Menu
copyright©-2007-2009 - todos os direitos reservados
Edição e criação: SINTRAF
  Os anos de chumbo

           Os efervescentes anos 1960 começaram com lutas e conquistas. 
       
       











       
















Reflexos da ditadura em nossa entidade
















       A partir de 1964, o golpe militar fere de morte a organização social brasileira. Os militares fecham o cerco com a decretação do AI-5. Lideranças políticas e sindicais são presas e várias, assassinadas além de intervenções nas entidades.  Em 02 de junho de 1964, uma portaria da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo, nomeia Emílio José Pinto, interventor no Sindicato dos bancários de Barretos. A "normalidade" volta a reinar com eleições realizadas dias 30 e 31 de agosto de 1965. Neste pleito, foram eleitos para a diretoria executiva: Leonardo Nunes de Lima, Swani de Oliveira Brito e Fábio da Silva e Oliveira. Se anteriormente os Sindicatos já tinham uma vocação paternalista e forte atrelamento ao Estado, o golpe militar e toda a repressão que o sucedeu por vários anos, acabaram jogando as entidades no campo exclusivo do assistencialismo.













               
       Em 1966 O governo militar institui o FGTS, em lugar da estabilidade no emprego, e unifica os fundos de previdência. O IAPB (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários) acaba extinto.
       
       Em 1983 Arrocho e desemprego levam os trabalhadores de todo o país a deflagrarem greve geral de 24 horas. Como resposta, o governo militar intervém em diversos sindicatos e determina a cassação de lideranças sindicais.
















       Paralelamente, nasce a Central Única dos Trabalhadores, representando a ruptura do sindicalismo corporativista e atomizado.













       Em 1984 Todo o país se mobiliza em torno da campanha pelas Diretas já.











       
       Em 1985 A Nova República começa com defeitos graves e inflação ascendente. Os bancários defendem, a exemplo de outras categorias, o reajuste trimestral e fazem a maior greve da história.














 
       A partir de 1986  Plano Cruzado resulta em demissões de milhares de bancários e fechamento de centenas de agências bancárias.









                  

       No período de 1972 a 1987, registrou-se um bom tempo de ausência do sindicato dos bancários de Barretos nas lutas da categoria e pela democratização do país.
       
       Em meados dos anos 80, um grupo de bancários insatisfeitos com a posição passiva da então diretoria deste período, começa uma articulação pela construção de uma chapa oposicionista.















       
       Este movimento iniciou-se envolvendo bancários de Barretos, Bebedouro e Guaira e logo se espalhou por toda a base sindical. O grupo pró-CUT organizou uma chapa de oposição para disputar as eleições de 1987, porém com a interferência da Federação dos bancários de SP e MT, houve uma composição entre situação e oposição culminando em uma chapa única, encabeçada por Rodrigo Otávio Ferreira Mendes, que tomou posse em 29.09.1987. Porém durou pouco.

















       Estabeleceu-se, então um racha na diretoria.    De um lado o grupo pró-CUT, de outro o grupo que se auto intitulava "dissidência sindical".

















   
       Esse processo culminou com duas chapas disputando as eleições sindicais de 1990, onde a chapa CUTista, encabeçada por Ezisto Hélio Fernandes Césari e apoiada por Rodrigo, venceu por 70% dos votos, deixando claro que a categoria queria um sindicato atuante, de massa e classista e que se filiasse a CUT. 
















          Em 1988, os bancários de Barretos engrossam o movimento Nacional de greve.
       















       
Apresentação
50 anos de Lutas e Conquistas
       Inflação galopante, recessão, automação e fim de postos de trabalho. Assim começaram os anos 90 e, quando parecia que nada poderia piorar, o Brasil elegeu Fernando Collor de Mello, cuja primeira medida foi confiscar a poupança da população. Contra as medidas econômicas que atingiram diretamente o trabalhador, os bancários organizaram manifestações e protestos, que incluiram greve nacional de sete dias, na qual foram conquistados os tíquetes refeição e alimentação.


















       Em 1989 Em meio à efervência política que antecedeu a volta das eleições diretas e o início da reestruturação produtiva no universo do trabalho, nasce a FETEC/CUT-SP
       No dia 20 de janeiro de 1958, nas dependências do Banco Crédito Real, 103 pessoas participaram da reunião para a escolha da comissão encarregada de fundar a Associação dos Bancários de Barretos e Região.
       
       A Fundação "oficial" da Associação Profissional dos Bancários aconteceu no dia 10 de junho de 1959. José Rosa de Paiva  foi eleito como presidente com
mandato de 2 anos.
    
bancários aprovaram a transformação da Associação em Sindicato. Em 13 de março de 1962, o Ministério de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio, concede a carta sindical à entidade barretense. No dia 14 de abril, em almoço realizado no Clube das Acácias, o Dr. José Barbosa, da IAPB, entrega a carta sindical do Sindicato dos Empregados em estabelecimentos bancários
de Barretos ao presidente José Rosa de Paiva.
Em 1º de maio de 1961, durante uma Assembléia Extraordinária da categoria, 
       Em janeiro de 1991 com os anseios da categoria bancária, o sindicato promove a filiação junto a CUT (Central Única dos Trabalhadores)














       Em 1992 Nasce a Confederação Nacional dos Bancários da CUT. No mesmo ano do impeachment de Collor, é assinado um acordo único para os bancários de todo o país.















       Em 1995 Têm início as fusões/incorporações de bancos, com conseqüências desastrosas para o emprego bancário. A participação nos Lucros e Resultados veio neste ano. 
















       Em 1996  a categoria bancária deflagra mais uma greve  em defesa do emprego e preservação de seus direitos.











       Em 1997 os diretores do Sindicato de Barretos auxiliam na construção da greve na Capital.
       

















       Em 1998 FHC se reelege mantendo por mais quatro anos sua política neoliberal.
          
       O final do século 20 foi marcado pela forte internacionalização da economia e pelas privatizações promovidas em toda era FHC - Empresas fecharam suas portas e o desemprego atingiu recordes históricos.


       Em 1999 Ocorre a 1ª Conferencia Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
       














       No ano de 2000  Depois de intensa resistência do movimento sindical, o governo do Estado de SP concretiza a privatização do Banespa.

       Ainda no ano de 2000 o sindicato vai a luta contra o congelamento dos salários e a retirada de direitos.
    
         


















       Em 2001  bancários vão as ruas em mais uma Campanha Salarial pela garantia de emprego, igualdade de oportunidades e pelo auxilio educação.

       Em 2002 o povo deu sua resposta nas urnas. 52 milhões de brasileiros elegem Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República.
       
       Em 2003 - Funcionários dos bancos federais deflagram greves, na tentativa de resgatar o valor perdido durante oito anos de governo FHC.
        
         














       


       Em 2004 aconteceu a primeira campanha nacional unificada entre funcionários de bancos públicos e privados, que culminou na greve dos 30 dias.

       No dia 31 de maio de 2005, início de mais uma Campanha Salarial dos Bancários, toma posse a nova diretoria da entidade. Há anos o sindicato não tinha no comando um presidente de Banco Privado.  Marco Antonio Pereira assume a presidência  com o compromisso de continuar e ampliar ainda mais a luta por um sindicalismo forte e atuante voltado para os interesses da categoria e da classe trabalhadora, priorizando o combate ao assédio moral, qualquer tipo de discriminação e ainda a trabalhar sempre para garantir os direitos já conquistados e avançar em busca de novas conquistas.
       No dia 03 de junho de 2005, o sindicato dá início a campanha pelo fim das filas e por mais contratações. Os bancários sempre tiveram como uma de suas bandeiras o fim das filas nos bancos exigindo a contratação de mais bancários e a melhoria na qualidade do atendimento aos clientes.
 


         














       No dia 06 de outubro de 2005, os bancários de instituições financeiras públicas e privadas deflagram greve da categoria.

       No final do quinto dia de greve nacional, a fenaban apresenta uma nova proposta que contempla aumento real de salário, abono único, PLR e compensação do dias parados.

















          Com o fortalecimento da categoria, os bancários revertem uma situação de arrocho salarial imposta pelos bancos e passam a conquistar aumento real de salário e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Política que se mantém nos anos posteriores como fruto de intensa mobilização e disposição de luta dos trabalhadores .


       Em janeiro de 2006, com objetivo de atender a uma demanda das diversas categorias envolvidas em atividades do sistema financeiro, foi criada a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro .
         
       

       Neste mesmo período, entidades sindicais bancárias intensificam as ações pela ampliação da representação no ramo ao mesmo tempo em que a sociedade brasileira reelege o presidente  Lula, em clara demonstração de apoio ao projeto de esquerda de construção de um Estado soberano e agente de desenvolvimento nacional.


       Objetivando diagnosticar problemas na categoria, o sindicato dá início a pesquisa RAIO X nos Bancos. Começa ai uma nova batalha de combate ao assédio Moral.
       No dia 01 de maio de 2007, o sindicato inaugura o Sind Cyber e a DVD Teca, disponibilizando inicialmente 21 títulos ligados aos movimentos sociais e de trabalhadores .
       Ainda em 2007, os trabalhadores asseguram uma política de longo prazo para determinar os reajustes permanentes do salário mínimo.
       
       Neste mesmo ano, os bancários se mobilizam e conquistam a 13ª cesta-alimentação.
       No início de 2008, os bancários conquistam o Mapa da Diversidade. O censo aplicado na categoria integra uma série de ações que visam identificar, comparar e analisar o perfil dos bancários, com base em dados referentes à cor/raça, gênero, faixa etária, escolaridade e ascensão profissional.
       No dia 14 de março de 2008, em assembléia realizada na sede do sindicato, foi dado o primeiro passo para a construção da ampliação da representação dos trabalhadores. Foi aprovado por unanimidade a mudança do Estatuto da entidade cuja principal alteração foi a ratificação da representação sindical abrangendo todos os trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro. 
       Com objetivo de pressionar o Congresso Nacional para manter o veto do presidente Lula contra a medida que visava retirar direitos dos trabalhadores, bancários de todo Brasil promovem um dia de luta contra a emenda 3.
       Em mais uma Campanha Salarial, os  Bancários se mobilizam, driblam a crise econômica mundial, fazem 15 dias de forte greve e saem vitoriosos da Campanha Nacional da categoria .
       Logo no início de 2009, a Contraf-CUT, inicia uma Campanha em Defesa dos Empregos e Direitos dos bancários.
       
       O sindicato engrossa a campanha para  que o Banco Itaú garantisse que não haveria fechamento de agências ou demissões, além de sensibilizar a sociedade para o grave problema das fusões e incorporações de bancos.

       Contra as demissões que  o banco Santander promoveu no inicio do ano, os bancários realizaram um grande ato e expressaram sua indignação. 400 cruzes foram levadas à Paulista durante a atividade e  simbolizaram as 400 demissões ocorridas.
       Após intensas mobilizações contra as demissões no Santander, bancários conquistam um novo aditivo com novas garantias como o incentivo à aposentadoria, o programa de licença remunerada para aposentadoria e novos mecanismos para evitar mais demissões.        
       Ainda na luta pela garantia dos direitos e empregos, mais de 3.000 bancários de várias regiões da capital e do interior do estado  participam do encontro no ginásio da Portuguesa em São Paulo.  Diretores do sindicato com mais 46 bancários da base da entidade estiveram presentes.
       No mês de maio de 2009, o sindicato  engaja em uma nova Campanha  de Combate à violência Sexual contra Crianças e Adolescentes lançada pela  Fetec/ CUT-SP, em parceria com a AFUBESP, CONTRAF-CUT  E Sindicato dos Bancários de São Paulo. 
       Neste mesmo ano, bancários se organizam pela ampliação da licença maternidade para seis meses. A iniciativa se configura em vitória não apenas para a categoria, mas para toda a sociedade brasileira.
       Ao mesmo tempo, o conjunto da classe trabalhadora reforça a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial.
       Mas o dia 30 de novembro ficará na memória dos bancários da Nossa Caixa. A data crava o fim do último Banco Público do Estado de São Paulo e o início de uma nova era com a incorporação do Banco do Brasil .
       Em 2010  uma nova conquista para os bancários do Itaú.  Após 14 meses de intensas negociações  várias melhorias no plano de Aposentadoria Complementar  é implementada .
       Com a apoio da Fetec-SP,  o sindicato da  início a Campanha  Menos Metas  Mais Saúde. Ação esta que se expande  para demais regiões do interior do estado de São Paulo.
       Durante a 5ª Integração da categoria, o Sindicato inaugura  um novo espaço para realização de festas, conferências, plenárias, ações educacionais e outros eventos no clube dos bancários.
       Mais uma campanha Nacional vem pela frente. Após 15 dias de greve os bancários conquistam importantes  avanços , contemplando assim as  principais reivindicações.  Após anos de denúncias, manifestos e paralisações, surge uma nova conquista,  a inclusão na Convenção Coletiva de mecanismos de combate ao Assédio Moral. 
       Trabalho decente com renda, desenvolvimento nacional e fim das injustiças sociais voltam à pauta em mais um ano eleitoral, quando os trabalhadores reforçam a sua opção de continuidade de construção do projeto democrático de Nação.
       No início de 2011 foi assinado o primeiro acordo específico com a Federação Nacional dos Bancos e os bancos que visa combater o assédio moral nos locais de trabalho.
       Até  hoje a entidade se pauta na construção de um sindicalismo de luta, livre, autônomo e cidadão.
       Parabéns a todos que fizeram parte desta história de Lutas e Conquistas.



PRESIDENTES

       1959/1964 José Rosa de Paiva

      1965/1967 Leonardo Nunes de Lima

       1968/1969 Silvio Martins

       1970/1971 Mansueto Rodrigues da Silva

      1972/1987 Dinart de Oliveira

       1987/1990 Rodrigo Otávio F. Mendes

       1990/2005 Ezisto Hélio Fernandes Césari
     
       2005/2011 Marco Antônio Pereira

BASE TERRITORIAL
      
       O Sindicato representa hoje aproximadamente 1500 bancários entre ativos e aposentados. Sua base territorial é composta pelos seguintes municípios:

Barretos
Bebedouro
Cajobi
Colina
Colômbia
Embaúba
Guaíra
Jaborandi
Miguelópolis
Monte Azul Paulista
Morro Agudo
Pitangueiras
Severínia
Terra Roxa
Viradouro

     
LINHA DO TEMPO DAS CONQUISTAS DOS BANCÁRIOS

1933- Conquista da jornada de 6 horas (36 horas semanais)
1940- Estabelecido o salário mínimo para todos os trabalhadores
1943- Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
1951- Instituição do Dia do Bancário (28 de agosto)
1957- Garantia do recebimento de horas extras
1959- Fundação oficial da Associação Profissional dos Bancários de Barretos e Região
1961- Transformação da Associação em Sindicato dos Bancários de Barretos e Região
1961- Adicional por tempo de serviço/ Lei estabelece o 13º salário
1962- Ministério de Estado dos Negócios do Trabalho, Industria e Comércio concede a carta sindical ao sindicato dos Bancários de Barretos e Região
1962- Extinção do trabalho aos sábados
1964 a 1984 - Resistência à ditadura militar
1982- Unificação da data-base da categoria 1º de setembro
1983- Criação da CUT
1985- Formado o primeiro Comando Nacional. CEF conquista jornada de 6 hs.
1986- Conquistado o auxilio Creche-baba
1990- Conquista do Vale Refeição
1991- Filiação do Sindicato dos Bancários de Barretos a Central Única dos Trabalhadores
1991- Unificação Nacional dos pisos
1992- Fundação da Confederação Nacional dos Bancários (CNB). Assinada a primeira Convenção Coletiva de Trabalho válida para todo país
1994- Conquistado vale-alimentação
1995- Direito à PLR  passa a fazer parte da CCT
1998- Comissão de saúde conclui programa de prevenção da LER/Dort
1999- Realizada a 1ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
2000- Igualdade de oportunidades passa a fazer parte da CCT
2003- Realizada a primeira Campanha Nacional Unificada dos Bancários
2005- Lançada campanha pela melhoria no atendimento bancário/ Bradesco isenta funcionários do pagamento de tarifas
2006- Fundada a CONTRAF/CUT / BB e CEF assinam a CCT junto com os bancos privados/ Sindicato dá inicio a Campanha Raio X nos Bancos
2007- Conquista da 13ª cesta-alimentação/ Sindicato inaugura Sind Cyber e DVDTeca dos Trabalhadores
2008- Aumento na Regra Básica  da PLR/  Assembléia no sindicato aprova por unanimidade Reforma Estatutária passando a ter nova denominação e representar todo o Ramo Financeiro
2009- Ampliação da licença-maternidade para 180 dias/  Novo modelo de distribuição do valor adicional à PLR
2010- Conquista  de inclusão na CCT de mecanismos de Combate ao Assédio Moral e à falta de Segurança Bancária/ Valorização no Piso da Categoria.


"SEM LUTA NÃO HÁ CONQUISTA"
PARTICIPE DAS LUTAS DE SEU SINDICATO!