT/SP na mesa de negociação da Caixa.
Nas reuniões anteriores, os empregados da Caixa conquistaram alguns avanços como o cumprimento das cláusulas econômicas que foram acordadas com a Fenaban, a criação de comitês para a discussão e resolução de casos de assédio moral, e o acompanhamento pelos trabalhadores dos credenciamentos e descredenciamentos da rede Saúde Caixa.
Além dessas conquistas, os empregados da Caixa Federal querem garantir um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), jornada de trabalho de 6 horas diárias para todos os cargos, isonomia entre os novos e antigos empregados, mais contratações, entre outros pontos específicos.
Uma nova rodada de negociações ainda não foi agendada. “Continuares reivindicando uma PLR digna. Permaneceremos em greve até que a Caixa faça uma proposta que nos contemple”, afirma o dirigente.
Bancários da Nossa Caixa conquistam distribuição de R$ 60 mi
Negociação será retomada ainda nesta quinta, às 13h30, para acertar detalhes
Os bancários conquistaram, em negociação na manhã desta quinta-feira 8 de outubro com a Nossa Caixa e com apoio do Banco do Brasil, a distribuição de R$ 60 milhões bruto de forma linear entre os funcionários da Nossa Caixa.
A negociação será retomada ainda nesta quinta, às 13h30, para acertar os detalhes da proposta e da distribuição.
Suspensa negociação com a Caixa
Teve início nesta manhã 08/10 nova rodada com a Caixa Econômica Federal, para dar continuidade às negociações das reivindicações específicas dos empregados. Os diálogos, no entanto, foram suspensos por volta das 11h30, devendo ser retomados ainda na tarde desta quinta-feira, após às 15h.
Na rodada anterior, a direção do banco garantiu o cumprimento das cláusulas econômicas que forem acordadas com a Fenaban, a criação de comitês para a discussão e resolução de casos de assédio moral, e o acompanhamento pelos trabalhadores dos credenciamentos e descredenciamentos da rede Saúde Caixa. No entanto, ainda restam pendências que carecem de equacionamentos. "Contamos com o bom senso da empresa no sentido de buscar soluções para uma série de questões que envolvem o funcionalismo", declara Jorge Furlan, representante da FETEC/CUT-SP na mesa de negociação com a Caixa.
Greve dos bancários arranca nova proposta
com aumento real e PLR maior
Depois de 14 dias da greve em todos os 26 estados e no Distrito Federal, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta na rodada de negociação desta quarta-feira, 7, garantindo reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e com uma regra mais simples e justa do que a do ano passado.
O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários.
A PLR mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido, através da regra básica nos moldes do ano passado e da mudança da parcela adicional que, ao invés de ser apurada com base na variação do crescimento do lucro, passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os funcionários.
A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.
"A proposta é resultado da força da greve da categoria e contempla ganho real de salários, o que temos conquistado em todas as campanhas desde 2004. Além disso, a regra de PLR proposta representa um avanço em relação à fórmula do ano passado, sendo mais simples e transparente. Pela proposta, a parcela adicional não será mais vinculada ao crescimento do lucro. Com isso, não existirá mais o risco de que os bancários não recebam esta parcela, exceto se não houver lucro, o que sempre existiu.
Assembléia
Sindicato convoca todos os empregados dos bancos públicos e privados, para assembléia hoje 08/10, as 19:30hs, na sede da entidade para avaliação e deliberação da proposta apresentada pela Fenaban.
Veja a íntegra da proposta:
Reajuste
- 6% aplicado a todas as verbas, representando 1,5% de aumento real.
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
Regra básica:
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.
- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.
- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
Parcela Adicional
- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.
- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.
Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.
- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
Pisos
Salário de Ingresso
Portaria: R$ 683,38
Escriturário: R$ 980,08
Caixa: R$ 980,08 + R$ 289,93 (gratificação de caixa) = R$ 1.270,01
Salários após 90 dias
Portaria: R$ 748,59
Escriturário: R$ 1.074,46
Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
Outras Verbas
ATS - R$ 16,59 / Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88 / Auxílio cesta-alimentação - R$ 289,31
13ª cesta-alimentação - R$ 289,31 / Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Auxílio funeral - R$ 557,78 / Ajuda deslocamento noturno - R$ 58,22
Indenização por Morte ou incapacidade Decorrente de Assalto - R$ 83.175,62
Requalificação profissional - R$ 831,28
Dias parados - Serão compensados até o dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados, a exemplo da Convenção Coletiva de 2008.
Greve faz BB propor PCCS,
valorização do piso e combate ao assédio moral
Terminou na madrugada desta quinta-feira 8 a negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a direção do Banco do Brasil para tratar das questões específicas dos trabalhadores.
A direção do BB aplicará o mesmo percentual de reajuste nos salários e verbas proposto pela federação de 6% e manterá a mesma estrutura de distribuição semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos anos anteriores: um percentual do salário (45%) mais um valor fixo (R$ 512), acrescidos do pagamento linear de 4% do lucro líquido.
Outro avanço que garante a valorização do poder de compra dos trabalhadores é a aplicação de 3% no Plano de Cargos de Salários (PCS) a partir de 1º de outubro. O percentual, além de ser acima dos 6% aplicados aos salários a partir de 1º de setembro, terá impacto em toda a curva salarial do banco.
Condições de trabalho - Para diminuir o sufoco nas agências a criação de novos postos de trabalho passou de três mil para dez mil novos empregados para a rede de agências. As novas contratações ampliarão o quadro de funcionários do BB em cerca de 10%. A medida irá melhorar as condições de trabalho para todos.
Já os dias parados durante a greve será a mesma adotada pela Fenaban.
Pressão da greve arranca negociação
com a Fenaban nesta quarta, às 18h
A pressão da greve nacional dos bancários, que completa nesta quarta-feira 14 dias, arrancou uma nova negociação entre o Comando Nacional dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para hoje, às 18h, em São Paulo.
A greve nacional iniciou no dia 24 de setembro, após a rejeição da proposta rebaixada de reajuste de 4,5%, o que só repõe a inflação do período, e redução da PLR em relação ao ano passado. Na retomada das negociações, na última quinta e sexta-feira, dias 1 e 2 de outubro, os negociadores da Fenaban não apresentaram nova proposta para a categoria.
"Esperamos uma proposta decente dos bancos que atenda as expectativas dos bancários em greve nos 26 Estados e no Distrito Federal. Com lucros de 19,3 bilhões de reais no primeiro trimestre, os bancos têm condições de atender as reivindicações da categoria, como aumento real e PLR maior, valorização dos pisos, garantia de emprego, mais contratações e melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outros pontos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos bancários.
Os bancários estão em greve para conquistar:
- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.
- PLR maior. Os bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário limitado a R$ 10.000 e a 4% do lucro líquido (o que ocorrer primeiro) mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquido, com limite de R$ 13.862 mais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar a PLR a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.
- Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.
- Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.
- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.
- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.
- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.
- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.
- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.
- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínio dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.
Cadê o respeito, Nossa Caixa e BB?
"sem PLR não pára a greve"
Nas reuniões que o Banco do Brasil vem realizando com os representantes dos funcionários do BB com acompanhamento da representação dos funcionários do Banco Nossa Caixa, em nenhum momento o banco incorporador respondeu sobre o pagamento da nossa PLR. Combater ao assédio moral por meio de Comitês de Ética com a participação de representantes eleitos dos funcionários é obrigação de um banco do tamanho e da importância do BB. Não é dádiva concedida, nem ao funcionário do BB, nem aos da Nossa Caixa.
Quem não está fazendo uma reflexão madura sobre o momento que vivemos são as direções do banco incorporador e do banco incorporado. Sabedores da ansiedade e insegurança de todos, como reconhecem na carta aos funcionários, não tomaram o cuidado até o presente momento de apresentar respostas a essas ansiedades. Temas como o nosso plano de saúde, nosso enquadramento no plano de carreira do BB e a nossa PLR é que não estão sendo tratados com bom senso.
Se alguém não está atuando responsavelmente nesse processo, esse alguém não é o funcionalismo do Banco Nossa Caixa, que sempre se esmerou para conquistar e manter seus clientes. Aliás, se não fosse pelo quadro de funcionários, o banco já os teria perdido.
É verdade que todos sabemos a importância que tem a data do 5º dia útil. Assim como é verdade também que sabemos da importância que tem um funcionário respeitado pela direção do banco incorporador. Nosso empenho em bem atender é fundamental neste, e em qualquer outro, momento. Mas o empenho do BB em atender nossas demandas e ansiedades não é menos importante. Por isso, conclamamos os funcionários do Banco Nossa Caixa a continuar em greve até que o respeito por parte do banco seja restabelecido entre nós.
Diretoria do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região - CUT
Autoatendimento está liberado para a população
Bancários iniciaram greve por tempo indeterminado, no dia 24,
lutando por avanços que também vão trazer benefícios para toda a sociedade
Por culpa dos banqueiros, a categoria bancária entrou em greve por tempo indeterminado no dia 24 de setembro. Para diminuir os efeitos para a população, os setores de autoatendimento estão sendo deixados abertos para o uso irrestrito.
A greve foi a única alternativa que restou para os trabalhadores. Durante semanas, os bancários buscaram o caminho do diálogo, mas os donos dos bancos se negam a dar aumento real para os salários e querem reduzir a participação nos lucros e o auxílio-creche/babá dos trabalhadores.
Apesar de cobrarem tarifas e juros exorbitantes e lucrarem bilhões, recusam-se também a contratar mais funcionários para atender a população e, pior, continuam a demitir, razão das longas filas que tomam conta das agências.
Os bancos também descumprem as normas de segurança bancária nas agências e colocam em risco a vida de bancários, vigilantes e clientes.
Os banqueiros ainda obrigam seus funcionários a vender produtos (como cartões de crédito, seguro, previdência privada entre outros) com metas cada vez mais absurdas, o que incomoda o cliente e causa o adoecimento dos trabalhadores. Se depender dos donos dos bancos, nada disso vai mudar.
Por tudo isso, a categoria conta com o apoio e compreensão dos cidadãos, pois a nossa greve não tem por objetivo atrapalhar. Pelo contrário, queremos que os bancos brasileiros sejam mais responsáveis com a sociedade, aumentando o número de bancários para o atendimento, reduzindo tarifas e juros, ampliando o crédito e garantindo mais segurança nas agências.
Quer aumento real e PLR maior? Faça greve!
Sem nova proposta nem negociação em vista, bancários têm de
fortalecer a paralisação para aumentar a pressão sobre os banqueiros.
Foram dois dias de negociação, para chegar na sexta-feira à tarde e os negociadores da federação dos bancos (Fenaban) dizerem que têm de consultar os banqueiros sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Ficaram de levar aos donos dos bancos as diversas simulações que foram feitas na quinta e sexta-feira, 1 e 2 de outubro. E apesar de serem os negociadores autorizados pelos bancos, sequer tiveram autoridade para marcar uma nova rodada, dizendo que isso também depende da resposta que receberão sobre as simulações de modelos de PLR que devem levar aos bancos na segunda-feira 2.
Os bancários apresentaram à Fenaban dados, informações, cálculos banco a banco por meios dos quais mostraram que dá pra distribuir mais PLR aos bancários. Os modelos de PLR vêm sendo debatidos desde julho, a campanha chegou e a Fenaban ainda não foi capaz de apresentar proposta decente, num claro desrespeito aos bancários.
E mais nada - Os negociadores da Fenaban voltaram para a mesa de negociação sem qualquer proposta para o índice de reajuste salarial, para a preservação dos empregos ou valorização dos pisos. Cobrados pelos dirigentes sindicais, voltaram a insistir que emprego não será debatido na Fenaban.
Os representantes da Fenaban insistem em ignorar que os processos de fusão são um fato na economia brasileira que abala a estrutura de trabalho do setor e precisa ser regrado. Os bancos ganham com a fusão, mas querem impor perdas aos trabalhadores. Ainda disseram que não haverá valorização dos pisos, que devem ter o mesmo reajuste dos salários. E sobre o reajuste, nada. Afirmaram que depende do 'custo total' da proposta, ou seja, só voltam ao assunto após encerrar a PLR. De acordo com a Fenaban, está nas mãos dos donos dos bancos, acabar com a paralisação.
Greve forte - Temos de ampliar ainda mais essa paralisação. Sem luta não tem conquista.
Juntos conquistar e mudar!
Comando orienta a continuidade e fortalecimento da greve
No dia de hoje 01/10, foi debatido na negociação com a Fenaban
modelo de PLR ainda sem resultados.
A negociação será retomada amanhã, 02/10, às 11hs.
Caixa avança em questões de saúde,
mas proposta ainda é insuficiente!
Mesa de negociações entre direção e empregados do banco federal retornou por conta da forte greve dos bancários
Após a forte greve nacional dos bancários, a direção da Caixa Federal retomou as negociações específicas com os empregados na quinta-feira 1º de outubro. Durante a reunião, os representantes da Caixa afirmaram que irão cumprir as cláusulas econômicas que forem acordadas com a Fenaban, como o índice de reajuste salarial e a Participação nos Lucros e Resultados.
A negociação teve como foco principal as reivindicações relativas à saúde e condições de trabalho. Os bancários conquistaram alguns avanços, como a criação de comitês para a discussão e resolução de casos de assédio moral.
Trata-se de um avanço importante, pois a Caixa finalmente reconheceu a importância do combate ao assédio moral dentro da empresa com a criação desses comitês de ética regionais, que terão a participação dos trabalhadores.
Ao todo serão cinco comitês no Brasil, a ser criado no âmbito das Superintendências de Atendimento. O formato ainda não está fechado e será definido nas próximas negociações. Nova rodada ainda não foi agendada.
Saúde Caixa - A Caixa reafirmou a constituição dos comitês de acompanhamento de credenciamento e descredenciamento da rede Saúde Caixa. Serão criados um comitê em cada Gipes, composto por cinco representantes efetivos e cinco suplentes, indicados pelas entidades sindicais, e dois representantes da própria Gipes. O banco também aceitou discutir com os trabalhadores o modelo de custeio do plano de saúde.
Cipeiros - O banco atendeu também a uma reivindicação histórica dos trabalhadores e anunciou que passará a realizar eleições para a escolha de todos os cipeiros. Nos locais de trabalho onde a lei obriga a criação de Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), todos os integrantes serão eleitos pelos trabalhadores, em lugar de apenas a metade como é feito hoje, nos termos previstos pela lei.
União na mobilização de bancários da Nossa Caixa
Mesmo com a forte adesão ao movimento, as reuniões de grupos de trabalho
de transição acontecem de acordo com previsão do cronograma.
Cerca de 270 agências e 7 mil bancários (50% do total) em greve em todo o estado e quatro prédios administrativos e a Getel parados em São Paulo, Osasco e região. É este o quadro geral da Nossa Caixa neste oitavo dia da greve nacional dos bancários.
A luta por uma PLR justa uniu praticamente a totalidade dos funcionários do banco público. O balanço da Nossa Caixa está consolidado ao do Banco do Brasil desde abril e isso ajudou o BB a chegar ao primeiro lugar em termos de rentabilidade entre as instituições financeiras na América Latina e nos Estados Unidos. O esforço dos funcionários das duas empresas deve ser reconhecido.
Banco do Brasil aceita combater assédio moral
e contratar três mil funcionários
Na retomada das negociações das questões específicas do Banco do Brasil realizadas na quarta-feira 30, no sétimo dia da greve nacional dos bancários, a empresa avançou em algumas reivindicações do funcionalismo: anunciou a contratação de três mil novos funcionários até 2010 e a criação de comitês de ética nos 27 Estados e no Distrito Federal com representação eleita pelos bancários, visando combater o assédio moral e "outros desvios comportamentais".
O sindicato fará levantamento nas agências onde está ocorrendo assédio para tomar providências. "Denúncias já estão chegando ao nosso conhecimento", disse o presidente do sindicato.
O BB também propôs, na reunião realizada em São Paulo, manter o modelo de PLR em vigor e condicionou a discussão de outras reivindicações ao resultado da rodada de negociação que será realizada com a Fenaban nesta quinta-feira 1º de outubro. Nova rodada de conversação com o BB será mantida pelo Comando Nacional dos Bancários após a reunião com a Fenaban.
"Consideramos um avanço importante o banco aceitar essa antiga reivindicação do funcionalismo de que é preciso implementar uma política efetiva de combate ao assédio moral", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Também é positivo o BB contratar mais funcionários para melhorar as condições de trabalho, mas achamos que os três mil são um número muito baixo. E esperamos que o banco avance nas propostas sobre PCCS, na valorização dos pisos salariais, no fim da lateralidade e na PLR dos bancários da Nossa Caixa".
Lateralidade: O Comando Nacional insistiu na mesa de negociação com o fim da prática da lateralidade, cobrando que toda substituição seja remunerada. O BB disse que está estudando a possibilidade de o primeiro gestor também passar a ser substituído conforme o definido para as agências com até sete funcionários.
Isonomia: Em relação à isonomia, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.
Abono-assiduidade: Os negociadores do BB afirmaram ao Comando Nacional que o banco está analisando a possibilidade de os dias de abono-assiduidade serem cumulativos e passíveis de venda para todos os funcionários.
Mesmo com os avanços na mesa de negociação os bancários do BB ainda têm muitos pontos que precisam de respostas da empresa, por isso precisam continuar mobilizados e manter a paralisação enquanto o banco não der a sua resposta final.
ASSEMBLÉIA HOJE 01 / 10 / 2009 ÀS 19hs NA SEDE DO SINDICATO
Após pressão dos bancários,
Caixa marca negociação para quinta, às 15h
A Caixa Econômica Federal procurou o Comando Nacional dos Bancários e agendou nova rodada da negociação específica para esta quinta-feira, dia 1º de outubro, às 15h, em São Paulo. O encontro acontece após a reunião entre bancários e Fenaban para discussão da pauta geral da categoria.
A marcação da negociação ocorreu no sexto dia da greve nacional da categoria, que na segunda-feira paralisou 5.786 agências em todo o país. Até o momento, o processo de negociação entre a Caixa e os trabalhadores não apresentou avanços.
Fenaban e Comando Nacional dos bancários
negociam nesta quinta feira
O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, às 10h, em São Paulo. Os bancos decidiram procurar a representação dos trabalhadores no sexto dia da greve nacional da categoria, que cresceu novamente e paralisou 6.449 agências em todo o país, segundo levantamento Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT) com base nos dados dos sindicatos. O número representa um crescimento de 11% em relação às 5.786 agências fechadas na segunda-feira.
"A greve vem ganhando proporção a cada dia em todo o país e foi essa pressão dos trabalhadores que fez com que os bancos procurassem o Comando Nacional para a retomada das negociações. Em Barretos também evoluiu o quadro de paralisação, sendo que 8 das 10 agências permaneceram fechadas o dia todo. Em Guairá todas as agencias fecharam parcialmente até as 12 horas e 2 agências permanecem fechadas o dia todo. As paralisações também se estenderam para algumas cidades da base do sindicato como: Bebedouro, Monte Azul e Morro Agudo", afirma Marco Antônio Pereira, presidente do sindicato dos bancários de Barretos e Região. "Esperamos agora que a Fenaban traga propostas sérias e concretas que contemplem as justas reivindicações da categoria", conclui.
GREVE CONTINUA FORTE EM TODO O PAÍS
A categoria bancária respondeu com forte paralisação à proposta rebaixada apresentada pela Fenaban.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Contraf - CUT, até as 20 horas dessa segunda - feira, 28, a greve atingia 5.786 agências de todo o país. Isso significa o dobro das unidades paralisadas no primeiro dia de greve (24.09).
Em Barretos e Região
Estamos avançando para outras cidades da base. Em Guaíra e Bebedouro houve paralisação das agências até as 12 horas, sendo que a CEF e Banco Nossa Caixa estão fechadas o dia todo.
Em Barretos, continua o quadro de paralisação parcial nas agências e o fechamento total da CEF e Banco Nossa Caixa.
Amanhã o sindicato intensificará as atividades em outras cidades da base, além da manutenção do movimento grevista nas cidades citadas.
BB
Está agendada negociação com o banco nesta quarta dia 30, as 14 horas, para discutir questões específicas dos funcionários.
Lembramos que não serão discutidas questões relacionadas ao índice de reajuste uma vez que essa negociação é feita na mesa única com a Fenaban.
Greve força Fenaban a retomar negociação com Comando Nacional
Após 6 dias de greve, a ampla paralisação da categoria arrancou a retomada da negociação com a Fenaban nesta quinta, dia 01 de outubro.
Isso significa que devemos intensificar ainda mais o movimento à partir desta quarta para garantir que na negociação os banqueiros não tenham desculpas para não apresentar proposta que garanta as reivindicações da categoria.
Comando Nacional decide ampliar a greve
e cobra negociação da Fenaban
O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se neste sábado 26 em São Paulo para avaliar os dois primeiros dias da greve por tempo indeterminado deflagrada no dia 24 em todos os 27 Estados e no Distrito Federal e discutir a estratégia de ampliação do movimento a partir desta segunda-feira. Também decidiu enviar ofício à Fenaban cobrando a retomada das negociações a partir desta terça-feira e reafirmando as reivindicações da categoria por aumento real de salário, PLR maior, valorização dos pisos, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos.
Os integrantes do Comando Nacional foram unânimes na avaliação de que a greve surpreendeu pela força e amplitude, sobretudo nos bancos privados, e é um êxito em todo o país. No primeiro dia da paralisação, foram fechadas 2.881 agências, além de centros administrativos de todos os bancos, segundo levantamento da Contraf-CUT a partir das informações dos 134 sindicatos de bancários do país. A greve cresceu na sexta-feira, paralisando 4.791 agências, o que representa aumento de 65,9% em relação ao dia anterior.
"Apesar da intimidação dos bancos contra os trabalhadores para cercear o direito constitucional de greve, inclusive apelando para a repressão policial, a grande adesão à paralisação demonstra que os bancários estão indignados com o abuso dos bancos. Mesmo alcançando lucros de R$19,3 bilhões no primeiro semestre, os maiores de toda a economia brasileira, os bancos se recusam a conceder aumento real de salário e ainda querem reduzir a PLR", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.
Interdito proibitório
Ao invés de negociar, a exemplo dos últimos anos os bancos estão abusando na utilização do interdito proibitório para impedir o direito legítimo de greve assegurado pela Constituição. Este ano, no entanto, muitos juízes estão negando a concessão do interdito por entenderem que esse instrumento jurídico é inadequado para os conflitos trabalhistas - tese defendida pela CUT e demais entidades sindicais.
"O interdito possessório, para se justificar, só teria sentido pela ameaça do direito de propriedade do banco autor. Contudo, o direito dos empregados de entrarem, aderirem à greve, ou não, não pode se tratado como um direito de propriedade", despachou o juiz Marcel da Costa Roman Bispo, da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o segundo pedido do Bradesco na capital fluminense, na sexta-feira 25.
Nesta segunda-feira, o Comando também enviará carta às direções dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e BNB) cobrando a retomada das negociações específicas.
Veja a íntegra da carta enviada pelo Comando Nacional à Fenaban:
São Paulo, 26 de setembro de 2009
Ao Sr. Magnus Apostólico
Superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban
Considerando que ainda não recebemos resposta ao ofício que encaminhamos a V.Sa. no dia 18 de setembro manifestando o posicionamento do Comando Nacional dos Bancários de rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban no dia anterior e solicitando uma nova proposição para que pudéssemos avançar nas negociações;
Considerando que as assembléias gerais da categoria em todo o país ratificaram a posição do Comando Nacional de rejeitar a proposta por considerá-la insuficiente, decidindo deflagrar a greve por tempo indeterminado;
Considerando que V.Sa. tem afirmado pela imprensa estar preocupado com a "falta de negociação" e que o Comando "tem de dizer o que tem de melhorar";
O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo na tarde deste sábado, 26 de setembro, reafirma que a proposta para atender às necessidades dos trabalhadores precisa contemplar aumento real de salário, melhoria da PLR, valorização dos pisos salariais, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos.
Diante do exposto, o Comando Nacional dos Bancários se coloca à disposição desta entidade patronal para retomar as negociações a partir desta terça-feira, 29 de setembro, e aguardamos sua manifestação.
Atenciosamente,
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT
Sindicato concentra greve em Barretos
A idéia é fortalecer o movimento na cidade sede e depois
irradiar para as demais cidades da base.
De ontem para hoje (25) o movimento de greve cresceu na nossa região. Na cidade de Barretos os bancos privados e o Banco do Brasil paralisaram as atividades nas agências até às 12 horas e a Nossa Caixa e a CEF aderiam à greve, permanecendo fechadas durante todo o dia.
Na cidade de Guaíra tanto a CEF quanto a Nossa Caixa não abriram suas portas durante os dois primeiros dias de greve.
Continuidade do movimento - Na segunda-feira, tudo indica que continuaremos em greve. O sindicato fará nova assembléia no centro bancário de Barretos para organizar, juntamente com os bancários, a paralisação das agências durante todo o dia.
Sem luta não tem conquista
A adesão de todos os bancários ao movimento grevista é fundamental para obtermos conquistas. A Fenaban apresentou uma proposta que apenas repõe a inflação e uma PLR bem menor que a do ano passado. Por isso, sem greve, não conseguiremos um reajuste melhor e uma Participação nos Lucros e Resultados mais justa.
Organize sua agência e entre na greve
O sindicato está colocando todos os seus diretores na cidade de Barretos e não há como estarmos em todas as cidades de nossa base, por isso é importante que cada bancário seja um organizador dessa luta. Pare sua agência e ligue para o sindicato para falar sobre a organização em sua cidade (17) 3322-3130 / 9708-0214 / 9132-2082.
Bancários de Barretos e Região iniciam movimento de greve
A maioria das agências bancárias de Barretos retardaram á abertura do atendimento nesta quinta-feira (24), sendo que o Banco Nossa Caixa de Barretos juntamente com a CEF e Nossa Caixa de Guairá paralisaram as atividades o dia todo.
A decisão da deflagração de greve foi tomada em assembléia realizada pelos bancários na quarta-feira à noite na sede do sindicato em Barretos, que aprovou a orientação do Comando Nacional , para exigir dos bancos que apresentem uma nova proposta que atenda às reivindicações por aumento real, PLR mais justa, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, com adoção de políticas de combate às metas abusivas e ao assédio moral.
Nesta sexta-feira será realizada nova assembléia pela manhã em praça pública com o objetivo de intensificar o movimento.
Bancários de Barretos e Região deflagram greve
por tempo indeterminado a partir desta quinta
A assembléia realizada pelos bancários na quarta-feira à noite na sede do sindicato em Barretos, aprovou a orientação do Comando Nacional de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira 24, para exigir dos bancos que apresentem uma nova proposta que atenda às reivindicações por aumento real, PLR mais justa, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, com adoção de políticas de combate às metas abusivas e ao assédio moral.
"Os bancários responderam à altura à provocação feita pelos bancos, ao apresentarem na quinta rodada de negociação uma proposta rebaixada", afirma Marco Antônio Pereira, presidente do sindicato.
"É inadmissível que os bancos, com seus altos lucros, queiram reduzir os salários e a participação nos lucros. Os bancários deixaram claro que a greve só acabará com uma nova proposta que contemple nossas reivindicações", ressalta.
Caixa continua sem proposta e empregados
preparam greve a partir desta quinta
A rodada de negociação entre representantes dos empregados e da direção da Caixa, realizada na manhã de terça-feira (22), em Brasília, terminou sem nada que se possa considerar como avanço por parte da empresa no trato das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores para a campanha salarial deste ano. Os negociadores patronais informaram que a proposta para as questões específicas virá com o desdobramento das negociações com a Fenaban.
Para o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), a ausência de proposta da empresa, já à véspera das assembleias que discutirão o desfecho das negociações, deve ser respondida com a deflagração de uma greve a mais ampla e contundente possível, para que sejam atendidas as expectativas dos trabalhadores tanto em relação às suas reivindicações específicas como relação aos itens gerais tratados na mesa da Fenaban.
"A greve tornou-se uma necessidade para o conjunto da categoria e terá nos empregados da Caixa a sustentação esperada", ressalta Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa. Além de aumento real e PLR digna, os bancários da Caixa vão à luta por redução da jornada sem redução salarial, novo PCC, ampliação do quadro de pessoal da empresa, isonomia entre empregados antigos e novos, superação dos problemas do Saúde Caixa, garantia de sustentabilidade ao plano REG/Replan não saldado da Funcef e fim das discriminações a seus participantes, garantia do tíquete na aposentadoria a todos e como benefício contínuo, entre outras reivindicações específicas.
PFG - Na rodada de negociação de terça-feira, a Caixa apenas reapresentou as premissas e a estrutura que estão sendo definidas para o Plano de Funções Gratificadas (PFG), denominação dada pela empresa ao Plano de Cargos e Comissões (PCC). A proposta global ainda está por ser concluída e colocada sobre a mesa para discussão com as representações dos empregados.
A novidade ficou por conta da tabela de remuneração com nove padrões, nos quais se daria o crescimento horizontal, e com 15 níveis para progressão vertical na carreira.
O modelo prevê a redução do número de cargos/funções de 120 para 55, sem que haja redução do número de postos hoje existentes. É feita a diferenciação entre funções de Agência, de Superintendência Regional, de Filial e de Matriz. É assegurada irredutibilidade salarial para a função enquanto a pessoa nela permanecer.
Funções de Tecnologia da Informação, de Auditoria e do Jurídico receberão nomenclaturas diferenciadas.
É estabelecida tabela de remuneração única para todas as funções gratificadas. Fica mantido o conceito de CTVA. O critério de mercado é eliminado para dar lugar a uma diferenciação com base no porte da unidade.
É prevista também no modelo jornada única de 6h ou de 8h para