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Edição e criação: Bruno Angelucci
Apresentação
Apresentação
       No dia 20 de janeiro de 1958, nas dependências do Banco Crédito Real, 103 pessoas participaram da reunião para a escolha da comissão encarregada de fundar a Associação dos Bancários de Barretos e Região. A primeira diretoria provisória ficou assim constituída: presidente Francisco Marthes; vice-presidente Durval Antonio da Silva; secretário Joaquim José de Souza; tesoureiro José Diniz Pereira. O Diretor do Departamento de Investimentos do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários, Dr. José Barbosa deu posse à nova diretoria.
       A Fundação "oficial" da Associação Profissional dos Bancários aconteceu no dia 10 de junho de 1959, às 20 horas, no edifício Banespa, na rua 20. A primeira diretoria eleita, com mandato de 2 anos, foi formada por José Rosa de Paiva, presidente; Francisco Marthes, vice; Olintho Serafim Garcia, 1º secretário; Sidnei Siqueira, 2º secretário; Demerval de Almeida Júnior, 1º tesoureiro; Edmundo Vicentini, 2º tesoureiro. O Conselho Fiscal foi composto por Durval Antonio da Silva, Waldecy Gagliardi, Dorival Martins de Souza, Luiz Carlos Flosi, José Reynaldo Afonso e Mário Martins. O certificado de registro de Associação Profissional foi expedido pela Delegacia Regional do Trabalho a 14 de março de 1960.
       Mas foi em 1º de maio de 1961 na sede da União dos Empregados no Comércio de Barretos, durante Assembléia Extraordinária da categoria, bancários aprovaram a transformação da Associação em Sindicato. A 13 de março de 1962, o Ministério de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio, concede a carta sindical à entidade barretense. No dia 14 de abril, em almoço realizado no Clube das Acácias, o Dr. José Barbosa, da IAPB, entrega a carta sindical do Sindicato dos Empregados em estabelecimentos bancários de Barretos ao presidente José de Paiva.


Reflexos da ditadura em nossa entidade


       Portaria da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo, de 2 de junho de 1964, nomeia Emílio José Pinto, interventor no Sindicato, no início da ditadura militar. A "normalidade" volta a reinar com eleições realizadas a 30 e 31 de agosto de 1965. Neste pleito, foram eleitos para a diretoria executiva: Leonardo Nunes de Lima, Swani de Oliveira Brito e Fábio da Silva e Oliveira. Se anteriormente os Sindicatos já tinham uma vocação paternalista e forte atrelamento ao Estado, o golpe militar e toda a repressão que o sucedeu por vários anos, acabaram jogando as entidades no campo exclusivo do assistencialismo.
Na época, o artigo 1º do Estatuto de nossa entidade definia a constituição do Sindicato "para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria, com o intuito de colaboração com os poderes públicos e as demais associações no sentido da solidariedade social e da sua subordinação aos interesses nacionais". Era um estatuto padrão que atrelava o sindicato ao governo.
       Em 1970, toma posse na presidência o Sr. Dinart de Oliveira, permanecendo como presidente do Sindicato até 1987. Foram anos de ausência do sindicato nas lutas da categoria e pela democratização do país.
       Em meados dos anos 80, um grupo de bancários insatisfeitos com a posição passiva da então diretoria e influenciada pelos movimentos dos trabalhadores metalúrgicos do ABC e bancários de São Paulo, começa uma articulação pela construção de uma chapa oposicionista. Este movimento iniciou-se envolvendo bancários de Bebedouro e Barretos e logo se espalhou por toda a base sindical, então muito maior do que é hoje, pois abrangia a região de Olímpia chegando até Riolândia. Este grupo pró-CUT organizou uma chapa de oposição para disputar as eleições de 1987, porém com a interferência da Federação dos bancários de SP e MT, houve uma composição entre situação e oposição culminando em uma chapa única, encabeçada por Rodrigo Otávio Ferreira Mendes, que tomou posse em 29.09.1987, porém durou pouco. Estabeleceu-se, então um racha na diretoria. De um lado o grupo pró-CUT, de outro o grupo que se auto intitulava "dissidência sindical". Esse processo culminou com duas chapas disputando as eleições sindicais de 1990, onde a chapa CUTista, que tinha à frente Ezisto Hélio Fernandes Césari, venceu por 70% dos votos, deixando claro que a categoria queria um sindicato de luta, de massa e classista e que se filiasse a CUT. A filiação foi feita em janeiro de 1991 e até hoje a entidade se pauta na construção de um sindicalismo livre, autônomo e cidadão.

      PRESIDENTES:

       1959/1964 José Rosa de Paiva
       1965/1967 Leonardo Nunes de Lima
       1968/1969 Silvio Martins
       1970/1971 Mansueto Rodrigues da Silva
       1972/1987 Dinart de Oliveira
       1987/1990 Rodrigo Otávio F. Mendes
       1990/2002 Ezisto Hélio Fernandes Césari
       2002/2005 Ezisto Hélio Fernandes Césari
       2005/2008 Marco Antônio Pereira
       2008/2011 Marco Antônio Pereira


BASE TERRITORIAL
       
       O Sindicato representa hoje aproximadamente 1300 bancários associados entre ativos e aposentados. Sua base territorial é composta pelos seguintes municípios:

Barretos
Bebedouro
Cajobi
Colina
Colômbia
Embaúba
Guaíra
Ibitiúva
Jaborandi
Miguelópolis
Monte Azul Paulista
Morro Agudo
Marcondésia
Monte Verde Paulista
Pitangueiras
Severínia
Terra Roxa
Viradouro


Sede BARRETOS: Rua 18 nº 1010 CEP: 14780-060 Barretos-SP
Sub-Sede BEBEDOURO: Rua Coronel João Manoel nº 419 Sala 8, CEP 14700-000 Bebedouro-SP.
Reflexos da ditadura em nossa entidade