Bancos travam avanços no combate
ao assédio moral e às metas abusivas
Começaram mal as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Na segunda rodada de negociações sobre saúde do trabalhador (o que inclui assédio moral e metas abusivas) e segurança bancária, realizada na quarta e quinta-feira, dias 1º e 2, em São Paulo, os bancos rejeitaram quase todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários.
As consultas realizadas pelos sindicatos e a pesquisa nacional encomendada pela Contraf-CUT revelaram que mais de 80% dos bancários consideram hoje o assédio moral e as metas abusivas os problemas mais graves que enfrentam nos locais de trabalho. A pesquisa sobre emprego na categoria desenvolvida pela Contraf-CUT e pelo Dieese também mostrou que a metade dos 18 mil bancários desligados dos bancos no primeiro semestre de 2010 foi por iniciativa dos próprios trabalhadores, fundamentalmente em razão da situação cada vez insuportável no trabalho provocada pelo assédio moral e pelas metas abusivas.
"Os bancários deixaram muito claro que, além do aumento de salário e de melhorias na PLR, a Campanha Nacional deste ano precisa avançar na direção de relações de trabalho mais humanas, o que passa necessariamente pelo combate ao assédio moral e pelo fim das metas abusivas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "O resultado das primeiras rodadas de negociação foi ruim nesse sentido. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos a atenderem as reivindicações da categoria."
Assédio moral
As negociações sobre assédio moral e metas abusivas, nessas primeiras rodadas, partiram dos resultados das discussões na Mesa Temática de Saúde do Trabalhador. Conquistada na campanha nacional do ano passado, esse fórum bipartite já realizou três reuniões este ano.
A discussão gira em torno da implantação de um programa de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, o que inclui a possibilidade de apuração de denúncias de assédio moral encaminhadas pelos sindicatos. O programa vem sendo debatido desde 2006, mas permanece com uma série de pendências em razão da intransigência dos bancos.
Metas abusivas
Os negociadores da Fenaban também rejeitaram as propostas dos bancários para acabar com as metas abusivas, entre elas o fim do ranking individual de vendas de produtos e o fim das metas para os caixas.
O Comando Nacional reafirmou aos representantes dos bancos que o problema a ser solucionado não é a existência de metas, mas a forma como essas metas são instituídas e cobradas dos trabalhadores, o que tem sido o principal fator gerador do assédio moral e de adoecimento dos bancários.
Outras reivindicações de saúde
Os representantes dos banqueiros recusaram ainda uma série de outras reivindicações, como por exemplo a manutenção de salários e a isonomia de direitos para quem está afastado por licença-saúde (cesta-alimentação, tíquete-refeição e PLR). Os bancos também negaram a concessão de abono de falta aos bancários com deficiência para o reparo de aparelhos que precisam usar.
Segurança bancária
A Fenaban negou o atendimento das principais reivindicações que tratam de segurança, como a proibição ao transporte de numerário e à guardas das chaves pelos bancários. Também negaram o adicional de risco de vida de 30% para quem trabalha em agências, postos e tesouraria e que está sendo conquistado pelos vigilantes em acordos coletivos e em votações de projetos de lei no Congresso Nacional.
Os bancos se recusaram ainda a garantir medidas preventivas contra assaltos, como a colocação de portas giratórias em todas as agências e postos, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real e outros equipamentos. "Denunciamos a irresponsabilidade do Itaú Unibanco, que está retirando portas de segurança em cidades onde não existe legislação municipal que obriga sua instalação, e do Banco do Brasil, que está fazendo um projeto-piloto de retirada dessas portas em várias cidades do país", destaca Carlos Cordeiro.
Em relação à assistência às vítimas de assaltos, seqüestros e extorsões, os bancos se limitaram a garantir atendimento médico ou psicológico no local da ocorrência. Não asseguraram tratamento psicológico, nem aceitaram o fechamento da agência ou posto no dia do assalto, muito menos o acompanhamento de um advogado do banco na identificação de suspeitos na polícia. Além disso, os banqueiros foram contrários à estabilidade provisória de 36 meses para as vítimas de assaltos e sequestros.
Os negociadores dos banqueiros aceitaram a emissão obrigatória do Boletim de Ocorrência (BO) na polícia para os casos de assaltos, consumados ou não, e sequestros. Também concordaram em fornecer estatísticas semestrais de assaltos a bancos em âmbito nacional. Essas medidas haviam sido discutidas na Mesa Temática de Segurança Bancária.
"É preciso que os bancos avancem nas propostas para combater a insegurança, a fim de proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes. No primeiro semestre deste ano, 11 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos no País. No mesmo período, os bancos foram multados em R$ 4,6 milhões pela Polícia Federal em razão do descumprimento das leis e normas de segurança. Gastar em segurança não é custo e sim investimento na vida das pessoas, o maior patrimônio que existe", reforça o presidente da Contraf-CUT.
Prazo para aderir ao "pijama" do Santander
vai até dia 31 de agosto
Os bancários que já têm direito à Licença Remunerada Pré-Aposentadoria (LRPA), conhecida popularmente como "pijama", devem ficar atentos ao prazo para não perder o direito conquistado. A solicitação deverá ser feita até 31 de agosto.
Segundo números apresentados pelo Santander, durante reunião que aconteceu no dia 2/08, cerca de dois mil funcionários em todo Brasil já fizeram a adesão e estão em casa, ou no aguardo da data de liberação, recebendo como se estivessem na ativa, com exceção dos ganhos de renda variável resultante de desempenho.
A conquista do pijama foi resultado de muita luta dos trabalhadores junto com o movimento sindical, portanto, os bancários não podem perder esse direito por um descuido. Embora o prazo termine dia 31 de agosto, foi enviado carta ao banco, pedindo a prorrogação deste importante programa que foi criado com o objetivo de evitar demissões no processo de fusão, o que ainda não terminou.
Campanha Nacional dos Bancários 2010
foi lançada em Barretos
Ocorreu na tarde desta terça-feira, no centro da cidade, a manifestação programada pela diretoria do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região, juntamente com dirigentes sindicais da FETEC-CUT-SP, vindos de diversas regiões do estado.
Munidos de bandeiras, carro de som e boletim de esclarecimento à população, os bancários saíram em passeata, realizando manifestação em frente as principais agências bancárias, informando aos bancários, clientes e usuários o inicio da Campanha Nacional.
Para Marco Antonio Pereira, presidente da entidade, o ato é importante para a mobilização da categoria bancária e esclarecimentos a população sobre as principais reivindicações: "melhores condições de trabalho e melhor atendimento interessa a todos, bancários e sociedade", afirma Marco.
Segundo os dirigentes sindicais, o excesso de metas, assédio moral, quadro de funcionários reduzido e desrespeito na atendimento contrastam com o fabuloso lucro dos banqueiros, cada vez maiores e agora é o momento dos bancários e população exigirem seus direitos.
Fotos da Campanha
Primeira negociação entre Comando Nacional
e Fenaban acontece dia 24
A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 será realizada no dia 24 de agosto, às 15h, em São Paulo. A data foi definida entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Na primeira reunião, serão discutidas as reivindicações de saúde e condições de trabalho. Também será definido o calendário das próximas negociações da campanha.
"A melhoria da qualidade de vida é uma das maiores preocupações dos bancários, que sofrem com um modelo de negócios que impõe metas abusivas e abre espaço para o assédio moral, levando ao adoecimento. Os debates dessa primeira reunião serão fundamentais para mudar essa situação e buscar um ambiente de trabalho saudável para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Antes da negociação, os sindicatos e as federações promovem o lançamento da campanha unificada nos estados.
Veja as principais reivindicações dos bancários sobre Saúde do Trabalhador:
- Fim das metas abusivas
- Combate ao assédio moral
- Prevenção contra os riscos de adoecimentos
- Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos
- Promoção da saúde da mulher
- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa
- Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde
Caixa altera PFG e concede alguns avanços,
mas mantém discriminação
A Caixa Econômica Federal divulgou no dia 12/08, o comunicado interno CE SURSE 099/10, que traz alterações nas regras sobre substituições definidas no novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). Apesar de avançar em alguns aspectos criticados pela Contraf-CUT na apresentação do plano, as mudanças mantêm a discriminação contra os empregados que não saldaram o Reg/Replan.
Pelas novas regras, os empregados que optaram por permanecer no antigo Plano de Cargos e Carreira (PCC) passam a poder substituir funções gratificadas, o que era proibido na formulação anterior. No entanto, o texto do comunicado restringe a possibilidade aos empregados que "atendam às condições de adequação ao PFG", o que exclui os trabalhadores que estão no Reg/Replan não-saldado.
Outra mudança é a possibilidade de aproveitamento da experiência do empregado que optou por permanecer no antigo PCC quando ele participar de um Processo de Seleção Interno (PSI). Na versão original do novo plano, os bancários que fizessem essa opção competiam em desigualdade nos PSI com os trabalhadores que decidiram migrar para o PFG, uma vez que a experiência que acumulavam não contava para a seleção.
A circular da Caixa traz ainda modificações no tocante ao Adicional Pessoal Provisório de Adequação ao PFG (APPA). O valor do adicional não estará mais sujeito a alterações por conta de variações nos valores das rubricas que compõem a remuneração do cargo efetivo do empregado. Fica também mantido o APPA na lateralidade, ou seja, nos casos de dispensa e designação simultânea para função gratificada de mesmo nível remuneratório.
"A possibilidade de substituições, a contagem de tempo de experiência profissional dos trabalhadores que ficarem no PCC e a não redução do APPA atendem a reivindicações que apresentamos na mesa de negociação e representam avanços", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa. "No entanto, a manutenção da discriminação aos trabalhadores do Reg/Replan é um problema inaceitável para o movimento sindical. Exigimos que todos os bancários recebam tratamento igual e possam optar pela migração para o PFG, se assim desejarem", defende.
Itaú Unibanco divulga lista de trabalhadores
contemplados no auxílio-educação
O Itaú Unibanco divulgou no dia 13/08, os nomes dos bancários que vão receber as bolsas do programa de auxílio-educação, conquistadas pelos trabalhadores em negociação realizada em abril.
Foi garantido na mesa de negociação 4 mil bolsas, sendo 3,5 mil para os funcionários do banco e 500 para os trabalhadores das demais empresas da holding. As bolsas contemplarão 11 parcelas, retroativas a fevereiro de 2010. Além disso, o acordo agora vale por dois anos, até o final de 2011. Após a fusão, Itaú e Unibanco mantiveram programas próprios de bolsas de estudos, mas agora eles foram unificados.
Segundo as informações passadas pela instituição financeira, junto com os nomes dos contemplados foram divulgados também os detalhes sobre os procedimentos necessários para começar a receber os reembolsos.
Assembléia apreciará nova proposta da Credicitrus
Em nova negociação realizada no último dia 10/08 entre o sindicato dos bancários de Barretos e Região e a diretoria da cooperativa de crédito Rural Coopercitrus - Credicitrus na sua sede em Bebedouro, após mais de duas horas de negociação, a entidade arrancou uma nova proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2010/2011 que será submetida a assembléia para apreciação e deliberação.
A proposta discutida entre as partes em reunião realizada no dia 10/08/2010 a ser submetida em Assembléia com os funcionários no dia 16/08/2010 é a seguinte:
I - CLÁUSULAS SOCIAIS:
A. Manutenção de todas as cláusulas sociais aprovadas no Acordo Coletivo 2009/2010, celebrado em 2009.
II - CLÁUSULAS ECONÔMICAS:
A. Reajuste Salarial: A Credicitrus propõe um reajuste de 7,5% (sete vírgula cinco por cento), aplicável sobre os salários e demais verbas/benefícios vigentes em maio/2010. Tal índice foi encontrado pela aplicação do INPC acumulado no período (5,31%) acrescido de um aumento real de 2,19%.
B. Abono Único: A Credicitrus propõe um abono único no valor de R$ 900,00 (novecentos reais) a todos os funcionários ativos em 31/05/2010.
C. Décima Terceira Cesta Alimentação: A Credicitrus concederá, até dia 31 do mês de dezembro de 2010, aos empregados que nessa data estiverem no efetivo exercício de suas atividades, a Décima Terceira Cesta Alimentação, no valor de R$ 355,01 (trezentos e cinqüenta e cinco reais e um centavo), através de crédito em cartão.
D. Participação no Resultados: A Credicitrus concederá a todos os empregados uma participação nos resultados apuradas no exercício de 2010, fixada na quantia equivalente a 2 salários de cada empregado, considerando para tal o salário base acrescido das gratificações adicionais, abono e anuênio, percebido pelo empregado no mês de Dezembro/2010, de forma proporcional à quantidade de meses trabalhados no ano de 2010.
Diante da apresentação desta proposta, o Sindicato dos Bancários de Barretos e Região está convocando todos os funcionários de sua base territorial da Coopercitrus - Credicitrus para apreciação e deliberação da proposta a ser realizada no próximo dia 16/08/2010 (segunda-feira) às 17:00 hs em primeira convocação, e às 19:00 hs em segunda convocação, na Sub-sede de Bebedouro.
EDITAL DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Barretos e Região, com CGC 44.790.079.0001/77 por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados da Credicitrus da base territorial deste sindicato, sócios e não sócios, para a assembléia geral extraordinária que se realizará no dia 16 de agosto de 2010, às 17.00 horas em primeira convocação e às 19.00 horas em segunda convocação, na Rua Antonio Alves de Toledo 271-A na cidade de Bebedouro/SP, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1) discussão e deliberação sobre a proposta de acordo coletivo de trabalho 2010//2011 apresentada pela Credicitrus;
2) deliberação sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;
3) outros assuntos de interesse da categoria.
Barretos, 14 de agosto de 2.010.
Marco Antonio Pereira
-presidente-
Marca Nossa Caixa é extinta depois de quase um século
Mais de 90 anos de história se encerram com o fim da marca Nossa Caixa, que deve desaparecer até o fim deste mês. A sinalização das agências será totalmente alterada até sexta-feira 13 e concluída nos outros locais ainda em agosto. Somente nas campanhas publicitárias voltadas para clientes é que o nome persistirá no máximo até dezembro.
As informações foram passadas à imprensa pelo principal executivo do Banco do Brasil em São Paulo, Dan Conrado, responsável pelas operações do antigo banco estatal paulista, vendido para o BB em novembro de 2008.
O estado de São Paulo perde seu último banco público, de acordo com a política privatizante que controla o governo estadual há mais de 20 anos. Com a total finalização das operações e da marca do banco, fica a história dos milhares de funcionários que passaram pela instituição financeira. Os trabalhadores honraram o papel do banco público no dia-a-dia e em inúmeras lutas em defesa da permanência da instituição estadual. "Agora vamos continuar nossa luta pela melhoria das condições de trabalho que estão sofríveis devido à forma atabalhoada como aconteceu o processo de incorporação pelo BB, causando enormes transtornos não só para os funcionários como também para clientela". Comenta Carlos Orphan, funcionário do Banco extinto e diretor do sindicato.
Bancários querem reajuste de 11%,
mais empregos e fim do assédio moral
Foi dada a largada da Campanha Nacional 2010. Nesta quarta-feira, 11 de agosto, o Comando Nacional dos Bancários apresentou a pauta de reivindicações da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. O documento foi entregue pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, tendo sido recebido pelo presidente da Fenaban e do Santander Brasil, Fábio Barbosa.
Sob o mote "Outro banco é preciso - Pessoas em 1º lugar", os bancários querem melhores salários, mais empregos, fim das metas abusivas e do assédio moral, condições dignas de trabalho, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e melhoria do atendimento para os clientes e à população. A primeira rodada de negociação será realizada na semana que começa no dia 23 de agosto.
"A economia brasileira está vivendo um momento de explosão do crescimento e o sistema financeiro está melhor ainda, como mostram os balanços já divulgados. Os bancos têm plenas condições de dar sua contrapartida social, atendendo por um lado as reivindicações dos trabalhadores e por outro as demandas da sociedade por mais crédito e redução dos juros, do spread e das tarifas", afirmou Carlos Cordeiro.
Veja as principais reivindicações dos bancários
- Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real);
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário;
- Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88);
- Plano de Cargos e Salários em todos os bancos;
- Previdência Complementar para todos os bancários;
- Mais contratações, com garantia de emprego e igualdade de oportunidades para mulheres, negros e pessoas com deficiência;
- Fim das terceirizações e dos correspondentes bancários;
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral;
- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros e extorsões;
- Melhoria do atendimento aos clientes, com redução das filas e diminuição dos juros e tarifas.
A entrega da pauta de reivindicações contou a presença de sindicatos e federações que integram o Comando Nacional e que representa mais de 90% dos funcionários de bancários de todo país. Também compareceram representantes dos maiores bancos públicos e privados.
Os bancários têm data-base em 1º de setembro e possuem convenção coletiva nacional válida para todos os funcionários de bancos públicos e privados do país.
Sindicato reúne-se com Superintendente do BB
Os representantes sindicais listaram problemas e apresentaram dúvidas frente às medidas que estão sendo implantadas pelo BB, com o intuito de acabar com o caos instaurado nas agências e postos de atendimento.
Dirigentes do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região estiveram reunidos, na quinta-feira, 05, com o superintendente do Banco do Brasil em Ribeirão Preto, Oton Cabral Gonçalves e acessores. A reunião também contou com participação de representantes dos sindicatos filiados a FETEC-CUT-SP vinculados à Superintendência de Ribeirão Preto.
Logo de início, os representantes sindicais listaram problemas que estão sendo vivenciados por bancários, clientes e usuários das agências migradas para o BB. Do lado dos funcionários, o excesso de trabalho, a escassez de pessoal, desrespeitos à jornada, adoecimentos, pressões por cumprimento de metas, práticas de assédio moral, falta de treinamento para utilização do sistema e falta de equipamentos e outros instrumentos de trabalho. Além disso, filas enormes, deterioração no atendimento, falta de organização e de orientação para utilização do novo sistema são algumas das dificuldades que estão provocando desgastes em clientes e usuários neste período de transição.
Além dos transtornos, os representantes sindicais apresentaram dúvidas frente às medidas que estão sendo implantadas pelo BB, com o intuito de acabar com o caos instaurado nas agências e postos de atendimento.
Dentre as medidas estão convocação de concursados, antecipação da abertura de agências em 1 hora nos dias de pagamento do funcionalismo público, implantação de programa de treinamento e sistema de transferência de funcionários.
Os representantes do BB declararam que estão buscando soluções para todos os problemas apresentados.
O superintendente garantiu que não há orientações por parte da direção do banco para que gestores pressionem por cumprimento de metas. Ele se comprometeu em averiguar denúncias levadas pelos sindicatos e se colocou à disposição para buscar alternativas a situações indesejáveis. Além disso Oton garantiu que o processo de contratação de telefonistas para as agências já está avançado e sobre o relacionamento entre as agências afirmou que “o banco é um só e a orientação aos regionais e gerentes é para que haja parceria, integração entre as agências antigas do BB e as migradas do BNC”.
Sobre novas contratações o Responsável pela GEPES, Artequilino, também presente na reunião, confirmou a convocação de quatro concursados para Barretos.
“Foi mais uma tentativa de buscar soluções, porém o sindicato continuará acompanhando o desenrolar do processo e cobrando o que foi prometido”. Comenta o presidente do sindicato, Marco Antônio Pereira, que também listou uma série de problemas e propostas durante a reunião.
“O momento foi bastante propicio, pois estabelecemos um canal de comunicação que pode fazer a diferença nesta nova fase do funcionalismo”, complementa o diretor do sindicato e funcionário do extinto banco Nossa Caixa, Carlos Orpham que também participou da reunião.
Credicitrus fecha a mão na negociação
Cooperativa se nega a discutir cláusulas sociais e economiza
naquelas que se referem à remuneração
Reunidos na tarde do dia 02/08, na sede da Credicitrus, em Bebedouro, diretores do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região e representantes da Cooperativa de Crédito não chegaram a um acordo. Os representantes patronais se negaram a discutir reivindicações importantes, como licença maternidade de seis meses; inclusão do esposo no plano de saúde; jornada de seis horas; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e valorização do piso salarial.
Durante mais de duas horas de reunião o que os representantes dos trabalhadores mais ouviram dos negociadores foi que os empregados da cooperativa não são bancários e que a empresa não é banco, e que, portanto, não há o que se equiparar. Insistindo na comparação, a representação sindical argumentou que é muito importante a redução da jornada de trabalho para seis horas e que os bancários estão reivindicando 5 horas. Sobre a valorização do piso salarial, que o sindicato reivindica o valor do salário mínimo do DIEESE, ou seja: R$ 2.150,00, os representantes patronais disseram que a cooperativa não pode aplicar nenhum reajuste a mais, por que a maioria dos empregados estariam nessa faixa de salários e qualquer índice maior no piso "significaria inviabilizar financeiramente a cooperativa", argumento com o qual a representação sindical não concorda.
Proposta aquém da expectativa - A única proposta apresentada pela cooperativa para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho se refere ao índice de reajuste dos salários e demais verbas salariais e ao pagamento de um abono único, nos moldes do ano passado. O índice apresentado foi de 7% e o abono de R$ 700,00. A representação sindical avaliou a proposta como sendo aquém das expectativas dos empregados e das possibilidades da Cooperativa. Mesmo assim, o sindicato debaterá a proposta com os trabalhadores antes da próxima rodada de negociação marcada para o dia 10, terça-feira da semana que vem.
Participe da Plenária de avaliação da proposta
O sindicato convoca todos os empregados para uma Plenária de avaliação da proposta, na sexta-feira, dia 06/08, às 19 horas, na sub-sede do sindicato, em Bebedouro, Rua Antônio Alves de Toledo, 271.
Compareça!
Assembleia para aprovar a minuta unificada de
reivindicações será no dia 3 de agosto
Fechada a pauta de reivindicações, agora é a vez dos bancários aprovarem os termos discutidos na 12ª Conferência Nacional.
Em Barretos, a assembleia para aprovar a minuta unificada de reivindicações, que foi definida pelos 628 delegados da 12ª Conferência Nacional, realizada nos dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, será no dia 03 de agosto, às 19h30, na sede do sindicato.
Além de deliberar sobre pauta que será entregue aos bancos, os bancários (funcionários de bancos públicos e privados), sócios e não sócios, também devem aprovar na assembleia uma autorização para que a diretoria do Sindicato negocie com a Fenaban em nome dos trabalhadores.
Após muitos debates na 12ª Confereência, os bancários aprovaram reajuste salarial de 11% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR de três salários mais R$ 4 mil, piso salarial do Dieese (R$ 2.157,88), garantia de emprego, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, igualdade na contratação e na remuneração, adicional de risco de vida de 30% para quem trabalha em agências, postos e tesouraria, e previdência complementar para todos, dentre outros pontos.
A entrega da pauta para a Fenaban ocorrerá na primeira quinzena de agosto, em data a ser confirmada.